terça-feira, 16 de agosto de 2016

CABO FRIO OFERECE PRESS TRIP AOS JORNALISTAS QUE ESTÃO COBRINDO OS JOGOS OLÍMPICOS RIO 2016

Os jornalistas conheceram um pouco de Cabo Frio na mostra de seus produtos e eventos no Rio 



No dia de ontem (15) foi realizado o primeiro Press Trip em Cabo Frio com 12 jornalistas do Canadá, França, Colômbia e Estados do Brasil que estão cobrindo as Olimpíadas Rio 2016. A ação procura cada vez mais ampliar a divulgação e a promoção do destino de Cabo Frio.



Um Press Trip é uma viagem para a imprensa. Um tourfechado que leva um grupo de jornalistas para conhecer as atrações turísticas ou os serviços de algum lugar. 

Durante todo o dia, o grupo percorreu um roteiro que abrangia atrativos naturais, culturais e de compras na cidade cabofriense.



Os jornalistas conheceram um pouco de Cabo Frio na mostra de seus produtos e eventos no Rio Mídia Center. Eles visitaram o Pólo Moda Praia, que montou uma exposição com a temática Olímpica. Também apreciaram o projeto "Biquíni Veste Mais", uma oficina de reaproveitamento de lycra, transformando-a em souvenirs, bijuterias e etc.



Os jornalistas se encantaram com uma mostra do Festival Internacional de Dança e degustaram um vinho oferecido pelo Festival Gastronômico "Sabores" de Cabo Frio. Após as apresentações, se inscreveram para visitarem a cidade e conhecer um pouco mais de seus atrativos e produtos.

Catherine Roubaud, correspondente francesa, que cobriu também a Jornada Mundial da Juventude e a Copa do Mundo no Brasil, gostou muito do que conheceu e ficou encantada com a transparência da água e a vegetação preservada na Boca da Barra.

"Que lugar é esse? Lindo, simplesmente lindo!", declarou a jornalista, ao fazer uma trilha subindo o morro da Boca da Barra, prometendo retornar à cidade após o período dos jogos olímpicos.



Os próximos Press Trips estão agendados para os dias 18 e 22 de agosto. Sendo o dia 22, com pernoite em Cabo Frio. As ações doPress Trip estão sendo viabilizadas pela Superintendência Municipal de Turismo em ação com a Turisrio, Secretaria Municipal de Planejamento, Convention & Visitors Bureau, Pólo de Moda Praia, SEBRAE e empresários do trade turístico da cidade.


Texto: Marianne Rodrigues 
Fotos: site da PCF

O VOTO É MESMO UM INSTRUMENTO DE MUDANÇA?


Chegou o período eleitoral. Época de propaganda de candidatos e também de divulgação do pleito pelo governo. 

Como sempre acontece nessa época, a divulgação do governo resume-se a algumas propagandas do TSE mais simples, que não costumam entrar a fundo na realidade das questões práticas relativas ao voto. Não costumam abordar troca de voto por vantagens, voto de cabresto, puxadores de voto, candidatos "rabiola", candidatos figurantes, etc..etc.. Até parece que nada disso existe no Brasil!

Não são poucos os brasileiros que veem a eleição como um negócio rentável. Não é pequeno o número de pessoas que trocam seu voto por benefícios diversos, seja dinheiro, cesta básica, favores, cargos, etc. Algumas pessoas, quando convidadas por outras para apoiar esse ou aquele candidato, costumam dizer algo como: "mas o que eu ganho em apoiá-lo, que que vou ganhar com isso?"

Em um país onde temos significativa parcela dos brasileiros condicionando seu voto a benefícios, a pressões diversas às quais são submetidos, podemos dizer que nossa esperança de mudança de toda essa sistemática que temos hoje no mundo político reside no voto? Podemos dizer, como afirmam muitas propagandas oficiais sobre eleição, que estamos fazendo valer nosso direito e fazendo ouvir nossa voz? 

Acho que já é tempo de nosso TSE e nossa mídia abordarem o assunto de forma mais realista, chamando a atenção para fatos concretos que sabemos que ocorrem de norte a sul de nosso Brasil, . Como diz o professor Osmar Ventris: "O mesmo eleitor que critica e pede moralidade e ética, é o mesmo que pede para "quebrar seu galho" ignorando a moralidade e a ética! O mesmo eleitor que critica e abomina a corrupção, elege corruptos, vende seu voto, busca favorecimentos imorais para si e sua família. O problema não é do eleitor ou do político eleito. O problema é cultural! Daí, não adianta trocar os políticos nem os partidos políticos, porque os substitutos repetirão os mesmos vícios dos anteriores, lembrando que os políticos são cidadãos eleitos livremente em voto secreto por outros cidadãos, dentre os quais, muitos sonham com o poder político, não para o bem comum, mas para melhorar de vida! Cultura não muda do dia para a noite".

São necessárias campanhas educativas mais de acordo com nossa realidade. Campanhas que busquem alertar para o fato de que um benefício recebido aqui a curto prazo, em troca do voto, pode significar total estagnação no dia de amanhã. Campanhas que esclareçam que o voto é o registro de uma vontade, e uma vontade para ser real deve ser livre. O voto deve ser um instrumento de opção consciente, pois um ser humano só é livre verdadeiramente quando tem sua vontade e consciência respeitadas. E só um ser humano livre é capaz de, amanhã, analisar, opinar e reivindicar ações não realizadas pelo Poder Público.

Nossa sociedade precisa buscar um amadurecimento moral, exercitar um proceder menos individualista e mais social. Isso que precisa ser trabalhado nas campanhas de divulgação realizadas pelo governo, de forma real e direta, sem fingir que não existem estas mazelas. 

O voto será nossa esperança de mudança somente quando for algo realmente legítimo, e a legitimidade do voto só acontece quando ele materializa nossa vontade real, consciente e íntima, caso contrário seguiremos na mesma hipocrisia que tanto tem caracterizado as campanhas oficiais.

Luciana G. Rugani
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