segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

INFORMAÇÃO FALSA EM NOTÍCIA DA PREFEITURA SOBRE O "PARQUE MUNICIPAL DORMITÓRIO DAS GARÇAS"

Incrível como "ética" e "compromisso com verdade" parecem ser dois quesitos ultrapassados na divulgação que acontece em Cabo Frio. 
Semana passada foi fakenews de política divulgado por blogs da cidade. Na semana retrasada, notícia de ação da prefeitura em 2018 postada por blogs e membros do governo como se fosse atual, como forma de parecer que a prefeitura estaria agindo hoje para resolver uma questão que se arrasta e que foi divulgada pelo vídeo feito por um cidadão. Utilizaram a mentira para frear a divulgação do vídeo.
Hoje trago mais uma notícia eivada de mentiras, dessa vez postada no site da própria prefeitura e divulgada para a imprensa em 17/1/20 e que pode ser lida clicando aqui ou na foto que segue abaixo:


Notem que, nas partes marcadas em azul, há a informação de que o parque esteve fechado desde final de 2012, como se de lá pra cá a prefeitura houvesse se mantido inerte em relação ao parque. Mentem acintosamente! O parque passou por reformas, tendo sido inaugurado em 2014, após um incêndio que sofreu em 2013, novamente incendiado por duas vezes em 2015 e novamente recuperado em 2016. Cliquem aqui ou vejam na foto abaixo à esquerda, notícia sobre a previsão de inauguração da reforma e cliquem aqui ou vejam na foto abaixo à direita a matéria sobre o andamento da reforma para futura inauguração:



É inacreditável a falta de responsabilidade e de respeito para com os cidadãos e leitores do site. Pensam, de forma pretensiosa, que o povo não tem memória. Mas, em tempos de redes sociais, seria melhor que agissem com mais humilde reconhecendo, de forma justa, o que de bom foi feito pelos outros governantes, e, neste caso em especial, pelo governo do prefeito Alair Corrêa, cujo período de mandato foi de 2013 a 2016, período em que, além de ter ocorrido as duas reformas, ocorreu também a formalização do convênio para instalação, em suas dependências, de unidade de policiamento ambiental.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

ESCLARECIMENTOS DE ALAIR CORRÊA, PRÉ-CANDIDATO A PREFEITO DE CABO FRIO

por Luciana G. Rugani - Atualmente existem pessoas que acham que ter um blog, site ou um jornal lhes permite jogar ali informações falsas direcionadas a pressionar os acontecimentos para obter os fins que lhes agradam. Semana passada postei um alerta aqui sobre uma notícia falsa que foi propagada por um site da cidade. Agora vejo essa questão do pré-candidato Alair Corrêa. A mesma coisa aconteceu: lançaram "fakenews" como forma de manipular os acontecimentos e direcioná-los para obtenção dos fins que almejam. Eu lembro bem, neste caso, quando saiu em um blog da cidade a informação de que o vice já estava negociando sua entrada no PDT. Então, já era fato certo a sua saída, mas alguns ardilosos da comunicação mais uma vez deturparam os fatos para prejudicar o pré-candidato Alair. Eis abaixo os esclarecimentos de Alair Corrêa:

por Alair Corrêa - Logo após ter entrado no PCdoB, os adversários, por me conhecerem, sabem que uma pré-candidatura minha a prefeito será para vencê-los. Essas pessoas, antes acomodadas com as outras pré-candidaturas, agora deixaram suas tocas para as costumeiras mentiras, usando novamente de fakenews ao dizer que "a direção estadual vetará meu nome". Atenção, amigos! ISTO NÃO ACONTECEU! Essa publicação baseou-se na carta de saída do vice-prefeito Felipe, alegando que saiu porque entrei. Nas últimas horas, a rede social face, blogs e outras mídias se encarregaram de difundir a mentira! Na verdade, o vice não deixou o.partido porque entrei. Saiu porque não fez uma nominata que lhe permitisse se eleger vereador. Como a lei proíbe coligação, ele negocia há meses com o PDT a sua entrada no partido. Inclusive, alguns destes mesmos blogs da cidade noticiaram, no início deste mês, que o vice Felipe Monteiro estava para unir-se, nos próximos dias, ao PDT para poder concorrer a uma vaga na Câmara. Ou seja, ele já cuidava do próprio umbigo e não dos interesses do PCdoB. Aproveitou minha chegada para então dizer que saía, o que na verdade já estava decidido há tempos! Atenção!! O PCdoB está firme com minha pré-candidatura. E, ainda que fosse verdade essa bobagem, eu continuaria pré-candidato. O PCdoB foi minha primeira opção, mas tenho outros três partidos esperando por mim! Até o final de janeiro, mais de 1.000 amigos estarão se reunindo comigo para disparar minha pré-candidatura. Rumo à vitória! ONTEM PRIMEIRA REUNIÃO DE APOIO A MINHA PRE-CANDIDATURA, FOI UM SUCESSO !

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

VENHAM PARTICIPAR DO SARAU LUAU FLORES LITERÁRIAS!!


Convidamos você para no dia 25 de janeiro saudar o verão e apreciar e poetizar a inspiração no nosso Sarau luau Flores Literárias.
Nos reuniremos no final da Avenida Boulevard, a partir das 19 horas e para expandir a beleza e a poesia, a atração musical será com o talentoso Belga.
Pedimos a colaboração de frutas e/ou aperitivos, vestuário leve, alegre e colorido, além de cangas ou cadeiras de praia para nos sentarmos sobre a areia.
A bebida poderá ser consumida no bar Diboa Nakanoa, que estará bem próximo a nós.
Venha iniciar o ano florindo e literando com a gente nesta que promete ser uma linda e poética noite.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

ANTIGO "PROGRAMA PANORAMA" - TODA A HISTÓRIA SOBRE O AEROPORTO INTERNACIONAL DE CABO FRIO

Prosseguindo na postagem dos episódios do antigo Programa Panorama, da Lagos TV, hoje trago a entrevista com Francisco Pinto, presidente do conselho da empresa responsável pela administração do aeroporto quando ele foi inaugurado. 

Essa entrevista é riquíssima de história e informações sobre a construção dessa importante obra em Cabo Frio. Francisco Pinto nos relata todos os detalhes, desde o planejamento inicial. Há, inclusive, algumas fotos antigas do tempo da obra.

É muito importante que busquemos conhecer a história da cidade através do conhecimento da origem de suas obras e de seus espaços públicos. Conhecendo cada obra, sabendo como surgiu, os passos de seu planejamento e de sua concretização, as pessoas que participaram de sua idealização, enfim, buscando informar-se sobre a história da origem de cada grande obra e espaço público, conhece-se muito sobre todo o conjunto da cidade.

Conheçam toda a história sobre o Aeroporto Internacional de Cabo Frio, essa obra grandiosa que tanto benefício trouxe para nossa cidade. Cliquem no vídeo abaixo para assistir à entrevista:

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

CASA DA FLOR, PATRIMÔNIO CULTURAL FLUMINENSE

"Aquele que tem olhos de ver, veja" - Jesus
Lembrei dessa frase quando li a matéria sobre o sr. Gabriel Joaquim dos Santos, o autor da casa da flor, em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, estado do Rio de Janeiro.

Seu Gabriel, como era conhecido, ou "Tio Bié", como era chamado carinhosamente pelos familiares, certamente era uma alma nobre, sensível, poeta, conhecedor de valores preciosos cultivados na simplicidade do ser. Uma pessoa que enxergava além de aparências e questões práticas. Era um sonhador que, apesar de tantas dificuldades enfrentadas no dia a dia e de certamente ter vivido conflitos em uma sociedade individualista, preconceituosa e egoísta, como em geral é a sociedade humana, ele não perdeu a fé de que no futuro prevaleceria a sensibilidade, a valorização da arte, da criatividade, o senso de preservação e cuidado. Foi com essa certeza que ele passou a vida toda construindo sua obra de arte, materializando seu sonho. E aconteceu! 

Hoje por sua casa já passaram estudiosos, poetas, escritores, celebridades ou não, pessoas sensíveis e que, assim como Seu Gabriel, têm olhos de ver, sabem enxergar valores além do mero conteúdo da matéria física.

Minha amiga Ana dos Santos Barbosa é sua sobrinha. Ela conta que, quando criança, ia visitá-lo e sempre achava que ele parecia meio maluco. Até que um dia, em conversa com ele e sua avó, que era cunhada dele, ela perguntou: "Tio Bié, por que o senhor gosta deste monte de coisas do lixo?". E ele respondeu: "não é lixo, são coisas que aproveito para que, um dia, o mundo não fique tão sujo". Ela então começou a catar tudo quanto era caquinho que encontrava nas ruas e até quebrava xícaras da sua mãe para levar para ele. Ana conta que, em relação aos animais, Seu Gabriel dizia que "um dia ainda seriam mais amigos que as pessoas". Por isso, quando morreu seu cachorrinho, ele sepultou. Quando a galinha que tinha morreu de velhice, ele também a sepultou. Eram bichos de estimação dele. "Parece que há 49 anos atrás ele já sabia que hoje estaríamos vivenciando problemas na natureza por causa do lixo. Tenho muitas histórias para contar, um dia conto", finalizou Ana.

Abaixo seguem dois vídeos e informações sobre Seu Gabriel, obtidas na internet:

IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
Nome atribuído: Casa da Flor, sita à Estrada dos Passageiros, nº 232, Município de São Pedro da Aldeia, Estado do Rio de Janeiro
Descrição: “Uma casa feita de caco e transformada em flor”. Era assim que Gabriel Joaquim dos Santos se referia à residência que passou décadas esculpindo. Gabriel recolhia o que encontrava pela frente para adornar a casa – cacos de cerâmica, de louça, de vidro, de ladrilhos, lâmpada queimada, bibelôs, conchas, correntes, tampos de metal. O que já aparentava não ter mais função foi transformado pelas mãos do artista em esculturas, réplicas e mosaicos, e incorporado à casa, considerada uma espécie de “barroco intuitivo”.
Nascido em 1892, filho de um escravo com uma índia, Gabriel trabalhava na roça e alfabetizou-se com 36 anos. Levado por seus sonhos, fantasia e imaginação, começou a “bricolage” de sua casa em 1923. A obra durou até o artista falecer, em 1985. Um ano depois, a residência foi tombada como patrimônio cultural fluminense pelo Inepac, considerada expressão ímpar da arquitetura espontânea popular.
A Casa da Flor e sua arquitetura fantástica já foi tema de dezenas de debates, artigos e de documentários, entre eles O Fio da Memória, de Eduardo Coutinho. Também foi criada a Sociedade de Amigos da Casa da Flor, liderada pela professora e pesquisadora Amélia Zaluar, para preservação e divulgação do imóvel. Amélia é autora do livro A Casa da Flor, Tudo Caquinho Transformado em Beleza, lançado em dezembro de 2012.
Fonte: Secretaria de Estado da Cultura.

INEPAC – Instituto Estadual do Patrimônio Cultural
Nome Atribuído: Casa da Flor
Localização: Vinhateiro, próximo à divisa do município de Cabo Frio – São Pedro da Aldeia – RJ
Processo de Tombamento: E-03/31.266/83
Tombamento Provisório: 19/10/1983
Tombamento Definitivo: 18/11/1987
Descrição: A Casa da Flor é obra de arquitetura e escultura de seu Gabriel dos Santos, nascido em 1893, filho de ex-escravo e trabalhador nas salinas de São Pedro d’Aldeia. Montada durante décadas, pelo acúmulo de restos, no dizer do autor “coisinhas de nada” – búzios, conchas e outros depósitos da lagoa, detritos industriais, pedaços de azulejos e faróis de automóveis – a construção, ainda nas palavras de Gabriel, é uma “casa feita de caco transformado em flor”. 114 Aparentemente insólita e bizarra, essa fabricação onírica “eu sonho para fazer e faço” tem efeitos visuais tão lindos e inesperados quanto os muros do Park Güell, de Antonio Gaudi em Barcelona. Trata-se, sem dúvida, de um traço vital da vertente popular e traumatizada de nossa arte. Com seu sonho realizado, seu Gabriel viveu ali sob luz de lamparina, até 1986, quando faleceu aos 93 anos. Em 2001 a Casa da Flor foi restaurada.
Fonte: Inpeac.





 

Fonte: http://www.ipatrimonio.org/sao-pedro-da-aldeia-casa-da-flor/#!/map=38329&loc=-22.850493999999983,-42.055326,17

ALERTA SOBRE NOTÍCIA REFERENTE Á COBRANÇA DE ESTACIONAMENTO NO ACESSO À PRAIA DAS CONCHAS




Considerando que hoje em dia temos uma vasta gama de publicações em redes sociais e que, muitas vezes, as notícias viralizam até mesmo sem uma leitura mais atenta, gostaria de alertar meus leitores sobre o seguinte fato:

- dias atrás circulou nas redes esta notícia de que a prefeitura de Cabo Frio teria providenciado a notificação da empresa que explora estacionamento no acesso para a Praia das Conchas para que a cobrança fosse suspensa sob o argumento de que a empresa não estaria autorizada a efetivar a cobrança naquele local. A notícia, inclusive, foi divulgada por alguns principais blogs da cidade e compartilhada por pessoas do governo e por cidadãos em geral. No link abaixo temos a notícia publicada:


- acontece que esse fato realmente aconteceu, porém em novembro de 2018! A notícia refere-se a fato acontecido em 2018, conforme vemos na publicação ocorrida no site da própria prefeitura, naquela data:

- tendo sido, inclusive, bastante divulgada na época (nov/2018): 

https://www.fiquebeminformado.com.br/2018/11/cobranca-de-estacionamento-na-praia-das.html?m=1 

Fica aqui este meu alerta, pois a postagem, da forma como está sendo compartilhada, leva ao entendimento equivocado de que o fato aconteceu atualmente, o que não condiz com a realidade.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

POESIA "O VALOR QUE OS AMIGOS TÊM", DO POETA FRANCISCO QUINTANILHA

Escritor, poeta, pesquisador e palestrante - FRANCISCO QUINTANILHA
Membro da academia Araruamense de Letras
  O VALOR QUE OS AMIGOS TÊM  (Aos meus amigos das redes sociais)
  
Poeta Francisco Quintanilha

Muitíssimo grato,
Amigos e amigas das redes sociais,
Amigos de fato,
Embora alguns nunca vistos,porém reais!

Por algum tempo ausentar-me-ei,
Contudo nossa amizade sempre estará viva,
Amigo de vocês sempre serei,
Porque a nossa amizade permanecerá ativa!

Ter amigos,e conservar assim, é uma dádiva de Deus,
E fazer a manutenção da amizade é algo relevante,
Sentimentos recíprocos meus e seus,
Demonstram que manter a amizade é importante!

Liguem para mim quando sentirem saudade,
Não vou embora, vou ali e volto já,
Somos unidos porque em nós existe verdade,
Em nós o amor em toda sua plenitude está!

Não existe amizade verdadeira sem amor profundo,
É necessário reconhecer isso pra se saber o valor que um amigo tem,
Esse valor excede a qualquer fortuna, é algo fecundo,
Benéfico para mim,e para vocês também!

Muitíssimo grato por tudo,
E ATÉ BREVE!
Poeta Francisco Quintanilha,
Que ama muito vocês!

 * Os direitos autorais dessa poesia são reservados ao autor

ABERTURA DA EXPOSIÇÃO "O PEREGRINO DA ARTE", DO ARTISTA PLÁSTICO IVAN CRUZ


Começando o ano com arte!
Sexta-feira, dia 10 de Janeiro, às 19h, abertura da exposição "O peregrino da arte", do artista plástico Ivan Cruz, sob a curadoria de Armando Braga, no Charitas. Haverá a apresentação do músico Christiano Guerra e o "Varal das Artes" - toalhas lançamento coleção verão 2020, gravuras e chaveiros -  todo o material com as imagens dos quadros do Ivan Cruz.
A exposição fica até final de fevereiro.
A casa de cultura Charitas é aberta ao público no horário comercial - entrada franca.

Vamos colorir o Mundo com muitas brincadeiras!
Ivan Cruz

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

HÁ UM CORINGA DENTRO DE CADA UM


Há um Coringa dentro de cada um. Aceitar e controlar esse Coringa interno é o que nos torna seres plenos


por Luciano Cazz 

Todos nós temos um Coringa dentro da gente a ponto de explodir…

O filme “O Coringa” expõe uma ferida que todos têm na alma. Na verdade, joga na nossa cara todas as mazelas escondidas atrás dos sorrisos amarelos e das alegrias forjadas.

Nosso Coringa interno guarda todas as rejeições que sofremos durante a vida. De pais que nos abandonaram ou falharam no amor e proteção e de todos os familiares perversos. Rejeição das tantas paixões que nos desdenharam, dos grupos que nos excluíram e dos momentos em que não fomos escolhidos nem convidados.

O Coringa de cada um não sofre de amnésia. Todos nós temos um Coringa dentro da gente a ponto de explodir.

Nosso Coringa engole a seco todas as humilhações que suportamos dentro de casa ou na rua, todas as risadas da nossa cara, todo deboche cruel. Ele segura no tranco as dores do bullying, que nada mais é do que pisotear em fraquezas ou defeitos para fazer graça como um patético Joker.

O Coringa que vive dentro de cada um tem na memória cada detalhe de todos os abusos que já sofreu. Quando seu corpo foi violado pelo desejo do outro ou por tapas, tem registrado todos os atentados de uma violência psicológica que não se entende nem se mede, mas da qual o seu Coringa jamais se esquecerá. E, por mais que você acredite que tenha superado, lá no fundo, bem escondido no seu íntimo, ele sofre por todas as traições sofridas, todas as confianças quebradas e os afetos que tentou dar, mas foram jogados no lixo. Ele guarda dolorosamente a forte sensação de impotência diante das frustrações da vida e até das injustiças sociais e políticas.

Ou talvez nem guarde tão bem assim e deixe escapar na violência doméstica ou no ardiloso usufruto do poder, nos vícios e nas promiscuidades, na falsidade e nas mentiras, nos julgamentos equivocados e nos destemperos exagerados, nos egoísmos e nas corrupções do dia a dia, e na falta de empatia que impera em uma sociedade, cujo ego infla com a frustração do próximo.

E, assim, não implodimos. Nos pequenos delitos, deixamos escapar um pouco do nosso Coringa, como um balão de que a gente libera um pouco de ar para não estourar. Então, a gente pune o outro com maldades e sorridentes boicotes pela inveja que nos causa. Jogamos nele as nossas frustrações e o condenamos a um rótulo que é nosso. Competimos com todo mundo por troféu nenhum, atrás de uma autoafirmação do nosso Coringa, mesmo que em cima da infelicidade de quem estimamos.

Somos todos palhaços de um mundo de aparências que finge ser politicamente correto, com a bolota redonda e vermelha na ponta do nariz.

Porque, por trás da maquiagem colorida das nossas personalidades virtuais, somos todos sozinhos em nossos sentimentos verdadeiros e amargos no reconhecimento que não temos e negamos às pessoas quando sofremos pelo sucesso do outro, e desejamos, secretamente, mesmo que por um momento, o seu pior.

O sorriso do Coringa desmascara uma sociedade que simula felicidade, entretanto, vive insatisfeita, depressiva ou ansiosa. Que só quer falar sem saber escutar, receber sem saber dar. Saber mais, ter mais, ser mais mesmo que de mentira. Que sofre ao ajudar o próximo e finge não ver as qualidades alheias.

No momento da virada do filme, o Coringa não se liberta do desespero, mas aprisiona-se. Ele perde o controle sobre a dor para a loucura da verdade humana. A frieza é uma culpa gigantesca que tomou conta de tudo. Ela não tem contraponto e se perde no “não sentir.” Então, pisar nos outros é afrouxar a corda em volta do próprio pescoço, porque a dor que causamos é a mesma de que desesperadamente queremos nos livrar, da mesma forma que o narcisismo é o retorno de uma interpretação extremamente feia que temos de nós mesmos.

Segundo Freud, a psique se forma em cima do conflito. Mas se o Coringa dentro de nós é natural e inevitável, como fazer para não enlouquecer?

Os instintos não se desfazem, um dia, de uma forma ou de outra, virão à tona, então, para não implodir e aliviar o seu Coringa, procure subterfúgios sadios. Uma luta, um hobby, a arte ou uma religião, a natureza. Viaje, faça terapia. Procure razões para gargalhar de verdade, diga os “nãos” que calou, os sins que se acovardou. Ou quem sabe tudo isso junto, mas deixe os outros em paz. Pare de fazer, de quem não tem culpa nenhuma, o seu tapete para esconder debaixo dele todas as suas frustrações. Encare-se no seu espelho e foque em se esvair dos rancores escondidos na sua alma.

Perdoe aqueles que se deixaram levar por sua própria loucura e lhe fizeram mal. Mas, mais do que isso, perdoe-se! Por não ter se defendido, por sua ingenuidade, por não ter dito “não”, por ter baixado a cabeça, por todas as vezes que chorou em vez de reagir e que alimentou o seu Coringa, engolindo sapos. Neste mundo torto, foi a maneira que você encontrou de sobreviver, mesmo assim, afasta-se de quem lhe subestima, como o Coringa não fez, com sanidade.

E, caso se identifique com o monstro, principalmente, no momento em que ele vinga o bullying, não se preocupe nem sinta culpa, é só um pouco da pressão saindo, pois ele está em você, mas você está no controle. E, só assim, aceitando e controlando, o seu Coringa interno, é que você se tornará um ser pleno.

E, quem sabe em um futuro não muito distante, o sistema respeite mais a nossa humanidade e, então, em uma civilização mais evoluída e madura, seremos capazes de conciliar melhor os instintos biológicos com os deveres sociais, com menos recalques e mais respeito à expressão individual, e, por conseguinte, tirar a máscara do palhaço para, finalmente, sermos bons de verdade, como de fato somos. 

Fonte: site  "O Segredo"

SABER SAIR NA HORA CERTA

"Não esperar até ser sol poente. É máxima do cordo deixar as coisas antes que elas o deixem. Que se saiba converter em triunfo o próprio fenecer, pois às vezes mesmo o sol, ainda brilhante, costuma retirar-se numa nuvem para que não o vejamos cair, e nos deixa suspensos, não sabendo se ele se pôs ou não. Furte-se aos ocasos para não rebentar de desdouros; não espere que lhe voltem as costas, porque o sepultarão vivo para o sentimento e morto para a estima. O atilado dispensa a tempo o cavalo em que corre, e não espera que, caindo, faça erguer-se o riso no meio da corrida; que a beleza quebre o espelho com tempo e com astúcia, e não com impaciência depois, ao ver o seu desengano". - Baltasar Gracián y Morales, in 'A Arte da Prudência'

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

PUBLICADO O REGULAMENTO DA 3ª EDIÇÃO DA ANTOLOGIA "CONTOS A LA CARTE"






Regulamento – Antologia “Contos a la Carte” 2020 


01. A Foco Letras receberá até o dia 19 de Junho de 2020, textos inéditos e em português, de autores da Região dos Lagos, de estilo livre de contos. Nosso objetivo é oportunizar uma publicação impressa de 20 autores. 

02. O autor declara que a referida obra é criação sua, responsabilizando-se por qualquer questão relativa a direitos autorais e plágio. 

03. A coletânea terá entre 80 e 120 páginas, no formato padrão 14x21 e a participação custará R$50,00 por página diagramada. 

04. O participante da antologia cede os direitos autorais da obra participante aos organizadores para livre comercialização do livro. 

05. A Foco Letras fornecerá exemplares para cada autor selecionado de acordo com a quantidade de páginas usadas em seus contos. Caso o autor deseje adquirir algum exemplar a mais da Antologia, terá enquanto autor, um desconto de 25% sob o preço de capa no caso de pagamento à vista. 

06. Aqueles que receberem os livros pelos Correios deverão arcar com as despesas do frete. 

07. Os textos devem ser enviados completos e revisados, dentro das novas regras ortográficas, de acordo com o vocabulário da Academia Brasileira de Letras, em arquivo Word, fonte Times tamanho 12 e espaçamento 1,5 com o título “Contos A La Carte” seguido do nome do autor no campo assunto, para o e-mail do organizador que está disponibilizado ao final deste regulamento. Abaixo do conto o autor deverá enviar uma breve biografia de no máximo, cinco linhas, em terceira pessoa. 

08. Os contos deverão ser enviados até a data estipulada para o e-mail focoletras@gmail.com acompanhados da ficha de inscrição e biografia. 

Contato: (focoletras@gmail.com). 

Esperamos pelo seu conto.

Editora Foco Letras

domingo, 5 de janeiro de 2020

VIVEMOS UM TEMPO DE SECRETA ANGÚSTIA

O amor é mais falado do que vivido e por isso vivemos um tempo de secreta angústia


O sociólogo polonês Zygmunt Bauman declara que vivemos em um tempo que escorre pelas mãos, um tempo líquido em que nada é para persistir. Não há nada tão intenso que consiga permanecer e se tornar verdadeiramente necessário. Tudo é transitório. Não há a observação pausada daquilo que experimentamos, é preciso fotografar, filmar, comentar, curtir, mostrar, comprar e comparar.

O desejo habita a ansiedade e se perde no consumismo imediato. A sociedade está marcada pela ansiedade, reina uma inabilidade de experimentar profundamente o que nos chega, o que importa é poder descrever aos demais o que se está fazendo.

Em tempos de Facebook e Twitter não há desagrados, se não gosto de uma declaração ou um pensamento, deleto, desconecto, bloqueio. Perde-se a profundidade das relações; perde-se a conversa que possibilita a harmonia e também o destoar. Nas relações virtuais não existem discussões que terminem em abraços vivos, as discussões são mudas, distantes. As relações começam ou terminam sem contato algum. Analisamos o outro por suas fotos e frases de efeito. Não existe a troca vivida.

Ao mesmo tempo em que experimentamos um isolamento protetor, vivenciamos uma absoluta exposição. Não há o privado, tudo é desvendado: o que se come, o que se compra; o que nos atormenta e o que nos alegra.

O amor é mais falado do que vivido. Vivemos um tempo de secreta angústia. Filosoficamente a angústia é o sentimento do nada. O corpo se inquieta e a alma sufoca. Há uma vertigem permeando as relações, tudo se torna vacilante, tudo pode ser deletado: o amor e os amigos.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

ANTIGO "PROGRAMA PANORAMA" - ENTREVISTA COM WARLEY SOBROZA DE SOUZA, FILHO DO FOTÓGRAFO WOLNEY TEIXEIRA

Prosseguindo nas postagens do antigo Programa Panorama, da Lagos TV, trago hoje uma entrevista com Warley Sobroza de Souza, filho do fotógrafo Wolney Teixeira, gravada por volta do ano 2008.

Wolney (1912-1983) foi o fotógrafo que mais fez imagens de Cabo Frio e Região dos Lagos entre os anos de 1930 a 1970.

Em 2011, a Secretaria de Cultura de Cabo Frio promoveu, em parceria com o governo federal e com a iniciativa privada, o lançamento do livro “Wolney Teixeira: o Sal da Terra – Fotografias da Região dos Lagos 1930-1970”. Organizado por Mauro Trindade, curador da obra, o livro é composto de 120 páginas, sendo 40 com artigos a respeito de Wolney, escritos pelos professores João Henrique Christóvão, Yone Nogueira e Mauro Trindade.

A importância do trabalho de Wolney para nossa cidade é inquestionável. Suas fotografias retratam tempos perdidos de nossa história e cultura. Desde os hábitos cotidianos da sociedade cabo-friense da época, passando por belas paisagens que o tempo e a ação do homem modificaram drasticamente, até o retrato das várias fases econômicas pelas quais a cidade passou durante todo seu desenvolvimento.

Wolney nos deixou sua obra não somente como registro de nossa história a ser preservado e cuidado, mas também como um chamado para reflexão sobre o que fizemos de tudo que recebemos há muitos anos neste local privilegiado pela natureza. Ele era um visionário. Ao observar toda a transformação que começava a acontecer na cidade, ele vislumbrou o futuro de desenvolvimento e decidiu fazer sua parte nesse processo por meio do registro, por muitos anos, da "nova cara" que a cidade ia adquirindo, como também sua sociedade.

O vídeo abaixo contém uma entrevista com seu filho Warley Souza. Warley nos fala sobre a vida de seu pai, sua história, seu trabalho, os vários dons da família e muito mais.

Vale a pena assistir:

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