sábado, 28 de abril de 2012

ALGUM LUGAR ALÉM DO ARCO-ÍRIS

Neste sábado, início de feriadão, nada como relaxar ouvindo boas músicas cujas letras nos levam àquele algo mais, misto de paz e plenitude, aquela sensação de sintonia com algo mais verdadeiro e que representa a natureza de nosso próprio ser. Assim que me sinto ouvindo esta canção. Além do tema do vídeo (contemplando a natureza praiana que muito me encanta), também é maravilhosa a letra, cuja tradução segue abaixo do vídeo.  Esta canção é da década de 30, tendo sido regravada por diversos intérpretes. 
Uma das versões mais famosas é esta, gravada pelo havaiano Israel Kamakawiwo'ole, que, infelizmente, em 1997 partiu  muito novo (com apenas 38 anos) para o seu lugar além do arco-íris.

Vale assistir e ler a tradução:



EM ALGUM LUGAR DO ARCO-ÍRIS - Israel Kamakawiwo'ole 

Em algum lugar além do arco-íris
Bem lá no alto
E os sonhos que você sonhou
Uma vez em um conto de ninar
Em algum lugar além do arco-íris
Pássaros azuis voam
E os sonhos que você sonhou
Sonhos realmente se tornam realidade

Algum dia eu vou desejar à uma estrela
Acordar onde as nuvens estão muito atrás de mim
Onde problemas derretem como balas de limão
Bem acima dos topos das chaminés é onde você me encontrará,
Em algum lugar além do arco-íris pássaros azuis voam
E o sonho que você desafiar, por que, porque eu não posso?

Bem, eu vejo árvores verdes e
Rosas vermelhas também
Eu as vejo florescer pra mim e pra você
E eu penso comigo mesmo
Que mundo maravilhoso

Bem eu vejo céus azuis e eu vejo nuvens brancas
E o brilho do dia
Eu gosto do escuro e eu penso comigo
Que mundo maravilhoso

As cores do arco-íris tão bonitas no céu
Também estão no rosto das pessoas que passam
Eu vejo amigos apertando as mãos
Dizendo, "como você está?"
Eles estão realmente dizendo eu... eu te amo!
Eu ouço bebês chorando e vejo eles crescerem,
Eles aprenderão muito mais
Do que nós sabemos
E eu penso comigo mesmo
Que mundo maravilhoso.

Algum dia eu vou desejar à uma estrela
Acordar onde as nuvens estão muito atrás de mim
Onde problemas derretem como balas de limão
Bem acima dos topos das chaminés é onde você me encontrará,
Em algum lugar além do arco-íris bem lá no alto
E o sonho que você desafiar, por que, porque eu não posso?

Ooooo oooooo oooooo
Ooooo oooooo oooooo
Ooooo oooooo oooooo
Ooooo oooooo oooooo
Ooooo oooooo oooooo
Ooooo oooooo oooooo

quarta-feira, 25 de abril de 2012

CIDADANIA E RESPONSABILIDADES

Ultimamente, Cabo Frio tem aparecido com muita frequência no noticiário sobre criminalidade e, infelizmente, não vemos nenhuma movimentação mais intensa do poder público no sentido de modificar esse quadro.

Sábado passado, a única agência bancária de Tamoios, distrito de Cabo Frio, foi explodida por bandidos. Ontem, matéria da Intertv revelou que funcionários da limpeza de alguns bairros da periferia da cidade estão sendo impedidos de realizar suas funções por serem vítimas de ameaças de criminosos. E, também ontem, mais uma matéria da Intertv, esta por sinal muito interessante: tendo em vista o avanço da criminalidade, e a carência de ações públicas para contê-la, moradores de Tamoios se uniram para construção de novo DPO para a polícia. O distrito possui somente seis policiais por turno para dar conta de uma população em torno de 46 mil habitantes, e o atual DPO encontra-se em situação precária, e, apesar de muitos pedidos e solicitações de moradores, nenhuma ação pública foi tomada para melhorar as condições da segurança. Assim, os próprios moradores, cansados do silêncio e inércia do governo, resolveram colaborar com doação de materiais, projeto e mão-de-obra para a construção de novo DPO.

Não há que se questionar a excelente ideia e espírito de cidadania da população, muito louvável e exemplo de atitude para todos nós, cidadãos. Mas, vale a pena refletirmos de forma mais profunda em torno deste fato.

É dever do cidadão colaborar para a melhoria do ambiente em que vive. Um governo deve incentivar a cidadania, pois é dever do governo educar o seu povo. Ações de união e cidadania sempre são bem-vindas e devem ser estimuladas pelos governos, pois a vida em sociedade requer participação de todos em prol do bem comum. Mas, participação de todos não significa omissão do governo. Este tem sua competência legal e dela deve dar conta. Em uma sociedade organizada, dotada de um governo constituído, os atos de cidadania devem ser de colaboração, de soma, e nunca de substituição de responsabilidades. Não se pode confundir o ato de colaborar com o ato de assumir responsabilidades do outro. Se chegou ao ponto de ser necessário que os próprios cidadãos se encarregassem da construção do novo DPO, é sinal que alguma coisa não está funcionando bem. Onde fica a responsabilidade do poder público no cumprimento de suas obrigações? Por que não está agindo? Por que tanta inércia? Lembremos que Cabo Frio é uma cidade com arrecadação de mais de um milhão de reais por dia, é uma cidade rica. Não há justificativa para que o governo não arque com sua responsabilidade nessa questão e não assuma a obrigação que lhe é própria. Muito justa a preocupação dos moradores e louvável a busca de solução para um problema que os atormenta há tempos, para o qual já fizeram inúmeras solicitações obtendo o silêncio como resposta. Mas, que saibam que estão executando algo de responsabilidade própria do poder público, estão assumindo uma tarefa que faz parte do dever da administração pública, portanto, que estejam conscientes de que tudo isso é resultado da postura omissa de um governo eleito democraticamente pela população, e que a mesma cidadania, responsabilidade e atitude que estão tendo agora para realizar esta obra cabe-lhes ter no momento da escolha de seus representantes. Que se lembrem disso no momento único em que terão a chance de mudar esse quadro elegendo aqueles que verdadeiramente assumam suas obrigações e responsabilidades e que saibam incentivar e promover a cidadania através do próprio exemplo de atitudes.

Já disseram que "a palavra convence, o exemplo arrasta". Em uma sociedade cujo governo se esforça no cumprimento de suas obrigações, as pessoas são muito mais abertas ao aprendizado da cidadania e muito mais estimuladas a contribuírem. A postura de um governo reflete, e muito, no ânimo participativo de seus cidadãos.

links das matérias em referência:
http://in360.globo.com/rj/noticias.php?id=25753
http://in360.globo.com/rj/noticias.php?id=25756
http://in360.globo.com/rj/noticias.php?id=25770

Luciana G. Rugani

SEGURANÇA PÚBLICA EM CABO FRIO

(comentário postado no artigo "Tamoios sofre mais um atentado, assaltantes explodem agência do ITAU", em http://blogdoalaircorrea.com.br/2012/tamoios-sofre-mais-um-atentado-assaltantes-explodem-agencia-do-itau/comment-page-1/#comment-10223 )

Há uma tendência em querer justificar a ocorrência dos fatos com argumentos que simplesmente o caracterizam, como: “isso é comum”, “isso é normal, está crescendo em todo o país”… e por aí vai, como se a simples ocorrência justificasse uma aceitação passiva. É verdade que a criminalidade tem crescido amplamente em nosso país, mas isso não justifica cruzarmos os braços e não estudar soluções. E, em relação a Cabo Frio, não faz tanto tempo que esse quadro era diferente. 

Até alguns anos atrás, era uma cidade tranquila, segura, apesar da violência já figurar em níveis alarmantes em várias outras cidades, inclusive na capital. Mas, percebíamos que havia maior preocupação e investimento na prevenção do problema. Mesmo a segurança pública sendo de competência do estado, o município buscava maneiras de agir, dentro de sua competência, e colaborava na prevenção da violência. Havia um efetivo muito maior de guarda municipal nas ruas auxiliando a polícia militar, e também maior número de viaturas e policiais rodando pela cidade. Alair Corrêa, prefeito à época, agindo dentro daquilo que a competência municipal lhe permitia, promovia debates com os responsáveis pela questão da segurança, mas também exigia do governo do estado maior esforço no combate ao crime, conseguindo, assim, aumentar o efetivo policial na cidade. Além disso, sabia que os problemas sociais são interligados e que uma cidade com carência de oportunidades é um espaço aberto a vícios e crimes diversos. Assim, promoveu atividades que fizeram crescer o turismo e investiu na educação abrindo novas escolas e nelas implementando atividades e cursos com finalidade de manter o aluno ocupado em tempo integral. O que observamos, portanto, é que havia disposição e colaboração efetiva por meio de diversas frentes para que a violência não se instalasse na cidade.

De lá pra cá, percebemos que o governo atual não teve a mesma postura ativa nesse sentido. Reduziu demais o efetivo da guarda municipal nas ruas, e, junto a isso, a cidade entrou numa fase de decadência em relação a oportunidades de trabalho. Perdeu o espaço conquistado no turismo, acumulou problemas na área da educação e o desemprego e a favelização aumentaram. Junto a isso, o programa das UPPs foi implantado na capital e o município de Cabo Frio nem mesmo buscou, junto ao estado, que medidas conjuntas fossem tomadas no interior no sentido de impedir a instalação na cidade de ramos criminosos advindos da capital. Em Macaé, recentemente, a prefeitura buscou soluções nesse sentido junto ao estado, e medidas foram tomadas. Em Cabo Frio, esta conjuntura propícia, aliada à inércia do poder público municipal, fez com que a criminalidade se instalasse, sem nenhuma atitude a mais para combatê-la.

Por tudo isso que hoje vemos, infelizmente, um banco sendo explodido em Tamoios: resultado de total descaso e inércia de uma administração no trato das questões sociais.

Luciana G. Rugani

terça-feira, 24 de abril de 2012

NOVAMENTE A PERGUNTA: O QUE ACONTECEU COM CABO FRIO?

A partir de mais uma ação criminosa ocorrida sábado passado em Tamoios, distrito de Cabo Frio, quando bandidos explodiram o Banco Itaú, única agência bancária do distrito, eu novamente passei a refletir em torno da segurança pública de Cabo Frio. Daí me lembrei de um artigo meu, publicado no jornal mineiro "O Tempo", onde eu comentava vários problemas da cidade, enfatizando o problema do avanço da violência. 
Resolvi republicá-lo aqui hoje, com seus respectivos comentários, e perguntar novamente, principalmente àqueles que acharam ser exagero de minha parte: O QUE ACONTECEU COM O BALNEÁRIO DE CABO FRIO?
(o artigo foi publicado no link abaixo, e reproduzido novamente aqui)
http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=197767,OTE

O que aconteceu com o balneário de Cabo Frio?
Publicado no Jornal OTEMPO em 09/03/2012
LUCIANA G. RUGANI
Leitora


A cidade de Cabo Frio, no Rio de Janeiro, é um dos destinos preferidos pelos mineiros quando pensam em praias. Por isso, gostaria de comentar sobre sua lamentável situação atual. 

Quanta diferença de alguns anos atrás! Havia muitos guardas municipais nas ruas; além de ajudarem no trânsito, colaboravam com a segurança. A quantidade de viaturas que faziam o policiamento preventivo era maior. Hoje, a cidade é refém da violência, como mostram as notícias diárias.

Não vemos mais guardas municipais e viaturas como antes. Em janeiro, uma família de turistas foi surpreendida por bandidos dentro de casa no condomínio em que acabavam de chegar. O pai dessa família morreu assassinado. Esse condomínio já havia sido assaltado várias vezes naquela mesma semana. 

A cidade, em 2001 considerada a mais limpa do Brasil, perdeu esse título. Quase não vemos lixeiras, que, antes, existiam em todos os postes no centro da cidade e em muitos postes dos bairros. Há muitos objetos cortantes na areia. Pichações tomam conta até de coqueiros. A favelização cresce pelo morro do Telégrafo, uma área de preservação ambiental.

Cabo Frio, que já foi exemplo de organização para outras cidades, hoje, é manchete nacional por casos de violência, favelização e surto de meningite, conforme amplamente noticiado no início do ano. Cidade de médio porte, antes referência em qualidade de vida, agora acumula os problemas das grandes metrópoles.


Comentários
10/03/2012 - 12h15
André santos
BH
Tenho acompanhado diariamente o noticiário da região de Cabo Frio, pois vivo em BH mas tenho imóvel em Cabo Frio e para lá vou varias vezes por ano. Por isso digo que infelizmente não é exagero, pois os fatos relatados neste artigo aconteceram sim, basta realizar algumas simples pesquisas no Google que encontrarão as notícias citadas. Creio que o objetivo aqui não é apontar culpados, pois não é culpa de cabofrienses, nem de mineiros, nem de cariocas. O objetivo é, através da divulgação, abrir espaço para as idéias, debate e colaboração através de sugestões e alternativas para a solução do problema. A criminalidade avançou muito no interior depois do projeto das UPPs na capital do estado do RJ, pois o projeto foi executado na capital sem maiores cuidados para evitar que os criminosos se espalhassem pelo interior. Isso é fato cujas consequências são sentidas por todos nós que lá vivemos ou estamos freqüentemente.

10/03/2012 - 09h45
Rogério Carvalho
Belo Hte
Devia chamar Cabo Fria Fria Fria isto mesmo. Fui uma vez pra nunca mais. Em 1995 fui covardemente assaltado juntamente com minha familia nesta cidade, chamamos a polícia e até hoje eles nao apareceram.

10/03/2012 - 15h02
Fernanda
Cabo Frio
VC nunca foi assaltado Em minas Gerais?

Fernanda
Cabo Frio
Infelizmente isso não é "privilégio" apenas de Cabo Frio...

09/03/2012 - 23h25
Paulo Barbosa
Cons. Lafaiete
Cabo Frio, vem crescendo a taxas demográficas acima da média nacional e com isto os problemas aumentam. Os índices de violência, segundo as autoridades locais não são tão alarmantes como a autora do artigo diz, pois existem cidades do mesmo porte com dados de violência muito superiores de Cabo Frio, inclusive de municípios mineiros.

10/03/2012 - 09h40
Claude Bernard
BH
Paulo, não acredite tanto em números oficiais. As ocorrências são subnotificadas e os números podem ser maquiados para interesse de imagem.

09/03/2012 - 21h07
Fernanda
Cabo Frio
Nossa gente,quanto exagero! Sou cabofriense e sim,a cidade está horrivel por causa do mal governo cujo prefeito só pensa em engordar seu cofre. Mas não há tanta violência quanto dizem. Quanto a tal "favelização",não são feitos por cabofrienses e sim por pessoas q vem de outras cidades,inclusive mineros (tenho 3 amigos com suas familias que moram numa dessas favelas). Eles correm pra cá atrás de qualidade de vida. Quanto a sujeira q deixam na areia,são deixados tbm por mineiros,cariocas q não tem o minimo de educação de junta-los em um saquinho,pois acham q isso é dever da prefeitura. Fala sério né. É questão de educação,seja de Cabofriense,carioca e até mesmo mineros

10/03/2012 - 09H40
Claude Bernard
BH
Não são "mineiros" ou "cariocas", são brasileiros. Essa diferenciação não leva a nada quando o questionamento da autora é em relação às ações públicas para evitar a ocupação desordenada, inclusive de áreas de proteção. É preciso que o poder público mostre ação.

10/03/2012 - 09h45
Agnus Morais
Sou frequentador assíduo de Cabo Frio, também sou mineiro. O que vejo neste comentário e na matéria acima é um preconceito com cidadãos de outras cidades e uma manisfestação política e indevida para falar da cidade. porque não aproveitam a eleição em outubro e mudam este panorama. Cabo Frio é linda e sempre que puder vou levar minha família para lá. Por favor, deixam de ver tantas coisas erradas e culpar os outros só por ser mineiros, vamos começar a acertar os erros próprios e depois expandi-los à cidade.

09/03/2012 - 15h22
emerson
belo horizonte
É a pobreza se expandindo. Agora não dá mais pra fingir que quem é muito rico não tem responsabilidade por haver muitos pobres. Não há mais lugares para se esconder.

09/03/2012 - 10h00
PAU
BELO HORIZONTE
Hoje em dia, policial na rua à noite a pé só se for escoltado por viaturas. Ou ele próprio será a vítima.

09/03/2012 - 21h08
Fernanda
Cabo Frio
Muito exagero de sua parte meu caro.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

HOMENAGEM RECEBIDA DO AMIGO ALAIR CORRÊA

Na noite de ontem, 18 de abril, fui surpreendida com uma homenagem a mim oferecida pelo querido amigo Alair Corrêa, ex e futuro prefeito de Cabo Frio, o responsável por ter proporcionado a essa cidade linda o reconhecimento turístico em todo o país.

Alair é um grande político e estadista brasileiro, possui o perfil ideal de prefeito com o qual toda cidade sonha ter em sua gestão. Isso todos que conhecem sua história sabem e podem atestar.

Agora, enquanto ser humano, Alair é daquelas pessoas incrivelmente surpreendentes que com suas atitudes conseguem fazer desabrochar naturalmente o que de melhor cada um possui dentro de si, uma daquelas pessoas iluminadas por uma luz que guia o caminho do sucesso, e que geralmente vêm incumbidas de importantes missões para com a sociedade. Talvez por isso Alair seja um líder nato. Ele naturalmente nos contagia com seu ânimo e disposição constantes na busca do melhor para Cabo Frio, por meio de suas ótimas ideias. Sempre pronto a ouvir colocações sobre os problemas diversos da cidade, tem facilidade de encontrar soluções. Isso tudo faz crescer em nós uma enorme vontade de colaborar com sua volta à prefeitura. 

Por essas razões, por admirar tanto o político quanto o ser humano Alair, e por ter sido contagiada por essa vontade enorme de ver Cabo Frio sorrir novamente, foi que resolvi colaborar através da divulgação de Cabo Frio além de suas fronteiras, através das redes sociais. E por isso fui homenageada por esse amigo querido, que tanto estimo. 

Um acontecimento que me deixou muito emocionada, sem dúvida um momento único na minha vida. Muito obrigada, querido Alair, por esta noite mágica e linda de minha vida. Muito obrigada por seu reconhecimento, atenção e amizade. Agradeço também aos demais que estiveram presentes neste momento tão grandioso para mim. Saibam que têm todo o meu carinho.VOLTA ALAIR!! CABO FRIO PRECISA NOVAMENTE DE SEU CUIDADO E ATENÇÃO!!


Luciana G. Rugani

terça-feira, 10 de abril de 2012

E ROLOU O DESENCANTO


Brilhos, fantasias, sonhos,
Oásis no deserto,
Paraíso em pleno caos.
Pérola rara.
Eis que, belo dia,
A verdade desperta mais cedo,
E abre os olhos daquela criança.
Sim, uma senhora criança.
Os anos arrefeceram as forças,
Mas preservaram a esperança pura,
A alegria e confiança naturais,
Tão próprias das crianças.
Mas naquela manhã, algo mudou.
O brilho se apagou,
O oásis era miragem,
O paraíso, fruto de imaginação.
A pérola, simples bijuteria.
Seus sonhos, agora frias lembranças,
Não lhe seduzem mais.
Mas ela não perdeu a alegria,
Nem os puros sentimentos de sua infância,
Somente os aprimorou.
Abriu seus olhos de outra forma, naquela manhã.
Seus sonhos se foram com a noite.
Como o despertar de um novo ser,
Assim, naturalmente,
O encanto se desfez,
A magia acabou,
E o desencanto...chegou!

Luciana G. Rugani

sábado, 7 de abril de 2012

POESIA DA PÁSCOA


É chegada a páscoa,
Celebração da ressurreição de Cristo.
Sentido simbólico de renovação, renascimento.
E renascimento é transformação,
Surgimento do homem novo,
Remodelado por arte do tempo.

O tempo, esse escultor de mão cheia,
Une-se às experiências vividas,
E, juntos, fazem surgir o novo ser.
Mas este,
Somente na consciência se fará renovado.

Na consciência de sua pequenez diante do Universo,
E de sua grandiosidade enquanto obra do Pai Maior.
Na consciência de ser eterno aprendiz,
E assim enxergar também seu irmão.
Na consciência de saber-se instrumento do Amor,
E deixar que Ele guie seus passos.

Só assim, CONSCIENTE,
Refletindo em si mesmo e tomando as rédeas de si próprio,
É que o homem velho dará lugar ao novo.
Só assim será possível a renovação, o burilamento.
Só mesmo assim se dará
O tão aguardado renascer do Cristo, em nossos corações.


FELIZ PÁSCOA!! QUE A RENOVAÇÃO, SENTIDO SIMBÓLICO 
DESTA DATA, POSSA SER MUITO MAIS QUE UM DIA: QUE POSSA SER UM 
ROTEIRO DE VIDA, UM CONSTANTE TRANSFORMAR, UM CONSTANTE 
RENOVAR, SEMPRE EM BUSCA DA LUZ E DO AMOR MAIOR. 
GRANDE ABRAÇO A TODOS!!

Luciana G. Rugani

segunda-feira, 2 de abril de 2012

REFLEXÕES ACERCA DO JORNALISMO NA ERA DIGITAL


É certo que a internet revolucionou o noticiário. As informações chegam rapidamente, de forma quase instantânea. Pensou-se até mesmo que poderia ser o fim dos jornais e revistas de papel, mas não. O que ocorreu foi uma revolução no modo de fazer jornalismo para possibilitar adaptação a novas ferramentas existentes, através das quais o público possui uma participação mais ativa ajudando na construção e na divulgação da informação. Há, portanto, maior interação com o público leitor.

Dentre as novas ferramentas, temos as diversas redes sociais e também os blogs. Hoje há milhares de blogs multiplicando as informações, e, como tudo que aumenta em quantidade, infelizmente perde em garantia de qualidade. Por isso, neste alvoroçado mundo da informação digital, entendo que a credibilidade deva ser algo ainda mais valorizado e almejado.  Assim como uma notícia falsa chega com rapidez, com a mesma rapidez ela é derrubada, levando junto o nome do blog ou do comunicador que a propagou, portanto, hoje, mais do que nunca, a responsabilidade jornalística é primordial no jornalismo virtual. 

A era digital abriu leque de oportunidades para maior aprimoramento da atividade através do exercício de capacidades de organização, seleção, síntese e interpretação de conteúdo. Ampliou-se o espaço e as possibilidades de fazer algo diferente e mais criativo. Aumentaram os recursos para um trabalho com maior qualidade. Bem sucedido com certeza será o profissional que  souber aproveitar esta oportunidade e que primar pela credibilidade de seu conteúdo,  pois se destacará entre os milhares de meros divulgadores e propagadores de conteúdos nem sempre verdadeiros.

O Código de Ética dos Jornalistas prevê em seu artigo 4°: “o compromisso fundamental do jornalista é com a verdade no relato dos fatos, deve pautar seu trabalho na precisa apuração dos acontecimentos e na sua correta divulgação.” Os princípios fundamentais (isenção, clareza, objetividade, fidedignidade e o compromisso com a verdade dos fatos e com o interesse público) afirmados antes da era digital permanecem e, mais do que isso, estão ainda mais valorizados, pois eles que levarão à separação do joio do trigo neste mundo inundado por informações a cada instante, possibilitarão uma linha divisória entre aqueles que objetivam a qualidade de seu trabalho, através de um jornalismo sério e confiável, e aqueles que almejam simplesmente popularidade e quantitativo de acessos através do lançamento e divulgação de inverdades e boatos que em nada contribuem para a formação de um público devidamente informado, muito pelo  contrário, somente contribuem para disseminar cada vez mais na sociedade a insegurança e descrença. 

Luciana G. Rugani

domingo, 1 de abril de 2012

DIA DA MENTIRA: AS MENTIRAS QUE OS POLÍTICOS CONTAM


"PEGA NA MENTIRA"

TEXTO DE CRISTIANO MARTINS, PUBLICADO NO JORNAL "O TEMPO" http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=199775,OTE&busca=mentira&pagina=1

São omissões de pequenos detalhes, mudanças de opinião por simples conveniência eleitoreira ou até discursos cheios de falácias para acobertar graves fraudes e irregularidades. Em suas mais diversas proporções, a mentira - lembrada neste dia 1º de abril em quase todo o mundo - praticamente já se incorporou ao jeito de se fazer política no Brasil e ao imaginário do eleitorado quando o assunto são os seus governantes. 

A cada dois anos, a prática se repete em grande escala pelo país durante as campanhas, fartas de promessas que não convencem nem mesmo os mais otimistas. Exemplo recente é o do pré-candidato à Prefeitura de São Paulo José Serra (PSDB), que negou falta de compromisso ao ter abandonado o cargo em 2006 para disputar o governo. Ele chamou de "papelzinho" o termo assinado no qual prometia cumprir o mandato inteiro.

Os casos atingem até os que erguem a bandeira da verdade e da moralidade, como o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), flagrado na semana passada em gravações policiais pedindo dinheiro e vazando informações para Carlinhos Cachoeira, acusado de exploração ilegal de jogos em Goiás.

No passado recente, também não foram raros os ministros e secretários que recorreram a fantasiosos argumentos para tentar escapar de acusações.

[Atitudes. Nos últimos anos, surgiram no país iniciativas - ainda tímidas - de entidades e grupos apartidários com o objetivo de acompanhar as ações das autoridades. As mais importantes delas estão na internet, como grupos denominados "Adote um vereador" e "Adote um deputado", existentes em vários Estados, por meio dos quais internautas se comprometem a denunciar atos falhos e cobrar o cumprimento de promessas. Outras ferramentas digitais têm sido importantes meios de controle, como o Observatório Social do Brasil, que recebe denúncias e monitora as ações e gastos de câmaras e prefeituras.

E você, já foi enganado? Qual a maior mentira que já ouviu de um político?

CURIOSIDADES

Manobra. As brincadeiras de 1º de abril são tão famosas que levaram os militares responsáveis pelo golpe de 1964 a mudarem a data oficial do início do regime. A iniciativa ficou "registrada" no dia 31 de março, mas faria aniversário hoje.

Origem. Tudo começou quando o rei francês Carlos IX implantou o calendário gregoriano, no qual o ano começa em 1º de janeiro. Alguns não gostaram da ideia e continuaram celebrando a data antiga, 1º de abril, o que virou motivo de chacota. No resto do Ocidente, a data é chamada de "dia dos tolos".


CONTRADIÇÃO

Criticado, mas novamente eleito

Na avaliação do cientista político Rudá Ricci, a "cultura ambivalente" da população colabora para a perpetuação dos mentirosos no poder. Ele reforça que o mais eficiente instrumento de combate à prática é o voto.

"Os brasileiros, em geral, dizem condenar a mentira, mas esse comportamento contraditório leva, por exemplo, um ex-presidente alvo do primeiro impeachment da América a ter a chance de ser eleito e, hoje, ser um dos senadores mais influentes da República", disse, referindo-se a Fernando Collor.

Ricci também destaca como ferramentas de combate à mentira na política o controle social – por meio de instituições e iniciativas populares – e o aperfeiçoamento da transparência nos Poderes.

EXCEÇÃO

Apesar de classificar como "absolutamente condenável" a mentira quando utilizada para o benefício próprio dos homens públicos, Ricci avalia que um julgamento simplista pode "infantilizar" a discussão.

"Algumas das principais atribuições dos políticos são o equilíbrio e a responsabilidade. Isso significa que nem sempre uma autoridade possa ou deva falar a verdade, tornando público algo que deveria ser omitido quando as razões de Estado são superiores às pessoais", argumenta.

Como exemplo, ele cita casos em que declarações possam provocar conflitos internos ou internacionais, ou ainda impactos imediatos na vida econômica. (CM)
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