sexta-feira, 31 de julho de 2015

JORNAL O CIDADÃO - CABO FRIO EM DESTAQUE: RESUMO DAS PRINCIPAIS NOTÍCIAS DO MÊS DE JULHO

Minha coluna no jornal O Cidadão

Cabo Frio em “DESTAQUE”

Dia 30 de julho de 2015


Por Luciana G. Rugani

EDUCAÇÃO:
– No início do mês, aconteceu o “I Encontro de Práticas Pedagógicas na EJA – Educação de Jovens e Adultos”, com o objetivo de promover um intercâmbio de experiências pedagógicas entre profissionais e alunos. Os alunos fizeram apresentações artísticas e exposições dos trabalhos desenvolvidos em sala de aula. Além dos muitos desafios a serem enfrentados, agora há também na cidade o projeto EJA diurno, oferecido no turno da tarde.
– A Secretaria Municipal de Educação de Cabo Frio está oferecendo um Ciclo de Palestras, em parceria com o Instituto Federal Fluminense (IFF), sobre os 400 anos de fundação da cidade. O evento é aberto à participação de qualquer pessoa interessada. As palestras acontecem no Centro de Estudos em Educação Natália Caldonazzi (Casa do Educador), na Rua Coronel Ferreira, nº 221, no bairro Portinho, e também no campus do IFF em Cabo Frio, que fica na Estrada Cabo Frio – Búzios, s/n, na Baia Formosa. As inscrições podem ser feitas através do e-mail ceenataliacaldonazzi@semecabofrio.rj.gov.br, quando as palestras acontecerem na Casa do Educador, e pelo telefone do IFF (22) 2645 9500, nos dias de palestra no Instituto. A programação se dará até o final do ano, e o calendário de palestras pode ser consultado no link http://www.cabofrio.rj.gov.br/sala-de-imprensa/noticia/Casa+do+Educador+de+Cabo+Frio+realiza+Ciclo+de+Palestras++Cabo+Frio+400+anos/8b1fa4ab-105d-465b-87ff-eae827900aa5
– Aconteceu, nos dias 6 e 7 de julho, a cerimônia de formatura de alunos municipais participantes do Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas), realizado em parceria com a PM do Estado do Rio de Janeiro. O programa é constituído de aulas ministradas por um policial militar que atua como educador social.

EVENTOS:
– Foi um sucesso o Festival do Camarão ocorrido na Praia do Siqueira. O evento já está consolidado como um dos maiores eventos gastronômicos do Estado, tendo atraído cerca de 25 mil pessoas nos quatro dias de sua realização. A organização do festival deu-se através de uma Parceria Público-Privada (PPP), a cargo da comissão de moradores. A prefeitura montou toda a infraestrutura, com uma área coberta de 120 metros de comprimento para a praça de alimentação com vista para a lagoa, além de banheiros químicos, dois palcos, som e luz. Um piso de acessibilidade foi colocado sobre a areia para o acesso de cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.
– A festa de São Cristóvão foi realizada com muita religiosidade e festa. Houve a procissão dos carros, seguida da benção. A festa externa ficou por conta das bandas musicais e das barraquinhas de alimentação. A tradicional festa do padroeiro São Cristóvão acontece todos os anos no mês de julho, celebrando a sua data no dia 25.

ESPORTE:
– Cabo Frio foi confirmada como uma das 83 cidades que participará do Revezamento da Tocha olímpica Rio 2016. A jornada da Chama Olímpica no Brasil começará entre abril e maio de 2016, e durará entre 90 e 100 dias após a cerimônia de acendimento da chama Olímpica em Olímpia, na Grécia, terminando no dia 5 de agosto, quando o último condutor da tocha acenderá a Pira Olímpica na abertura dos jogos, no Maracanã.
– A temporada 2015 do Circuito Banco do Brasil Challenger de Vôlei de Praia encerrou-se no dia 25 com a realização da etapa na Praia do Forte. No feminino, No feminino, Duda e Elize Maia (SE/ES) levaram o ouro na etapa e também terminaram em primeiro no ranking geral. No masculino, Luciano e Léo Vieira (ES/DF) ficaram no lugar mais alto do pódio, porém, os campeões da temporada foram Fábio Guerra e Daniel Souza (RJ) que tinham caído nas quartas, mas fizeram mais pontos em outras etapas. O time vencedor de cada etapa somou 400 pontos no ranking, além de ter recebido uma premiação de R$ 14 mil. Somando os dois naipes, o torneio distribuiu cerca de R$ 130 mil aos atletas.

REALIZAÇÕES:
– O prefeito Alair Corrêa inaugurou nova creche no bairro Tangará. A Escola Municipal de Educação Infantil Neusa Agualusa da Costa atenderá crianças de 1 a 3 anos de idade. Sua estrutura possui 4 salas de aula climatizadas, lactário, fraldário, berçário, sala multiuso, com televisores e computadores, grande área externa, playground, refeitório, e outras dependências.  Além disso, foi dado início ao programa “Setorização da Dignidade” através da distribuição das primeiras cestas básicas que auxiliarão na alimentação de 300 famílias do bairro, cadastradas no programa “Alimentando com Dignidade”. O programa contempla, ainda, investimento de cerca de R$10 milhões em reformas, ampliações das casas e construção de banheiros nas casas cadastradas, além de asfaltamento das ruas e saneamento.  Os bairros Manoel Corrêa, Jardim Náutilus, Célula Mater, Recanto das Dunas e Vila do Sol também foram contemplados com o início do programa “Alimentando com Dignidade”, quando foram distribuídas cerca de 500 cestas básicas para famílias cadastradas, e com a inclusão no programa “Setorização da Dignidade”, que no final abrangerá todos os bairros da cidade.
– Foi reformada a Praça da Melhor Idade (Praça Gentil Gomes de Faria), localizada no bairro da Passagem. A reforma incluiu pintura, reforma da cozinha e banheiros, poda e manutenção da parte elétrica. A prefeitura reformou, também, a guarita da Guarda Municipal, na Praça Porto Rocha, no centro da cidade, onde haverá monitoramento 24 horas.
– O Forte São Mateus, um dos mais importantes pontos turísticos da cidade, foi revitalizado com nova pintura. Além disso, foram trocadas as correntes da subida em pedras, substituídas as lixeiras depredadas e recuperado todo o gradil do mirante. A reforma faz parte do projeto de revitalização de todo o patrimônio histórico da cidade por ocasião dos seus 400 anos.

CULTURA:
– Estão abertas as inscrições para o 11º Festival Estudantil de Teatro de Cabo Frio (FESTUD), que será realizado de 29 de setembro a 4 de outubro de 2015 no Teatro Municipal Inah de Azevedo Mureb. Este ano o valor do prêmio aumentou para R$3,9 mil. Interessados de qualquer parte do território brasileiro podem se inscrever pela internet através do site www.festud.com. O prazo para as inscrições encerra no dia 4 de setembro.
– Será realizado nos dias 10 e 11 de agosto o III Fórum Municipal de Cultura, no Teatro Municipal Inah de Azevedo Mureb, em Cabo Frio. As inscrições podem ser feitas no Polo Esportivo Cultural de Tamoios; no Centro Cultural Anderson Giga Byte, no Jardim Esperança e no Gabinete da Secretaria de Cultura. No Teatro Municipal de Cabo Frio, as inscrições poderão ser feitas até as 11h do dia 10 de agosto, data de início do Fórum. A ficha de inscrição pode ser encontrada na página da SECULT no Facebook (https://www.facebook.com/CaboFrioCultura) ou retirados na própria Secretaria de Cultura.


SAÚDE:
– No Hospital da Mulher, agora as gestantes podem contar com acompanhamento especial de Técnicas de Enfermagem que executam funções de “doula”, uma acompanhante de parto que oferece apoio afetivo, físico e emocional para as pacientes. A palavra “doula” vem do grego “mulher que serve”.
– Ainda sobre o Hospital da Mulher, foi lançada uma campanha para arrecadar roupinhas, cobertores, fraldas e outros utensílios a serem destinados aos bebês recém-nascidos nas maternidades, cujas mães sejam carentes de recursos. Quem quiser doar, tanto pessoas físicas como jurídicas, basta entregar as doações na recepção do hospital. As roupinhas não precisam ser novas, mas é necessário que estejam em bom estado de conservação.
– Aconteceu nos dias 23 e 24 a VII Conferência Municipal de Saúde com o objetivo de debater os rumos do Sistema Único de Saúde (SUS) junto à sociedade e escolher delegados para a Conferência Estadual de Saúde marcada para setembro, no Rio. O evento é preparatório para a 15ª Conferência Nacional de Saúde, que será realizada entre 1º e 4 de dezembro, em Brasília. Participaram conselheiros de saúde, gestores públicos, trabalhadores da saúde, cidadãos usuários do sistema e representantes da sociedade civil organizada.

TURISMO:
– A Secretaria Municipal de Turismo organizou um espaço democrático para discussão de assuntos referentes à cidade e preparação para o verão, o Fórum Permanente de Debates “Cabo Frio +”. Já foram realizados três encontros onde foram discutidos temas relacionados à poluição sonora e segurança. Foi elaborado um documento que deverá ser encaminhado à Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, solicitando reforço na segurança pública do Município de Cabo Frio.

IDOSOS:
– Foi realizado, no dia 17 de julho, na SEMEI (Secretaria Adjunta Municipal da Melhor Idade de Cabo Frio), o primeiro casamento entre idosos que se conheceram durante as atividades do Coral da Melhor Idade. Mais de 400 pessoas participaram da cerimônia.

Foto: Luciana G. Rugani

quarta-feira, 29 de julho de 2015

DIÁRIO CABOFRIENSE: PARA VIVERMOS O PRESENTE

Minha coluna de hoje no jornal "Diário Cabofriense". Abaixo da foto, segue o texto para mais fácil leitura:



Uma amiga compartilhou comigo um texto lindo, muito emocionante, intitulado “Para quando eu me for”, de autoria desconhecida.

O texto conta a história de um pai que morreu jovem, mas antes de partir deixou várias cartas para serem lidas por seu filho, se assim o desejasse, nos mais relevantes acontecimentos futuros de sua vida. E uns cinco dias após receber esse texto, leio no jornal “O Globo” uma matéria contando a história real de uma mãe americana, com câncer terminal, que fez o mesmo com sua filha. Foi a forma que encontraram de se manterem presentes em sentimento, ainda que não fisicamente, durante toda a vida dos seus filhos.

Essas cartas foram escritas, tanto na ficção quanto na realidade, por pessoas com doença terminal. Mas, se pensarmos bem, qual a diferença que há em relação à certeza da morte que um dia virá para qualquer um de nós? A diferença é que, no caso delas, essa certeza se faz um pouco mais clara em relação ao tempo que resta. Digo “um pouco mais clara” porque ainda assim a situação pode mudar, pois em termos de atuação divina nos é impossível afirmar que algo se dará neste ou naquele momento. Muitas vezes, quantas pessoas em plena atividade e com saúde perfeita partem bem antes daqueles portadores de males incuráveis; quantos jovens e crianças partem bem antes de idosos com seus 90 e poucos anos.

Ler estes dois artigos, tanto o texto quanto a reportagem, me fez pensar no quanto às vezes nós seguramos as palavras, guardamos a manifestação de sentimento para uma ocasião especial ou simplesmente nunca o manifestamos. Quantas vezes nos tornamos somente presença física, sem a presença de alma, de vontade, de sentimento. Quanto tempo que desperdiçamos sem vivermos em sintonia com nosso querer. Quantas vezes nosso orgulho nos leva a calarmos nossos sentimentos, ou a camuflá-los por medo ou receio de abrirmos nosso coração. E qual a porcentagem que a mera “obrigação” representa em nossas vidas? Quantos momentos de nossas vidas que vivenciamos por pura obrigação, sem nenhuma conexão com nossa alma? Claro que há obrigações que o dever nos impõe, há também obrigações sociais as quais precisamos cumprir. Mas o quanto será que destinamos de nossas vidas para estes momentos? Muitos passam às vezes uma vida inteira de obrigações e só quando chega uma situação de fragilidade ou perda é que se dão conta do quanto deixaram passar, do quanto realmente não viveram.

O fato é que não sabemos o momento de nossa partida, não temos controle total de nossas vidas em relação ao tempo que nos resta. Escolhemos confiar na opção de que permaneceremos aqui fortes e saudáveis, por muito e muito tempo, e nossa escolha certamente nos ajudará nos cuidados que deveremos ter para alcançar este objetivo. Fazemos nossa parte para isso, mas a realidade é que isso não nos torna seres humanos infalíveis e seguimos frágeis perante as determinações daquilo que não podemos controlar, e que se chama destino.

Então penso que vale a pena querermos mais, além de escrevermos nossas cartas para o futuro. Presença de verdade, vivermos o que fala alto à nossa alma, manifestarmos o sentimento sem medo de parecermos ridículos. Abrirmos mão de nosso orgulho para tomarmos de verdade as rédeas de nossas vidas. Seres imperfeitos vivendo a perfeição da plenitude de ser! O presente é o tempo de que dispomos para viver, para sermos verdadeiramente quem somos em essência. Não vale a pena passá-lo em branco e deixar para vivê-lo amanhã. Talvez amanhã o único tempo de que disponhamos seja somente para escrevermos nossas cartas.

Luciana G. Rugani

quarta-feira, 22 de julho de 2015

DIÁRIO CABOFRIENSE: REFLETINDO SOBRE O “DIA DO AMIGO”

Minha coluna de hoje no jornal "Diário Cabofriense". Abaixo da foto, segue o texto para mais fácil leitura:




Na segunda-feira, 20 de julho, comemoramos o "Dia do Amigo". 

E por falar em “amigo”, será que ainda sabemos realmente o seu significado? O termo tornou-se hoje tão banalizado, que parece que o significado original perdeu-se no tempo. Algumas redes sociais (o facebook, por exemplo) colaboraram muito com essa banalização ao utilizarem o termo para designar os membros da rede. Melhor e mais de acordo seria se esses fossem chamados “seguidores”.

Pesquisando em várias fontes sobre o significado da palavra "amigo", encontrei em todas elas alguns quesitos comuns que caracterizam uma relação amistosa, quais sejam:  afeição, apreço, admiração, querer bem, reciprocidade, intimidade, intercâmbio de ideias, compartilhamento, compreensão, aceitação das diferenças, etc. Então, quando vemos diversas pessoas se autoafirmando "amigos", principalmente nas redes sociais onde há tantas mensagens sem respostas, tanta fuga (sob as mais vis desculpas) ao diálogo franco e direto, tanta incompreensão com um pensar ou um proceder diferente, tanto preconceito e não aceitação de ideias, de crenças ou de estilo de vida, fica ainda mais evidente o quanto o termo se banalizou. E o imediatismo das pessoas da atualidade não as deixa perceber que na verdade estão permitindo que essa banalização aconteça também nas relações, pois não há uma vontade de construí-las verdadeiramente, de ouvir o outro com empatia, tentando compreender seu jeito e suas ideias, muitas vezes diferentes, e de tomar contato real com o mundo do semelhante. Por outro lado, pode acontecer também a ilusão de que se é amado, de que se possui realmente um amigo com o qual se pode contar e com quem pode haver franqueza sem medo de incompreensão. E talvez as decepções sejam resultado direto dessa ilusão formada.

O amigo, no sentido real do termo, não foge ao diálogo reservado, à conversa franca, não deixa sem respostas. O amigo respeita o outro sem expô-lo ao ridículo, sem menosprezar publicamente a relação, sem distorcer suas palavras. O amigo sabe discernir quando, às vezes, a razão trai o sentimento, o cérebro se desentende com o coração ao tentar ocultar, com palavras, um sentimento ferido, uma mágoa recôndita. O amigo se preocupa, busca notícias, segue presente, ainda que não fisicamente, não só nos momentos prósperos, mas também nas dificuldades. E o que vemos hoje não é nada disso. Vemos amizades por conveniência (o termo correto para isso, a meu ver, seria "contato", e não "amizade"), onde as pessoas unem-se a outras por um mero interesse específico e não por um real querer bem. À primeira desavença ou diferença, corta-se o laço sem o mínimo pesar.

Acho que vale a pena uma análise mais profunda sobre esse assunto. E, em comemoração (um pouco atrasada) ao “dia do amigo”, deixo aqui algumas palavras para reflexão: na amizade, é intrínseca a liberdade. Livre querer bem, sem porquês, sem razão. Não se gosta de alguém por medo, pressão ou dever. Ama-se por amar, o amor não se explica. Reciprocidade, compreensão, intimidade e respeito também não faltam na amizade. Compreender a imperfeição do outro e amar sabendo que ninguém está isento de erros e falhas, e que não há um só ser perfeito no mundo. 

Um amigo? Que seja leal, não precisa ser perfeito. Que seja presente, ainda que distante. Que se aproxime de verdade, coração a coração, com coragem e sem poréns, que doe incondicionalmente seu amor, sem exigir perfeição. Existe? Hum... acho que sim. Basta treinarmos e tentarmos ser assim. Errar? Claro, vamos errar... Afinal, somos aprendizes! É natural que seja assim! Mas... não vale a pena tentarmos?

Luciana G. Rugani

domingo, 19 de julho de 2015

SETE HÁBITOS QUE PRECISA ABANDONAR SE QUISER REALIZAR OS SEUS SONHOS


1. Medo do julgamento
A eterna pergunta “o que os outros vão pensar?” ainda prevalece no topo dos bloqueios. A preocupação com essa imagem idealizada nos impede até de descobrir quem somos e o que queremos de verdade.

2. E se não der certo?
Filho do medo do julgamento, o medo de errar também paralisa. Porém o mais curioso nisso é que esse medo nos cega para o seguinte fato: se não estivermos em nosso verdadeiro caminho, as coisas já estão erradas. É ou não é?

3. Procrastinação
Quando eu tiver mais dinheiro, mais tempo, quando as crianças crescerem, quando eu me aposentar… A lista é grande e esse amanhã nunca chega!

4. Perfeccionismo
Muita gente acha que o procrastinador é um “desleixado”, entretanto, na maioria das vezes, ele é mesmo um perfeccionista. Se não for perfeito, nem faço, não tento, não arrisco. E tudo vai ficando sempre para depois, um tempo imaginário onde só há perfeição.

5. Falta de presença
Não se ouvir, não saber ficar na própria companhia, não se permitir o silêncio externo para se conectar consigo é um dos principais obstáculos dessa lista. Como saber o que me apaixona? Como escolher o meu caminho? Como assumir a responsabilidade sobre minha vida, se nem estou presente?

6. Vitimização
Ver-se como vítima da própria história, das pessoas e do mundo não ajuda em nada. De verdade. Esse é um ciclo que aprisiona. Quem entra nele, mantém a crença de que só vai ser reconhecido e respeitado por suas feridas e cicatrizes. Como se permitir ser feliz alimentando um pensamento assim?

7. Dependência
Num misto entre querer a aprovação do outro e não se sentir capaz sozinho, quem cai nesse padrão não assume a própria vida. Quem alimenta a dependência teme descobrir a si mesmo e ter de arcar com as próprias escolhas.
 

quarta-feira, 15 de julho de 2015

DIÁRIO CABOFRIENSE: VIVEMOS TEMPOS LÍQUIDOS

Minha coluna de hoje no jornal "Diário Cabofriense". Abaixo da foto, segue o texto para mais fácil leitura:




Em seu livro "Amor líquido", o sociólogo polonês Zygmunt Bauman fala sobre o quanto que hoje em dia as relações se tornaram líquidas, próprias de um tempo também "líquido". Zygmunt é um dos maiores intelectuais da atualidade. Aos 87 anos, seus livros já venderam mais de 200 mil exemplares.

Eu não conheço os livros de Zygmunt, mas assisti à sua entrevista em um vídeo do youtube onde fala do assunto.

Ele chama de "tempos líquidos" o tempo atual, onde nada é feito para durar. A ideia de "descartável" tomou conta também das relações humanas, sejam elas presenciais ou virtuais, e assim afinidades são coisas raras. As pessoas estão tomadas pelo medo e pela insegurança. Querem relacionar-se, mas temem se machucar. Não se doam nas relações e chegam até mesmo a cortar os vínculos ante o menor sinal de divergência. Segundo o autor, as pessoas pensam que exterminam um problema ao simplesmente cortarem os vínculos, mas na verdade apenas criam um problema em cima de outro.

Concordo com o pensamento dele. Parece que as pessoas buscam, logo de cara, uma relação pronta e perfeita. E isso não existe. Uma relação, qualquer que seja, deve ser construída com tolerância, compreensão, respeito, diálogo, e principalmente disposição para doar-se e coragem para revelar-se. Não se constrói uma relação duradoura sendo quem não se é e sem disposição para doar um pouco de si e de seu tempo para o outro. E hoje muitos preferem seguir vazios nas relações, ou simplesmente deletar vínculos, do que ter o trabalho de construir relações mais sólidas. O "excluir" e o "delete" são muito bons enquanto mecanismos de computador, ou do smartphone, mas são apenas parte de um instrumento que nos possibilita relacionar com o mundo, mas que não se confunde com a relação em si. A relação é algo vivo, que envolve o emocional de outras pessoas que também querem ser ouvidas e amadas.

Para o autor, as pessoas vêm sendo tratadas como bens de consumo: em caso de defeito, descarta-se, ou troca-se por “versões mais atualizadas”. E assim o amor verdadeiro foi banalizado, a palavra "amor" perdeu seu conteúdo e é utilizada de forma vazia, sem o conhecimento real de seu significado.

O ser humano tenta viver bem dentro do paradoxo: quer relacionar-se, quer ser aceito e amado, mas não se dispõe a doar-se em um relacionamento, não se dispõe a viver plenamente uma relação e, principalmente, não se dispõe a amar o outro de forma sólida, com comprometimento e sem medo. Não há disposição em construir, não há tempo para consolidar relações. Os dias têm as mesmas 24 horas dos dias de antigamente, o conforto da tecnologia de hoje nos permite gastar menos tempo nos afazeres diários, mas o imediatismo de querer relações prontas e perfeitas fez com que esse tempo se tornasse "líquido", e assim as relações simplesmente escorrem das mãos como se fossem água.

Talvez essa seja a razão de hoje em dia haver tantas pessoas solitárias e deprimidas, apesar de existirem tantas formas de comunicação.

É como também já disse Jelson Oliveira, coordenador do Curso de Filosofia da PUC-PR, sobre a superficialidade dos laços de amizade: “Ao contrário da civilização grega, que valorizava a amizade, o mundo contemporâneo sofre com vínculos rasos". 

Luciana G. Rugani

domingo, 12 de julho de 2015

A SECA NO SUDESTE E A DESTRUIÇÃO DA FLORESTA AMAZÔNICA

Abaixo segue entrevista realizada pelo escritor e jornalista Marcelo Csettkey com Antônio Donato Nobre, pesquisador e cientista  do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), sobre um dos grandes problemas de nossa atualidade: a falta de chuvas na região sudeste do país e sua relação direta com o desmatamento e consequente destruição que vem ocorrendo em nossa floresta amazônica. 
A entrevista faz parte do livro "A floresta amazônica garante nossas vidas", de Marcelo Csettkey.

Luciana G. Rugani

JORNAL DE DEBATES > ENTREVISTA / ANTONIO DONATO NOBRE

A água nossa de cada dia

Por Marcelo Csettkey em 10/02/2015 na edição 837
Há uma ficção que traduz com semelhança a situação que ora vivemos. Um cientista anteviu uma catástrofe climática inevitável no filme O dia depois de amanhã. Os políticos o ignoraram, até que o pior previsto aconteceu. A diferença entre a realidade e a ficção se dá por dois detalhes importantes: no filme, o cientista elabora uma teoria no calor do momento, na iminência do fato ocorrer. Na vida real, nossa crise hídrica foi antevista e anunciada pelo cientista Antonio Donato Nobre (PhD, pesquisador do MCTi/CCST-Inpe e MCTi/Inpa) com bastante antecedência. Sua previsão, feita há dez anos, está registrada em uma reportagem da revista Veja intitulada “O ano em que a Amazônia começou a morrer”, publicada no dia 28 de dezembro de 2005. Ali, Nobre afirmava:
“Teríamos uma grande queda de pluviosidade na Região Sudeste, comprometendo a Bacia do Prata e consequentemente, grande parte da geração de energia do país.”
Exatamente o que está acontecendo, basta acompanhar as notícias. Então, o que será da Região Sudeste se os “volumes mortos” morrerem? Os políticos até agora não quiseram ouvir o alerta e a mídia não lhe deu a importância merecida. Políticos e mídia, ao que parece, preferem assumir o risco da ocorrência, omitindo-se ou tergiversando. No filme, houve, por parte do cientista, a constatação da inevitabilidade da catástrofe! Na realidade, ainda há esperança de gerar-se uma inflexão no curso dessa inevitabilidade. É por esta esperança que entrevisto o cientista real.
Partilho a preocupação de todos com a seca que atinge o Sudeste do Brasil, pondo em risco nossas bacias hidrográficas, nossa energia elétrica, nossa água e comida. Tudo o que está acontecendo pode não ser aleatório, mas sim resultado também do desmatamento irresponsável que ocorre diuturnamente na Amazônia e sua relação causal, e não casual, com a diminuição da umidade vinda da floresta para o Sudeste do país nos “rios aéreos” – por uma singularidade que envolve a Cordilheira dos Andes.
O relatório de avaliação científica feito por Nobre, “O Futuro Climático da Amazônia“, é contundente; porém, como dizia Shakespeare, “para males desesperados só remédios enérgicos ou remédio nenhum”. Nobre exorta a população, pois só combatendo a ignorância por meio da mobilização popular poderá ser estancada a grande perda anunciada.
“A única possibilidade é restaurar as florestas”

Marcelo Csettkey - O que de fato acontece que põe em risco o abastecimento de água e energia elétrica nas cidades e capitais do Sudeste? Que singularidade está sendo ameaçada – que difere o Sudeste do país dos desertos na mesma linha entre os trópicos de Câncer ou Capricórnio – e por que motivo os “volumes mortos” tendem a morrer definitivamente?

Antonio Donato Nobre – Os sintomas do desarranjo climático estão aí. Como na crônica da morte anunciada, experimentamos já agora muito do que fora previsto desde mais de 20 anos por vários estudos feitos na Amazônia. E da observação desta nova realidade chegamos à conclusão cientifica: remover árvores leva a um clima inóspito. Com a destruição continuada das florestas é garantido o destino de clima não amigável, especialmente sob o estresse aumentado das mudanças climáticas globais. Éramos felizes e não sabíamos, pois a Amazônia foi e, apesar do desmatamento, ainda é, grande provedora de serviços ao clima. Sabemos agora que a região centro sul da América do Sul recebe a maior parte de suas chuvas a partir de vapor bombeado pela grande floresta. Tal explicação permite compreender por que essa rica região produtiva não é deserto, como são outras regiões na mesma latitude. O clima é variável, assim é provável que, apesar destes anos alarmantemente secos, ainda voltem as chuvas. Não sabemos exatamente como essa transição para uma aridez possa se dar. Mas sabemos que, quando vier, toda a região se verá permanentemente privada do elo mais importante do ciclo de água doce em terra: o suprimento pelas chuvas. 2014 já é um exemplo do que poderemos esperar.

M.C. - O que provoca o surgimento de uma enorme massa de ar seco, um “paquiderme atmosférico”, uma espécie de Jabba the Hutt“sentado” em cima da Região Sudeste? O que poderia ser feito para diluir essa massa de ar seco que insiste em impedir que as nuvens carregadas de água, vindas da Amazônia se espraiem pela Região Sudeste?

A.D.N. – O grupo no qual atuo, liderado pelos físicos russos Victor Gorshkov e Anastassia Makarieva, explica o fenômeno como decorrência direta da remoção de florestas (também na própria região Sudeste), o que impede a convergência de umidade do oceano para o interior do continente, permitindo a estacionamento dessa massa de ar quente e seco, típica de deserto. Tem também a alça de ar da circulação de Hadley, aquela do ar ascendendo úmido no entorno do equador e baixando seco nas latitudes médias – a explicação clássica para o cinturão de desertos nestas latitudes – que poderia estar recebendo vitamina energética do próprio aquecimento global. Liguemos as pontas: tire as florestas e os efeitos da circulação alterada pelo aquecimento global têm campo livre para atuar e eventualmente ali se fixar. Se essa nova circulação e seu clima associado vieram para ficar, se já não for tarde demais, a única possibilidade é recolocar na paisagem o elemento-chave para um clima amigo: restaurar as florestas.
“A floresta amazônica tem papel importantíssimo na regulação climática”

M.C.- Quais as medidas mais eficientes para se impedir a catástrofe climática anunciada?

A.D.N. – Nesta altura e a curto prazo não parece provável ou mesmo possível impedirmos a calamidade climática que nos bate a porta. Mas creio que podemos, se fizermos um genuíno esforço de guerra na restauração extensiva das florestas, atenuar muito os efeitos e quiçá logremos recuperar o espetacular sistema de condicionamento climático que operava no “berço esplêndido”.

M.C. - No filme supracitado, os políticos são os últimos a reconhecer a situação emergencial. Na realidade, ao que tudo indica, o governo Dilma está na contramão da História, pois negou a assinatura da carta de intenções pelo desmatamento zero até 2030, e replantio de árvores, na Declaração de Nova York sobre Florestas, em setembro de 2014, na reunião do Clima em Nova York – documento assinado por 29 países, incluindo Estados Unidos, Canadá e vários países da União Europeia. Que interesse segundo sua opinião, motivou a negativa?

A.D.N. – Não me parece útil presumir os interesses que governam o Brasil. Entretanto, o que parece evidente é que tais ações (ou falta delas) são instruídas pelo desconhecimento da ciência. Tenho a esperança de que governantes responsáveis e compromissados com a sorte da sociedade se apropriarão dos fatos científicos e reformarão as posturas oficiais. Em vista também dos graves fatos climáticos, o Brasil deveria ocupar a liderança mundial em uma luta que resultasse em curtíssimo prazo no estancamento do desmatamento, na abolição do fogo, fumaça e fuligem e no início de um amplo esforço de restauração florestal.

M.C. - Como a destruição da Floresta Amazônica pode interferir no clima mundial? O que irá acontecer se a grande floresta se transformar em uma savana, ou algo pior, em um deserto?

A.D.N. – Simulando a morte e desaparecimento da floresta, alguns estudos estimaram o efeito da liberação massiva do carbono estocado na Amazônia sobre o clima e os prognósticos que geraram indicam sério agravamento do aquecimento global. Outros estudos avaliaram o efeito do desaparecimento da floresta sobre a circulação atmosférica, transporte de vapor e mesmo no balanço de energia, e indicaram que o clima próximo e distante pode ser impactado via perturbação no funcionamento dos oceanos. A grande floresta amazônica, descobriu-se ter papel importantíssimo na regulação climática local, regional e mesmo global. Eliminá-la será uma catástrofe impensável para a humanidade.
“Estamos matando a galinha dos ovos de ouro”

M.C. - De que forma pode haver cooperação internacional para frear o desmatamento da Amazônia? Que atitude mundial fará com que haja uma interrupção dessa catástrofe climática já anunciada? O senhor acredita que este tema possa estar inserido na pauta da Conferência sobre Mudanças Climáticas (COP 21), em Paris, em dezembro de 2015? O que fazer para que o mundo tome ciência da gravidade de destruir-se a maior floresta tropical contínua do planeta?

A.D.N. – O desmatamento na Amazônia precisa ser zerado a qualquer custo. E a tarefa compete primeiramente aos países amazônicos porque a eles foi dado o privilégio de possuir tal riqueza. Os outros países podem colaborar neste esforço através de ações ao seu alcance, especialmente deixar de consumir produtos oriundos da destruição da floresta, como toras e madeira serrada, grãos e carnes produzidos em áreas de onde se removeram florestas, entre outros. Podem também apoiar a adoção de soluções alternativas à construção de hidrelétricas nos rios amazônicos, como facilitar o acesso a tecnologias de energia solar. Mas o essencial é que os países amazônicos assumam a liderança neste grande esforço, que precisa se estender a todos os países detentores de florestas e também aos que precisam reconstruir suas florestas originais. Essa grande ação na proteção e restauração de florestas tem ótima oportunidade de ser encampada pelas Nações Unidas, mas é preciso fazer um grande trabalho de conscientização da humanidade, que então demandará dos governos o fim da procrastinação.

M.C. - Seria a demanda crescente por carne bovina, no mercado nacional e internacional, elemento catalisador do desmatamento da Floresta Amazônica, transformando grandes áreas do riquíssimo bioma em pastagens? O consumo de carne bovina oriunda da Amazônia poderia ser associado à crise hídrica no Sudeste? É plausível este pensamento?

A.D.N. – Se uma maior parcela do desmatamento bruto é atribuível diretamente à pecuária bovina e a ampliação desta atividade somente existe devido ao consumo crescente de carne no mundo, decorre que os efeitos no clima do desmatamento estão intimamente associados ao hábito de consumir carne.

M.C. - Em cinco séculos foram destruídos biomas exuberantes que garantiam o clima paradisíaco que encantou Pero Vaz de Caminha. A devastação sistemática de fauna e flora, apesar de enorme, alterou pouco o clima do país. Que singularidade beneficiou o Brasil até 40 anos atrás? E o que provocou a mudança drástica?

A.D.N. – A grande floresta amazônica, como sabemos hoje, exporta serviços ao clima para uma maior parte da América do Sul. A destruição da Mata Atlântica certamente teve efeito ruim sobre o clima local, especialmente na perda da regulação hidrológica fina e da capacidade de atenuação de extremos climáticos. Mas nos séculos passados essas regiões continuaram recebendo umidade suficiente da Amazônia para não terem se aridificado. A destruição sistemática e acelerada da floresta amazônica nos últimos 40 anos começa a destroçar a proteção que oferecia. Estamos matando a galinha dos ovos de ouro.
“Ainda temos a oportunidade de evitar o pior”

M.C. - Quanto o senhor calcula que a destruição de árvores tenha causado a diminuição dos “rios aéreos” que, tudo indica, tem provocado a crise hídrica crescente? O quanto de espaço foi perdido no desmatamento da Amazônia em quatro décadas?

A.D.N. – A crise hídrica atual parece resultar da atuação de vários fatores. Aquecimento global, mudança da circulação atmosférica, impedimento da progressão da umidade amazônica e enfraquecimento dos fluxos de vapor nos rios aéreos são alguns destes fatores. Quanto e de que forma exatamente contribui cada um deles, ainda não sabemos. Mas sabemos que todos estes fatores têm sido impactados por atividade humana. O desmatamento é a face mais visível da tragédia: somente de corte raso foram três estados de São Paulo (~763 mil km2). Degradação florestal, uma área maior ainda (~1,2 milhão de km2). Somadas, estas áreas de impacto já ocupam mais de 47% da área original de floresta na Amazônia brasileira. Tanta destruição já está produzindo impacto.

M.C. - Qual a importância das árvores na formação das nuvens? De que forma as árvores são vitais para se gerarem as chuvas de que tanto precisamos para viver?

A.D.N. – As árvores transpiram grandes quantidades de água bombeada do solo, o que resfria a superfície e fornece matéria-prima principal para a formação de nuvens. Elas também emitem compostos voláteis, os cheiros, que, como gases que se precipitam na forma de poeira finíssima, atuam na nucleação de nuvens e promoção de chuvas. Com a condensação do vapor fornecido pelas árvores, ocorre um abaixamento da pressão na atmosfera sobre a floresta, o que determina a sucção dos ares úmidos de sobre o oceano para dentro do continente.

M.C. - Há alguma possibilidade de tombar-se a Floresta Amazônica como patrimônio da Humanidade, tentando impedir assim sua destruição pela ignorância humana?

A.D.N. – Creio ser mais factível e prático empreender esforços para eliminar a ignorância humana. Somente uma sociedade consciente consegue fazer frente a interesses menores e destrutivos que surgem e são defendidos por elites poderosas. O exemplo das hidrelétricas na Amazônia é sintomático. Nos anos 80, depois de absurdos como Balbina e outras represas, pensou-se que nunca mais voltariam a cogitar novas obras deste tipo na Amazônia. Mas passaram-se décadas e o lobby das hidrelétricas voltou à carga, desta vez recebendo suporte de um governo oriundo de movimentos populares e até de parcela da sociedade que passou a justificar a geração de energia para atender à crescente demanda nacional. Até a proteção das reservas indígenas e outras áreas de conservação inscrita em nossa carta magna estão sob ataque eficiente dos interesses menores que dominam o Congresso. A meu ver, somente tombar a floresta, como se faz com valores culturais reconhecidos, não conseguirá barrar tais ataques.

M.C. - Sua mensagem para todos os que alimentam esperança, e possam garantir o futuro climático do Brasil, protegendo a Amazônia – por nós e pelas gerações que virão.

A.D.N. – Absorva e entenda a mensagem de alerta; aproprie-se do saber sobre a floresta e o clima; explique a seu modo para seu semelhante da importância das florestas; ensine a seus filhos, tios e avós; deixe de consumir produtos que colocam a floresta em risco; plante árvores; substitua seu chuveiro por aquecimento solar; demande de seus representantes e governantes atitudes responsáveis com o interesse da sociedade. E alegre-se que ainda temos essa oportunidade de evitar o pior – se lutarmos com todas nossas forças!
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Marcelo Csettkey é jornalista, escritor e artista plástico

sexta-feira, 10 de julho de 2015

PREFEITURA INICIA PROGRAMA "ALIMENTANDO COM DIGNIDADE"

Bairro Tangará foi o primeiro da cidade a beneficiar moradores cadastrados no programa “Setorização da Dignidade”


A moradora Ângela Moraes residente do bairro Tangará há 29 anos e foi a primeira pessoa a receber a cesta básica do programa “Alimentando com Dignidade”. O prefeito Alair Corrêa e a secretária de Assistência Social, Carolina Trindade Corrêa, entregaram em mãos as primeiras cestas básicas que vão auxiliar na alimentação de 300 famílias do bairro.

Durante a manhã desta sexta-feira (10/7), os cadastrados do programa “Setorização da Dignidade” estiveram na Praça do Tangará para o cadastro e recebimento do benefício das cestas básicas. A manhã foi marcada pelo lançamento do programa social da Prefeitura e a inauguração da primeira creche do bairro – a Escola Municipal de Educação Infantil Neusa Agualusa da Costa.

– Esse é um momento ímpar. Nós fizemos a proposta do maior programa social deste país, que consiste em alimentar, educar e tratar da saúde dessas pessoas. É o que nós vamos fazer aqui. O Tangará vai ser mudado completamente – diz o prefeito Alair Corrêa.

A família de Ângela Moraes, que vive no bairro desde sua fundação, já pode contar com esse apoio para diminuição das despesas.

- A cesta vai ajudar muito. Eu não sou aposentada e não trabalho, pois ajudo a criar o meu neto. Isso vai ajudar muito na despesa da casa. Agora tudo vai melhorar – afirma.

A secretária de Assistência Social, Carolina Trindade Corrêa, destaca a importância deste programa na vida dos moradores do bairro.

– Estou muito feliz em estar aqui no Tangará hoje para dar início a este lindo programa que vai garantir segurança alimentar e nutricional de muitas famílias. Hoje 300 famílias vão receber a cesta, tendo em vista que também vamos fazer novos cadastros. Em seguida teremos o início do programa das reformas e ampliações das casas que já foram visitadas. Tudo isso irá melhorar cada vez mais as condições de vida dos moradores. – diz.

A sexta-feira (10/7) foi de muitas novidades para os moradores do bairro Tangará. As conquistas que vão da alimentação à educação deixaram com um sorriso no rosto crianças, idosos, homens e mulheres que agora vivem com dignidade.

Texto: Walkiria Souza
Fotos: Horacio CF Zone

UMA GRANDE FESTA MARCA A INAUGURAÇÃO DA NOVA CRECHE NO TANGARÁ

Escola Municipal de Educação Infantil Neusa Agualusa da Costa atenderá crianças de um a três anos de idade



A comunidade do Tangará, em Cabo Frio, recebeu mais uma unidade escolar: a Escola Municipal de Educação Infantil Neusa Agualusa da Costa, que atenderá crianças de um a três anos de idade – a primeira unidade de Cabo Frio pronta para atender às Creches I e II. Ainauguração contou com a presença do prefeito Alair Corrêa; da secretária de Educação, Juciara Noronha Dimas; da secretária adjunta de Educação, Elenice Martins; da equipe da Secretaria de Educação; vereadores; secretários; imprensa e toda a comunidade local. Os familiares da homenageada Neusa Agualusa também estiveram presentes e se mostraram bastante emocionados.

A Creche encantou a todos os presentes. Em sua estrutura estão quatro salas de aula climatizadas, lactário, fraldário, berçário, sala multiuso, com televisores e computadores, grande área externa, playground, refeitório, entre outras dependências – tudo adaptado de acordo com as exigências do novo Plano Nacional de Educação.

O prefeito Alair Corrêa falou com orgulho do novo momento que a cidade vai começar a viver. Ele ressaltou que, apesar de ter atravessado um período bastante difícil com a crise dos royalties, agora a cidade vai começar a mudar.

– A entrega desta creche é apenas uma das várias ações. Vamos começar aqui no Tangará o maior projeto social do país, com distribuição de cestas básicas para famílias cadastradas que recebem agora um Cartão através do programa “Alimentando com Dignidade” – um sistema completo que coíbe tentativas de fraude. Além disso, já estamos começando as reformas das casas populares e o bairro ainda será todo reestruturado, com novo asfaltamento e saneamento básico. Precisei retroagir em diversas ações, mas agora viveremos uma nova fase – contou o prefeito bastante aplaudido pela população.

De acordo com o prefeito, a escolha do local para construção da creche foi em atendimento a uma solicitação antiga dos moradores, principalmente para oportunizar que as famílias pudessem garantir a renda.

– Esse era um sonho antigo da população que agora se torna realidade. As mães poderão deixar seus filhos tranquilamente para irem trabalhar e aumentar a renda familiar. 

O filho de Neusa Agualusa, Dr. Carlos Eduardo Agualusa da Costa, falou em nome da família e em seu discurso destacou a emoção de ver o nome de sua mãe em uma escola de periferia.

– Não imaginei que a creche fosse tão linda. Fiquei muito satisfeito por ter sido aqui, em uma comunidade carente, pois essa sempre foi a preocupação de minha mãe: ajudar essas crianças. Ela ficaria muito contente. Espero que a comunidade zele por este local e valorize a nova unidade que estão recebendo – alertou.

Dr. Carlos também aproveitou o momento para desejar uma boa gestão à diretora da creche, professora Mirtis Pessoa e, ainda, destacou a grande responsabilidade que ela terá em administrar uma unidade com o nome de sua mãe, que sempre lutou pelas causas sociais. A diretora respondeu que conhece bem o desafio e que toda a sua equipe está bastante ansiosa para começar as atividades.

– Tudo aqui foi pensado com muito carinho para atender bebês e crianças bem pequenininhas. Os pais podem ficar tranquilos que seus filhos terão toda a atenção e cuidados que merecem. Além disso, o nosso trabalho será realizado de acordo com os referenciais da Educação Infantil – ressalta.

Com a palavra, a secretária de Educação, Juciara Noronha, falou da importância de abrir uma nova unidade de ensino e destacou:

– O meu coração também está festa.

A escola recebeu o nome em homenagem à Neusa Agualusa da Costa. Natural de Cabo Frio, ela prestou um importante trabalho social com crianças. Muito prestativa e carismática, Neusa era uma pessoa bastante popular tanto em Cabo Frio, como em Arraial do Cabo, sendo até mesmo requisitada por amigos a ingressar na vida política, convite sempre rejeitado por ela. Seguindo os passos de seu pai, Manoel Agualusa Junior, ela foi trabalhar na Cia. Nacional de Álcalis. Lá conheceu seu marido, Dr. José Carlos Pinheiro da Costa, com quem teve dois filhos: Carlos Eduardo Agualusa da Costa e Claudio Augusto Agualusa da Costa. Lutou por 28 anos contra um câncer, tendo falecido em 19 de abril de 2011.

Texto: Anneliese Lobo | Assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal de Educação
Fotos: Horácio CF Zone

 


quarta-feira, 8 de julho de 2015

DIÁRIO CABOFRIENSE - O QUE TEMOS PRA HOJE: PASSEIO À PRAIA DO FORTE

Minha coluna de hoje no jornal "Diário Cabofriense". Abaixo da foto, segue o texto para mais fácil leitura:
 

Sexta-feira passada foram anunciadas as 83 cidades que participarão da jornada da tocha olímpica pelo país. O prefeito Alair Corrêa havia publicado a notícia da assinatura do convênio com o COI - Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016, no dia 23 de junho passado. Trata-se de mais um importante evento de que nossa cidade fará parte, mais uma excelente oportunidade de divulgação turística de nossas belezas naturais e de nossos pontos turísticos com potenciais de beleza e história para atrair pessoas do mundo inteiro.

Pensando nisso, de vez em quando falarei sobre alguns pontos turísticos de Cabo Frio para ir somando material sobre a cidade e assim colaborar com sua divulgação. E ainda, em minha opinião, seria muito bem-vinda a colaboração de todo e qualquer cidadão nessa tarefa. Qualquer um que vive e ama essa cidade pode contribuir, por meio da internet, com o registro e apresentação para o mundo de suas riquezas naturais e culturais. Eu faço isso com muito prazer e alegria.

Conversando com alguns amigos aqui de Cabo Frio, não foram poucos os que me disseram que há muitos anos não vão à praia, ou a outros pontos turísticos. Prendem-se às atividades cotidianas e acabam deixando que a correria diária os impeça de usufruir, ainda que por poucos minutos, dessa natureza preciosa e dos encantos culturais e históricos de outros pontos turísticos. Então, para os cabofrienses que, por qualquer razão, há muito tempo não visitem essas maravilhas da cidade, que minhas palavras sirvam de incentivo para fazerem um esforço de vez em quando e visitarem estes locais. É muito importante que os próprios moradores da cidade se interessem por acompanhar a situação dos pontos turísticos da cidade e conhecer melhor suas peculiaridades.

No mês de maio eu falei sobre o Cháritas. Hoje falarei sobre o principal cartão postal da cidade: a Praia do Forte e sua belíssima orla.

Famosa por suas águas claras e sua areia branquíssima, a praia do Forte é o lugar mais almejado pelos turistas que ainda não conhecem a cidade. Quando vou à praia, frequentemente escuto comentários de pessoas dos mais diversos lugares do país encantadas com a beleza de nossa praia mais famosa. Certa vez uma turista comentou que tinha reservado hotel em Cabo Frio e também na capital. Ela havia planejado ficar uns dias aqui e mais alguns no Rio, mas, segundo nos contou, ligou para o Rio e cancelou a reserva, pois havia gostado tanto de nossa praia e da cidade que resolveu ficar o tempo inteiro em Cabo Frio.

É compreensível este encantamento das pessoas, pois uma praia larga, que não é uma praia de tombo, com águas claras e finíssima areia branca, é o cenário de uma praia perfeita.

A praia do Forte é grande, tem 7,5 quilômetros de extensão. Fica lotada no réveillon, quando ocorre o maior show de fogos do interior do estado, e nas altas temporadas. Mas ainda assim, por ser bem larga, mesmo nas altíssimas temporadas nós nunca tivemos o desconforto da proximidade exagerada de outros frequentadores, como vemos em praias menores.

Possui, em um de seus extremos, o Forte São Mateus, construção histórica do século XVII. No outro extremo estão a praia das Dunas e depois a praia do Foguete. É considerada, por velejadores internacionais, a maior raia do mundo para a prática do esporte.

Vale a pena levantar bem cedo e apreciar o nascer do sol por detrás da Ilha dos Papagaios, morro que fica atrás do Forte. É um espetáculo único, de pura beleza, que nos possibilita belas fotos. Outra maravilha são as noites de lua cheia. A lua nasce linda, formando, com o reflexo de sua luz dourada, um verdadeiro “caminho dourado” no mar.

A sua nova orla, inaugurada em dezembro de 2013, compõe-se de 15 quiosques modernos, projeto paisagístico com área verde de cerca de 10m2, Skate Park e a belíssima Praça das Águas. Esta é encantadora! A tecnologia de ponta de sua iluminação propicia um ambiente de sonhos, romantismo e beleza. É muito linda à noite, mas eu descobri que vale a pena chegar um pouquinho antes, quando o sol se esconde deixando seus últimos raios à mostra. Neste horário ela fica ainda mais bela, pois, junto ao verde e azulado de suas lâmpadas, temos um azul, lilás e rosado no céu, devido ao pôr do sol, formando um lindo conjunto como se fosse a pintura de um quadro.

Sentar na orla em final de tarde e admirar a paisagem linda é algo inspirador. As minhas melhores ideias, os meus melhores sentimentos, sempre brotam quando admiro estas belezas. Vale a pena organizar a correria diária e tirar ao menos uns quinze minutos no final de tarde para se ligar com esse ambiente mágico. A beleza pressupõe equilíbrio, harmonia no conjunto e prazer na contemplação. E contemplar, ainda que por poucos minutos, nos faz desfocar nossa mente dos problemas diários e sintonizar com essa harmonia. Em poucos instantes nos sentimos mais equilibrados, mais fortes e mais alegres internamente, o que nos proporciona as melhores ideias e inspirações. 

Luciana G. Rugani

domingo, 5 de julho de 2015

400 ANOS DE CABO FRIO - AUTOR: BABAU DE CABO FRIO










400 anos de Cabo Frio. Autor: Babau de Cabo Frio. Intérprete: Babau. Back Vocal: Zenóbia.Cavaco e Violão: Dé. "...
Posted by Luiz Fernando Babau on Sábado, 4 de julho de 2015

 400 anos de Cabo Frio

1615
Imagine uma enorme caravela
Singrando o oceano azul de Cabo Frio.
Aqui aporta Constantino Menelau,
Vindo lá do Rio.
Das fortalezas Santo Inácio e São Matheus
Defende  a terra e o pau-brasil
Que a pirataria saqueava
E carregava pelo mar servil
Constantino funda a terra amada
Com a influência da água gelada
Que no corpo dava arrepio
Assim a ressurgência fez nascer
A Santa Helena de um cabo frio
Protegida a cidade da maldição
Pediram benção a Senhora d'Assunção
Parecia magia a paisagem encantada e colorida
Com a mata verde pássaros gigantes
Tudo aqui era deslumbrante
Água clara e areia cristalina gente inocente
Como era a índia menina.
400 anos se passaram
Fomos Tamoios exterminados por Salema
Fomos lyras e jagunços, salineiro e pescador
Fomos negros escravizados pelas ordens do senhor
Animais vinham da roça trazendo alimentação
Estrada de ferro, ponte e navegação, avião.
O progresso fez crescer de um modo natural
Muita coisa acabou  mas posso ainda preservar
A nossa terra que me faz chorar

quarta-feira, 1 de julho de 2015

DIÁRIO CABOFRIENSE: FÉ, RELIGIÃO E RESPEITO

Minha coluna de hoje no jornal "Diário Cabofriense". Abaixo da foto, segue o texto para mais fácil leitura:



Devido às várias notícias sobre intolerância religiosa que temos ouvido ultimamente, me deu vontade de escrever umas breves palavras sobre fé, religião e respeito. E como às vezes repetimos tanto as palavras que acabamos até nos esquecendo de suas origens e significados, começarei buscando o significado de “fé”.

O que seria a fé?

No dicionário, fé significa “confiança absoluta em algo ou alguém”. E confiança é algo adquirido com a experiência, o entendimento e a percepção pessoais, que brota de dentro de cada ser, portanto temos que a fé é algo interno, de foro íntimo. Assim, podemos ter fé em alguém, na realização de algo, e em várias outras coisas, além da própria fé religiosa.

Agora vejamos o significado de “religião”.

A palavra “religião” deriva do latim religare = ação de religar. No dicionário, seus significados remetem sempre a alguma crença que busca ligar o ser à divindade, ou à espiritualidade.

A fé religiosa seria, então, aquela convicção interior, aquela força, no mais íntimo de nosso ser, que sentimos em relação aos aspectos da Divindade e à Sua Presença em nossas vidas.

A maioria de nós tem a religião como instrumento para exercício da fé, mas existem também aqueles que creem na interferência Divina em suas vidas mesmo sem seguirem uma religião específica. E pode até mesmo haver aqueles que não têm fé religiosa, não possuem nenhuma crença, mas possuem o respeito como base tão sólida de suas ações que naturalmente vivenciam aquilo que muitos religiosos tentam a vida inteira aplicar em suas vidas.

O fato é que a fé religiosa busca uma maior aproximação com o Divino, com a Perfeição, portanto a religião é utilizada como ferramenta de melhoria e aperfeiçoamento do ser humano para que este possa viver de uma maneira que menos infrinja as leis Divinas, que são as leis naturais de nossa existência. Essa religação com Deus, que significa religação com o Amor Universal, dá-se por meio da transformação individual com aprimoramento de propósitos e ações. Temos, então, que a religião não é algo destinado à divulgação de imagem pessoal, nem à satisfação de aspectos exteriores. Se assim é utilizada por muitos em nossa sociedade, então não temos aí uma verdadeira postura religiosa. Se for dirigida somente para o externo, para o tão conhecido "passar a imagem" de religioso, ou de bom moço, rompe-se a ligação interna com o Divino. O fim principal passa a ser o de satisfazer a sua própria vaidade através da aprovação externa, havendo, em consequência, total afastamento dos propósitos Divinos.

Por todas essas considerações, religião e fé são coisas que não devem ser impostas a ninguém, são questões de convicção íntima, e por isso merecem ser tratadas com todo respeito. Têm a ver com o íntimo do outro, com sua maneira pessoal de ligar-se com a divindade, e isso é sagrado para cada um. Deus é único, criador de tudo e de todos. Jesus, seu enviado maior, pregou o Amor como religião. Não pregou a religião X, nem Y. Simplesmente seu evangelho é o evangelho de Amor e suas lições aplicam-se a qualquer indivíduo que queira aprimorar-se internamente para, consequentemente, aprimorar sua relação com os outros. E esse melhoramento interior pressupõe a humildade de enxergar a si próprio e aos outros como aprendizes, sem a vaidade de achar-se superior em conhecimento perante alguém.

Li um artigo que dizia que intolerância é diferente de crítica. Pode-se, por exemplo, criticar certos hábitos religiosos, mas desde que com respeito ao outro, sem ofensas ou desmerecimento de qualquer forma. Se houver desrespeito, aí já configura intolerância, e qualquer intolerância revela ignorância e falta de maturidade do ser para viver em sociedade, pois nossa sociedade é um universo de individualidades, e cada individualidade é um universo particular. Cada ser merece respeito em sua forma de ser, em sua forma de acreditar e de ligar-se à divindade. Aquele que desrespeita a fé do outro apenas revela que não entendeu nada do que Jesus pregou. Amor pressupõe respeito. Não há amor sem respeito. E Jesus pregou o Amor ao próximo, isso pressupõe total respeito ao outro.

A religião só faz sentido se promove o melhoramento do ser, o que só será possível se seus princípios forem exercidos no dia a dia e com vontade real de melhorar-se moralmente. A prática religiosa vazia de sentimento verdadeiro, visando o mundo de aparências e das impressões exteriores apenas como máscara de uso conveniente, nos liga ainda mais ao passageiro mundo das ilusões e das formas, e, consequentemente, nos afasta ainda mais da divindade, ao invés de a ela nos religar.

Luciana G. Rugani
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