terça-feira, 14 de janeiro de 2014

INDIFERENÇA: O MAL QUE CEGA

Recebi hoje por e-mail um vídeo que traz uma reportagem do Fantástico, da Rede Globo, exibida em 2010. A matéria aborda algo muito sério e lamentável que ocorre em nossa sociedade atual: o domínio da indiferença.

O vídeo mostra algumas situações em que vemos cidadãos totalmente indiferentes ao sofrimento alheio, e vai mais além ao propor-nos uma reflexão sobre três tipos de indiferença, segundo o psicanalista e filósofo Jurandir Freire Costa, que se retroalimentam e acabam levando ao extremo da violência física e até mesmo a uma auto-indiferença.

De acordo com outro especialista entrevistado no vídeo, a indiferença advém da banalização. Segundo ele, o ser humano se acostuma com tudo que é repetitivo e constante. Dessa forma, se vemos, por exemplo, a toda hora pessoas sem casa, dormindo nas ruas, ou pedindo algo no farol vermelho, acabamos por nos acostumar a estas situações e com o tempo passamos a nem mais enxergar estas pessoas.

Aproveitando o gancho com o tema "indiferença", lembrei de uma pergunta que fizemos no facebook dias atrás em relação ao meio ambiente: como podem pessoas largarem seu lixo pelas praias e ruas, e não terem a mínima percepção do quanto isto prejudica a sociedade como um todo, causando enchentes, doenças, morte de animais, destruição da natureza.. agora entendo que estas pessoas sofrem do mal da indiferença crônica. Por isso não ouvem os apelos à conscientização, tornam-se surdas aos chamados que lhes propõem algo diferente, algo novo em relação ao dia a dia impregnado pelo individualismo do "salve-se quem puder" em que vivem.

A indiferença é um grande mal que destrói o melhor que cada ser humano possui em si. Bloqueia seu sentir, torna-o tão cego ao que vai ao seu redor que ele acaba não respeitando o meio em que vive, não respeita as leis de trânsito, dirige como se fosse o único ser vivo nas estradas, e acaba por desrespeitar todo e qualquer código da boa convivência. Muito importante pararmos e nos auto-analisarmos para que não nos tornemos dominados por esta indiferença que, além do mal que traz em si, encontra-se ainda na origem de muitas doenças do comportamento, como é o caso da psicopatia.

"...tem uma série de valores a serem preservados: a solidariedade, o respeito pelo outro, a tolerância àquilo que é humano... um simples parar e pensar, pensar profundamente, por mais que isso seja difícil, que provoque sofrimento e provoque angústia, e que a curto e a médio prazo nós não tenhamos nenhuma resposta, mas é fundamental parar e refletir sobre isso" (trecho extraído do vídeo).

Vejam:

Luciana G. Rugani

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