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ENTREVISTA DE ALAIR CORRÊA CONCEDIDA AO JORNAL INTERPRESS

DEU NO BLOG "ALAIR CORRÊA DIRETO":  www.blogdoalaircorrea.com.br



O candidato da aliança PP, PSD, PR, PRB, PCdoB, PSDB, PSC, DEM, PTC, PRP, PTB e PHS a prefeitura de Cabo Frio, o ex-deputado Alair Corrêa anunciou, em entrevista ao interpress que, eleito, vai substituir o Cartão Cidadão pelo Cartão Dignidade, que vai reduzir o preço da passagem de R$ 1 para R$ 0,50. O ex-deputado classificou de “histórica” a aliança que tem a participação de cinco ex-pré-candidatos a prefeitura: Paulo César, Cláudio Mansur, Alfredo Gonçalves, Silas Bento e Froilan Moraes.
— O que era impossível aconteceu, afirmou, referindo-se ao fato dos cinco pré-candidatos terem desistido da disputa para apoiá-lo. “Eles estão envolvidos no projeto mais inteligente e salutar que é a união de forças por Cabo Frio”, afirmou. Além do deputado federal Dr. Paulo César, de Índio da Costa e do presidente do PSD de Cabo Frio, Volmer Buentes, estavam presentes à mesa, Alair Corrêa, o presidente estadual do PSC Ronald Ázaro, Cláudio Mansur (presidente municipal do PTB), Silas Bento (presidente do PSDB), e os vereadores Dr. Taylor da Costa e Alfredo Gonçalves. Alair Corrêa disse que, se depender dele, a eleição será polarizada com o PSOL de Cláudio Leitão.
— Vou bater no Leitão até ele subir, brincou o ex-deputado.

interpress — Você considera a aliança com Paulo César, Silas Bento e Alfredo Gonçalves um momento histórico?
Alair Corrêa — É um momento histórico… as pessoas sempre reivindicaram a renuncia de um grupo de candidatos que pudesse se unir por um projeto por Cabo Frio, sem individualismo. Eu peguei o projeto que tenho, que é muito bonito, e comecei a mostrar a todos os candidatos. Um, pela formação ideológica do partido, pelo dogma, não acompanharia ninguém, mas cinco largaram tudo para me apoiar. É a primeira vez que isso acontece na história de Cabo Frio. A população queria esse desprendimento, essa postura do homem adiar sonhos por um sonho maior.

interpress — Você já tinha imaginado a costura dessa aliança?
Alair Corrêa — Não imaginava nem passava pela minha cabeça fazer essa costura, mas no momento em que Marquinho fez a proposta de todos renunciarem em prol de uma frente contra mim, me estimulou e eu pensei: puxa, estou na frente nas pesquisas, tenho o melhor projeto, estou bem com a população, estou de bem com a vida, porque, então, não inverter esse negócio? Eu peguei a idéia dele, trabalhei pra mim e com bastante, posso dizer, maestria, competência, coragem e trabalho eu consegui, conversando com um por um, conquistei o apoio dos cinco.

interpress — É o mestre ensinando ao aluno com o fazer?
Alair Corrêa — Quem quiser aprender comigo que aprenda. Eu sempre ofereço coisas novas para os que querem me acompanhar. Se Marquinho, por exemplo, tivesse mantido o programa que tínhamos de vinte anos, não teria havido briga e ele estaria consagrado, mas tem pessoas que preferem andar pelos seus próprios caminhos e acabam se perdendo por vias tortuosas.

interpress — O que definiu Silas Bento como seu vice?
Alair Corrêa — Eu estive para assumir a prefeitura por duas ocasiões, mas o Al-fredo se omitiu, então, quando o Silas assumiu a presidência eu perguntei: se o Tribunal bater o martelo e cassar Marquinho você me dá posse ou se esconde? Ele disse: eu te dou posse. E perguntou: Dá pra gente fazer uma união, amanhã eu ser seu vice? Eu disse que dava e ele entendeu como uma decisão minha. Eu sou muito puro naquilo que prometo a alguuém, eu sou um homem que cumpre. Silas não é um vice ruim, tem um bom partido e eu mantive a minha palavra.O Paulo César queria vir, mas queria indicar o vice, mas Silas teria que abrir mão e não abriu, mas como Paulo César colocou o programa acima dos seus desejos pessoais, ele se uniu a nós sem precisar indicar o vice.

interpress — O senhor recebeu proposta de apoio do PMDB?
Alair Corrêa — Não vou dizer de quem, mas recebi vários telefonemas. Eu estou com a porta aberta. Como a presidenta Dilma fez a maioria no Congresso? Conversando com os partidos. Ela está bem hoje. Eu não tenho secretariado fechado, então, se o PMDB entender que é razoável e salutar acompanhar nossa proposta e participar do governo, inclusive com secretarias, não vejo nenhum problema. A minha campanha está aberta ao PMDB, se quiser é só chegar.

interpress — O PMDB também pediu a vice a você?
Alair Corrêa — Várias vezes. Eu nunca falei que não dava, mas explicava que tinha um compromisso, que precisava falar com a pessoa, mas como também não tava muito certo o apoio do PSDB, havia uma chance de se ter um novo vice, então conversei com Alfredo (Gonlaves) conversei com Bernardo (Ariston) e coloquei a vice a disposição deles mas com o apoio do PSDB a vice ficou com o Silas.

interpress — As eleições vão se polarizar entre você e Jânio ou você não vê polarização?
Alair Corrêa — Ele vai tentar polarizar a eleição e vai pregar no deserto porque eu não tenho razão pra brigar com ninguém, eu estou na frente, pra que eu vou brigar? A polarização acontece quando há um nivelamento, o que não existe hoje. Eu posso escolher alguém para polarizar comigo e acho que vou escolher o Leitão (Cláudio). Eu vou bater no Leitão até ele subir.

interpress — Você vai adotar o estilo paz e amor na campanha?
Alair Corrêa — Eu aprendi com o Lula… Lula perdeu uma porção de eleição e ganhou quando adotou o estilo paz e amor e agora vou lançar o Alair Paz e Amor.

interpress — Você anunciou que eleito, um dos seus primeiros projetos será reduzir o preço da passagem de R$ 1 para R$ 0,50. Como pretende fazer isso?
Alair Corrêa — Eu já sei quanto vou utilizar do Orçamento do ano que vem, já sei quanto vai ser o Orçamento do ano que vem — entre R$ 950 milhões e R$ 1 bilhão — já sei quanto vou aplicar no pagamento desses R$ 0,50 sem prejudicar nenhum projeto, qualquer investimento na saúde ou o cronograma de obras que é a construção da cidade de Tamoyos e a reconstrução de Cabo Frio. Sai o Cartão Ci-dadão, entra o Cartão Dignidade. A passagem passa de R$ 1 para R$ 0,50. A dignidade será o mote do nosso governo. Nós vamos reconstruir Cabo Frio de forma digna, permitindo que a dignidade entre nos lares cabofrienses; que a comida volte a mesas do trabalhador; que o empresário seja respeitado e possa gerar mais empregos. Nós temos uma cidade muito rica, basta ter um pouco de noção de administração, experiência e vontade de fazer o que é melhor pra população. Eu vou tomar conta dessa riqueza e vou multiplicar esse dinheiro e realizar todos os meus projetos.

interpress — Você acaba de entrar para o seleto clube dos setentões. Está melhor agora?
Alair Corrêa — Eu já falei hoje em cinco lugares, meia hora, quarenta minutos e tenho fôlego para um futebol a noite. Setenta anos pra mim não foi nada demais, acho que como fui escondendo a idade — quando tinha 60, dizia que tinha 57; quando tinha 65, garantia que tinha 60 —, ao chegar aos 70 achei que estava tão bem que decidi falar a verdade: estou completando 70 anos. Eu estou muito bem de saúde, graças a Deus, pronto pra governar minha cidade mais uma vez. A população espera por mim, espera muito de mim o segmento da melhor idade não pode ser envergonhado por mim. Eu tenho que fazer o melhor para provar que os idosos podem produzir muito. É a chance que eles tem de estarern prepresentados por um homem da melhor idade na prefeitura porque se eu fizer um bom governo vão dizer: o velho ainda dá caldo.


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