sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

DEU NO G1: HOMICÍDIOS ENTRE JOVENS EM CABO FRIO PREOCUPA O GOVERNO FEDERAL


* negritos de autoria deste blog

Pesquisa revela que cidade é a quarta mais perigosa em todo o estado.
Projetos de inclusão social são implantados na cidade desde 2009.

Cento e trinta e três jovens de 12 a 18 anos correm risco de serem assassinados até 2016 em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Os números foram revelados na última quinta-feira (13), em uma pesquisa do Governo Federal. A cidade é a quarta mais perigosa em todo o estado quando se trata de homicídio entre jovens.

O índice de homicídio na adolescência, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos (Unicef), Observatório de Favelas e Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), projetou o número de jovens que não vão completar 19 anos até 2016. Os números são baseados em dados do Sistema Único de Saúde (SUS).

Cabo Frio é a cidade do interior do estado do Rio que mais preocupa. A pesquisa mostra que 5,6 a cada mil jovens, de 12 a 18 anos, do município serão mortos no período entre 2010 a 2016. O índice é quase o dobro da média nacional: 2,98. A cidade é a quarta mais violenta no levantamento. Perde para Itaguaí, onde o índice é de 6,36; Duque de Caxias, 6,35; e Niterói, com 5,78.

O estudo mostra que as mortes vêm acompanhadas das desigualdades sociais. Geralmente, correm mais risco de serem assassinados jovens do sexo masculino, negros e moradores de favelas, regiões com tendência de serem mais violentas devido ao crescimento populacional.
No município de Cabo Frio, para tentar frear essa violência, projetos de inclusão social são implantados desde 2009, quando a cidade foi apontada a 16ª em violência contra jovens no Brasil. O novo levantamento que coloca a cidade entre as quatro primeiras do estado, comprova que estas ações precisam ser reforçadas e ampliadas.

Em Macaé, cidade que também está acima da média nacional no número de mortes de adolescentes, a cidade desenvolve quatro projetos de inclusão social, segundo a secretaria de Assistência Social.


Um comentário:

  1. É fundamental que o Estado também atue nestas cidades, independentemente de interesses políticos, para minimizar as desigualdades e com isso diminuir a violência que só cresce. O projeto das UPPs - segundo o Secretário de Segurança Pública José Mariano Beltrame, escreveu num artigo publicado na semana passada no O Globo - tem a proposta de levar aos jovens outras oportunidades que não o crime, através de programas de inclusão social, e que estão sendo aplicados nas favelas da capital. Acredito ser este o caminho, porém, é necessário que este trabalho tenha uma velocidade maior do que o crime que vem se instalando nas regiões fora da capital e que seja estendido para estas cidades, evitando que a criminalidade atinja as proporções que existia nas favelas hoje “pacificadas”.

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