quarta-feira, 28 de março de 2012

BREVES PALAVRAS SOBRE A FÉ

Tão discutida no meio religioso, tão mencionada em mensagens consoladoras, a fé, esta palavra simples mas que estimula sentimentos tão diversos e profundos, é definida no dicionário como "confiança absoluta em algo ou alguém". Enquanto "confiança", portanto, trata-se de algo interno, de foro íntimo, pois que fruto de crença, entendimento e percepção pessoal. Assim podemos ter fé em alguém; em que algo se realize; entre outras tantas coisas, além da fé religiosa.

A fé religiosa é aquela convicção interior, aquela força, no mais íntimo de nosso ser, que sentimos em relação aos aspectos da Divindade e à Sua Presença em nossas vidas. A maioria de nós tem a religião como instrumento para exercício dessa fé, mas existem também aqueles que crêem, que confiam na interferência Divina em suas vidas mesmo sem seguirem uma religião específica.

O fato é que a fé religiosa busca uma maior aproximação com o Divino, com a Perfeição, portanto, a religião é utilizada como ferramenta de melhoria e aperfeiçoamento do ser humano para que este possa viver de maneira que menos infrinja as Leis Divinas, que são leis naturais. A própria origem da palavra "religião" (derivada do latim religare = ação de religar) traz em si a destinação primeira do termo que é a religação com o Divino, com o Amor Universal, que se faz por meio da transformação individual, com aprimoramento de propósitos e ações. Desse modo, também a religião, assim como a fé, é algo de caráter íntimo, que visa a melhoria interior e a ligação com Deus, e, portanto, não se destina a satisfazer aspectos exteriores. Não é instrumento de divulgação de imagem pessoal e muito menos meio de controle da preferência de terceiros. Se assim é utilizada por muitos na nossa sociedade, então não se trata neste caso de verdadeira postura religiosa. Rompe-se a ligação interna com o Divino, pois que a dirige para o externo, para o tão conhecido "passar a imagem" de religioso, ou de bom moço. O fim principal passa a ser o fim de satisfazer a sua própria vaidade através da aprovação externa, portanto total afastamento dos propósitos Divinos.

Por isso, religião e fé são coisas que não devem ser impostas a ninguém, são questões de convicção íntima.

A colocação em prática de seus princípios em nossas vidas pode nos fazer trilhar um caminho com mais amor por nós  mesmos e pelo nosso próximo, e com isso nos aproximar mais do Reino Divino; assim como a prática religiosa vazia de sentimento verdadeiro, visando o mundo de aparências e das impressões exteriores apenas como máscara de uso conveniente, nos liga ainda mais ao passageiro mundo das ilusões e das formas, nos afastando, consequentemente, do caminho das Verdades Imperecíveis.

Luciana G. Rugani

sexta-feira, 23 de março de 2012

LIVRO "BRASIL DAS ÁGUAS"

Hoje cedo fiquei feliz, pois recebi pelo correio o livro "BRASIL DAS ÁGUAS", que ganhei através de um concurso cultural promovido pela PETROBRÁS. Os autores das cinco melhores frases que respondessem à pergunta "O que pode ser feito para preservação dos recursos hídricos do Brasil?" seriam contemplados com um exemplar do livro.
Minha frase foi:  Tudo se resume em: respeitar as condições de realização dos ciclos da natureza, o que significa educação e conscientização em todas as ações que interfiram no meio ambiente.
O livro, prefaciado por Marina Silva, é lindo, acabamento excelente e fotos maravilhosas. Agora só falta ler!! Agradeço à amiga Eloisa Feijó, do Rio de Janeiro, que me deu a dica do concurso.
Abaixo segue matéria sobre o projeto que deu origem ao livro:

Luciana G. Rugani

O Projeto Brasil das Águas

O Brasil representa a maior reserva de água doce da Terra, em torno de 12% do total mundial. Entre outubro de 2003 e dezembro de 2004, o aviador Gérard Moss, junto com a esposa Margi, coletaram 1.160 amostras de água doce de rios e lagos espalhados pelo vasto território brasileiro, utilizando um método inédito: um avião anfíbio.
Em 2004, o projeto ganhou o Prêmio Ambiental Von Martius, na categoria Natureza, um belo reconhecimento da abrangência do empreendimento e o desafio de realizar tantos voos ousados. Os resultadosdas análises das amostras coletadas com tanta dexteridade ajudaram a desenhar um abrangente panorama da qualidade das águas do país para fins de alerta e conscientização.
Em 2001, Gérard havia realizado outro desafio aeronáutico - a primeira volta ao mundo de motoplanador (Projeto Asas do Vento). No Brasil das Águas, aproveitou novamente das asas para concluir outro projeto inovador. Preocupado com a degradação dos rios vistos de cima, não só no Brasil, mas no mundo inteiro, ele idealizou uma forma de coletar amostras de água em voo rasante a bordo de um avião anfíbio. Após meses de consultas com cientistas e especialistas (vejaPesquisadores), e testes do aparelho, foram acertadas as pesquisas que determinariam a qualidade da água coletada.
Pesquisa e cidadania formam a base do projeto. Apoiado por instituições de ensino, pesquisa e empresas comprometidas com as questões ambientais brasileiras (veja Nossos Parceiros), Gérard e Margi Moss voaram 120.000 km – o equivalente a mais de duas voltas em torno da Terra – no avião anfíbio Talha-mar, transformado em laboratório aéreo, para coletar amostras em todas as regiões hidrográficas do país. As 1.160 amostras foram coletadas de 524 rios, lagos e reservatórios diferentes, sendo que mais do que uma amostra foi coletada de um número significante dos rios, devido à sua grande extensão (Amazonas, Paraná, Grande, Tocantins, Araguaia e São Francisco, por exemplo). O laboratório interno foi totalmente desenhado e montado pela própria equipe Brasil das Águas, com tecnologia 100% brasileira.
Baseado nos resultados obtidos pelas análises realizados por pesquisadores em várias instituições em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerias (veja Pesquisas), foi possível desenhar um mapa mostrando a saúde das águas doces no momento da coleta e identificar ambientes não contaminados para que possam ser conservados. Utilizando a mesma metodologia em todo o país, a comparação dos resultados ajuda a entender a situação atual dos recursos hídricos e contribuir para um extenso banco de dados sobre um dos maiores bens do nosso povo: a água.

ADEUS, CHICO ANYSIO!!

CHICO, HOJE VOCÊ FOI CHAMADO. EIS QUE SEU TEMPO AQUI ENTRE NÓS CHEGOU AO FIM, E VOCÊ VOLTOU PARA A VERDADEIRA VIDA, POR ISSO HOJE NOSSO HUMOR ESTÁ MAIS TRISTE. OBRIGADA POR TANTOS RISOS E TANTA ALEGRIA QUE SEUS PERSONAGENS NOS PROPORCIONARAM. 
SIGA EM PAZ EM SUA NOVA MORADA!


Luciana G. Rugani

quinta-feira, 22 de março de 2012

DIA MUNDIAL DA ÁGUA: CUIDAR PARA PRESERVAR A VIDA


por Hairon Herbert de Freitas


Hoje vamos falar um pouco sobre a água.
Por ser o seu dia, busquei em minhas lembranças a participação deste líquido fantástico na minha vida, donde aproveitei rios, lagoas e mares.
Isto é só uma parte da história.
Mas, comentar sobre a água deve fomentar nossa participação direta e expressiva. Hoje precisamos buscar cada vez mais entendimentos técnicos e científicos que nos orientem e tornem nosso meio de vida mais satisfatório.
Sabemos o quanto o homem tem influenciado o nosso planeta, às vezes imagino como se fossemos vírus que penetram o ambiente e destroem tudo a sua volta. Se pensarmos em escala geográfica, ocorre isso mesmo.
Cientistas têm alertado sobre os desgastes, as transformações e destruições dos nossos mananciais que vem evoluindo drasticamente pela falta de medidas educativas e fiscalizadoras.
Hoje não temos mais a desculpa de que isto é parte do governo ou que aquela empresa não deveria poluir com mercúrio ou ácido.O alerta nos foi dado e o planeta clama por mudanças, sendo que a mudança primeira é em nós mesmos.
Precisamos observar o quanto de água gastamos em nosso dia a dia e tomarmos ciência se realmente o consumo é coerente. É uma medida simples que, se tomada por cada um de nós, possibilitará a economia de milhares de litros em uma metrópole. É um compromisso que envolve a autodisciplina e movimenta a vontade.
Tudo é vida e nada é estanque para a pessoa que quer mudar e participar.
Não imaginamos viver sem a água, sem o ar e sem o sol porque eles fazem parte de nós.
Lembrando sempre disso, deveremos buscar o próximo passo que é o da "Educação".

quarta-feira, 21 de março de 2012

POSTURA ELEITOREIRA

Em ano eleitoral, as cidades começam a virar canteiros de obras. Ruas que não eram pavimentadas ganham pavimentação, praças são construídas, e por aí vai...é como se o próprio governo assinasse embaixo de sua incompetência administrativa reconhecendo o descaso com que tratou a população durante todo o mandato. Reivindicações antigas da sociedade, cuja carência causou contratempos e perdas irrecuperáveis, são atendidas a toque de caixa, em fim de mandato, sem o mesmo cuidado e mesma qualidade que teriam caso tivessem sido realizadas em  tempo adequado. Tradicional exemplo é a pavimentação de ruas em locais que não possuem nem saneamento básico (sem implantação de sistema de esgoto, pois este não aparece).  Jogam um asfalto de péssima qualidade que durará até a eleição e a população, ansiosa por melhorias, não vê que aquilo não é solução, pois com o tempo (aliás com pouquíssimo tempo) o asfalto estará todo desfeito e o dinheiro terá sido jogado fora. E ainda, no caso de futura obra para implantar o saneamento básico, terá que ser desfeita toda a pavimentação realizada, ou seja, é a mostra mais evidente de descaso com o dinheiro público. Obras que poderiam ter sido realizadas com calma e com qualidade, desde o início do mandato, são utilizadas para enganar os olhos do povo.
Pedidos da população, que durante o mandato só recebiam o silêncio como resposta, começam a ser atendidos, e os políticos, omissos, começam a ajudar com medidas necessárias, porém há muito desprezadas, mostrando-se prestimosos e eficientes. Pena que tanta boa vontade venha só em ano pré-eleitoral!
Aproveitam-se de duas importantes questões para assim agirem: 1º) uma população desacostumada a observar e analisar, de forma crítica, o proceder de seu governante, enquanto administrador, e desarticulada, omissa e desunida, que não se movimenta para reivindicar seus direitos; 2º) uma cultura arcaica introjetada em nossa sociedade desde o tempo em que éramos colônia: o colonizador como benfeitor, detentor do poder,  ao qual todos devem agradecer pelas melhorias feitas, e o colonizado dependente, submisso, sem direitos, recebendo somente concessões, por parte do colonizador, pelas quais ainda tem o dever de ser grato. 
Valem-se da "memória curta" do eleitor, expressão que, na verdade, nada tem a ver com a memória em si, mas sim com a postura de total subserviência dos governados, cultura que ainda possui resquícios em nossa sociedade. A população esquece que o poder pertence a ela, que as pessoas são sujeitos detentores de deveres, mas também de direitos. Estes direitos são previstos constitucionalmente, não são concessões ou favores dependentes da boa vontade do governo. Daí a necessidade de observar e analisar, criticamente, no dia-a-dia, como está sendo conduzida a administração pública, o que está sendo feito, como está sendo aplicado o dinheiro, fiscalizar, discutir e participar efetivamente. A população deve ficar atenta ao cotidiano de sua região para não cair mais nos deslumbres das belas obras que costumam fechar os mandatos omissos com finalidade de despertar os adormecidos desavisados. Deve atentar também para o costume de muitos governos de impor condições, como, por exemplo, apresentação de título eleitoral para usufruir de serviços a serem prestados. Esta é uma das formas usuais de tentar coagir o eleitor a ser-lhe grato. A população deve abandonar a ideia primária de que o eleitor deve, com seu voto, ser grato ao governo que, utilizando máscara de benfeitor, tantas melhorias fez pela região. Não há que ser grato ao governante, isso não existe num país democrático e livre. O que existem são obrigações e direitos por parte de governantes e governados. E a obrigação do governante é trabalhar todos os dias, desde o dia da posse, para realizar obras e disponibilizar serviços de qualidade. É uma obrigação constitucional. Não pode ser utilizada como argumento para cobrar a gratidão do eleitor por meio do voto. O voto é simplesmente uma consequência da qualidade do trabalho realizado.
Já é hora da população acordar e saber distinguir entre quem realmente trabalha e quem só investe na maquiagem de período pré-eleitoral; perceber que não existe mágica que de repente transforme um governo omisso em solícito e pronto a atender as solicitações, e que o governo que assim age está usando as necessidades da população para crescer eleitoralmente visando sua manutenção no poder e consequentemente a continuidade de sua omissão.
Que os cidadãos estejam atentos, e saibam que NADA, mas NADA MESMO pode cercear nem direcionar sua liberdade de decisão. Esta é garantida por lei, pois já há muitos anos que nosso país é um país livre regido por uma constituição que diz: “Todo poder emana do povo e em nome do povo deve ser exercido”.

Luciana G. Rugani

segunda-feira, 19 de março de 2012

SOBRE A CORRUPÇÃO

A corrupção é um dos maiores empecilhos ao desenvolvimento de qualquer sociedade, e costuma ser a raíz dos problemas sociais. A corrupção tem um custo, que não é baixo, e a população é quem arca com este custo. Ela vai pouco a pouco consumindo os recursos existentes, alastrando-se e dominando os setores da administração qual erva daninha que se alastra na plantação minando a força do cultivo.

O financiamento da corrupção dá-se por meio de recursos públicos que deveriam ser empregados na finalidade única da administração pública: a realização do bem comum, o atendimento dos interesses coletivos. Sendo assim, é fato que uma administração corrupta não atende ao bem comum na proporção do quanto poderia atender, já que seus recursos, ou parte deles, destinam-se ao pagamento de propinas, de esquemas, de apoiadores de campanha em ano eleitoral, etc. Se não houvesse a corrupção e os recursos fossem aplicados devidamente, com certeza a qualidade de vida da população seria outra, muito melhor.

Estudos já foram realizados e confirmaram que, numa sociedade, quanto maior o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), menor o índice de corrupção, e vice-versa, quanto menor o Índice de Desenvolvimento Humano, maior o índice de corrupção.

A corrupção é como uma doença crônica que aos poucos mina a força de seu portador, a corrupção mata. Mata os cidadãos quando desvia recursos que deveriam ser utilizados na melhoria do setor de saúde; mata a esperança e estanca o desenvolvimento de uma sociedade quando desvia recursos da educação e mata a confiança e a vontade dos cidadãos quando, aliada à impunidade, promove a apatia e desânimo geral.

Luciana G. Rugani

sexta-feira, 16 de março de 2012

A CORRUPÇÃO NO JUDICIÁRIO BRASILEIRO

Destaque: "Em entrevista a VEJA, Eliana Calmon mostra o porquê de sua fama. Ela diz que o Judiciário está contaminado pela politicagem miúda, o que faz com que juízes produzam decisões sob medida para atender aos interesses dos políticos, que, por sua vez, são os patrocinadores das indicações dos ministros". 

Especialmente neste mês, dedicado às mulheres, eu gostaria de deixar registrada aqui neste blog uma das entrevistas desta mulher incrível, a ministra do STJ e corregedora do Conselho Nacional de Justiça, Eliana Calmon. Vale a pena reler. Uma pessoa altamente conhecedora das manobras do Judiciário e corajosa o bastante para dizer o que tem que ser dito, para dizer aquilo que todos sabem mas nunca dizem, como mandam as regras do jogo da hipocrisia. Reconhece a necessidade de manter a humildade no exercício de um cargo de poder, e sabe que o orgulho de achar-se superior aos demais só leva à formação de uma capa reluzente, porém fraca e vulnerável, pois é a humildade de reconhecer-se o que realmente se é, com pontos positivos e negativos, que estrutura a fortaleza de um ser ou de uma instituição, permitindo seu aprimoramento através dos tempos.
O aperfeiçoamento de qualquer instituição passa, primeiramente, pelo reconhecimento da existência de falhas e de condutas que precisam ser alteradas. Dessa forma, ocultar as mazelas só leva a um desgaste cada vez maior das instituições, pois é como deixar alastrar a erva daninha que se esconde sob as flores de um jardim. 
Eliana Calmon é um exemplo de que é possível obter sucesso e reconhecimento sem colocar à venda seus princípios e valores, e de que a transparência, autenticidade e coragem são os pilares básicos para o exercício de qualquer cargo público de sucesso. 

Luciana G. Rugani

Fonte: COLUNA DO RICARDO SETTI - http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-cia/se-voce-nao-leu-precisa-ler-essa-entrevista-incrivelmente-franca-da-nova-corregedora-do-conselho-nacional-de-justica/
13/01/2012
 às 19:22 \ Política & Cia 
Publicado originalmente em 15 de agosto de 2011


A ministra Eliana Calmon, a corregedora do CNJ: "Eu sou uma rebelde que fala" (Foto: VEJA)

A corte dos padrinhos

A nova corregedora do Conselho Nacional de Justiça diz que é comum a troca de favores entre magistrados e políticos

A ministra Eliana Calmon é conhecida no mundo jurídico por chamar as coisas pelo que elas são. Há onze anos no Superior Tribunal de Justiça (STJ), Eliana já se envolveu em brigas ferozes com colegas — a mais recente delas com o então presidente Cesar Asfor Rocha.

Recém-empossada no cargo de corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a ministra passa a deter, pelos próximos dois anos, a missão de fiscalizar o desempenho de juízes de todo o país.

A tarefa será árdua. Criado oficialmente em 2004, o CNJ nasceu sob críticas dos juízes, que rejeitavam a ideia de ser submetidos a um órgão de controle externo. Nos últimos dois anos, o conselho abriu mais de 100 processos para investigar magistrados e afastou 34.

Em entrevista a VEJA, Eliana Calmon mostra o porquê de sua fama. Ela diz que o Judiciário está contaminado pela politicagem miúda, o que faz com que juízes produzam decisões sob medida para atender aos interesses dos políticos, que, por sua vez, são os patrocinadores das indicações dos ministros.


Por que nos últimos anos pipocaram tantas denúncias de corrupção no Judiciário?


Durante anos, ninguém tomou conta dos juízes, pouco se fiscalizou. A corrupção começa embaixo. Não é incomum um desembargador corrupto usar o juiz de primeira instância como escudo para suas ações. Ele telefona para o juiz e lhe pede uma liminar, um habeas corpus ou uma sentença. Os juízes que se sujeitam a isso são candidatos naturais a futuras promoções. Os que se negam a fazer esse tipo de coisa, os corretos, ficam onde estão.


A senhora quer dizer que a ascensão funcional na magistratura depende dessa troca de favores?


O ideal seria que as promoções acontecessem por mérito. Hoje é a política que define o preenchimento de vagas nos tribunais superiores, por exemplo. Os piores magistrados terminam sendo os mais louvados. O ignorante, o despreparado, não cria problema com ninguém porque sabe que num embate ele levará a pior. Esse chegará ao topo do Judiciário.


Esse problema atinge também os tribunais superiores, onde as nomeações são feitas pelo presidente da República?


Estamos falando de outra questão muito séria. É como o braço político se infiltra no Poder Judiciário. Recentemente, para atender a um pedido político, o STJ chegou à conclusão de que denúncia anônima não pode ser considerada pelo tribunal.


A tese que a senhora critica foi usada pelo ministro Cesar Asfor Rocha para trancar a Operação Castelo de Areia, que investigou pagamentos da empreiteira Camargo Corrêa a vários políticos.


É uma tese equivocada, que serve muito bem a interesses políticos. O STJ chegou à conclusão de que denúncia anônima não pode ser considerada pelo tribunal. De fato, uma simples carta apócrifa não deve ser considerada. Mas, se a Polícia Federal recebe a denúncia, investiga e vê que é verdadeira, e a investigação chega ao tribunal com todas as provas, você vai desconsiderar? Tem cabimento isso? Não tem. A denúncia anônima só vale quando o denunciado é um traficante? Há uma mistura e uma intimidade indecente com o poder.


Existe essa relação de subserviência da Justiça ao mundo da política?


Para ascender na carreira, o juiz precisa dos políticos. Nos tribunais superiores, o critério é única e exclusivamente político.


Mas a senhora, como todos os demais ministros, chegou ao STJ por meio desse mecanismo.


Certa vez me perguntaram se eu tinha padrinhos políticos. Eu disse: “Claro, se não tivesse, não estaria aqui”. Eu sou fruto de um sistema. Para entrar num tribunal como o STJ, seu nome tem de primeiro passar pelo crivo dos ministros, depois do presidente da República e ainda do Senado. O ministro escolhido sai devendo a todo mundo.


No caso da senhora, alguém já tentou cobrar a fatura depois?


Nunca. Eles têm medo desse meu jeito. Eu não sou a única rebelde nesse sistema, mas sou uma rebelde que fala. Há colegas que, quando chegam para montar o gabinete, não têm o direito de escolher um assessor sequer, porque já está tudo preenchido por indicação política.


Há um assunto tabu na Justiça que é a atuação de advogados que também são filhos ou parentes de ministros. Como a senhora observa essa prática?


Infelizmente, é uma realidade, que inclusive já denunciei no STJ. Mas a gente sabe que continua e não tem regra para coibir. É um problema muito sério. Eles vendem a imagem dos ministros. Dizem que têm trânsito na corte e exibem isso a seus clientes.


E como resolver esse problema?


Não há lei que resolva isso. É falta de caráter. Esses filhos de ministros tinham de ter estofo moral para saber disso. Normalmente, eles nem sequer fazem uma sustentação oral no tribunal. De modo geral, eles não botam procuração nos autos, não escrevem. Na hora do julgamento, aparecem para entregar memoriais que eles nem sequer escreveram. Quase sempre é só lobby.


Como corregedora, o que a senhora pretende fazer?


Nós, magistrados, temos tendência a ficar prepotentes e vaidosos. Isso faz com que o juiz se ache um super-homem decidindo a vida alheia. Nossa roupa tem renda, botão, cinturão, fivela, uma mangona, uma camisa por dentro com gola de ponta virada. Não pode. Essas togas, essas vestes talares, essa prática de entrar em fila indiana, tudo isso faz com que a gente fique cada vez mais inflado. Precisamos ter cuidado para ter práticas de humildade dentro do Judiciário. É preciso acabar com essa doença que é a “juizite”.

EMMANOEL JETRO - QUERIDA ÁGUA


QUERIDA ÁGUA
por Emmanoel Jetro 

Água, ouro cristalino, como poderíamos viver sem você?
Nossa maior riqueza, preciosa fonte de vida,
Sacia-nos e nos deixa vividos qual a natureza em flor logo após um chuvoso inverno.
Qual o nosso maior exemplo de relação harmoniosa contigo se não os peixes?
Nascem e crescem submissos e em total dependência a ti, pois tu és o ar que eles respiram,
E ainda quando tu adoeces morrem como sinal de protesto e fidelidade a ti.
Que exemplar relação de dependência e troca,
Que bom seria que nós seres humanos aprendêssemos com eles,
Seriamos mais felizes e deixaríamos como herança para nossos filhos um mundo mais harmônico, justo e saudável.

quinta-feira, 15 de março de 2012

DIA MUNDIAL DO CONSUMIDOR: REFLEXÕES EM PROL DO CONSUMO CONSCIENTE

O mês de março parece ser o mês mais cheio de datas comemorativas, pelo menos que eu me lembre. Até ontem foram duas: dia internacional da mulher, oito de março, e dia nacional da poesia, ontem, dia 14.

Hoje, 15 de março, mais uma comemoração: dia mundial do consumidor.

A lembrança desta data me fez pensar nas seguintes questões: como estamos nos comportando enquanto consumidores? Somos consumistas desenfreados ou somos comedidos? A quantas anda a conscientização geral de nossa sociedade em relação à necessidade urgente de haver um consumo mais sustentável em prol da continuidade da vida em nosso planeta?

Hoje percebemos uma maior conscientização em relação à necessidade de desenvolvimento econômico conciliada com preservação dos recursos essenciais à vida em nosso planeta. Ideias como reciclagem, alternativas de energia, reaproveitamento de recursos, etc. são discutidas nas organizações empresarias, em escolas e junto à comunidade. Mas, ao mesmo tempo, vemos uma poderosa onda que impulsiona um consumo cada vez mais frequente e exagerado. Bens, outrora tidos como duráveis, hoje são quase que descartáveis. No ramo da informática, por exemplo, uma máquina de alta performance em pouco tempo torna-se obsoleta devido à atualização quase que diária dos diversos programas existentes, que passam a exigir recursos cada vez mais atualizados de hardware. Algo parecido percebemos no ramo de celulares, e até a televisão, que mais tempo resistiu à onda de modernidade, também entrou no ritmo com modelos diversos e cada vez mais recursos interativos.

As formas de diversões atuais, tanto para jovens quanto para adultos, passam quase que totalmente pelos recursos da televisão ou dos computadores. É grande a fatia do público fiel a estes recursos, e isso já foi percebido pelas grandes indústrias, que não se cansam de investir cada vez mais na propaganda massiva. Hoje acessamos um site e precisamos sair fechando guias de anúncios e propagandas. Aqueles mais desestruturados na emoção ou no caráter sentem-se tomados por uma necessidade gritante de possuir, e partem para roubos e furtos, colaborando com o aumento da violência.

Em suma, o mundo moderno tem espaço para todas as vertentes, há espaço para informações educativas mas também para as deseducativas. O problema é que as deseducativas costumam ser mais poderosas e influentes. A imposição do consumismo desenfreado é mais forte, e nossos jovens (e também nós, adultos) somos reféns desse sistema bem planejado envolvendo durabilidade, modernização e propaganda. Dentro desse panorama, devemos analisar: que podemos fazer para minimizar a imposição do consumismo desenfreado? Ao comprar um produto, refletimos antes se dele temos necessidade real? Até que ponto somos suscetíveis às imposições da mídia, entre elas a imposição de um padrão específico de beleza? Paramos para questionar e analisar o porquê de eu ter que possuir ou usar determinado produto? A imposição de padrões está intimamente ligada ao preconceito. Estamos conscientes disso?

Sempre é tempo de fazermos a nós mesmos estas indagações, para avaliar nosso comportamento dentro desse império de consumo a que estamos submetidos, mas hoje, por ser o dia mundial do consumidor, vamos utilizar a lembrança desta data para reavaliar nossa postura, abandonando velhos hábitos e crenças, e renovando atitudes à luz do bom senso.

Luciana G. Rugani

quarta-feira, 14 de março de 2012

HOMENAGEM ESPECIAL AO DIA NACIONAL DA POESIA


 

Uma poesia para a poesia
Hoje é um dia especial, é o seu dia.
Você, que silenciosamente ouve meus desabafos,
Que abriga em seus versos meus sentimentos expressos,
Sem julgar, sem condenar, puro amor.
Você, presença amiga em meus dias tristes,
Mas também na minha alegria,
Você, nas minhas noites de lua e estrelas,
Nos meus dias de sol,
E também em noites e dias de tormenta.
Você que não exige razão,
Que não exige sentido,
Não exige forma nem regras,
Com você posso ser eu,
Mas também posso não ser.
Posso ser alguém, posso ser todos,
E posso ser ninguém.
Você, em cujos braços primeiramente me perco,
Para depois perder-me até de mim mesma
Mergulhando fundo em sua inspiração.
Você, muitas vezes parte de mim,
Outras vezes, de personagem criado.
A você,
Que é puro sentimento,
Extensão de meu coração e de minhas ideias,
A você, POESIA,
Neste dia que é só seu,
Agradeço-lhe a companhia,
Nem sempre fiel,
Nem sempre presente,
Mas perfeita, simplesmente.
Peço-lhe,
Não me deixe.
Às vezes você vai,
Parece um adeus...
Mas, de repente,
Eis aqui novamente!
Vá, mas volte,
Estou e estarei aqui,
Ávida de seu consolo,
Seu aconchego,
Pronta para derramar em seus versos
Meus sentimentos sentidos ou imaginados.
Pronta para, mais uma vez,
Esquecer-me de mim,
E entregar-me a você.

Luciana G. Rugani 

14 DE MARÇO - DIA NACIONAL DA POESIA

Poeta brasileiro homenageado com o dia da poesia
A poesia é a arte da linguagem humana, do gênero lírico, que expressa sentimento através do ritmo e da palavra cantada. Seus fins estéticostransformaram a forma usual da fala em recursos formais, através das rimas cadenciadas.

As poesias fazem adoração a alguém ou a algo, mas pode ser contextualizada dentro do gênero satírico também.

Existem três tipos de poesias: as existenciais, que retratam as experiências de vida, a morte, as angústias, a velhice e a solidão; as líricas, que trazem as emoções do autor; e a social, trazendo como temática principal as questões sociais e políticas.

A poesia ganhou um dia específico, sendo este criado em homenagem ao poeta brasileiro Antônio Frederico de Castro Alves (1847-1871), no dia de seu nascimento, 14 de março.

Castro Alves ficou conhecido como o “poeta dos escravos”, pois lutou grandemente pela abolição da escravidão. Além disso, era um grande defensor do sistema republicano de governo, onde o povo elege seu presidente através do voto direto e secreto.

Sua indignação quanto ao preconceito racial ficou registrada na poesia “Navio Negreiro”, chegando a fazer um protesto contra a situação em que viviam os negros. Mas seu primeiro poema que retratava a escravidão foi “A Canção do Africano”, publicado em A Primavera.

Cursou direito na faculdade do Recife e teve grande participação na vida política da Faculdade, nas sociedades estudantis, onde desde cedo recebera calorosas saudações.

Castro Alves era um jovem bonito, esbelto, de pele clara, com uma voz marcante e forte. Sua beleza o fez conquistar a admiração dos homens, mas principalmente as paixões das mulheres, que puderam ser registradas em seus versos, considerados mais tarde como os poemas líricos mais lindos do Brasil.

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

segunda-feira, 12 de março de 2012

NICK VUJICIC: INSPIRAÇÃO PARA UMA VIDA ABSURDAMENTE BOA

Esta semana terminei de ler o livro “Uma vida sem limites”, que narra a história de vida de Nick Vujicic. Nascido sem pernas e sem braços devido a um problema congênito de falha durante a formação embrionária, Nick nos conta toda sua vida desde garoto até os dias de hoje. Relata seu sofrimento com experiências em que vivenciou a discriminação, principalmente na adolescência, e como conseguiu superá-las prosseguindo com alegria e sem mágoas, o esforço e criatividade para superar os obstáculos físicos, a perseverança, coragem e obstinação com que vai atrás de seus objetivos. Nick é um verdadeiro exemplo de vida.
Hoje, com 29 anos, Nick já se formou em planejamento financeiro e contabilidade. Além disso, é palestrante e evangelizador, levando alento, força e sabedoria de vida para pessoas do mundo inteiro. Nick anda de skate, toca instrumentos musicais, já substituiu um maestro certa vez em orquestra da escola, joga golfe, surfa, mergulha, entre outras atividades. Busca ser o mais independente possível. Em suas viagens pelo mundo, um dos lugares que mais o marcou foi a Cidade do Lixo, no Egito, que, segundo ele, foi um dos lugares mais degradantes em que já esteve, mas, em relação ao espírito, um dos mais acolhedores.
Nick é uma das poucas pessoas que conseguem compreender o verdadeiro sentido da existência. Compreendeu com a razão e com o coração o propósito de Deus para sua vida, e aceitou-o de bom grado. Talvez por isso consiga realizar sua missão e viver sua vida mantendo o otimismo e a alegria.
Vale a pena ler e refletir em suas palavras, pois este livro abre nossos horizontes, ajuda-nos a sair de nossa pequenez de enxergar a vida como se ela fosse somente essa superfície de nossas vivências diárias e aprofundarmo-nos em seu verdadeiro sentido e razão de ser.
Abaixo, um trecho do livro e um vídeo com uma pequena entrevista de Nick Vujicic:

Tenho a chance de escolher. Você tem a chance de escolher. Podemos optar por ser indivíduos que dão importância apenas às decepções e insistem em enfatizar as falhas e deficiências. Podemos decidir ser pessoas amargas, raivosas ou tristes. Ou, ao contrário, quando tivermos de encarar períodos difíceis e lidar com pessoas daninhas, podemos optar por aprender com a experiência e seguir em frente, assumindo a responsabilidade por nossa própria felicidade.
Por ser filho de Deus, você é bonito e precioso, e vale mais do que todos os diamantes do mundo. Somos perfeitamente adequados para cumprirmos nossos propósitos! Mesmo assim, nosso objetivo deve ser sempre o de nos tornarmos ainda melhores, forçando nossos limites, ampliando horizontes, sonhando alto. Ao longo do caminho são necessários ajustes, porque a vida nem sempre é um mar de rosas, mas sempre vale a pena ser vivida. Estou aqui para dizer que, sejam quais forem as circunstâncias, enquanto você estiver respirando, tem uma contribuição a dar.
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Todos os eventos conspiram para o bem. Tenho certeza disso porque aconteceu comigo. Uma vida sem braços e pernas pode ser boa? Só de olhar para mim as pessoas podem ver que encarei e superei muitas dificuldades e muitos empecilhos. Isso faz com que se sintam dispostas a me ouvir como fonte de inspiração e permite que compartilhe com elas a minha fé, que lhes diga que são amadas e que eu lhes dê esperança.
Essa é a minha contribuição. É importante reconhecer seu próprio valor. Saber que tem uma contribuição a fazer. Se neste momento você está se sentindo frustrado, tudo bem. Seu senso de frustração significa que você quer mais do que teve até agora e é bom. Muitas vezes são os obstáculos que nos mostram quem realmente estamos destinados a ser.


Luciana G. Rugani

domingo, 11 de março de 2012

SEGURANÇA PÚBLICA: COMO FICAM AS ESTATÍSTICAS OFICIAIS?

Na semana que passou, Cabo Frio mais uma vez esteve no noticiário com matérias sobre o avanço da criminalidade. A mídia começa a perceber a necessidade de abrir espaço para a discussão do problema, com objetivo de analisar suas possíveis causas e alternativas de solução. Na sexta-feira, o jornal "O Tempo", de Minas Gerais, publicou artigo sobre este assunto, também de muito interesse da população mineira, que tem em Cabo Frio um dos lugares de preferência para suas viagens ao litoral. Ontem, sábado, foi a vez do jornal "O Globo", que trouxe matéria relatando diversos fatos ocorridos.
Vale a pena ressaltar a declaração de uma das vítimas de assalto sobre o estado da infraestrutura da delegacia de Cabo Frio, quando foi mencionado que o registro da ocorrência teve que ser feito no papel pois lá só havia uma máquina de escrever enferrujada. Assim, fica a pergunta: como fica o nível de credibilidade das estatísticas oficiais, já que a delegacia da cidade não possui sequer um computador em que possa armazenar os dados com segurança? Pode-se confiar nas estatísticas oficiais a partir do momento em que temos uma delegacia que possui uma infraestrutura totalmente arcaica para registro das ocorrências?
Abaixo seguem as matérias em referência:

10/03/2012 - Joalheira já foi assaltada oito vezes, duas delas somente este ano

A dona de uma joalheria em Cabo Frio, Ester Magalhães, arruma a loja: a vitrine foi quebrada por ladrões
A dona de uma joalheria em Cabo Frio, Ester Magalhães, arruma a loja: a vitrine foi quebrada por ladrões
RIO – Não é só Niterói que vive um clima de medo crescente nos últimos meses. Nem uma vitrine com vidro semiblindado na joalheria Lapidare, na Rua Major Belegard, no Centro de Cabo Frio, evitou que dois assaltantes atacassem a loja pela oitava vez desde a sua inauguração. Só este ano, o crime ocorreu duas vezes seguidas: em 14 de fevereiro e no dia 1 deste mês. As marcas dos 11 tiros ainda estão na vitrine e na memória da dona da joalheria, Ester Magalhães, que tem a loja há 12 anos. Como se não bastasse o trauma, a comerciante ainda sofre o assédio de pessoas oferecendo segurança privada nos dias após os roubos.
— Eu não vou ceder. Prefiro fechar a loja, caso a segurança pública não dê conta de dar proteção para mim e meus clientes. Eu pago meus impostos e tenho direito a segurança — disse Ester, que espalhou cartazes anunciando uma liquidação na loja e pretende fazer obras para depois decidir o destino do estabelecimento.
O caso é uma amostra da violência que tem assustado quem vive na cidade. A onda de assaltos e homicídios em Cabo Frio não aparece tão claramente nas estatísticas do Instituto de Segurança Pública (ISP), mas moradores apavorados relatam casos. Segundo o ISP, o número de roubos a estabelecimentos comerciais aumentou de quatro, em janeiro de 2011, para sete no mesmo período deste ano. Já o de assaltos a residências cresceu de zero para cinco no mesmo período.
O último roubo na joalheria ocorreu, no dia 1, às 4h25m. Pelas imagens das câmeras, é possível ver dois assaltantes: um com chapéu e outro com uma camisa por cima da cabeça. Inicialmente, eles tentaram quebrar a vitrine, mas não conseguiram. Em seguida, um deles puxou uma pistola e atirou 11 vezes. Irritado pelo fato de as balas não terem atravessado a vitrine, ele decidiu meter o pé no ponto onde havia mais perfurações, abrindo um buraco, por onde retirou produtos expostos, como relógios importados.
Apesar de os dois assaltos terem sido filmados e de os bandidos não usarem luvas, não há qualquer pista deles. No roubo de 14 de fevereiro deste ano, um casal chegou à loja dizendo que queria comprar uma aliança de noiva. O homem levantou a camisa e mostrou uma arma para a filha de Ester, Paula Magalhães.
— Cada caso é pior do que o outro. Já tivemos casos, como o de um funcionário que foi levado como refém, além de troca de tiros. A violência aumentou muito em Cabo Frio. Depois que ocuparam os morros do Rio, os bandidos invadiram nossa cidade. E o pior é que a 126 DP (Cabo Frio) não está preparada. Quando fui registrar o assalto no dia 14, parecia que estava entrando no túnel do tempo. O inspetor usava uma máquina de escrever enferrujada. Ele teve que anotar a ocorrência no papel. E disse que viria depois aqui na loja para usar meu computador. Não veio. Quanto ao último roubo, estamos esperando a perícia até hoje — disse Paula, apontando para as manchas de sangue do ladrão no vidro.
“Foram 40 minutos de terror”, diz comerciante
Outro caso no Centro de Cabo Frio foi o assalto sofrido pela mulher do comerciante Ricardo Ferreira Guimarães, Denise Guimarães, de 49 anos, surpreendida no apartamento por dois assaltantes, há uma semana.
— Os bandidos renderam o porteiro do prédio, que os levou até meu apartamento, onde a minha mulher estava sozinha. Um deles a puxou pelos cabelos, a jogou no chão, amarrou suas mãos e seus pés, além de dar chutes nas pernas dela. Eles gritavam que ela ia morrer. Foram 40 minutos de terror — contou Ricardo.
O comerciante disse ainda que levaram mais de 30 relógios, além de filmadora e máquina fotográfica de sua casa:
— Não aguento mais. Meu filho também já foi assaltado duas vezes.
A PM disse que tem intensificado o patrulhamento. Em nota, informa que houve queda nos índices de homicídios: de 303, em 2006, para 194, em 2011, na 25 Área Integrada de Segurança Pública da região.
Moradores de comunidades carentes de Cabo Frio, como Jacaré e Boca do Mato, controladas por facções rivais, dizem que o número de homicídios cresceu.
— Tivemos que fazer um manifesto para manter o trailer da PM, pois o novo comando quis tirá-lo no fim do mês passado. Ele ficou lacrado por dez dias — contou Claudio da Silva, morador do Jacaré, lembrando que uma menor morreu vítima de bala perdida em novembro, por causa de uma invasão de um grupo rival.
Na Boca do Mato, Carmem Lúcia Francisca, de 42 anos, chora a perda do filho Luan de Matos, de 20:
— Ele era ajudante de pedreiro. Foi morto com 16 tiros no mês passado e me expulsaram do Jacaré. Estamos com medo.
O delegado da 126º DP (Cabo Frio), Sérgio Lorenzi, disse que há uma média de três flagrantes diários na cidade.
— A criminalidade está sob controle em Cabo Frio.
FONTEO Globo

quinta-feira, 8 de março de 2012

DIA INTERNACIONAL DA MULHER!

 Por Hairon Herbert de Freitas

Este é um dia diferente dos outros.
Ele nos faz voltar na história e visitar o passado que pesou tanto nos ombros femininos.
Foram dias difíceis que vêm melhorando na relação direta com a evolução moral e das leis humanas, que capacitam ferramentas para proteção da mulher.
Tento imaginar quantas mulheres foram subjugadas pela bruta força ou que viviam em estado de medo submetidas aos lastimáveis caprichos.
Ainda hoje sabemos que as delegacias de mulheres buscam fazer valer o valor do ser humano, que não pode nunca, mas nunca mesmo, ser submetido a nenhuma violência, seja ela psicológica ou física.
O quanto caminhou a humanidade e o quanto ainda pode fazer para ter a mulher na posição de igualdade de direitos.
Nunca as pessoas podem imaginar que, para um melhorar, o outro precisa piorar.
Este é um temor que envolve uma sociedade ignorante que ainda prevalece em países onde a cultura e a educação não ocupam um lugar de destaque.
Dentro da evolução social, ou melhor, de um povo, a educação está para o governo no ápice da importância, ocupando a pasta do maior valor.
Sempre, em todos os tempos, para subjugar um povo, os déspotas oprimiram e recruzaram a informação que sempre era dada da mesma forma leviana e mentirosa.
Esta homenagem do dia de hoje não é fruto colhido naturalmente como na mangueira ou goiabeira. Foram rios de lágrimas que molharam por muito tempo uma terra infértil e teimosa em gerar bons frutos.
A luz que começa a dar rumos a uma consciência mais justa está sendo determinada pela capacidade que a mulher abraçou, que é capacidade de sentir medo, mas continuar a caminhando.
Isto está envolvendo a todos, pois os bons exemplos femininos estão permitindo que a Mulher e o Homem cresçam em igualdade e em Moralidade.
O momento é absolutamente novo e não cabe mais lastimar um passado que a ignorância acobertava.
Se o medo ou a insegurança de ter ao lado uma grande mulher como: irmã, mãe, amiga, esposa, chefe, for superior a sua educação e ao seu reconhecimento igualitário, seja o que for não perca a oportunidade de crescer como ser humano. Dê um golpe na infantilidade que ainda habita suas entranhas, seja corajoso e permita que o determinante o modifique e o ajude a crescer, se informando e se auto-educando.
Saibamos que o novo não o assustará caso a compreensão e a tolerância o tomem pelas mãos.
A meu ver o dia de hoje é um momento especial para refletirmos na grandeza de espírito que tomaram as grandes mulheres como: Maria de Nazaré, Joanna de Cuza, Madre Tereza de Calcutá, Irmã Dulce, Minha Mãe, Sua Mãe, Minha Esposa, Sua Esposa, Minha Sogra, Sua Sogra, Minha Irmã, Sua Irmã e tantas outras que continuam fazendo um mundo melhor.
Que o Amor impere sempre entre as Mulheres e os Homens e que se reconheçam como peças de fundamental importância na engrenagem da Vida.

8/3/12.

domingo, 4 de março de 2012

FIM DE SEMANA POÉTICO


Para relaxar e dar voz aos sentimentos, de vez em quando farei aqui o "Fim de Semana Poético", quando postarei alguma poesia de minha autoria ou de outros. Hoje segue uma poesia de autoria do meu marido Hairon. Que todos tenham um excelente domingo! Muita paz!
Luciana G. Rugani


Minha vida. Sua vida.

Sou o que existe de melhor;
Como você é o que existe de melhor.
Sou diariamente uma pessoa que procura ser boa;
Como você é diariamente uma pessoa que procura ser boa.
Sou uma pessoa que não quer reconhecer o que é: ora com raiva, ora com medo, ora ansiosa;
Como você é uma pessoa que não quer reconhecer que é: ora com raiva, ora com medo e ora ansiosa.
Sou uma pessoa em alguns momentos alegre, devotada e amorosa;
Como você também o é: em alguns momentos alegre, devotada e amorosa.
Assim é que sou uma pessoa desequilibrada, boa, alegre e ansiosa;
Mas você pode ser diferente: alegre, desequilibrada, ansiosa e boa.
Quem melhor sabe o que somos e não reconhecemos que somos?
Sou então igual a você:
Sua imagem e seu reflexo.
Minha luz;
Sua Luz...
Com muito amor.
Hairon 27/2/12
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