sábado, 8 de dezembro de 2018

POESIA EM HOMENAGEM AO GRUPO "RODA DE POESIAS"

Poesia que fiz em homenagem ao 3º aniversário do grupo "Roda de Poesias":


RODA DE POESIAS

Roda poesia, roda.
Gira com todo teu encanto,
corre o mundo,
em todos os teus cantos.

É sentimento que levas,
carregas pétalas de amor.
Roda poesia, roda.
Aquece com teu calor.

Com graça, ritmo e música
gira no espaço,
me envolve no teu abraço

Roda poesia, roda
pois contigo irei
e o Amor buscarei

Luciana G. Rugani, 08/12/18

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

CABO FRIO: CIDADE PIONEIRA NO CARNAVAL DA INCLUSÃO PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

por Luciana G. Rugani - hoje, no Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, vale a pena relembrarmos mais uma iniciativa pioneira que aconteceu em nossa cidade: Cabo Frio foi a primeira cidade no Brasil a promover um desfile de carnaval inclusivo para pessoas com deficiência. O evento foi realizado em 2003, durante governo do prefeito Alair Corrêa.
Uma ideia que, sem dúvida nenhuma, merece nossos aplausos! Tempos atrás postei aqui no blog uma matéria sobre a "Embaixadores da Alegria", escola de samba inclusiva do Rio de Janeiro, criada em 2006. Destaquei a importância deste trabalho como inclusão social, mas nem imaginava que nossa cidade já era a pioneira neste trabalho! 
Alair Corrêa, o prefeito que realizou mais de 80% das obras da cidade, saiu na frente mais uma vez em relação à inclusão social de pessoas com deficiência no carnaval de Cabo Frio. Parabéns, prefeito, por marcar o nome de nossa cidade como pioneira em iniciativa tão importante no resgate da autoestima  e alegria das pessoas com deficiência, e meus parabéns também à cidade de Cabo Frio pela conquista da época!
Abaixo segue matéria sobre o assunto, do jornal "O Cabofriense", de março de 2003. Vale destacar que, onde está escrito "Beth Peralta", leia-se "Beth Marge". Por um equívoco da redação na época, o nome saiu grafado erroneamente:





CARNAVAL DA INCLUSÃO É SUCESSO EM CABO FRIO


- Jornal "O Cabofriense", de 01/03/2003 -


Deficientes se realizam em desfile na Praia do Forte


Não foi um sonho, foi realidade. Pela primeira vez, no Brasil, um município realiza com sucesso um desfile de Carnaval exclusivamente para portadores de deficiência física. Apesar do tempo do desfile não ter sido idêntico aos tradicionais das escolas de samba, o Bloco da Inclusão, como foi batizado, trouxe a alegria e a realização para muitos deficientes de Cabo Frio e da região. O desfile, realizado na noite da última quinta-feira, dia 27, na Praia do Forte, que arrebanhou centenas de pessoas, foi promovido pela prefeitura de Cabo Frio e incluiu pessoas com vários tipos de deficiência, como os assistidos da APAE e das escolas Arlete Rosa Castanho e Fernando Azevedo. Segundo o prefeito Alair Corrêa, o desfile será aperfeiçoado para fazer parte do calendário da programação de eventos da cidade. Para o diretor de Eventos da prefeitura, Edson Leonardes, o objetivo do desfile foi alcançado plenamente.
- Novamente Cabo Frio sai na frente de outras cidades do Brasil, em enxergar que essas pessoas portadoras de deficiência física, que infelizmente não tinham o prazer e condições de participar da alegria de um Carnaval organizado, agora têm. Mas esse momento foi concedido a eles com muito brilho e garbo. A emoção que sentiram e passaram, para quem estava acompanhado, é que vale. Graças ao prefeito Alair Corrêa, pessoa sensível a qualquer assunto, que enxergou essa necessidade, ao vereador Amaury Valério por estar sempre se empenhando nestas causas, ao Jubiabá que iniciou com este projeto, e a gente que realiza o evento. As coisas acontecem assim. Tem um mentor, tem alguém que acredita, dá a força e investe que é o nosso prefeito, enfim, partem para cima do evento, com determinação, até que ele aconteça.
De acordo com Leonardes, pela visão do prefeito Alair Corrêa o evento entrará com certeza para o calendário de eventos do município.
- É uma coisa tão bonita e gostosa de se ver, que não tem como não ser incluído no calendário de eventos de nossa cidade.

"Enquanto o mundo está em guerra e fazendo novos deficientes, nós estamos aqui entrosando o deficiente na sociedade. Mostramos para o Brasil que podemos fazer um Carnaval de paz" - Beth Peralta.*

A emoção foi muito grande e segundo a nossa entrevistada, a única coisa que realmente não deu para fazer foi levantar da cadeira de rodas.
- Ficamos muito felizes em ver que o povo foi à rua para nos assistir e apoiar. Isso demonstra claramente que, no ano que vem, iremos fazer um Carnaval com um maior apoio principalmente dos deficientes. Uma das coisas mais importantes é que mostramos que podemos fazer um Carnaval de paz e familiar. Enquanto o mundo está em guerra e fazendo novos deficientes, nós estamos aqui entrosando o deficiente na sociedade. Nós mostramos para o Brasil que podemos fazer um Carnaval de paz.
Para o vereador e radialista Amaury Valério, a audácia do prefeito Alair Corrêa em aceitar e promover a ideia de fazer este Carnaval da Inclusão foi de tirar o chapéu.
- A única coisa que ele se preocupou, quando lhes apresentamos a ideia, foi quanto à aceitação dos próprios deficientes. Ao abraçar o ideal, Alair proporcionou este Carnaval maravilhoso que aconteceu aqui na Praia do Forte, com todos os portadores de deficiência física se esbaldando e pedindo para que o evento prossiga.
Para o próximo ano, Amaury Valério propõe que para melhor comodidade das famílias dos deficientes, o evento seja realizado durante o dia, para que mais pessoas possam participar.
- Os alunos das Escolas Arlete Rosa Castanho e Fernando  Azevedo, por exemplo, com certeza se sentiriam bem mais à vontade se o desfile tivesse sido realizado durante o dia. Ano que vem vamos procurar adequar a questão do horário às possibilidades das famílias, porque normalmente o deficiente depende de uma ou mais pessoas.

Amaury Valério: "Ao abraçar o ideal, Alair proporcionou este Carnaval maravilhoso que aconteceu aqui na Praia do Forte com todos os portadores de deficiência física se esbaldando, e pedindo para que o evento prossiga".

De acordo com Amaury, o evento, que foi registrado até pelos turistas na Praia do Forte, deve servir de exemplo para o país.
- O exemplo que foi dado hoje, em Cabo Frio, tem que ser seguido. Não pode haver preconceito, nem pensamentos do tipo: "Será que é ridículo ver quem está em cadeiras de rodas ou de muletas sambando?" Claro que não. O resultado dessa nossa ousadia foi totalmente positiva. Portanto, queremos que até as próprias famílias percam a timidez e venham para a rua. O prefeito de Cabo Frio está dando esta oportunidade para que as pessoas portadoras de qualquer tipo de deficiência mostrem que podem ser e viver absolutamente normal.

Beth Peralta*: "Me senti poderosa. As pessoas precisam rever os seus conceitos"

Para a cadeirante Beth Peralta*, que se acidentou aos 19 anos e há 30 anos é paraplégica, a emoção foi total. Essa foi a primeira vez que desfilou num bloco para deficientes.
- Foi compensador. Eu sinto que a cidade de Cabo Frio abraça os nossos ideais, o que é mais importante. Eu não tenho preconceito e procuro mostrar às pessoas que elas devem lutar por aquilo que querem.
Beth acredita no projeto por ser inusitado e audacioso, que mexe com os conceitos das pessoas e com o próprio consciente.
- O próprio deficiente tem que se aceitar e participar destes tipos de eventos que, na verdade, tanto sonhamos. Se a pessoa tiver a mente boa, com certeza o corpo vai estar bem. As pessoas ao redor, de repente, nem se aperceberam que ali naquele bloco existiam pessoas deficientes como as da APAE, que não falam, ouvem, mas estavam sentindo a música, já que ela vibra dentro da pessoa, o que faz muito bem para nós deficientes, principalmente no Carnaval em que todos querem extravasar os seus sentimentos.

*Onde estiver escrito "Beth Peralta" leia-se "Beth Marge". Por um equívoco da redação na época, o nome saiu grafado erroneamente.
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