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Mostrando postagens de março, 2017

MULHERES COM DEFICIÊNCIA E A ACESSIBILIDADE ATITUDINAL

por Deborah Prates Sou Deborah Prates, advogada, feminista e pessoa cega. Penso que este espaço seja bem importante para discutirmos as nossas desigualdades, já que somos - também - relevantes para a manutenção do Estado Democrático de Direito. Se as mulheres sem deficiência estão dando os seus primeiros passos (com muita justiça), as mulheres com deficiência ainda estão em fase gestacional. Precisamos desenvolver a sororidade para que as mulheres com deficiência possam nascer e caminhar de mãos dadas com as suas iguais sem deficiência. É muito comum, sob o enfoque da vertente interseccional, as pessoas confundirem a opressão por gênero com a opressão pela deficiência. De fato, as opressões se misturam. Assim, a violência contra a mulher com deficiência "normalmente" é reduzida e conduzida ao espaço das pessoas com deficiência. Precisamos começar a enxergar além da deficiência a mulher. Logo, a primeira grande violência que sofremos é o não reconhecimento como iguais ...

A APOSENTADORIA SOB ENFOQUE DIFERENCIADO

foto: internet Temos observado um alto investimento do governo junto à grande mídia no sentido de promover campanhas e programas onde são entrevistadas pessoas que se aposentaram e seguem trabalhando para complementarem a renda salarial. Como na imprensa em geral as matérias veiculadas nunca o são sem uma razão de ser, ou sem uma ideologia ou intenção por trás a ser propagada, percebe-se claramente a intenção de passar a ideia de que os brasileiros podem muito bem ter dilatados seu tempo e idade mínimos para aposentadoria, como se o objetivo de uma vida inteira de alguém fosse somente trabalhar para sobreviver, e não vemos nunca uma matéria sobre pessoas que se aposentaram e puderam ser livres para dispor de seu tempo em prol daquilo que tanto sonharam, ou simplesmente pessoas que passaram a viver realmente, muito além de sobreviver. Por que a grande mídia não produz um documentário de pessoas que se aposentaram novas e em condições ainda de fazerem aquilo que sempre sonharam? De a...

POEMA - OCASO DAS ILUSÕES

Por do sol em Cabo Frio Tal como o sol poente, que furta o brilho do dia, assim é o fim do que nunca existiu, o último ato da peça encenada, o ocaso das ilusões e dos sonhos sonhados. Resta o choque de ver o ser que não é, o grito mudo das palavras falsas e o desprezo dos que não sabem amar. Luciana G. Rugani