Pular para o conteúdo principal

HOMENAGEM AO POETA CABO-FRIENSE PAULO ORLANDO, O POETA DAS ESTRELAS


Poeta das Estrelas(*)

Em dia de sol
sai a caminhar o poeta
a observar mais além
a refletir em cada porém

Com seu aparato astronômico,
busca o alto.
Quer namorar as estrelas
ao cair do dia
Vai ao Morro do Vigia

Com olhos rasos d'água
observa as ÁGUAS CLARAS EM TONS DE AZUL 
emociona-se, ao ver nelas,
o caminho dourado 
do astro-rei que se vai.

Vê uma gaivota de lado a voar
parece querer, com a ponta da asa,
riscar levemente a onda do mar
Encanta-o tal aerodinâmica 
e ele brada:
"GAIVOTAS - NÃO FOSSE O VOO, 
EU PERDERIA O ENCANTO DAS ASAS".

Tem consigo o amigo telescópio
parceiro de todo o tempo
Pensa estar só
porém, olha pro lado 
e vê a mirá-lo uma radiante e bela
flor amarela
feliz, exclama:
"E O CACTO FLORIU!

Chega a noite
Sob o céu apinhado de estrelas
põe-se a observá-las
Encantado
sente transpor o infinito
parece visitá-las, uma a uma
Indaga quais seriam as RAZÕES DO INFINITO
que, tal fato, explicariam.
"Eis-me no espaço a pairar!"

Após minutos 
que mais pareceram horas
vê-se novamente no morro
a mesma flor a mirá-lo
ainda mais linda porém

Guarda seu instrumento
decide pra casa voltar
emoção não cabe no peito
"Quando em casa chegar,
esse transcendental acontecido,
em VERSOS CONCISOS,
eu irei relatar".

(*) as palavras em caixa alta são títulos de livros publicados pelo emérito escritor e poeta cabo-friense, astrônomo amador, radialista e artista plástico, Paulo Orlando dos Santos, a quem dedico este poema.

Luciana G. Rugani 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

4ª EDIÇÃO DO BARALHARTE - DISCUSSÃO DE TEMAIS DA ATUALIDADE

Ontem, sábado, aconteceu a 4ª edição do BARALHARTE!  Trata-se de um encontro de debatedores sobre quatro temas atuais, representados pelos quatro naipes do baralho e por quatro regiões diferentes de nosso país. Cada debatedor leva um tema que será debatido pelos demais e também por convidados presentes. Os debatedores desta edição foram eu, Luciana, representando o estado do Rio de Janeiro, Gilvaldo Quinzeiro, representando o Maranhão e Amaro Poeta, representando Pernambuco. Fernanda Analu, representando Santa Catarina, em razão de um compromisso de última hora, não pôde participar. Mas contamos também com as convidadas Mirtzi Lima Ribeiro e Valéria Kataki e com os convidados Hairon Herbert, Julimar Silva, Ricardo Vianna Hoffmann e Tarciso Martins. Agradeço a Gilvaldo Quinzeiro pelo convite e pela oportunidade de participar de um encontro tão engrandecedor, oportunidade que temos para aprender muito sobre variados assuntos. Cliquem abaixo para assistir: Luciana G. Rugani

POEMA: DIREITOS HUMANOS

Direitos Humanos Humanos não parecem ser Os que a vida vivem a abater. Humanos não parecem ser Os que a liberdade insistem em tolher. Humanos não parecem ser Os que a equidade negam reconhecer. Vida, com dignidade, Liberdade, com respeitabilidade, Respeito à diversidade, Educação, com qualidade. Quesitos de uma sociedade Que reconhece a humanidade. Não há que ser humano direito Para um direito humano merecer. Ser perfeito não é o preceito  Basta apenas o ser! Será mera utopia Em meio à distopia? Direitos humanos, como há de ser Onde há mais desumano que humano ser? Luciana G. Rugani Acadêmica da Academia de Letras e Artes de Cabo Frio - ALACAF e da Academia de Letras de São Pedro da Aldeia - ALSPA  2/9/22

POEMA CIGANO

Navegando pela internet encontrei uma música cigana francesa simplesmente maravilhosa: "Parlez Moi D'elle", cantada por Ricão. Encontrei também um poema cigano encantador! Escolhi ambos para compor essa minha postagem que fica como uma singela homenagem ao povo cigano. Abaixo da foto segue o vídeo com a música e o poema logo abaixo. Assistam ao vídeo e leiam o poema. São maravilhosos! POEMA CIGANO Sou como o vento livre a voar. Sou como folha solta, a dançar no ar. Sou como uma nuvem que corre ligeira. Trago um doce fascínio em meu olhar. Sou como a brisa do mar, que chega bem de mansinho. Sou réstia de sol nascente, sou uma cigana andarilha. O mundo é a minha morada, faço dela minha alegria. A relva é a minha cama macia, meu aconchego ao luar. Acendo a luz das estrelas, salpico de lume o céu. Sou livre, leve e solta, meu caminho é o coração. Sou musica, sou canção, sou um violino à tocar. Sou como fogo na fogueira, sou labaredas inquietas. Sou alegre, sou festeira, trago...