domingo, 31 de março de 2013

DIA DA LIMPEZA: UMA TONELADA DE LIXO RECOLHIDA DAS PRAIAS

O Dia da Limpeza, realizado ontem nas praias do Peró e Conchas e no Morro do Vigia, novamente foi sucesso. 

Com a participação de um número cada vez maior de pessoas, todas voluntárias, o movimento tem conquistado a participação de cidadãos, turistas e jovens, o que é de grande valia pois o objetivo maior  é justamente promover a conscientização ambiental, alertar para a importância vital de preservação de nossas praias. A ideia vem sensibilizando também os empresários. Já são muitos os empresários e comerciantes locais que apoiam o movimento. A Cooperforte, cooperativa de coleta seletiva de Cabo Frio, participou com sua tenda de coleta para reciclagem. Ontem, os voluntários conseguiram recolher 1 (uma) tonelada de lixo.

Por muitos anos, quando a sociedade humana ainda não tinha noção da necessidade da preservação ambiental, nossa natureza foi duramente agredida, sofrendo em silêncio danos irreversíveis. De alguns anos para cá, nossa sociedade evoluiu e tomou consciência da necessidade de se preservar o meio ambiente. Qualquer empreendimento não pode ir pra frente sem que seja estudado e devidamente avaliado o impacto ambiental que advirá de sua implantação. Surgiram diversos movimentos alertando para o perigo de extinção de espécies variadas, e, em relação às nossas praias, um dos problemas mais gritantes é o lixo deixado na areia e que vai direto para o mar, servindo de alimento tóxico causando a morte de diversas espécies de animais e por fim ocasionando o desequilíbrio de todo o ecossistema marinho. O movimento voluntário "Ondas do Peró" é um destes movimentos surgidos a partir de um grupo de pessoas conscientes da necessidade de preservação de nossas praias e da importância de manter vivo um processo de conscientização cada vez mais amplo e colaborador na formação cidadã. Movimentos como estes são a voz da natureza nos dias de hoje. Nossa sociedade brasileira ainda tem muito que crescer no sentido da participação cidadã, ainda tem muito que se conscientizar da importância de mudarmos o foco, ampliá-lo, passando a olhar ao nosso redor ao invés de somente para nossos próprios umbigos. Nossa sociedade ainda possui o velho hábito individualista impregnado ao seu viver. Nos países de primeiro mundo a noção de cidadania e o voluntariado é mais forte, há uma maior capacidade de mobilização em torno de interesses coletivos. Mas, a cada dia os movimentos voluntários  no Brasil vão ganhando mais adeptos, vai tomando força a noção de cidadania. E isso podemos verificar através do próprio trabalho do "Ondas". A cada "Dia da Limpeza" promovido é maior a participação das pessoas e importantes canais da imprensa abrem cada vez mais seu espaço para divulgação do trabalho do movimento, como, por exemplo, a matéria de hoje no "O Globo" (ver neste link: http://oglobo.globo.com/rio/dia-da-limpeza-recolhe-uma-tonelada-de-lixo-em-praias-de-cabo-frio-7990114?fb_action_ids=232028583602144&fb_action_types=og.recommends&fb_source=aggregation&fb_aggregation_id=288381481237582 )

Então, é fato que nossa sociedade se sensibiliza cada vez mais com o trabalho e se conscientiza da importância de participar. Esta é uma tendência irreversível. E toda participação cidadã que estimula a colaboração de cada um em prol da causa de todos deve ser incentivada e prestigiada.

Para vivermos em cidades mais limpas e mantermos nossas praias vivas, somente com a participação de todos é que isso será possível.

Luciana G. Rugani

fotos : Ondas do Peró






sábado, 30 de março de 2013

PROJETO "PRAIA ACESSÍVEL" EM CABO FRIO


A garantia de acessibilidade aos deficientes e pessoas com dificuldades de locomoção é algo que vem crescendo em todo o mundo, principalmente nos países mais desenvolvidos. No Brasil, há muitos grupos organizados divulgando e ajudando na conscientização sobre o assunto. O poder público muito vagarosamente vem tomando algumas medidas, mas a situação geral ainda deixa muito a desejar, principalmente para os deficientes visuais e auditivos.

Neste sábado, a cidade de Cabo Frio - RJ deu um grande passo em sua política de acessibilidade. Foi implantado o projeto "Nossa praia - Praia para todos".

Trata-se de um projeto constante do plano de governo do prefeito Alair Corrêa, destinado a possibilitar a acessibilidade às praias para deficientes físicos e pessoas com dificuldades de locomoção. Estas pessoas poderão contar com cadeiras-anfíbio para que possam tomar banho de mar, além do acompanhamento de dois profissionais de Educação Física e um fisioterapeuta.
O projeto funcionará nos finais de semana, na Praia do Forte. E durante os períodos de férias, funcionará todos os dias.

Eu vejo a promoção da acessibilidade como uma iniciativa maravilhosa que vai muito além de facilitar o ir e vir do público alvo do projeto. Promover a acessibilidade é trazer mais segurança, alegria, socialização e aumento da autoestima de pessoas que muitas vezes acabam excluídas de diversas atividades por falta de condições físicas necessárias. No dia-a-dia, gestos que para nós são tão simples costumam ser muitas vezes impossíveis para elas. Sair, andar pela cidade, tomar um banho de mar, quantas pessoas acabam privadas de tudo isso e passam a se sentir excluídas e deprimidas. Agora, vivendo em uma cidade mais acessível, com seus espaços públicos devidamente adaptados, essas pessoas sentirão mais segurança e apoio para suas atividades, naturalmente ressurgirá nelas a força, a alegria e a vontade de aproveitar novas oportunidades Se sentirão mais livres, e essa liberdade fará com que consigam se redescobrir através da superação de suas limitações.

A acessibilidade visa humanizar nossas cidades. E é para todos nós, não só para deficientes físicos, pois todos nós estamos sujeitos a ter dificuldades de locomoção por qualquer motivo, até mesmo pelo avançar da idade. 

Qualquer medida para facilitar o ir e vir é bem-vinda e merece ampla divulgação. 
Parabéns, Cabo Frio! Parabéns por ser mais uma cidade a entrar na lista das cidades com praias acessíveis no Brasil! Desejo que a acessibilidade se amplie por todos os locais públicos, e que a cada dia mais e mais cidades possam fazer o mesmo.

Luciana G. Rugani

domingo, 24 de março de 2013

DIA 30 DE MARÇO - DIA DA LIMPEZA - PERÓ, CONCHAS E MORRO DO VIGIA


Dia 30 de março, próximo sábado, acontecerá mais um "DIA DA LIMPEZA", na Praia do Peró, Praia das Conchas e Morro do Vigia. Após o mutirão da limpeza, haverá uma caminhada ecológica.

Trata-se de um movimento voluntário formado pela união de pessoas interessadas na preservação de nossas praias. A participação é aberta a todos que estiverem dispostos a dar sua colaboração em prol desta causa.

E todos são bem-vindos, inclusive crianças e jovens, pois haverá também explicações sobre as novas espécies encontradas na Praia das Conchas e bate-papo sobre histórias e lendas do Morro do Vigia.



Movimentos como estes são essenciais, pois vivemos hoje em um mundo agitado, com cidades repletas de problemas ambientais, crescimento desordenado, predomínio de interesses particulares em prol de interesses comuns, um poderio financeiro esmagador e cego à realidade de que a natureza não se renova a ponto de conseguir suprir a ganância ilimitada de alguns seres humanos. Dessa forma, os movimentos voluntários são a voz da natureza nesse contexto. É através deles que ela se faz ouvir. Por isso costumo dizer que nossa esperança está na participação de jovens e crianças nestes movimentos para formação de gerações com maior consciência ambiental cidadã. 

Participar destes movimentos é realizar uma reflexão ativa em torno da preservação ambiental. É interromper um pouco o ritmo vertiginoso da agitação comum e dedicar algumas horas a um outro foco, é ouvir o clamor da natureza e retribuir uma pequena parte do tanto que ela nos oferece. Cada um dando sua contribuição participativa, como formigas em um grande formigueiro, e no final o ganho é de todos. 

Vale a pena participar e divulgar!

Luciana G. Rugani

quinta-feira, 21 de março de 2013

O BREVE INSTANTE QUE É VIVER


E as cortinas se fecham para mais um grande artista de nossa música brasileira. O show acabou, o palco está vazio. Aquela voz que atingia direto os nossos corações com canções plenas de amor e poesia se calou. Emílio Santiago se foi. 

Custei a acreditar quando li a notícia na internet hoje cedo. Somente três dias antes de sofrer um AVC, o cantor compareceu ao programa "Encontro", da Rede Globo. Cantou, sorriu, conversou. Com todo ânimo, cheio de planos e alegria. 

Esse fato mais uma vez me levou a pensar em como é breve nosso instante aqui na Terra! Somos parte de uma engrenagem universal e infinita, que tem seus porquês desconhecidos para nós. Podemos relativamente controlar nosso carro no trânsito, nosso trabalho, nossos exames de saúde preventivos, mas não podemos controlar nem imaginar quando chegará aquele instante do basta, o "The End" do livro da vida, ou a passagem, a transformação. Quanta saudade antecipada me bate no coração!! Saudade do já vivido, e saudade dos que ficarão ou partirão.

Ainda que nos transportemos para outras dimensões, esta etapa, esta vivência com suas peculiaridades,  com seus próprios momentos, esta não voltará. Se algumas vezes estranhamos uma mudança de emprego, uma mudança de país, imagina só como não estranharemos esta mudança maior...

Penso agora no tempo atual. Por que não haver mais compreensão, mais aceitação do outro... por que fechar os corações a sentimentos, a amizades, por que fechar as portas para aqueles que chegam até nós compartilhando seu ser, trocando experiências. Por que se fechar em "se's", "porém's", "talvez"... se vivemos aqui algo que pode ser reduzir somente a um átimo. Para que tanta empáfia reduzindo a amplitude de nossa já tão curta e breve estada por aqui? Por que não corações abertos ao diferente, ao estrangeiro, ao possível amigo que a vida fez cruzar nosso caminho? 

É impressionante o quanto apequenamos nossa passagem por aqui. Nossa sociedade opressiva, ditando padrões, comportamentos... Protocolos, etiquetas, normas sociais que reforçam preconceitos. Relações por conveniência e interesse, aproximação ou rejeição de alguém conforme o meio em que vive, quando  o que deveria prevalecer seria a afinidade sentida ou percebida após dar-se a chance de relacionar.

Nosso instante é breve. Somos breves. Somos passageiros em viagem no trem da vida. Mas infelizmente somos cegos a esta realidade. Sabemos pela razão, mas nosso coração teima em não aceitar e nós teimamos em continuar com nossos preconceitos, com nosso afastamento do outro simplesmente porque o outro não pensou ou agiu como nós agiríamos, ou simplesmente por medo da aproximação do outro. Não perderemos nada em abrirmos nosso coração para que o outro chegue, o que temos aqui nos é dado por empréstimo e assim será enquanto tivermos merecimento para possui-lo. Não há que temer e isolar aproximações. E cada um é livre pra pensar, dizer e agir diferente, isso não deve ser empecilho para relacionamentos.

Paradoxos: a brevidade da vida pode fazer com que nossa viagem por aqui seja mais intensa e mais verdadeiramente vivida, desde que compreendamos nossa posição de relativo, ou pouco controle mas, ao mesmo tempo, com um poder incrível de transformar e eternizar. Jogando fora os melindres, os medos, os receios de perder espaço para o outro e caminhando leves, com peito aberto ao que ou a quem vier, com coragem, alegria, aceitação e acolhimento, estou certa de que, quando chegar nosso momento, teremos a impressão e a certeza de termos vivido muito mais do que vivemos. E, assim, levando conosco sentimentos vividos ao invés de regras sociais, bloqueios e blindagens impeditivas de um real viver, teremos realmente eternizado nossas relações e nossas experiências.

Só nos resta então transformarmo-nos...

Uma boa noite

Luciana G. Rugani

segunda-feira, 18 de março de 2013

O PATO COM MENTE HUMANA


O PATO COM MENTE HUMANA

ECKHART TOLLE 


Em O Poder do Agora, citei minha observação de que dois patos, depois de um confronto, que nunca demora muito, separam-se e afastam-se em direções opostas. 

Em seguida, cada um deles bate as asas vigorosamente algumas vezes, liberando assim o excesso de energia acumulada durante a luta. Depois disso, eles nadam em paz, como se nada tivesse acontecido.

Se o pato tivesse a mente de um ser humano, ele conservaria a luta viva no pensamento por meio de uma história. 

Provavelmente, ela seria assim: "Não acredito no que ele acabou de fazer. Ele chegou a poucos centímetros de mim. Pensa que é o dono do lago. Não tem consideração pelo meu espaço privado. Nunca mais vou confiar nele. Da próxima vez, ele vai fazer a mesma coisa só para me aborrecer. Tenho certeza de que já está tramando alguma coisa. Mas não vou suportar isso de novo. Vou ensinar a ele uma lição de que não vai se esquecer."

Dessa forma, a mente cria suas histórias, uma atrás da outra, e continua pensando e falando sobre elas durante dias, meses ou anos. 

No que diz respeito ao corpo, a luta continua. E a energia que ela (mente) produz em resposta a todos esses pensamentos são as emoções que, por sua vez, suscitam mais pensamentos. 

Isso se torna, o pensamento emocional do ego.

Podemos imaginar quanto a vida do pato se tornaria problemática se a mente dele fosse humana. Todavia, é assim que as pessoas vivem na maior parte do tempo.

Nenhuma situação, nenhum acontecimento, jamais termina de verdade. A mente e o "eu e a minha história", criado pela própria mente, se encarregam de dar continuidade ao processo. 

Nós somos uma espécie que tomou o caminho errado. Tudo o que é natural, todas as flores e árvores, assim como todos os animais, teriam importantes lições a nos dar se parássemos, olhássemos e escutássemos. 

A lição do pato é a seguinte: bata suas asas - isto é, "deixe a história pra lá"- e retorne para o único lugar importante: o momento presente.

Eckhart Tolle em "O Despertar de uma Nova Consciência" - pág 123.

Fonte: http://stelalecocq.blogspot.pt/2012/06/eckhart-tolle-o-pato-com-mente-humana.html

terça-feira, 12 de março de 2013

CRISE: OPORTUNIDADE DE MUDANÇA

A crise pode ser uma oportunidade de mudança

Por Katia Horpaczky - Psicóloga


Em chinês e nos negócios, essas duas palavras são uma só. Num momento desfavorável, teremos sempre a chance de escolher: ou renascemos da crise ou nos afundamos nela.

Antes de qualquer coisa, vale acreditar que é preciso, sim, preparar-se para crises. Sempre é possível descobrir caminhos promissores mesmo que eles estejam escondidos em momentos desfavoráveis. Isso é o que diz a milenar sabedoria chinesa onde o mesmo ideograma significa crise e oportunidade. Ou seja, a milenar sabedoria chinesa aponta que por trás de cada crise está oculto um momento de oportunidade. É nesses momentos de crise, dificuldade financeira ou mesmo falta de perspectiva, que devemos ficar atentos ao que realmente sentimos e às saídas que a vida nos mostra. Às vezes, as oportunidades ficam ocultas pela nossa inércia, pela desesperança ou até mesmo pelo medo.

A crise será uma porta para a auto-descoberta, para o auto-conhecimento a medida que somos forçados a buscar soluções, a rever posições, a arriscar e conquistar novos espaços. Talvez, não porque queremos, mas porque não existe outra possibilidade. Todos nós temos vários talentos. Momentos difíceis são propícios para desenvolver talentos adormecidos e esquecidos.

A maior chance de sucesso apóia-se no otimismo e na forma de olharmos as crises. Podemos dizer que a metade do caminho está percorrida se mantivermos o foco positivo na resolução dos problemas e no aprendizado que está embutido na experiência desfavorável, como a cultura oriental, especialmente a chinesa, nos ensina há milênios.

Quero salientar que outro cuidado que devemos ter sempre é nunca esquecermos das muitas qualidades e não deixar que a auto-estima fique abalada pelas dificuldades, sejam elas quais forem.

As oportunidades surgem de onde menos se espera

O “desespero é desperdiçar as oportunidades”, dizia Richard Bach, autor de “Fernão Capelo Gaivota”. As oportunidades que surgem são fruto de nosso empenho, talento, motivação e capacidade de agir e ir à luta. Valorize suas conquistas e não superdimensione os obstáculos e as dificuldades.

Para transformarmos a crise em oportunidade precisamos de:

Discernimento para separar as crises reais das imaginárias e distinguir o “simplesmente mudar” do “mudar para melhor”. 
Flexibilidade para aprender a curvar-se diante dos fatos mesmo quando confrontados com os argumentos mais sólidos. 
Ousadia para tentar e arriscar. 
Criatividade fazer diferente para evoluir. 
Coragem para dominar o medo, para realizar escolhas, para abdicar da estabilidade infeliz, para combater a hesitação e a acomodação. 

Você faz o que te dá medo e ganha coragem depois. Não antes. É assim que funciona.

REFLEXÃO A PARTIR DA QUESTÃO DOS ROYALTIES EM CABO FRIO

Considerando que tudo o que ocorre conosco tem sempre um significado e algo de bom a extrair, resolvi, passados estes primeiros dias quando a emoção tomou conta das redes sociais em relação à derrubada do veto ao projeto dos royalties, fazer uma reflexão mais profunda e racional em torno do assunto em relação à cidade de Cabo Frio, da seguinte forma:

O veto foi derrubado. É fato ocorrido e que não pode ser mudado, a não ser por via judicial. Para isso, já foi tomada a decisão de recorrer ao STF quando a lei for publicada. O prefeito Alair Corrêa fez sua parte, enquanto líder de uma região, ao conclamar a população para protestar. Assim que todas as ações que poderiam ser tomadas pelos interessados, incluindo aí o prefeito Alair, foram tomadas ou, em relação à ação no Supremo, serão tomadas na hora certa, portanto tudo o que era possível ser feito foi feito.

Ler um artigo do blog www.blogdoalaircorrea.com.br (http://blogdoalaircorrea.com.br/aos-nossos-funcionarios/onde consta o aviso do prefeito aos funcionários de que haverá o corte do ponto de funcionários ausentes, me levou a refletir na atualidade da administração pública da cidade, e, ainda que este post não tenha ligação com a questão dos royalties, possibilitou que eu enxergasse este tema sob outro prisma.

Durante os últimos anos, o que temos visto foi retorno zero da aplicação do dinheiro dos royalties na cidade. Todos nós percebemos isso, foi notório o quanto que a cidade bilionária ficou a dever em relação aos serviços essenciais e à qualidade de vida em geral. Totalmente em desacordo com sua arrecadação. Então, quem sabe agora, com essa virada dos royalties, não seria o momento de começar uma nova forma de administrar, uma mudança no modo de enxergar a máquina pública cabo-friense. Por quantos anos ela tem sido vista como fábrica de portarias, e quantos talvez tenham ficado mal-acostumados com essa postura de receber sem trabalhar devidamente. Quantos maus hábitos funcionais e administrativos provavelmente tenham ficado encrustados na administração!

A antiga sabedoria chinesa nos ensina que por trás de toda crise há uma oportunidade de crescimento, desenvolvimento de novas aptidões e talentos. Aplicando esse ensinamento à questão, talvez este seja o momento de inovar, criar uma gestão moderna e eficaz com parâmetros objetivos a serem cumpridos, além de desenvolver de verdade a aptidão turística da cidade. E continuando, eu pensei: mas para realizar essa transição e esse crescimento a partir de um momento de crise, é preciso que a cidade esteja sob o controle de alguém firme, de boa capacidade administrativa, com experiência e determinação. Então cheguei à conclusão de que não é sem razão que tudo isso foi acontecer justamente agora em que Alair está no comando, pois sabemos, por suas administrações anteriores, que ele possui os requisitos necessários para conseguir bem aproveitar este momento, transformando-o de crise em oportunidade. Tudo caminhou de forma a acontecer agora e no momento em que ele está como prefeito. Se tivesse ocorrido em outro tempo, talvez aí sim as consequências seriam desastrosas. Mas não. Tudo convergiu para que a cidade estivesse sob seu comando ao passar por essa crise. Ao ler o recado do prefeito para os funcionários, cheguei a essa conclusão: só mesmo um prefeito com coragem de reorganizar e de moralizar a administração será capaz de fazer a cidade rever suas prioridades, se reorganizar e se desenvolver a partir dessa crise.

Alair, como prefeito, fez e está fazendo o papel que lhe cabe na defesa da questão. Me lembrou um dos momentos de nossa história, inclusive vivido por seu pai, na época da campanha “o petróleo é nosso”. Como prefeito e líder de uma região está cumprindo seu papel. Agora a questão será decidida no Judiciário. Enquanto isso, creio que agora é o momento de se refletir em torno dessa questão: quem sabe este seja o momento de Cabo Frio forçosamente vir a desenvolver-se a partir de alicerces mais sólidos com uma nova visão administrativa, formação de novos hábitos e nova consciência em relação aos fins da máquina pública. Hoje é Alair quem está no governo. No futuro, não sabemos quem será, por isso é importante que os pilares de uma administração eficaz estejam firmes para que, independente de quem entre futuramente, a cidade já esteja mais firme, com oportunidades desenvolvidas e, portanto, menos dependente do perfil pessoal do futuro governante, para que não venha a ocorrer o que ocorreu nos últimos anos.

Além disso, nada é por acaso. Nada acontece sem uma razão maior de ser. O comando da cidade estar nas mãos de Alair neste momento só vem reforçar o fato de ele ter o perfil e a capacidade exigidos para esta tarefa de renovação. Só ele poderá agora colocar a cidade nos trilhos da administração renovada e eficaz, e fazer com que funcionários e cidadãos tenham mais respeito pelo papel da gestão pública.

Não estou aqui dizendo que tudo isso é fácil. Não é. Exige muita firmeza, decisão, comprometimento, experiência e capacidade, características que sabemos que o prefeito possui. Sei muito bem a gravidade do momento e o quanto nossa cidade poderá perder em termos de recursos a curto prazo. Mas quero justamente que Cabo Frio supere esta fase da melhor maneira e que possa extrair algo de bom desse fato para que, a longo prazo, o balanço final seja positivo. As ações práticas necessárias, como eu disse acima, foram e serão devidamente tomadas pelos prefeitos e governadores dos estados produtores. Então só resta parar e pensar o que podemos extrair de positivo disso tudo, qual caminho nos cabe escolher daqui pra frente, independente da decisão que possa vir do STF. Creio que agora é o momento do choque de despertar para esta reflexão, mesmo que o Supremo decida a favor dos estados produtores. É o sinal de que é necessário transformar, renovar os hábitos da administração. Tudo converge para isso nesse instante.

Fica aqui então o pensamento de uma cabo-friense que deseja apenas que Cabo Frio caminhe para frente e que supere este problema reerguendo-se ainda mais forte e amadurecida. E que Alair Corrêa seja inspirado e abençoado com muita luz e muita força para que consiga conduzir a cidade neste momento tão crucial e transformar este obstáculo em impulso para um grande salto na administração da cidade.

Luciana G. Rugani

sexta-feira, 8 de março de 2013

FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER!



Por Hairon Herbert de Freitas

Este é um dia diferente dos outros.
Ele nos faz voltar na história e visitar o passado que pesou tanto nos ombros femininos.
Foram dias difíceis que vêm melhorando na relação direta com a evolução moral e das leis humanas, que capacitam ferramentas para proteção da mulher.
Tento imaginar quantas mulheres foram subjugadas pela bruta força ou que viviam em estado de medo submetidas aos lastimáveis caprichos.
Ainda hoje sabemos que as delegacias de mulheres buscam fazer valer o valor do ser humano, que não pode nunca, mas nunca mesmo, ser submetido a nenhuma violência, seja ela psicológica ou física.
O quanto caminhou a humanidade e o quanto ainda pode fazer para ter a mulher na posição de igualdade de direitos.
Nunca as pessoas podem imaginar que, para um melhorar, o outro precisa piorar.
Este é um temor que envolve uma sociedade ignorante que ainda prevalece em países onde a cultura e a educação não ocupam um lugar de destaque.
Dentro da evolução social, ou melhor, de um povo, a educação está para o governo no ápice da importância, ocupando a pasta do maior valor.
Sempre, em todos os tempos, para subjugar um povo, os déspotas oprimiram e recruzaram a informação que sempre era dada da mesma forma leviana e mentirosa.
Esta homenagem do dia de hoje não é fruto colhido naturalmente como na mangueira ou goiabeira. Foram rios de lágrimas que molharam por muito tempo uma terra infértil e teimosa em gerar bons frutos.
A luz que começa a dar rumos a uma consciência mais justa está sendo determinada pela capacidade que a mulher abraçou, que é capacidade de sentir medo, mas continuar a caminhando.
Isto está envolvendo a todos, pois os bons exemplos femininos estão permitindo que a Mulher e o Homem cresçam em igualdade e em Moralidade.
O momento é absolutamente novo e não cabe mais lastimar um passado que a ignorância acobertava.
Se o medo ou a insegurança de ter ao lado uma grande mulher como: irmã, mãe, amiga, esposa, chefe, for superior a sua educação e ao seu reconhecimento igualitário, seja o que for não perca a oportunidade de crescer como ser humano. Dê um golpe na infantilidade que ainda habita suas entranhas, seja corajoso e permita que o determinante o modifique e o ajude a crescer, se informando e se auto-educando.
Saibamos que o novo não o assustará caso a compreensão e a tolerância o tomem pelas mãos.
A meu ver o dia de hoje é um momento especial para refletirmos na grandeza de espírito que tomaram as grandes mulheres como: Maria de Nazaré, Joanna de Cuza, Madre Tereza de Calcutá, Irmã Dulce, Minha Mãe, Sua Mãe, Minha Esposa, Sua Esposa, Minha Sogra, Sua Sogra, Minha Irmã, Sua Irmã e tantas outras que continuam fazendo um mundo melhor.
Que o Amor impere sempre entre as Mulheres e os Homens e que se reconheçam como peças de fundamental importância na engrenagem da Vida.

8/3/13.

sábado, 2 de março de 2013

DESAHOGO


Hay días en que uno se cansa
Se cansa de sonreir sin querer,
De estar de pie sin querer
De no he tenido nada  que le bien sucedió,
De vivir la vida entera  por detrás de las máscaras de la felicidad
De vivir solo, sin nadie que le pueda oír.
Hay días en que uno se cansa,
De vivir en el vacío constante,
Vacío que a cada dia se hace más insuportable.
Soy como un ser errante
Que vive por vivir, día tras día .
El silencio es mi compañero.
A veces sueño, miro um camino, sigo por ello,
Pero siempre hay algo que llega y me dice: listo! Vás solamente hasta este punto.
Es lo que me parece pues personas se callan, otras se van, el apoyo que no logro tener.
Al final el caminho se vuelta ao vacío.
Así que es mi destino
Y que Dios lo guarde, pues El es quien lo conduce.
Ya hice todo lo posible, todo lo que podría para cambiarlo, todo lo que tenia en mis manos..
pero cuando no es para ser, no lo es.
Así sigo errante, viviendo por vivir,
intentando entender las razones,
intentando aceptar todo aquillo,
que ya no puedo cambiar.

Luciana G. Rugani

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