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O AMIGO



JESUS, sem sombra de dúvida, é nosso maior e melhor amigo de todos os tempos. Está ao nosso lado em qualquer circunstância. Além disso, precisamos lembrar que ele é também nosso maior e melhor exemplo a seguir. Em todas as ocasiões, precisamos indagar conosco mesmo, em nosso íntimo, como Jesus agiria se estivesse em nosso lugar. Claro que inúmeras vezes poderemos não conseguir agir como ele, mas devemos buscar, de todas as formas, nos espelhar em seus exemplos de conduta, sendo assim também quando nos designamos amigos de alguém.

A amizade é uma faceta do amor, portanto, é um sentimento nobre e como tal precisa ser compartilhado para se multiplicar; é doar o melhor de si desinteressadamente, sem expectativa de retribuição. Esta é a maior felicidade do amigo: poder doar compreensão e acolhimento. Os sentimentos nobres trazem felicidade, e não se unem aos sentimentos que só trazem sofrimento, como ciúmes e posse, exigência de exclusividade e apego. No coração em que entra qualquer um deles, o amor e a amizade saem pela outra porta.

O ciúme aprisiona, poda, ceifa, diminui. A amizade se alimenta de libertação, apoio, compartilhamento e respeito. Justamente por isso é que, ao deixar a pessoa amiga livre para ser dona de seus próprios passos, os laços de amizade mais se fortalecem!

O amigo mostra outras opções, convida, mas respeita a decisão do outro de seguir ou não. Não deixa de ser amigo simplesmente por ouvir um “não”. Respeita o tempo do outro, seu jeito de ser, sua individualidade. Não exige presença constante, mas mostra-se disponível sempre que o outro necessita.

Muito bem colocada a frase “Quando uma pessoa constantemente precisa da outra ela coloca em risco um bom relacionamento, pois se torna um peso”*. Muitas pessoas pensam que seu amigo tem obrigação de atender a todas as solicitações, e de resolver todos os seus problemas. Jesus não age assim conosco. Ele nos sustenta, nos auxilia e nos intui, mas também nos ensina que cabe a nós mesmos agir, buscar as soluções de nossos problemas e carregar nosso fardo, pois só assim fortaleceremos a nossa fé e aprenderemos a lição que precisamos para nossas vidas.

Perante os obstáculos, precisamos deixar de lado a postura passiva e queixosa e recomeçar ativamente a caminhada, com fé e confiança na vida. O amigo está ao nosso lado para nos dar o braço nessa postura ativa, e não para incentivar ainda mais nossa passividade.

Podemos utilizar tudo que foi dito no referido artigo como um pequeno roteiro para identificarmos nossas relações e percebermos verdadeiramente se a amizade encontra-se presente.

Procuremos a inspiração de Jesus ao relacionarmos com nossos amigos. Sejamos o amigo fiel que apóia, fortalece, ampara, mas também que respeita, liberta, e compreende que cada um tem sua individualidade e suas próprias experiências a vivenciar.

Luciana G. Rugani
* frase mencionada no artigo do Pastor Fabrício postado no blog de Alair Corrêa em 2010, onde eu pus este texto como comentário.

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