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PALÁCIO DAS ÁGUIAS - CABO FRIO

Texto e fotos de Evangelos Pagalidis O Palácio das Águias era tradicionalmente chamado de “Sobrado do Tutu”, nome de seu primeiro proprietário, Tertuliano Ferreira. O nome Palácio das Águias é porque no alto do telhado existem 3 águias. As telhas foram trazidas da França. Além dos ornamentos (águias), o sobrado constitui-se de 3 janelas, 3 portas, escada de metal branco, e tem traços de arquitetura da época do romantismo, de influência européia, predominantemente francesa, mas denunciando também alguns traços arabescos e portugueses. As esculturas, os detalhes da fachada, porta e janelas, mostram a evolução da arquitetura universal, importada da Europa. Situado na rua Érico Coelho, antiga rua Direita, no centro de Cabo Frio, o antigo Palácio das Águias hoje é apenas uma fachada do Banco Itaú e um dos poucos remanescentes da arquitetura eclética da cidade!

HAIKAI - RENOVAÇÃO

Renovação Vento sopra Tudo se renova na leveza que fica. Luciana G. Rugani, 6/8/2019

POEMA - INÚTIL

Inútil Inútil buscar pontes, Quando preferem muros. Inútil buscar afinidade, Quando preferem estranhamento. Inútil buscar alegria, Quando preferem a dor. Inútil buscar, Quando preferem afastar. O bom semeador não semeia a dor. Aquele que afasta o amor, Cultiva desamor. Luciana G. Rugani

POEMA - SERES ESTRANHOS

Seres Estranhos Há seres estranhos, Há pessoas estranhas. Um dia acolhem com sorriso, Outro dia indiferença. São pessoas doentes Doentes de alma Vidas que se resumem à fria matéria São sugadas, e nem percebem. Seres estranhos, pessoas estranhas Seres estranhos não vivem, Pessoas estranhas nos esvaziam Sou mais o que preenche, Sou mais a essência, o real Sou mais o Viver! Luciana Gonçalves Rugani, 2/8/2019

POEMA - A GUERRA

A guerra Povos em guerra, Corações em guerra. Cada ser Inimigo potencial. Guerra, não apenas lá fora, Guerra, não apenas além. O mundo bélico? Coração bélico. Amor? Figura de retórica. Sentimentos são ardis. Relações? Mapas estratégicos. Todo o bem que se fez em um átimo se olvida. E o ser, imerso em destruições, inimigo de si mesmo, afasta o bem, afasta o amor, afasta Deus. E a cada queda, seu ego vibra. Vinga, vitória! Guerreia-se com mísseis, fuzis ou palavras. Soma-se perdas. dores semeadas? vitórias alcançadas. O homem Seu ego o cega, a cada dia torna-se nada, a destruição que semeia esvazia sua essência. Insatisfação, falsas alegrias, um certo cansaço de tudo. Porém nada o faz despertar e enxergar sua triste doença crônica de não saber amar. Luciana G. Rugani, 8/1/2019

HAIKAI - INSPIRAÇÃO

Inspiração Em tempos sombrios o eu criativo perece precisa de luz. Luciana G. Rugani, 9/8/2019

POEMA - ARRAIAL DO CABO

Arraial do Cabo À entrada Gentil anfitrião O mar a sorrir Majestoso verde azul Cor sem igual. Aconchego Paz Toda alma Nele se refaz Toda sombra No mergulho se vai Leveza Força Prainha, linda! Luciana G. Rugani, 30/10/2019 - Prainha, Arraial do Cabo

POEMA - A LUA NO BAIRRO DA PASSAGEM

A lua no Bairro da Passagem A lua, No céu da Passagem Guarda misterioso segredo Por entre os galhos da árvore. E brilha, Brilha linda e radiante, No intercâmbio de luz Do amor sol e lua. Luciana G. Rugani, 06/11/2017

POEMA - DÓI

Dói De repente parece desabar A natureza O sonho O amor. Dói ver o mar Em plástico padecer Dói ver a floresta Em chamas arder Dói demais A dor do sonho destruído Dói ver o amor, Desesperado, Tentando em vão sobreviver Batendo forte nas portas fechadas Dos corações de pedra. Luciana G. Rugani, 3/11/201 9

POEMA - A AGONIA DO AMOR

A agonia do amor O amor agoniza Depois de tanto silêncio, Tanto desprezo, Após incautos e inábeis que com ele brincaram, Aos poucos ele perde a alegria, A vida, outrora pujante. O amor agoniza, E leva consigo a poesia, outrora a mais bela O canto que despertava as manhãs As palavras que faziam sonhar. O amor agoniza Abandonado em um canto qualquer do coração ferido, Lento, Sombrio. Leva consigo o ignorado convite da vida, A alegria incontida A oportunidade perdida. LUCIANA G. RUGANI, 2/7/2019