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A VERDADE SOBRE URNAS ELETRÔNICAS


O vídeo abaixo traz uma entrevista com o Eng. Amilcar Brunazo, especialista em urnas eletrônicas. Através de explicações técnicas, ele demonstra que o voto eletrônico é rápido na apuração, mas, no modelo brasileiro, não há como saber se o que ele está somando está correto.
O engenheiro derruba, com explicações detalhadas e técnicas, a ideia bastante propagada de que o sistema de votação eletrônica do Brasil é um dos mais avançados do mundo. Primeiramente, ele aborda o fato do acúmulo de poder na justiça eleitoral: é ela quem administra o sistema eleitoral, legisla sobre ele e julga as questões a ele referentes. Assim, ela é quem impõe o tipo de sistema eletrônico e, devido a esse superpoder que lhe é atribuído, acaba dificultando os meios de sua auditoria.
Ainda segundo Amilcar, o Brasil e a Índia são os dois únicos países que usam a urna eletrônica da primeira geração. Outros países rejeitaram essa tecnologia e usam a tecnologia de segunda geração, onde é possível o eleitor confirmar se seu voto foi realmente para o seu candidato. É o que é utilizado na Argentina, que, segundo o engenheiro, é o melhor sistema que existe atualmente. As máquinas eleitorais gravam o voto eletronicamente, mas mantém um segundo registro que o eleitor pode ver.  Cada voto vai ter duas vias: via impressa e via digital (ou através do escaneamento ou por meio de impressão do voto). Na impressão, o eleitor pode ver e conferir a via impressa, a qual é guardada numa urna comum. Após a eleição, há como fazer uma auditoria e comparar se a soma dos votos impressos é igual à soma dos votos eletrônicos.  
Aqui no Brasil, no modelo de primeira geração, isso não é possível, pois o voto não é impresso na tela ou no papel para que o eleitor se certifique se está de acordo com sua opção. O voto vai direto pro arquivo de registro digital do voto sem o eleitor saber se o que lá está sendo gravado é realmente o seu voto. A justiça eleitoral não permite que o próprio eleitor veja o que foi gravado como sendo seu voto. Presume-se que todos que trabalham com o sistema eletrônico internamente são sujeitos honestos e incorrompíveis, perfeitos, o que sabemos ser impossível de se garantir.
Outro ponto interessante abordado: os testes realizados pelo TSE no nosso sistema eletrônico são falhos. Sim, são falhos porque repletos de limitações e condições que impedem que sejam realizados testes mais confiáveis.
Foi aprovada a Lei 12034/09, que previa a utilização do modelo da segunda geração em 2012. Mas, a justiça eleitoral solicitou ao Ministério Público que entrasse com uma ação de inconstitucionalidade desta lei. Esta ação foi para julgamento no STF. Então, por medida cautelar, a lei foi suspensa e assim se encontra até o momento.
Assistam à entrevista abaixo. Vale a pena, pois acrescenta muito conhecimento por meio de informações que normalmente não são divulgadas pela mídia convencional.
Por todas as informações, dá pra concluir que a justiça eleitoral possui poder total sobre o voto do eleitor, e que o brasileiro, como eleitor, precisa sim ter seus direitos mais respeitados.
Enviado por  em 09/01/2012

Luciana G. Rugani

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