domingo, 25 de setembro de 2011

TRAÇOS



As vezes me sinto como 

Em um copo transbordante; 

Opresso. 

Mas, num ímpeto de fino preparo, 

Envolto no querer resoluto, 

Me apanho no espaço maior; 

Observando e sendo observado, 

Por entidades outras. 

Que talvez num arroubo momentâneo; 

Extrapolam como eu. 


Hairon.

SISTEMA POLÍTICO

Todos sabemos que no Brasil o sistema político está estruturado de forma que impossibilita que a ideologia seja fator principal para a filiação partidária. Uma pessoa que quer realmente trabalhar pela cidade, quer ter a chance de realizar algo efetivamente em prol da sociedade, se ficar presa à questão ideológica poderá ficar parada na ideologia, de mãos atadas e sem oportunidade de trabalhar. 

São muitas as questões que devem ser levadas em conta, entre elas, uma das mais relevantes é a questão do tempo para propaganda eleitoral na TV, que hoje tem enorme peso na divulgação dos projetos do candidato. Não adianta querer fugir da nossa realidade, o sistema político está “montado” dessa forma, enquanto não mudar, assim será. Quem diz o contrário pode ser que tenha como objetivo maior divulgar sua ideia, ao invés de realmente colaborar na solução dos problemas. Não quero dizer que o candidato não deva ter seus próprios ideais, claro que não. Com certeza ele os tem, e podem ser verificados na sua vida pública, nas suas obras, nas suas realizações. Aí sim estarão visíveis quais são suas preocupações sociais e suas prioridades como homem público.

Na realidade de nosso país, não é o partido que faz o bom governante, não é a ideologia partidária. É o caráter, a capacidade, a vontade efetiva de fazer o melhor, o respeito pela coisa pública.

Luciana G. Rugani

O QUE PRECISAMOS APRENDER


Jesus, como grande Mestre da Verdade que é e sempre será, esteve entre nós num tempo em que não havia a facilidade de comunicação que temos no presente, mas, como para a divulgação das Grandes Verdades Universais não existem obstáculos, sua mensagem se espalhou por todo o mundo e se perpetuou mantendo-se atualíssima nos dias de hoje.

Ele veio para nos mostrar o caminho que precisamos seguir para sermos seres verdadeiramente felizes. E, sabendo que somos como “alunos rebeldes” no aprendizado, em toda sua misericórdia nos enviou também, de tempos em tempos, verdadeiros missionários de luz, como são os diversos santos e santas, beatos, padroeiros e padroeiras que conhecemos. Todos vivenciaram a mensagem de Cristo, fazendo de suas vidas verdadeiros exemplos de fé. Foram criadas datas comemorativas em homenagem a todos eles, e isso não foi em vão. Não se trata de uma simples homenagem mundana aos seres de luz. Como tudo que envolve a mensagem de Cristo tem sua razão mais profunda de ser, o objetivo destas datas é justamente propiciar um momento de reflexão, trazer uma pausa aos nossos afazeres diários para pensar, meditar no quanto estamos ou não estamos seguindo o caminho para a verdadeira felicidade, recapitular as lições e analisar o quanto aprendemos. Esta é a parte que nos cabe fazer: refletir e aplicar o nosso aprendizado. E saber que tudo está no momento certo. Agora é o momento de realizarmos a mudança em nós mesmos e, enquanto isso, confiarmos. Confiarmos em que tudo tem seu tempo certo para acontecer, a nossa ideia de tempo é diferente do tempo real. Confiar que o melhor para nós tem seu momento certo de acontecer, e que se ainda não ocorreu, é porque ainda não conquistamos a maturidade suficiente para vivenciá-lo. Precisamos aprender mais.

"Tem muita gente olhando para o céu e se esquecendo de olhar pro lado e enxergar seu irmão, se esquecendo de vivenciar o evangelho de Jesus. A população da cidade está precisando de mais evangelho" (Padre Francisco, CF) (realmente, o mundo como um todo está carente de vivenciar o verdadeiro amor, que é o AMOR de Cristo). Então, penso que é isso que precisamos fazer. Não devemos esperar a felicidade vir até nós sem nos prepararmos para ela. É preciso que vivenciemos o evangelho em nossa comunidade, em nossas relações humanas, para que estejamos prontos para recebê-la. E essa vivência é justamente nas coisas simples do dia-a-dia, é no respeito para com o outro e com a coletividade, é nos gestos de cidadania, é na solidariedade, no amor e na amizade.

Temos tudo que precisamos: o Guia e Mestre, o “mapa” deixado por Ele (que são os seus ensinamentos) e a proteção dos santos e padroeiros. Quanto ao tempo, não nos pertence, não podemos controlá-lo ao nosso bel prazer, mas o temos como empréstimo. Ele está aí, é o tempo presente em que vivemos e no qual devemos realizar nossa mudança para estarmos prontos para o recebimento da Glória Maior, que é a verdadeira felicidade.

Luciana G. Rugani

O AMIGO



JESUS, sem sombra de dúvida, é nosso maior e melhor amigo de todos os tempos. Está ao nosso lado em qualquer circunstância. Além disso, precisamos lembrar que ele é também nosso maior e melhor exemplo a seguir. Em todas as ocasiões, precisamos indagar conosco mesmo, em nosso íntimo, como Jesus agiria se estivesse em nosso lugar. Claro que inúmeras vezes poderemos não conseguir agir como ele, mas devemos buscar, de todas as formas, nos espelhar em seus exemplos de conduta, sendo assim também quando nos designamos amigos de alguém.

A amizade é uma faceta do amor, portanto, é um sentimento nobre e como tal precisa ser compartilhado para se multiplicar; é doar o melhor de si desinteressadamente, sem expectativa de retribuição. Esta é a maior felicidade do amigo: poder doar compreensão e acolhimento. Os sentimentos nobres trazem felicidade, e não se unem aos sentimentos que só trazem sofrimento, como ciúmes e posse, exigência de exclusividade e apego. No coração em que entra qualquer um deles, o amor e a amizade saem pela outra porta.

O ciúme aprisiona, poda, ceifa, diminui. A amizade se alimenta de libertação, apoio, compartilhamento e respeito. Justamente por isso é que, ao deixar a pessoa amiga livre para ser dona de seus próprios passos, os laços de amizade mais se fortalecem!

O amigo mostra outras opções, convida, mas respeita a decisão do outro de seguir ou não. Não deixa de ser amigo simplesmente por ouvir um “não”. Respeita o tempo do outro, seu jeito de ser, sua individualidade. Não exige presença constante, mas mostra-se disponível sempre que o outro necessita.

Muito bem colocada a frase “Quando uma pessoa constantemente precisa da outra ela coloca em risco um bom relacionamento, pois se torna um peso”*. Muitas pessoas pensam que seu amigo tem obrigação de atender a todas as solicitações, e de resolver todos os seus problemas. Jesus não age assim conosco. Ele nos sustenta, nos auxilia e nos intui, mas também nos ensina que cabe a nós mesmos agir, buscar as soluções de nossos problemas e carregar nosso fardo, pois só assim fortaleceremos a nossa fé e aprenderemos a lição que precisamos para nossas vidas.

Perante os obstáculos, precisamos deixar de lado a postura passiva e queixosa e recomeçar ativamente a caminhada, com fé e confiança na vida. O amigo está ao nosso lado para nos dar o braço nessa postura ativa, e não para incentivar ainda mais nossa passividade.

Podemos utilizar tudo que foi dito no referido artigo como um pequeno roteiro para identificarmos nossas relações e percebermos verdadeiramente se a amizade encontra-se presente.

Procuremos a inspiração de Jesus ao relacionarmos com nossos amigos. Sejamos o amigo fiel que apóia, fortalece, ampara, mas também que respeita, liberta, e compreende que cada um tem sua individualidade e suas próprias experiências a vivenciar.

Luciana G. Rugani
* frase mencionada no artigo do Pastor Fabrício postado no blog de Alair Corrêa em 2010, onde eu pus este texto como comentário.

O PAÍS DAS APARÊNCIAS


Nosso país é o país das aparências, e isso se estende aos Estados e Municípios. Pra começar, temos uma Constituição extensa, e emendada frequentemente. Temos leis e mais leis, praticamente para tudo que realizamos há uma legislação a respeito. Parece até que somos um povo ordeiro, cumpridor dos regulamentos, consciente dos deveres e com todos os direitos garantidos e resguardados. É essa a impressão que terá alguém que não conheça nossa realidade e que dela faça uma análise superficial. Mas a realidade é que o desrespeito é tão grande, que até atitudes simples que já deveriam estar introjetadas no senso comum precisam ser matéria de lei.

Outros países têm constituições bem menores e quantitativo de leis bem inferior, mas a sua população é mais conscientizada em relação à necessidade de se respeitar direitos e cumprir deveres, a noção de cidadania é mais perceptível. Talvez por isso sua situação econômica seja melhor, pois a base de todo desenvolvimento é o respeito ao coletivo.

O nosso sistema judiciário, erguido com base no princípio constitucional da ampla defesa, com tantas instâncias recursais, passa a impressão de que aqui ninguém é condenado injustamente e que todos os brasileiros, independente de quaisquer condições, terão garantido um julgamento imparcial e justo.

Mas, por tudo que temos acompanhado em Cabo Frio, e que vemos acontecer também em outros estados e municípios e em nível federal, percebemos o gritante distanciamento da teoria com a prática. Há justos pagando por injustos, inocentes condenados e culpados livres. Uma justiça que só é cega quando lhe convém e que se deixa seduzir pelos apelos dos provisoriamente poderosos. As “eternas” possibilidades de recursos são utilizadas como meios de protelar e nossa justiça, mais uma vez quando lhe convém, fecha os olhos e finge não ver. As leis são elaboradas de forma a permitir inúmeras interpretações e no seu próprio processo de produção quantas vezes, através de mera alteração de redação, são inseridas mudanças substanciais em benefício de cartas marcadas.

Dizem que o povo tem o governo que merece. Isso significa que o sistema é reflexo da sociedade, portanto, fica a reflexão: que tipo de sociedade estamos formando e o que estamos fazendo para mudar esse quadro? Procuramos ser mais conscientes enquanto cidadãos, mais ativos e participativos, buscando enxergar de modo mais coletivo ao invés de apenas mirarmos os próprios umbigos em busca de satisfações imediatas? Como estamos educando nossas crianças? Estamos conscientes de que vivemos em uma sociedade de direitos mas também de deveres, e que meu direito termina onde começa o do outro? Ao elegermos nossos representantes, valorizaremos o poder que temos nas mãos, analisando a história de cada candidato, suas realizações e seu caráter ou simplesmente venderemos nosso voto àquele que nos agraciar com algo imediato, mas que, a longo prazo, nos arruinará?

São questões nas quais precisamos nos deter por alguns minutos cada dia, analisar, rever atitudes para que, no momento em que tivermos o poder de decisão nas mãos, não o desperdicemos mais uma vez, ocasionando a colheita de frutos amargos por anos a fio.

Luciana G. Rugani

DEMOCRACIA


“Aqueles que se elevam ao poder utilizando-se de métodos que não reflitam a vontade popular em sua pureza e integridade, em essência, não poderão apresentar-se como representantes desta, pois destituídos de legitimidade” (Emerson Garcia)
Vivemos num Estado Democrático de Direito, portanto sujeito ao princípio democrático que se traduz por “governo do povo”. Temos alguns exemplos de democracia participativa, onde o cidadão participa diretamente de decisões através dos diversos conselhos existentes e de orçamentos participativos e temos a democracia representativa, onde o poder é exercido em obediência ao princípio da soberania popular: todo poder emana do povo e em seu nome será exercido.

Na democracia representativa, a legitimação dessa representatividade dá-se por meio do voto. É através dele que há a transferência do exercício das funções legislativas e executivas aos representantes do povo. Mas, esta representatividade deve ocorrer de maneira autêntica, ou seja, respeitando a liberdade do voto. Para isso há a Justiça Eleitoral, com diversas funções, entre elas a de garantir a legitimidade das eleições, a conformidade com o Direito dos atos que possam influir na autenticidade do resultado do processo de votação.

Há diversas fases de atuação da Justiça Eleitoral, mas é no controle da legitimidade dos atos da campanha eleitoral que sua função é ampliada. Direi até que é a mais importante de suas funções, pois é imprescindível que se preserve a livre manifestação da vontade do eleitor, e para isso há que se apurar a ocorrência de fatos que possam vir a viciar a liberdade do voto.

Temos pois, que, se um candidato utiliza-se de atos que venham a influenciar o voto do eleitor, estará ferindo a autenticidade que deve caracterizar a representatividade, e, consequentemente, restarão comprometidos o princípio da soberania popular, previsto constitucionalmente, e a legitimidade da representação, pois o resultado da votação não estará verdadeiramente baseado na vontade popular.

A frase acima é perfeita, principalmente no seu final: “não poderão apresentar-se como representantes desta, pois destituídos de legitimidade”. Não poderão representar a vontade popular, pois foram eleitos por uma vontade viciada, induzida. Sim, perfeitamente claro e lógico…mas na teoria. A teoria é maravilhosa, mas quando chega na prática, infelizmente não são poucas as vezes em que são esquecidos os princípios e normas. Todo sistema é movimentado por homens, e a sociedade humana é possuidora de falhas e desvios. Até a própria implementação de princípios democráticos sofre influência das falhas humanas, como exemplo: a Constituição, em nome de garantir um caráter mais democrático também no Judiciário e de viabilizar a convivência harmônica entre os poderes, estipulou que alguns membros dos tribunais serão indicados pelo presidente da república. Na prática, o que acontece é que aí formou-se uma brecha para influenciação política na escolha daqueles que serão os responsáveis justamente por fiscalizar o processo eleitoral e garantir a autenticidade do sistema! E, além disso, há a questão cultural de que nosso país ainda está impregnado de atitudes típicas de coronelismo, lei do mais forte, controle político e financeiro dos poderes constituídos. Este é, ao meu ver, o maior dificultador da vivência democrática. 

A prática cotidiana, com tantos obstáculos para a realização da justiça, tantas armações e troca de favores, nos leva até mesmo a questionar o caráter da democracia em que vivemos: se é uma verdadeira democracia ou se é simplesmente uma democracia de fachada.

Luciana G. Rugani

OPINIÃO

O clientelismo é a porta aberta para a corrupção.

Subverte o poder, deixando este de emanar do povo e passando a pertencer a grupos ou a pessoas com interesses próprios e não-coletivos. A moeda de troca utilizada é o voto ou até mesmo dinheiro. Joga por terra o princípio democrático de igualdade entre os votos dos cidadãos na medida em que os valoriza diferentemente, passando o voto de certo cidadão a valer mais que o de outro.

A contratação de pessoal em desacordo com as necessidades administrativas visando agraciar favorecidos em troca de voto ou de dinheiro fere de morte o princípio da impessoalidade, um dos principais da Administração Pública, podendo levar à invalidação do ato.

O administrador encontra-se sujeito aos princípios da administração pública e da democracia, pois estão prescritos constitucionalmente. Há leis a serem seguidas, há argumentos para embasar pedidos de invalidação ou anulação de atos. Mas e a prática? Como os cidadãos podem ser ouvidos em seus direitos quando os instrumentos para isso na maioria das vezes não são acessíveis? Ou, pior ainda, quando o clientelismo invadiu até mesmo as esferas do Judiciário?

O Brasil é o país da discrepância entre teoria e prática. Uma Constituição enorme, leis de todos os tipos e para “proteger” diversos seguimentos, mas uma justiça cara, em muitos casos inacessível. Uma justiça que de cega não tem nada, pois enxerga muito bem quando quer enxergar.

Luciana G. Rugani

OS ATRIBUTOS DE UM AMIGO VERDADEIRO



O amor maior que Jesus nos ensinou encontra-se em todas as virtudes, em todos os bons sentimentos.
A amizade verdadeira é um destes sentimentos. Ao exercitar em nós a prática de sermos realmente amigos, estamos praticando uma pequena parte do amor ensinado pelo Mestre. A amizade verdadeira envolve doação pura e incondicional de amor, carinho, atenção e apoio. Imposição de condições e cobranças, desejo de domínio e controle sobre o outro e desejo de que o outro satisfaça interesses pessoais, tudo isso não convive com a amizade e tampouco o descaso, o abandono e a indiferença. Não há como os sentimentos que refletem o Amor Maior ocuparem o mesmo espaço, juntamente com sentimentos negativos, no coração do homem. Onde um entra, o outro sai. Diferentemente das virtudes que, quando juntas, se entrelaçam fazendo com que ambas cresçam cada vez mais.

Verdadeiros amigos não precisam estar sempre fisicamente perto um do outro. Sentimento não se racionaliza e não possui um raio de ação limitado a metragem específica. O que distingue os amigos verdadeiros é o “estar disponível”, que significa estar pronto e com o coração aberto para compartilhar força e bons sentimentos, e, muito importante, saber que muitas vezes apoiar o amigo é justamente discordar de alguma atitude sua. Mas, discordância não quer dizer imposição. Os reais amigos discordam em vários pontos, mas respeitam-se mutuamente, sabem que cada indivíduo é um “mundo” de diversidade, mas que antes de tudo são pessoas merecedoras de compreensão. Sabem que seres humanos têm valores e vivências diferentes, que são como as flores: milhares de espécies, mas cada uma com sua própria beleza. É aí que se encontra a maravilha da vida, saber ser amigo independente de qualquer coisa.

E ainda, hoje em dia o ser humano é brindado com inúmeras oportunidades de exercitar a amizade. A cada dia surgem mais e mais instrumentos que, se bem utilizados, podem propagar o bem de várias formas, pois em tudo que fazemos e dissemos colocamos nossos sentimentos. Podemos utilizar, por exemplo, meios eletrônicos para nos comunicarmos com pessoas do outro lado do mundo, mas lembremos que lá, do outro lado do globo, estão SERES HUMANOS. O termo “virtual” é usado em virtude do meio de comunicação utilizado, mas o conteúdo compartilhado é real no sentido de ser a expressão de um ser humano. A conscientização é que vai fazer a diferença!

Que o ser humano possa, então, utilizar os recursos e ferramentas que lhe são postos às mãos para o exercício de sentimentos nobres; que possa enxergar nas diversas situações oportunidades de compartilhar virtudes, e entre elas a maravilha da amizade verdadeira.

Luciana G. Rugani

O EXERCÍCIO DO MAGISTÉRIO

Certa vez li em um artigo que o significado de “educar”, que vem do latim “educare”, é extrair aquilo de melhor que cada um traz em seu interior, despertar as aptidões naturais.

Percebemos, então, que é um conceito mais amplo e profundo. Aplica-se tanto a crianças quanto a adultos, ou seja, a qualquer pessoa e de qualquer idade. Na verdade, todos os seres têm virtudes na sua essência mais profunda, mas que com o tempo vão ficando cada vez mais abafadas, esquecidas e bloqueadas por nossas tristezas e negatividades. Entendendo, pois, desta maneira, vemos que o processo de educar é contínuo, perene, e cabe a todos nós realizá-lo. Podemos realizá-lo através dos nossos relacionamentos diários, buscando sempre incentivar o lado bom de cada pessoa, focalizar mais as virtudes que os defeitos e devemos realizá-lo conosco mesmo, buscando despertar também o nosso melhor. Me atrevo a dizer, educar é a mais importante das tarefas a realizar, pois é a razão de aqui estarmos: buscar nossa melhora e aperfeiçoamento. Não é uma tarefa fácil. É árdua, cheia de altos e baixos. Requer muita reflexão.

Profissionalmente, é o que os professores devem fazer em relação aos seus alunos, e isso requer também a participação de toda a sociedade. Os professores não são os únicos responsáveis. Todos enquanto seres viventes devem e podem colaborar no processo de educação. Muitas vezes, atos simples, como por exemplo o de zelar pela limpeza das ruas de uma cidade, podem influenciar outras pessoas a fazerem o mesmo. E isso também é uma forma de educar: a educação pelo exemplo.

Acostumamos a pensar a educação simplesmente como educação formal, intelectual. Mas, educação vai muito mais além do que isso.

Em relação aos profissionais da educação, que precisam exercer a arte de educar com inúmeros alunos e em condições muitas vezes sub-humanas, estes devem ser valorizados verdadeiramente. O descaso com a educação soa destoante no compasso do mundo atual. Já é tempo de mudar esse panorama, propiciar para estes profissionais melhores condições de trabalho e de investimento na sua formação e atualização.

Luciana G. Rugani
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