quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

SALVEMOS OS GALPÕES DE SAL!


Ontem, quarta-feira (7), na Casa do Escritor (Solar dos Massa) aconteceu mais uma reunião extraordinária do Conselho Municipal do Patrimônio, com a finalidade de debater o valor histórico dos galpões de sal da Passagem, cujo proprietário, interessado na venda do local, solicitou à prefeitura autorização de demolição. Há uma proposta de tombamento do local, cuja votação deverá acontecer entre os próximos dias 11 e 13. O resultado será o parecer do conselho, de caráter apenas consultivo. A decisão final caberá ao prefeito.

As reuniões são abertas à participação de todos os cidadãos interessados na preservação de nossa história.

Os galpões de sal são, sem dúvida nenhuma, parte relevante da história da economia de nossa cidade,  representando o tempo em que a indústria do sal era nossa principal atividade. 


Se o poder público efetuar o tombamento e, ademais, buscar incentivo e parceria para recuperar o local, fazendo dali, por exemplo, um museu do sal, decorado com objetos da época, como os moinhos, por exemplo, retratando todas as atividades salineiras inclusive dos garotos que participavam da contagem do sal, já imaginaram como seria interessante? Um museu vivo, com espaço para apresentações culturais, teatro, saraus... 


Outro ponto importante de nossa história para o qual, há algum tempo, postamos aqui no blog uma solicitação  e promovemos uma campanha com abaixo assinado é a antiga estação de trem, tombada pelo IMUPAC, e que estaria à venda. Se o município houvesse adquirido a propriedade, poderia ter feito dali mais um ponto de visitação para o turismo histórico-cultural.

Há muitas ideias maravilhosas que poderiam ser implementadas, ideias promovedoras de nossa cultura e de nossa história. Cabo Frio precisa despertar, tomar consciência de sua importância histórica, valorizar o que resta como retrato de um tempo que não volta mais, mas que traduz etapas do desenvolvimento, da evolução, da vida de uma cidade, sua memória e suas raízes. 

Será possível sonhar?

Lembremos que uma cidade sem história é uma cidade sem identidade. Está em nossas mãos preservarmos o pouco tão representativo que nos resta. Participemos e fiquemos atentos às reuniões dos próximos dias. Façamos a nossa parte pela preservação de nossa história.

Luciana G. Rugani

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