terça-feira, 3 de outubro de 2017

FUNDO ELEITORAL - VERGONHA NACIONAL

por Luciana G. Rugani - Mateus Simões de Almeida faz, no texto abaixo, uma ótima reflexão sobre o malfadado fundo eleitoral aprovado semana passada no Senado Nacional. Mateus é professor e político. Assim como Gabriel Azevedo, Mateus também é vereador em Belo Horizonte, segue dando suas aulas e não faz da política profissão. Faz parte do partido NOVO, cujo princípio básico é não aceitar políticos profissionais. Mateus tem seguido a forma de política que anunciou que faria, sem acordos escondidos, sem troca de favores e sem desperdícios. Para ele, político não é autoridade e sim servidor público. Vale a pena ler o texto.
Com a palavra, Mateus Simões

Mestre em Direito Empresarial, procurador concursado da ALMG e professor universitário. Vereador em Belo Horizonte pelo NOVO.

Fundo eleitoral - vergonha nacional
por Mateus Simões
Os senadores deram uma prova, na última semana, de que não dão a mínima importância para a opinião pública, estando dispostos a sacrificar tudo e todos para garantir a manutenção do poder e o foro privilegiado de seus comparsas: aprovaram a criação do fundo eleitoral, que desvia R$ 1,7 bilhão dos cofres públicos, em anos eleitorais, para abastecer os caixas dos partidos...

A quem serve o fundo eleitoral? Aos atuais detentores de cargos políticos que querem se servir do dinheiro público, eternizando-se por lá e garantindo que o sistema continue como sempre foi. Eunício, Renan, Gleisi, Aécio, Collor e esse conjunto de equívocos que conduzimos ao Congresso Nacional – eles são os beneficiários da medida.

Quem paga por isso? Cada um de nós, com dinheiro dos impostos que são arrancados à força de quem já trabalha cinco meses no ano para custear a farra com dinheiro público. Isso, enquanto falta segurança, faltam escolas, faltam hospitais. Só não faltam recursos para se distribuir a políticos.

Por que votaram isso agora? Com o fim das doações de pessoas jurídicas, proibidas pelo STF em 2015 e o cerco da Lava Jato sobre caixa 2, a alternativa para quem deseja continuar comprando voto foi essa: pegar dinheiro público para gastar bilhões e eleger quem vai continuar roubando e jogando fora outros bilhões, ano após ano.

O que pode ser feito? Não podemos aguentar calados o contínuo desrespeito da população por quem é detentor de mandato. Temos de protestar, enviar e-mails aos deputados, que ainda votarão a medida; gritar ao vento e nas redes sociais contra esse absurdo. E, ao final, seja como for, precisamos garantir que nenhum deles, desta corja corrupta e corporativista, volte para o Congresso após a eleição de 2018. Não vamos reeleger ninguém! #RenovaTudo2018

Quem tem se manifestado contra o fundo? O NOVO é o único partido que não se utiliza do Fundo Partidário e se opõe, pública e frontalmente, ao uso de dinheiro público para promover campanhas políticas. Permitir que o sistema continue se alimentando do nosso dinheiro é inaceitável.

O passado e o futuro. Ao longo dos últimos meses vi ficar cada vez mais evidente quem são as pessoas que querem mudar o país e quem são os oportunistas que pretendem manter as benesses oficiais, ainda que sob nova roupagem. Cada um deve ficar atento e julgar seus votos passados com base no que tem sido feito pelos seus deputados e senadores, hoje. Como se comportaram nas grandes decisões nacionais – pensaram no país, ou continuaram pensando neles?

Talvez não haja mais vergonha entre os membros do Congresso, para defender o que só interessa a eles. Mas certamente há ainda força entre nós, para garantir que eles se despeçam do poder.

Fonte: http://hojeemdia.com.br/opini%C3%A3o/colunas/mateus-sim%C3%B5es-1.456690/fundo-eleitoral-vergonha-nacional-1.563006

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