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Mostrando postagens com o rótulo L2

POEMA - NINGUÉM ESCOLHE

No dia 27/2/25, este meu poema foi publicado no Blog do Totonho: Ninguém Escolhe  Ninguém escolhe ter fome Ninguém escolhe não ter um lar Ninguém escolhe o abandono Ninguém escolhe a violência das ruas Ninguém escolhe dormir ao relento Ninguém escolhe uma vida de dor Fechar os olhos não mudará a realidade Ignorar, só reforçará O frio egoísmo da sociedade Nada fazer para ajudar Em algo que cabe a todos auxiliar É ignorar a realidade De que aquilo que se faz Ou não se faz Soma-se ao todo Que moldará sua paz Ao invés de negar, Sábio é agregar Aos que buscam melhorar Projetos implementar E a dor aplacar Luciana G. Rugani

LANÇAMENTO DA VIII ANTOLOGIA POÉTICA FLORES LITERÁRIAS

Sábado (28), aconteceu o lançamento da VIII Antologia Poética Flores Literárias durante a  9ª edição da Festa Literária Cabo-Friense - 9ª FLIC, evento organizado pela escritora Jaqueline Brum. Neste ano, a programação da FLIC deu-se apenas em um dia, porém com uma programação intensa que contou com contação de histórias, apresentação de desenhos animados infantis, vendas de livros com a presença dos respectivos autores, etc., tudo no Largo São Benedito, no Bairro da Passagem. O tema da antologia desta edição foi "Palavras Brincantes" e eu participei com meu poema "Brincar". Neste poema, relembro algumas brincadeiras e brinquedos, sendo que alguns eram mais frequentes e outros bem mais raros. E me permito dizer que posso viver em eterna "meninice" se assim quiser e se assim entendê-la como o "manter vivo o fulgor". Então, nossa infância seria apenas a "infância da meninice", enquanto que a vida adulta seria a "adulteza da meninice...

POEMA - VOLTAR PRA CASA

Hoje, no Blog do Totonho, publiquei um poema que fiz sobre o "voltar pra casa". Por ocasião da notícia sobre o acidente aéreo com o avião da Voepass, que aconteceu no último dia 9/8, ficou a reflexão sobre a volta para casa daqueles que partiram.  Não voltaram para casa... Ou será que voltaram? A volta para casa daqueles que nunca voltaram para seus entes queridos. Nossa casa, nossa vida aqui na Terra, nossos encontros, seriam etapas de algo muito maior e eterno. Nossa vida aqui seria uma passagem. Nossa verdadeira casa não seria aqui... Voltar pra casa Há muitos "voltar pra casa". Voltar, após o trabalho, Voltar, após o passeio, Voltar pra casa, sem nunca haver voltado. Um dia,  O encontro será despedida, O abraço, lembrança, O beijo, distância. Um dia, Findos serão a ocasião do reencontro, O instante do perdão, A possibilidade de ir além do padrão. Um dia, Tarde será para experimentar a verdade                      ...

CLUBE DE LEITURA - MEMÓRIAS GUSTATIVAS - ARROZ-DOCE

Arroz-doce Gosto de ver os grãos unidos embaixo da canela salpicada Tanto quente como frio O doce remete a dias passados Mas também aos atuais. Quando no fogo Espalha pela casa o cheiro da canela em pau. Um ou outro pedaço de queijo aquecido no conjunto também cai muito bem. No dia seguinte O gosto se concentra ainda mais. Lembro-me de dias doces Ou faço doce o meu hoje Quisera comer à vontade Como outrora na infância Porém, hoje, tanto não posso Quiçá um pouco por vez Para adoçar a lembrança. Luciana G. Rugani, 26/6/2024

POEMAS - DAMA DA NOITE E MANACÁ

Fotos: internet Dama da noite Por seu olor, Transporto-me às noites de domingo. Minha tia ao portão, Os avós, Sentados nos lugares de costume, Um brilho nos olhos aos nos verem. Carinho, Acolhimento E, na despedida, Vovô, com seu doce e brilhante olhar azul a dizer: "Tula, em frente, sempre em frente!". Manacá   Seu perfume interrompe meu rápido caminhar, Atrasada, Em cima da hora, A princípio, com pensamento nas aulas. Posteriormente, aos 20 anos, Olha ele aí, novamente, A cruzar meu caminho  Com seu cheiro suave, Um aroma que, num átimo, Transporta-me para um lugar leve, Refrescante, Fluídico até. Tira-me da concretude, Arrebata pra longe qualquer pesar E me inunda de sensações  De um suave e iluminado amanhecer, Como se o caminho,  Naquele instante fugaz, Se transformasse em um céu azul, Com um horizonte aberto  Para o qual eu flutuava. Naquele curto instante, Com certeza viajei ao paraíso para, Logo em seguida, Voltar à concretude habitual. Luciana G. Rugan...

POEMA - O AMOR

O Amor Amor, Essência do ser Existe onde há viver. Somos ainda crianças a aprendê-lo Ainda o apequenamos, Ainda o humanizamos. Encaixamo-lo nos moldes de nossas                                              [mazelas Assim acreditamos possuí-lo. Qualquer definição é incapaz De expô-lo em totalidade. Viver é exercitar o gérmen Do amor que há em nós. Amar é cultivar Sejam flores, amigos ou amores. E cultivar é doar Paciência, tolerância, entendimento. Amor não é forma, Não é palavra sem verdade. Amar é dispor-se a construir, Dispor-se a conciliar, A compreender diferenças. Cada ser é um universo, Uma realidade própria, O amor é o fio que os conecta. O que seria o ódio, Senão o amor esquecido? O amor nada no rio de nossas                              [imperfeições. Às vezes, apenas delas lembramos, Soment...

POEMA - O MAR

Em homenagem ao Dia Mundial do Meio Ambiente O Mar Origem da vida, Acolhe as lágrimas da terra, Terra que chora em densa lama. Brinca com o vento, E o vento, a ele dá formas. Segue o ritmo que lhe cabe Às vezes gentil, por vezes feroz. Em seus limites, O homem avança e cobiça. Mas ele segue, Prossegue a missão. Tal um ser que sente, Observa, Percebe, Porém sabe que tudo passa, Sabe que, um dia, Naturalmente, No tempo certo, Entre idas e vindas, Retornará à origem. E tudo que se fez, Sem limite e sem amor , Pro seu interior rumará. Luciana G. Rugani

POEMAS DE MINHA AUTORIA - UM HAICAI E UM POEMA SIMPLES

Haikai  Leitura Tarde que passa Palavras no silêncio Revela-se a obra Luciana G. Rugani, 29/5/24 Poema Consciência Com Sabedoria e Ciência Observar além, Mergulho profundo, Olhar com amplitude Contemplar Vários focos Vários seres Ao fim, São vários "eus". Compreender a essência A polpa além da casca Refletir, Olhar Com olhos do sentir. Luciana G. Rugani, 29/5/2024

POEMA - PRAIA DAS CONCHAS - nova edição

  Praia das Conchas (nova edição) Doce recanto Envolto por dois braços A envolverem, o mar, em doce abraço. Paraíso em forma de concha, mansas ondas, águas translúcidas. O vento salta de um morro a outro As pedras acalmam o mar afoito O rosto, na rocha, monitora o todo. No horizonte longínquo, Um barquinho à vela desliza Como a selar O encontro entre céu e mar. Luciana G. Rugani

ADAPTAÇÃO DO POEMA VIVER, DE MINHA AUTORIA

Soneto "Viver" (adaptação do poema “ Viver ”, de minha autoria) Não tente entender, Apenas tente sentir. A vida é mesmo para viver E não para entender. Solte-se no leito do rio, Solte-se no sopro do vento, Solte as amarras da ilusão E se deixe levar. Apaziguado o vai e vem mental, Aceite como fato as provas da vida e deixe bailar o coração. Refaça-se nas paradas e estações, Supere os desencantos Rendendo-se aos encantos. Luciana G. Rugani 💝💝💝💝💝💝💝💝💝💝💝💝💝💝💝💝💝💝 A meu pedido, o nobre amigo e professor de Literatura, Dante Gatto, fez a análise desse meu poema sob o foco clássico e sob seu próprio foco. Disse considerá-lo um lindo soneto pós-moderno.  A análise do professor me trouxe alegria e foi o que me motivou a publicar o poema como meu primeiro soneto. Na verdade, esse poema foi composto no ano de 2010. Na época, eu o intitulei como "Soneto Viver" e fiz a divisão dos versos em estrofes de 4, 4, 3, 3. Entretanto, em 2019, quando da publicação de meu ...

HOMENAGEM DE AMIGOS E ADMIRADORES AO ESCRITOR LINDBERG BRITO

Ontem (6), no Charitas, aconteceu uma homenagem ao escritor Lindberg Brito, promovida por seus amigos e colegas de academia.  "Seu Lindbergh", como é por muitos conhecido, é um nome importante da literatura cabo-friense. Participante de duas academias de letras da cidade, a Academia Cabo-friense de Letras - ACL e a Academia de Letras e Artes de Cabo Frio - ALACAF e membro do conselho consultivo do Clube São Cristóvão, Seu Lindberg escreveu também peças de teatro e, em seus 84 anos de vida, segue produzindo e participando ativamente das atividades literárias em Cabo Frio. Na oportunidade, foi organizada a antologia "Lindberg Albuquerque Brito - Tributo a Lindberg Brito por amigos e admiradores". Eu participo da antologia com o poema "Pinceladas de uma grande história". Abaixo seguem o poema de minha autoria e fotos: Pinceladas de uma grande história * DO TOCANTINS A CABO FRIO, Fez-se a vida de um escritor. A MEMÓRIA DE UM GRAJAUENSE Sua história relatou. Em...

CRÔNICA - O GAROTO QUE BUSCAVA UM AMIGO

Para um escritor ou para qualquer pessoa que preza meditar sobre os acontecimentos, um simples fato pode tornar-se um conto, ou uma crônica, ou até mesmo um poema. Certa vez, estávamos em casa e um garoto, em torno de seus oito anos, tocou a campainha e perguntou se havia ali, em nossa casa, alguma criança para brincar. Identificou-se, disse que havia mudado há pouco tempo para a casa em frente e que estava em busca de crianças na vizinhança com as quais pudesse brincar, pois, no lugar de onde ele vinha, ele brincava com muitos amigos na rua, portanto estava sentindo falta disso. Informamos que não, ele agradeceu e disse que iria tocar no prédio ao lado para continuar sua busca. Esse simples fato me provocou muitas reflexões. Aquele garoto tão espontâneo, sorridente, livre, talvez vindo de algum bairro simples ou de uma cidade do interior, estava vivendo agora em plena rua movimentada de uma cidade grande e buscando amigos como aqueles com os quais convivia no passado. Esse fato poderi...

CRÔNICA E POEMAS DISTOPIA E UTOPIA

Hoje saiu meu artigo semanal no Blog do Totonho. Neste artigo, eu contextualizo a utopia e a distopia nos dias atuais e apresento também dois poemas sobre o tema. Segue abaixo: Divagando entre distopia e utopia e tendo como cenário as tantas incongruências que se manifestam na atualidade, tive a ideia de buscar palavras iniciadas pelo som de "d" e de "u", respectivamente, para caracterizar situações de distopia e de utopia. Falando sobre distopia, descrevo resumidamente o panorama de certa parte da sociedade que se deixa levar pelas artimanhas negacionistas atuais. Nega-se tudo, desde direitos até verdades científicas. O que antes era óbvio e não precisava ser dito, hoje é preciso que se diga e, ainda assim, muitos ouvidos fecham-se à realidade. Negam notícias reais e embasadas, negam apurações, provas incontestes, negam hoje o que falaram ontem, e, paradoxalmente, acreditam que a Terra é plana, que a vacina mata e que o comprovado bandido é mito. Negam direitos po...

POEMA - LAGUNA DE ARARUAMA

Saiu a edição 49, mês de fevereiro, da Revista Digital Aldeia Magazine, com minha coluna "Cantinho das Ideias", na página 104. Nesta edição, falo sobre a Laguna de Araruama, uma das grandes belezas naturais de nossa Região dos Lagos, e apresento um poema que compus: Caros leitores,  é muito saudável que, as vezes, interrompamos nossas atividades cotidianas para observar com tranquilidade e com atenção plena as belezas naturais de nossa região. Muitas vezes, passamos repetidas vezes por uma praia maravilhosa, por exemplo, e não a enxergamos, e muito menos pensamos sobre ela.  Pouco a pouco, isso acaba nos desconectando de todo o conjunto e fazendo com que nossa visão empática se reduza, e, com o tempo, nem mais nos damos conta da luta diária, travada pela natureza, contra a ânsia de dominação do ser humano.  E, nesse sentido, lembrei da nossa linda Laguna de Araruama, a maior laguna hipersalina do mundo, com certeza uma das grandes maravilhas desse país. Por muitos anos, v...

POEMA - CARNAVAL

ATUALIZAÇÃO: hoje, 22/2/24, quinta-feira, este texto e poema foram publicados no Blog do Totonho : _____________________________________ Após o carnaval, lembrei-me de alguns lances e resolvi escrever um pouco sobre minha reflexão a respeito deles. Em meio a blocos, escolas de samba, bailes e festas, na praia ou simplesmente na tranquilidade de uma piscina de condomínio, sentimos a energia do momento, porém também percebemos alguns lances não tão notórios. Pude perceber olhares infelizes, disfarçados por sorrisos mecânicos, escondidos em meio a máscaras e brilhos; pude ver milhares de pessoas nas ruas das cidades, como a caminharem unidas. E pensei: quisera tivessem essa mesma união para se indignarem com o desamor, com todas as formas de violência e com a injustiça. Por que não saem juntas a semear amizade, acolhimento e união de fato? Por que essa sinergia de aparente união que há em um bloco não se expressa em campanhas sociais, por exemplo? Por que, na vida real, pós carnaval, os s...