quinta-feira, 21 de setembro de 2017

LUTA E CONQUISTAS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

por Luciana G. Rugani - Vejo as datas comemorativas como lembretes para trazermos à tona temas de interesse da sociedade, oportunidade para organizarmos calendários de debates e reflexão sobre a diversidade de temas sociais.
Hoje, além do "Dia da Árvore", é também o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Elizabeth Marge, incansável batalhadora pela causa da acessibilidade, enviou para nosso blog um texto sobre o assunto onde ela faz uma reflexão sobre toda a luta e as conquistas obtidas nos últimos 17 anos. 
Com a palavra, Elizabeth Marge:


Luta e Conquistas das Pessoas com Deficiência

Por Elizabeth Marge

Quando, há 17 anos, nos reunimos nesta mesma praça para elaborarmos em conjunto com outros deficientes os rumos que tomaríamos em relação à acessibilidade da cidade, não imaginávamos que estávamos praticando a acessibilidade atitudinal, que é a tomada de decisão sob um novo olhar para as pessoas com deficiência.

Considero construtiva a crítica de um jornal da época, o qual estampou em suas páginas que a nossa primeira reunião havia sido um fracasso. E foi! E não poderia ter sido diferente, pois há 17 anos ninguém falava em acessibilidade e pessoas com deficiência eram tidas como doentes e fadadas ao confinamento. Como então poderiam chegar até aqui, se nem em suas calçadas podiam chegar?

Hoje é dia de comemorarmos, pois já podemos contar com alguns acessos. E se ainda não estão como gostaríamos, já trilhamos boas rampas de acesso aos nossos sonhos. Hoje podemos ver muitos deficientes pelas ruas, nos ônibus acessíveis, e em vários lugares de nossa cidade, inclusive aqui onde, naquela época, havia somente umas poucas pessoas, entre elas eu, Maria Helena e mais dois ou três cadeirantes mais “metidinhos”.

Neste tempo, sou grata aos nossos dois prefeitos por terem ouvido e realizado meus pedidos quanto às acessibilidades. Sou grata a todos que durante esses 17 anos fizeram valer a acessibilidade atitudinal.

Eu entendo que uma cidade é para seu povo e, sendo assim, não pode discriminar nenhum biotipo e para isso o desenho universal deve ser utilizado acessibilizando todos os lugares. Só assim a cidade será plenamente nossa.

Hoje podemos comemorar a efetivação da Lei 13146 de 2015 que promove e protege os direitos de aproximadamente 45 milhões de pessoas com deficiência, cerca de 24% da população, de acordo com o censo de 2010. Após 15 anos de tramitação no Congresso Nacional, o Estatuto da Pessoa com Deficiência é transformado em Lei Brasileira de Inclusão. Abre-se com ela um ciclo de avanços, ampliação de direitos e maior visibilidade das pessoas com deficiência.

O grande atributo dessa lei é que essa é uma conquista de toda a sociedade. Enquanto a deficiência antes era vista apenas como algo restrito à pessoa, agora passou a ser o resultado da ausência de acessibilidades que a sociedade e o meio ambiente tanto precisam e merecem. Em poucas linhas, traduz algo que sempre pensamos a respeito das diferenças: nós não somos iguais. E, fazendo uma alusão ao nosso digníssimo Rui Barbosa, é pela promoção da desigualdade que se alcança a igualdade. E ainda, eu acrescento que, pela distinção legislativa, tivemos um novo olhar para a inclusão, utilizando-nos da acessibilidade atitudinal.

ESCRITORA CABO-FRIENSE LANÇA O LIVRO “PALAVRAS À FLOR DA PELE” NO CHARITAS

Foto: Jaqueline Brum
Cerimônia acontece neste sábado (23) com apresentações musicais


A Casa de Cultura José de Dome - Charitas, será palco do lançamento do livro “Palavras à flor da pele”, da escritora cabo-friense Jaqueline Brum, no próximo sábado (23). A cerimônia acontece a partir das 18h com apresentação do Coral Despertar e da cantora Sarah Dhy, além da presença de escritores da região.

O livro faz uma reflexão de como as palavras podem dar voz aos sentimentos e de como devem ser sentidas. “Quantas palavras cabem em um abraço ou em um sorriso? Percebemos que muitas palavras não traduzem todo o sentimento e elas precisam ser sentidas”, disse a autora Jaqueline Brum.

Este é o terceiro livro lançado por Jaqueline, que além de escritora é professora, bióloga e palestrante. Recentemente, a cabo-friense esteve no maior evento literário do país, a 18ª Bienal Internacional do Livro Rio, representando a cidade.

O Charitas está localizado na Avenida Nossa Senhora da Assunção, no Centro, e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e das 14h às 20h aos sábados, domingos e feriados. A Casa de Cultura conta com exposições artísticas temporárias e permanentes.

Att.
Coordenadoria de Comunicação
Prefeitura de Cabo Frio

NO "DIA DA ÁRVORE", UMA TRISTE MOSTRA DA REALIDADE ENFRENTADA POR NOSSAS ÁRVORES

por Luciana G. Rugani - Recebemos estas fotos e mais este pedido de divulgação do CEPMAA - Centro de Estudo e Pesquisa do Meio Ambiente Aquático. 
Segundo nos foi informado, o CEPMAA, juntamente com a comunidade no entorno da praça onde ela está localizada, está ajudando a salvá-la.
Triste matéria para postarmos no Dia da Árvore, mas, justamente por isso, fica aí nosso apelo para que neste dia reflitamos sobre como temos tratado a natureza em geral e em especial as árvores de nossa cidade.


por CEPMAA - Esta árvore foi envenenada em pleno mês das árvores, ela vivia em uma praça  ao lado do CRIAAD, antigo CRIAM, na Av. Wilson Mendes, na cidade de CaboFrio/RJ. Por onde anda a fiscalização? Comemorando o dia da árvore? O CEPMAA, junto com a comunidade no entorno da praça, está tentando salvá-la.
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