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A VERDADE SOBRE AS URNAS ELETRÔNICAS II

Mais uma excelente entrevista com o Eng. Amilcar Brunazo, especialista em urnas eletrônicas sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas brasileiras. Este vídeo reforça e atualiza as informações contidas no vídeo do artigo "A verdade sobre as urnas eletrônicas" (http://www.cantinhodasideias.com.br/2012/03/verdade-sobre-urnas-eletronicas.html), derrubando definitivamente a ideia de que o sistema de votação eletrônico do Brasil é confiável.
Pontos relevantes constantes no vídeo:
- Somente o Brasil e India persistem utilizando as urnas de primeira geração (urnas que não permitem a conferência do resultado). O Paraguai recebeu de graça 17.000 urnas eletrônicas brasileiras entre 2001 e 2005. Em 2008, o uso destas urnas foi proibido por falta de confiabilidade;
- Candidato que solicitou auditoria nos equipamentos acabou sendo julgado como litigante de má fé pelo TSE;
- O novo modelo de urna eletrônica argentina, denominado modelo de segunda geração e utilizado desde 2006, é o mais seguro que existe. O eleitor recebe uma boleta de voto eletrônico com chip. Ele coloca essa boleta na máquina, vota na tela, seu voto é impresso na boleta. Obviamente, o eleitor não fica com essa boleta. Ele recoloca essa boleta em outra máquina, e seu voto aparece na tela, portanto o eleitor confere seu voto que ficou gravado;
- Relato de novos casos de fraudes ocorridos nas últimas eleições e divulgação da comunidade "Quero meu voto impresso", do facebook https://www.facebook.com/groups/queromeuvotoimpresso/, criada por diversos candidatos prejudicados por falhas das urnas eletrônicas, onde qualquer cidadão pode participar exigindo seus direitos, enquanto eleitor ou candidato, junto ao TSE;
- Por fim, é ressaltada a importância da participação popular contra esse sistema da justiça eleitoral que fere a moralidade pública ao não permitir a impressão do voto e, consequentemente, qualquer conferência ou auditoria. Uma lei derivada de ação popular, nos moldes do ocorrido, por exemplo, com a lei da Ficha Limpa, segundo o entrevistado, poderia ser a solução, já que leis não originadas por ação popular foram aprovadas, mas tiveram sua execução suspensa, com é o caso da Lei 12034/09, que previa a utilização do modelo da segunda geração já em 2012.
Assista ao vídeo:

Publicado em 28/05/2012 por Voto Seguro


Luciana G. Rugani

Comentários

  1. Tudo que foi mostrado e comentado neste vídeo nos leva a crer que a confiabilidade das urnas eletrônicas é deveras duvidosa, se nas grandes metrópoles acontecem as fraldes, fico imaginando o que acontece nos lugares mais distantes do nosso País, aonde as forças e os poderes ditam as normas. Agora por qual motivo não implantam o sistema das urnas eletrônicas utizada na Argentina, pode não ser a mais adeguada, entretando poder ser a mais confiável.

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  2. Na verdade as urnas eletronicas hoje em uso na Argentina são de terceira geração, e não de seguunda, conforme os critérios de classificação descritos em http://www.cic.unb.br/~pedro/trabs/Voto-eLima2012.html

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