terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

EMBAIXADORES DA ALEGRIA: CARNAVAL COMO FERRAMENTA DE INCLUSÃO

Estamos na semana que antecede o carnaval, por isso hoje eu gostaria de aproveitar para falar um pouco pra vocês sobre um lindo trabalho realizado com deficientes na cidade do Rio de Janeiro, e que tem o carnaval como instrumento. 

Trata-se da "Embaixadores da Alegria", uma organização social, fundada em 2006, que visa promover a inclusão social e emocional dos deficientes através do carnaval. O inglês Paul Davies (hoje presidente de honra da escola), amante do samba e da cultura carioca, teve uma grave crise na coluna que o impossibilitou de desfilar. A partir deste seu sofrimento momentâneo, colocou-se no lugar daqueles que perpetuamente se encontravam impossibilitados de curtir o carnaval e surgiu a ideia de fazer uma escola de samba para pessoas com qualquer tipo de deficiência. Uniu-se, então, ao empreendedorismo de Caio Leitão (atual presidente da escola) e estava pronta a fórmula de sucesso de um maravilhoso trabalho social.

A "Embaixadores" é uma escola de samba composta por deficientes e que todos os anos abre o desfile das campeãs no carnaval do Rio. Mas seu trabalho adquiriu maior amplitude, indo muito mais além das atribuições de uma escola de samba. Suas ações se dão em duas frentes: cultural e social.

No âmbito cultural, através da escola de samba e das oficinas profissionalizantes de carnaval, com atividades teóricas e práticas relacionadas ao assunto, há a preocupação de capacitar seus alunos e abrir-lhes possibilidades de emprego. Há também a promoção de eventos e encontros variados durante o ano, inclusive eventos internacionais. No âmbito social, busca-se a inclusão emocional e social dos alunos, inclusive com um núcleo de atendimento especializado para seus amigos e familiares. São prestados também serviços de acompanhamento psicológico, consultoria jurídica e palestras motivacionais aos participantes do projeto.


Neste ano, o enredo da escola será "Mãe da Alegria", em homenagem a todas as mães, especiais ou não. A imagem ao lado é a foto da camisa que será usada no desfile, e nela encontramos pequenas fotos de todas as mães participantes. Entre elas, encontra-se a foliona Elizabeth Marge, animadíssima e incansável batalhadora pela causa da acessibilidade na capital. Beth, a carioca mais cabo-friense que conheço, e, assim como eu, uma cabo-friense de coração, também contribuiu bastante para que, anos atrás, a ideia da acessibilidade germinasse e ganhasse força na cidade de Cabo Frio, no interior do estado do Rio. Hoje o assunto faz parte da agenda de políticas públicas da cidade. 

Vale assistir ao vídeo abaixo para conhecer um pouco mais sobre este maravilhoso trabalho de cidadania que busca, antes de tudo, promover a alegria e a autoestima dos deficientes. É, sem dúvida nenhuma, uma ideia que merece ser  bastante divulgada e que seria muito interessante se dela fossem geradas iniciativas semelhantes por este Brasil afora.

Luciana G. Rugani
 

http://www.youtube.com/watch?v=GN2Nsl6I52U
Caio Leitão (presidente) e Paul Davies (presidente de honra)

Isabel Kuster, Elizabeth Marge e Juliana Marge

Camila Rodrigues, responsável pelas coreografias 

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