sábado, 24 de maio de 2014

NOVA ORLA DA PRAIA DO FORTE, CABO FRIO: DIVERSIDADE DE ATRAÇÕES E BELEZA

Postarei, aqui no blog, alguns breves textos e fotos que tiramos de locais e atrações turísticas na cidade de Cabo Frio.

Hoje falarei sobre todo o conjunto da nova orla da Praia do Forte.

Agora composta pelo Skate Park e mais 15 novos quiosques, belíssimo projeto paisagístico com área verde e a encantadora Praça das Águas, a nova orla se destaca como um dos mais importantes pontos turísticos da cidade. O conjunto possui atrações para pessoas de todas as idades e gostos. 

Os novos quiosques, mais organizados e construídos em melhor padrão que os anteriores, são agora um gostoso ponto de encontro para se ouvir uma boa música, comer e beber com amigos. 

A Praça Verde do Guta, área verde com cerca de 10m² e que foi batizada com o nome do responsável por todo o projeto da orla, é um espaço que convida crianças e adultos a fotografar com as estátuas de bronze do artista Ivan Cruz, que retratam as saudosas brincadeiras de crianças. Além disso, a praça é também um bom lugar para os que preferem sentar nos bancos, observar o movimento, as flores, plantas, e jogar conversa fora. 

A Praça das Águas, como eu disse acima, é simplesmente encantadora! A tecnologia de ponta utilizada em sua iluminação propicia um ambiente de sonhos, romantismo e beleza. É muito linda para ir à noite tirar fotos, mas vale a pena chegar um pouquinho antes, ao entardecer, quando o sol se esconde deixando seus últimos raios à mostra. Neste horário ela fica ainda mais bela, pois junto ao verde e azulado das lâmpadas, temos um azul, lilás e rosado no céu, formando um lindo conjunto multicor de tons suaves, como se fosse a pintura de um quadro. Cores diversas, mas em harmonia, como em uma bela obra de arte! 

E ainda, agora a nova orla conta também com o Skate Park Allan Mesquita, inaugurado oficialmente no sábado passado. Trata-se de pista de padrão internacional, com alto nível técnico e construída sob orientação da Federação Estadual de Skate - FASERJ, numa área de 1668m², com modalidades street, vertical e bowl, e que poderá sediar etapas de circuitos amadores e profissionais, de abrangência nacional e internacional. Para os aficionados neste esporte, posteriormente postaremos texto com mais detalhes técnicos e fotos do local. O Skate Park contribui em dois importantes aspectos: além de incrementar ainda mais o ponto turístico da nova orla, ampliando seu leque de atrações e, consequentemente, atraindo mais turistas, é um incentivo ao esporte para os jovens da cidade, que antes não tinham uma pista desse porte para aprender e treinar. Tem tudo para possibilitar a formação de futuros campeões nacionais e internacionais da modalidade.

Abaixo seguem algumas fotos de todo o conjunto. Vale a pena conhecer! 

Luciana G. Rugani

(fonte dos dados: site prefeitura municipal de Cabo Frio http://www.cabofrio.rj.gov.br/sala-de-imprensa/noticias)


 

PESCA: UM POUCO DE HISTÓRIA

por Achilles Pagalidis - "A armação baleeira é uma instalação litorânea estruturada para a pesca ou caça às baleias e o processamento dos seus produtos. No Brasil existiu desde o início do século XVII até meados do XIX. A cidade de Búzios (antigo 3º distrito de Cabo Frio) teve o nome de batismo português de “Ponta dos Búzios”, devido a presença de numerosas conchas de moluscos gastrópodes em suas praias. Com a construção da Armação das Baleias de Búzios, o estabelecimento comercial, passa a topônimo substituto do original, incorporando o vocábulo composto “Armação dos Búzios"."
https://www.facebook.com/achilles.pagalidis/posts/797735250238742


Os borrifos da baleia, com seus enormes jatos de água no meio do mar, eram os primeiros sinais para os vigias atentos, indicando o momento dos pescadores colocarem os barcos na água para partir em busca das suas enormes presas. A temporada de caça ao animal durava de junho a setembro. Era preciso aproveitar enquanto os cetáceos, vindo da região polar, vinham nadar nas águas quentes das baías tropicais, onde procriavam.

Em tempos coloniais, esta era uma prática difundida por todo o litoral da América portuguesa. Introduzida no país no início do século XVII, a pesca da baleia tinha como produtos sua gordura, barbatanas e carne. Com a captura por arpão, esses derivados do animal não precisavam mais ser recolhidos nas praias, como se fazia até então, quando eram utilizadas apenas as baleias que encalhavam. A atividade logo atraiu um grande número de interessados, especialmente comerciantes portugueses.

O óleo, extraído das espessas camadas de gordura que envolvia o animal, por suas inúmeras funções, era o produto mais cobiçado. Chamado de “azeite” ou “graxa”, servia para a iluminação dos engenhos, casas e fortalezas, para a calafetagem de barcos (vedação com estopa), para a fabricação de sabões e velas, e ainda podia ser usado na lubrificação de engrenagens. Quando misturado ao barro, formava uma argamassa especial para construções sólidas, tão resistentes que ainda hoje é possível encontrar paredes intactas em que o material foi usado séculos atrás.

Da baleia, quase tudo se aproveitava. A carne servia de alimento: a língua, por exemplo, era vendida à nobreza e ao clero como iguaria. As barbatanas – placas de fibras que ficam no céu da boca das baleias – eram utilizadas na confecção de acessórios e roupas femininas e masculinas, como espartilhos, saias e chapéus. Os ossos, por sua vez, destinavam-se à construção civil e à produção de móveis.

A gordura era derretida no engenho de frigir, onde se obtinha o óleo. Esta etapa passava por um processo de purificação, que consistia na filtragem de resíduos. Quando estava puro e pronto para a venda, era armazenado na casa de tanques. A distribuição para o consumo era feita em pipas (recipientes de madeira que normalmente tinham um volume de 424 litros), enviadas para o Rio de Janeiro e daí para Portugal. Dependendo das dimensões da baleia, produziam-se de 10 a 30 pipas de óleo.

A caça se desenvolveu, em tempos passados, sem uma preocupação com as consequências ambientais, e não isso tardou a comprometer a procriação das baleias. Preocupado com as técnicas empregadas na pesca, o estadista José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838), que depois ficou conhecido como o “Patriarca da Independência”, previu a situação de escassez que podia diminuir as vantagens do empreendimento.

(Fonte: “Revista de História”, João Rafael Moraes de Oliveira – 2009)
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