segunda-feira, 22 de julho de 2013

SOBRE REDES SOCIAIS: NÃO ACEITE AS FOFOCAS DE REDE

Nos últimos tempos, vislumbramos o boom das redes sociais, modernamente chamadas de “Quarto Poder”. Um acelerado desenvolvimento da comunicação virtual que modificou drasticamente as formas de relações sociais. Hoje o compartilhamento de informações é a regra. As hierarquias baseadas no controle da informação já não se sustentam mais, os monopólios da mídia também tiveram suas bases abaladas. As exceções ficam por conta das instituições que lidam com dados ultra-secretos, e ainda assim, de tempos em tempos, há um ou outro vazamento de informação e pronto, já não há mais sigilo.

Literalmente assistimos à queda dos muros e divisas, à extinção das fronteiras. Positivo? Claro, não negamos que esse panorama repercute positivamente em muitas questões, antes obscuras, de nossa sociedade, além de possibilitar a inclusão nas discussões temáticas de grupos antes tradicionalmente excluídos dos debates. Hoje vemos cientistas, professores, etc. debatendo livremente com cidadãos comuns suas ideias e projetos.

Agora, mais que destacar os aspectos positivos deste tema, que inclusive já abordamos aqui em outros textos, quero ALERTAR para alguns fatores relevantes.

Lembremos: quem são as pessoas que estão nas redes? Em sentido geral, podemos dizer: todos os tipos de pessoas. Assim como no mundo físico, o mundo virtual tem desde interessados e estudiosos a oportunistas e criminosos; pessoas que se escondem sob um falso perfil para atingir seus interesses escusos e que utilizam a boa-fé das pessoas como meio de levá-las justamente aonde querem chegar. Enfim, o mundo virtual é um retrato do mundo real!

Como qualquer ferramenta, a rede social pode ser uma perigosa arma destrutiva ou um instrumento de avanço. Nós, usuários, não podemos deixar de aliar a esta ferramenta o bom senso e a pesquisa. As redes sociais estão se convertendo em um poder, mas este poder não deve ser absoluto. Devemos lembrar que acima dele há seres pensantes, que não se submetem a uma "lavagem cerebral", que colocam o bom senso e a razão acima das fofocas de rede. Ao recebermos uma informação, antes de repassá-la devemos submetê-la ao nosso bom senso sobre a utilidade de compartilhá-la, tendo como critério a avaliação se de fato essa informação trará uma contribuição positiva para o mundo virtual. Se chegarmos à conclusão que sim, a partir daí devemos LER ATENTAMENTE o que nos foi enviado. Incrível, mas muitas pessoas não leem em detalhes o que repassam. E, além disso, se não tiver certeza da lisura da fonte da informação, seria interessante pesquisar no Google sobre sua veracidade, já que há diversos sites que trabalham justamente desvendando e informando sobre lendas da internet.

Há uns dias atrás vivemos um exemplo de como a irresponsabilidade, a falta de bom senso e de pesquisa permitiu que uma informação postada de forma irresponsável levasse a uma falsa impressão do canil municipal de Cabo Frio (http://oglobo.globo.com/rio/falsa-denuncia-de-caes-presos-em-jaulas-causa-comocao-nas-redes-sociais-9066935). Alguém postou no facebook uma foto de um canil de um país asiático para ilustrar um post sobre o canil de Cabo Frio. Vemos aí total despreparo na utilização das redes sociais! A ética é um elemento basilar de todas as ações, devendo estar presente em todas as formas de divulgação. Houve aí um atentado contra a ética e contra regras básicas da convivência virtual. Não cabe isso de forma alguma! Não se compartilha um tema com foto de outro que nada tem a ver, ou de um lugar que nada tem a ver. Isso é no mínimo irresponsabilidade, e, podemos dizer sem receio, que aparenta claramente má-fe, com intenção explícita de divulgar falsa informação na internet. A postagem gerou grande repercussão, mas graças ao próprio poder divulgador das redes, a verdade logo se revelou fazendo cair no descrédito a tal postagem e seu autor. Mas esse fato me fez refletir em como que as pessoas compartilham uma foto sem clicar e ler todos os seus comentários, como repassam sem fazerem ao menos uma breve pesquisa no texto que a acompanha ou até mesmo no Google! Uniu-se a má-fé ou irresponsabilidade do autor do post com a imaturidade ou irresponsabilidade de muitos usuários do face.

Precisamos nos adaptar a esse novo mundo. As redes só serão um instrumento benéfico e construtivo se aliarmos a elas nosso bom senso, nossa observação e pesquisa. Entendemos a ansiedade natural gerada pela velocidade de divulgação, tanto a ansiedade por compartilhar quanto a ansiedade por responder e trazer à tona a verdade do tema. Precisamos nos adaptar a isso, pois é algo que acontece cada vez com mais freqüência. Encarar como algo normal, serenar nossa ansiedade, pesquisar antes de compartilhar. E, claro, ao sermos vítimas de algo inverídico, podemos e devemos nos defender, mas lembrando que assim como a notícia falsa se propagou em instantes, a comprovação dos fatos revelando a verdade também virá rapidamente. A falsa notícia se vai, derrubada pela verdade, e em pouco tempo é esquecida, tornando-se apenas uma poeira no caminho.

Luciana G. Rugani

Um comentário:

  1. Excelente abordagem, realmente precisamos ter muito cuidado com o que postamos e compartilhamos nas redes sociais, podemos divulgar situações falsas comprometendo pessoas e instituições sérias. Não conheço a fundo, mas sei que já existe uma lei contra divulgações e postagens indevidas nas redes sociais. "A Lei Carolina Dieckmann é o apelido que recebeu a Lei Brasileira 12.737/2012, sancionada em 3 de dezembro de 2012 pela Presidente Dilma Rousseff (publicada no DOU 03/12/12 PÁG 01 COL 03.), que promoveu alterações no Código Penal Brasileiro (Decreto-Lei 2.848 de 7 de dezembro de 1940), tipificando os chamados delitos ou crimes informáticos". Esta lei foi motivada por um processo movido pela atriz Carolina Dickmann sobre uma chantagem que ela foi vítima de divulgação de suas fotos privadas.

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