sexta-feira, 24 de maio de 2019

CORDEL: O RIO DOCE QUE FICOU AMARGO - Fernando Naxcimento

por Luciana G. Rugani - Hoje tenho o prazer de divulgar o cordel do amigo artista plástico e poeta Fernando Naxcimento.
Em tempos de tantas tragédias, consequências da atividade mineradora exercida de maneira gananciosa e, pelo que nos parece, sem preocupação com maiores investimentos na preservação da segurança nas minas, Fernando expressa, neste cordel sobre a tragédia ocorrida em Mariana, toda a dor deste fato e sua repercussão destruidora na cidadezinha e também no meio ambiente, em especial no Rio Doce.
Vale a pena ler, conhecer e divulgar, para que sua poesia viaje o mundo e, quem sabe, ajude a despertar consciências para a realidade de que explorar até a exaustão, sem limites e sem ter empatia com a terra e com a sociedade ao redor, é a maior burrice que se pode cometer:



O RIO DOCE QUE FICOU AMARGO


Mais de 1000 dias do ocorrido em Mariana. Em seguida, Brumadinho... e agora, Caetés. E Depois???



Lá pros lados de Mariana

(aquela dos olhos brejeiros),

das montanhas alterosas
o rio seguia doce
e a gente nem percebia...

Mas um belo de um belo dia,
a VALE-tudo chegou, 
e com ela dona SAMARCO
e sua tia Biliton.

E as campinas verdejantes
um mar de lama viraram – 
um grande, um imenso charco
guardado por barreiras sólidas, 
altaneiras, seguras...

Mas é dura a realidade, é dura,
que aqui nessa triste Pátria Amada
o money é sempre bem curto
pras coisas da proteção.

Pro bem geral da nação
& dos gulosos empresários 
carece poupar a grana:

Pra que isso de segurança,
pra que instalar sirene,
pra que prestar a atenção
nos malfeitos da barragem
e no perigo pra gente boa 
lá pros lados de Mariana?

(E não havia ninguém,
nem vigia, nem técnico à-toa, 
nem viv’alma caridosa 
pra enfiar o dedinho 
no primeiro buraquinho
da barragem assassina!)

Ó tristeza imensa, ó dura sina
que vergonha nacional!... 
O Rio Doce acabou 
e a peixarada foi-se’mbora
dessa pra outra melhor.

Porque afinal, gente boa, 
o que são mais 100 aninhos
pra consertar tal desgraceira,
pra dar jeito na ecologia
e em tamanha, tamanha dor?

... E o Governo vira Pilatos,
e a SAMARCO tapa os olhos,
e o dono da VALE torce as mãos
e o CEO das Austrálias leva, apressado, 
o lenço de flores bordado 
ao seu sensível nariz.

“Não há culpados,” um fala,
“é coisa pouca,” outro diz,
“o Governo vai dar um jeito!”, inda outro exclama,
“Foi só meia-dúzia de afogados, ‘tadinhos!, 
sufocados pela lama...”

“- Dá um pouquinho de pena,
Mas nessa santa terrinha, prezados sócios,
tudo acaba em festança, 
pizza & chopeidança!” 

Vai ser sindicância pra cá, inspeção pra lá 
e muito, muito muito blá - blá - blá...
Mas não vai ter responsável e nem prisão
que a gente vai se safar numa boa,
e logo logo o povo esquece
dessa infeliz merdança!”

Ai QUE até que É BOM, 
É BOM mesmo é bom DEMAIS!!!, 
aplaudem de pé, aliviados,
Diretoria e acionistas & as autoridades locais...

E os políticos da Região logo exclamam
– que isso é coisa pequena
pronta pra ser esquecida – 
e aquela gente sofrida
já vai parar de reclamar.
E com alguma grana passada
a gente esconde a cena!

E o feliz empresário proclama,
pra fechar a reunião: 
“- Ora, ora, minha gente, é pequena a chateação
que só vai atrapalhar um pouquinho a nossa gente 
e os que mandam na nação.

*** 
Óia... Agora, agora, babou:
a água-vida sumiu, 
a peixarada já era, 
a fauna virou quimera 
e a flora, deflorada, tadinha, 
de tanto e de tão arrasadinha
enfim se foi, se finou...

Não há mais gente, vê só!,
não há mais nadica de nada. 
Não há mais som, nem luz, nem cor
e nem ar nem gente & nem vida:

Só mortandade absurda
e 19 campas obscuras,
um oco em Bento Rodrigues,
só há revolta inútil, só vozes não ouvidas,
só uma imensa ferida...

Agora, boa gente, gente boa,
é só esperar pela próxima
desgraceira anunciada
em outra barragem qualquer, outra campina...

Onde vai ser, eu não sei:
Caetés, Catas Altas, Cocais, 
Ibirité, Itabira, ou Brumadinho,
e tudo vai sumir de novo,
num podre redemoinho

(que daqui pra frente, boa gente
outro povaréu vai se danar,
vai sofrer a mesma sina 
e levar a breca, com certeza.)

Então, vai ser uma beleza!...
Mais mortandade geral,
de gente, planta e animal.

Ói, gente boa, e de sobremesa,
mais explicação safada
mais história pra boi dormir,
pra pura enrolação, por pura hipocrisia,
que esse é o triste destino
pra gente trabalhadora
que labuta no dia-a-dia:

Desculpas esfarrapadas,
promessas pra não cumprir,
reparos de meia-sola
numa cantilena carola
num blá - blá - blá sem fim
pr’aquela gente sofrida 
mais uma vez iludir.

Pode esperar, ouvinte meu,
pela nova cantoria
dos poderosos chefões
que do povo que luta e sangra 
são nada mais do que cafetões...

São sereias carcomidas
que não dão um tostão pelas vidas
e só pro forma se rebaixam
pra explicar o que não tem
mais nenhuma explicação.

Pra gente de Mariana,
não tem nada de SIM, 
só sabem dizer NÃO... 

Meu caro, querido ouvinte,
naquele triste cantinho
só dá garganta gretada,
só veneno & peixe podre,
e um rio preto de lama,
e um mar marrom envenenado,
e a terra toda arrasada,
e o povo triste, infeliz... 

E a mídia inútil, safada,
omissa, ausente, comprada,
óia só, gente boa, meus irmãos,
pouco fala, pouco diz! 

Ah, gente boa, é mesmo de dar dó...
Agora, naquelas bandas é horror e mais horror,
o povo ao Deus-dará & na miséria,
a população na penúria, uma tristeza infinita,
vivendo de caridade e de favor... 

É entulho e muito lixo, 
e é morte e muita lama, 
e um miasma fétido que emana
da amargura & do choro,
e do desabrigo e da dor...

...agora
só a lama podre comanda 
lá pros lados de Mariana.

terça-feira, 21 de maio de 2019

ETIQUETA NAS REDES SOCIAIS: COMUNICANDO COM EDUCAÇÃO E INTELIGÊNCIA


A comunicação é um processo essencial na vida dos homens. Qualquer relação social será com certeza muito mais enriquecedora se houver diálogo. A maturidade de uma pessoa revela-se justamente na capacidade de colocar-se no lugar do outro, respeitar suas opiniões divergentes e saber dialogar, apesar das diferenças.

Hoje em dia, principalmente com o advento do mundo virtual, onde as pessoas não ficam mais cara a cara, olho no olho, muitos utilizam o silêncio como resposta. Este silêncio é muito diferente daquele outro destinado a acalmar e evitar contendas. O silêncio ao qual muitas pessoas estão aderindo, principalmente nas redes, é um silêncio covarde, um silêncio controlador e humilhante, pois o fato de simplesmente deletar ou ignorar revela desconsideração total pela outra pessoa. E ninguém, nenhum ser humano, merece ser tratado com descaso ou desconsideração. 

Hoje existem tantos meios de comunicação e, por incrível que pareça, as pessoas desaprenderam a se comunicar. Ao invés de maturidade e inteligência, agem de forma bronca e covarde. Muitas vezes imaginam algo do outro e preferem prejulgá-lo do que se assumirem homens ou mulheres com capacidade de diálogo para chegarem diretamente e conversar como gente.  Muitos convivem virtualmente e esquecem que estão lidando com seres humanos e não com máquinas.

Para finalizar, o silêncio em uma relação nunca é a melhor saída. Por mais que julguemos ser uma relação sem importância, que nada representa para nós e que nada vem a somar, saibamos ofertar nossa atenção ao menos com uma resposta às colocações. Não nos custará nada, além de alguns poucos três ou quatro segundos, e poderá nos acrescentar muito em termos de contato pessoal. Mostraremos mais maturidade, inteligência, coragem e capacidade de bem relacionar, além de demonstrarmos a sabedoria de nunca desprezar alguém, ainda que nos pareça sem a menor importância, pois a vida é mestre em nos ensinar que aquele que despreza o pouco, acaba perdendo o muito. E ainda, como diz a frase ilustrativa do texto, ao adotar a indiferença como resposta, amanhã você poderá ser alvo do desprezo total de não merecer nem uma pergunta.

Luciana G. Rugani

sexta-feira, 17 de maio de 2019

POESIA: CHUVA


Chuva

Chove
o que deve chover,
o que tem pra chover.
E que a chuva lave
e leve
a hipocrisia que reina,
o desamor que domina,
o poder por poder
a mentira que fere.
Que a chuva lave
e leve
as palavras falsas ditas para enganar
o compromisso não honrado
a traição desmedida
a vaidade cruel.
Que a chuva lave
e leve
a índole egoica
a falha de caráter
e o respeito esquecido.
Que a chuva lave
e leve
o querer não querendo
o estar não estando
e o amar não amando.

Luciana G. Rugani, 17/5/2019

terça-feira, 14 de maio de 2019

ENCONTRO DE ESCRITORES

A Academia de Letras e Artes de Cabo Frio - ALACAF, em parceria com o Teatro Quintal, convida você, ESCRITOR, para um encontro. 
Vamos tomar um café e conversar sobre questões relevantes a respeito da divulgação dos nossos trabalhos autorais.

DIA: 15 DE JUNHO ÀS 15H.
LOCAL: TEATRO QUINTAL. Rua Américo Ferreira da Silva, n°3 Parque Burle
INVESTIMENTO: R$20,00
INSCRIÇÕES:
(22) 99916-6650 Jaqueline / (22) 99962-8227 Ludmila

alacafletraseartescabofrio@gmail.com

domingo, 12 de maio de 2019

A MÃE DE UM GRANDE LIDER


Não a conheci de fato,
Porém conheço fatos,
Ouvi histórias,
Relatos.
Moça linda,
O bairro da Passagem foi o cenário
De seu sonho de amor
Na Igreja de São Benedito, casou-se.
Era como uma flor de lis:
Formosa, elegante,
Mas forte, guerreira.
Oito filhos criou
Muitas foram as lágrimas,
As dores
Porém manteve o olhar sereno,
O sorriso de paz,
O coração acolhedor
E uma fé inquebrantável!
Reforçada, quem sabe,
Pelo poder de seu nome:
Waldemira Thereza DE JESUS Corrêa,
A mãe de um grande líder!
E, como tal,
Sábia conselheira.
Conhecedora dos perigos da política,
Não deixou seus temores,
Naturais, protetores,
Sufocarem o sonho do filho.
Verdadeira fortaleza,
Ficou do seu lado
Deu apoio com firmeza
Mas também com doçura.
No dia de hoje,
Muito se fala em maternidade
Porém,
Sob céu de brigadeiro
E em mar de almirante,
Qualquer uma se arrisca.
Mas,
A vida dessa mãe
Que enfrentou as mais duras batalhas,
Sem perder o encanto do coração puro,
A doçura, sempre pronta a acolher,
E o amor, sempre pronto a doar,
Mesmo nos dias mais difíceis
Cheios de motivos pra chorar,
Nos faz crer que não basta ser,
Mas sim viver,
Mergulhar de cabeça na missão
Com total devoção
Para, somente assim corresponder,
Ao pleno sentido de ser.

Luciana G. Rugani, 11/05/2019

quinta-feira, 9 de maio de 2019

NOTA DE REPÚDIO ÀS DECLARAÇÕES DO MINISTRO PAULO GUEDES CONTRA OS SERVIDORES PÚBLICOS


Sindilegis

O Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis) repudia veementemente as declarações do atual ministro da Economia, Paulo Guedes, proferidas durante audiência pública na Comissão Especial da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (8).

Com base em falácias e em argumentos baseados em puro senso comum, Guedes aproveitou sua fala para afirmar que parte da culpa pelos “desvios” e pela “roubalheira” que há muito ocorre no país é dos funcionários públicos. Ainda segundo ele, são os servidores os responsáveis por “tomar conta das coisas públicas”, mas que a categoria não “cumpriu o seu papel”.

É notório que há uma grande articulação do Governo e da mídia para escorraçarem os servidores públicos, culpando-os por todas as mazelas que acometem ao País. Imbuído de falácias e disseminando informações falsas, que só fomentam o ódio e a divisão de classes, a estratégia de Paulo Guedes é antiga: “dividir para conquistar”. A tática, mais uma vez, vem sendo usada instrumento do Governo para desviar os problemas reais que o Brasil enfrenta.

Em sua fala, o ministro Paulo Guedes, de forma espantosa, cruel e desumana, relega a importância que os servidores públicos exercem para um país. Desconhece o ministro que o servidor público concursado trabalha para acabar com a sonegação, trabalha para a concessão de aposentadorias, para garantir a assistência aos mais necessitados. É quem educa as crianças deste país, quem salva vidas em hospitais sem recursos, muitas vezes, para remédios básicos, quem dirá instrumentos e medicina mais avançada. É quem protege seus filhos, as fronteiras deste país e os cidadãos na eventualidade de um acidente. É quem realiza as pesquisas que podem garantir que nossa pais atinja um novo patamar de desenvolvimento.

Guedes também se esquece de que são os servidores públicos responsáveis por examinar as contas públicas; por investigar aqueles que cometeram desvios; por acusar e prender, após o devido contraditório e ampla defesa, os faltosos que conduziram todas as ações e operações que provocaram uma verdadeira revolução no combate à fraude e corrupção no país. Tudo isso porque o servidor público – que está neste cargo porque jurou, no dia em que tomou posse, servir à Nação e ao País – tem sua atividade voltada para o Estado brasileiro, de forma contínua, e não ao Governo, cuja período é transitório.

O Sindilegis, em sintonia com os servidores públicos, não afasta a necessidade de realização de reformas. Ressalta, entretanto, que as reformas têm que ser realizadas de forma transparente e serem conduzidas em um amplo debate com a sociedade brasileira, respeitando, inclusive, as propostas realizadas durante a campanha eleitoral – entre as quais não se encontrava a proposta de reforma de previdência de tal jaez.

O Sindilegis também ressalta que os trabalhadores, nos últimos períodos, já deram seu contributo para a melhoria das finanças públicas, tendo seus regimes previdenciários sofrido alterações significativas. O caso dos servidores, inclusive, já se encontra em pleno equilíbrio, desde que sejam respeitados os pressupostos do regime de seguridade estabelecido em nossa Constituição, fruto da luta de todos os trabalhadores do país. Acima de tudo, ressalta que nenhum reforma a ser implantada deve atingir os setores mais necessitados do País.

Senhor Guedes, o Sindilegis refuta todas as suas colocações e reforça que os servidores públicos seguirão com seu trabalho diário a serviço do povo e do Estado brasileiros. Exige, por fim, que todos os servidores sejam, sempre, tratados com dignidade e, acima de tudo, respeito.

CABO FRIO RECEBE O PALESTRANTE DO ENCONTRO LATINO-AMERICANO DE AYURVEDA 2019

A realidade do Ayurveda no Brasil será tema de evento gratuito no Espaço Cereall 

 

O terapeuta Ayurveda, escritor e professor de Yoga Fábio Goulart estará no espaço Cereall em Cabo Frio, na quinta-feira, dia 16 de maio, às 18h30, para uma conversa esclarecedora. No evento, com entrada franca, ele vai compartilhar suas vivências com o Ayurveda no Brasil. Fábio, que faz sua 11ª viagem a Índia em setembro deste ano, foi convidado para palestrar na edição 2019 do ELAA - Encontro Latino-Americano de Ayurveda que acontecerá em São Paulo no mês de outubro. 

Anualmente o professor Fábio Goulart leva alunos para estudos na Índia e faz imersão na Clínica e Instituto de Pesquisas Ayurveda do Chakrapani, na cidade de Jaipur. Autor do livro “Índia - Entre homens e Deuses”, Fabio Goulart recebeu em dezembro de 2018 uma homenagem na ALERJ – Assembléia Legislativa do Estado do Rio, pela sua atuação com Ayurveda no PSF de Magé nas PICS – Práticas Integrativas e Complementares em Saúde. Fábio integra ainda o corpo docente de dois cursos de Pós-Graduação e viaja para diversas cidades do Brasil ministrando aulas e cursos. 

Com uma abordagem envolvente, o terapeuta e professor Fábio Goulart falará sobre o sucesso do tratamento com a medicina indiana. O objetivo do encontro em Cabo Frio é traçar um panorama sobre a viabilidade da Ayurveda no país e apresentar alguns resultados instigantes com a aplicação da prática tradicional, conhecida como a ciência da vida. 

A palestra vem ao encontro da expectativa de admiradores que sonham em trazer para a Região dos Lagos, um curso de formação de Terapeuta Ayurveda, e que em breve será uma realidade. Mais informações pelos telefones (22) 99839 -3640/ (22) 999083807. O espaço de eventos do Cereall Gourmet fica à Rua José Bonifácio, 28, no centro de Cabo Frio.

Texto: Iva Maria

quinta-feira, 2 de maio de 2019

MINHA PARTICIPAÇÃO NO SARAU CULTURAL DA CÂMARA MUNICIPAL DE CABO FRIO

Na última terça-feira (30), participei do sarau cultural da Câmara Municipal de Cabo Frio, projeto de excelência em prol da arte e da cultura dirigido por Ricardo Varella, diretor de cultura da CMCF. Ter participado foi, para mim, uma enorme honra e alegria. Admiro muito este trabalho de Ricardo pois ele, com certeza, faz da Câmara de Cabo Frio uma câmara diferenciada.
Uma casa de leis que abre espaço para a arte e cultura dessa maneira, sem limites ou bloqueios de quaisquer formas, com objetivo de divulgar a arte pela arte, merece nosso aplauso e ampla divulgação.
Cliquem no vídeo abaixo para assistir. Logo depois, segue o texto da poesia que fiz em homenagem ao projeto do Sarau Cultural.

SARAU CULTURAL DA CMCF

Ela foi chegando
Com sua alma multicor
Sua fala que toca todos os corações
Sua aura de encantamento.
A arte, enfim, fez morada
Na outrora fria casa de leis
Cujas paredes históricas,
Que antes apenas abrigavam a frieza dos debates mundanos,
Agora abriga também os sonhos,
Abriga o amor.
Hoje esta casa reluz alegria e vida
Corações e mentes enfim andam juntos
É o sarau cultural!
Basta uma hora e meia de cultura e arte
Para que este cenário se ilumine
A solenidade se torne poética
E a formalidade, apenas um detalhe
A"casa do povo"
Porém povo que vive,
Povo que sente,
Povo que ama!
Vida longa ao sarau cultural da
Câmara Municipal de Cabo Frio!

Luciana G. Rugani, 30/04/19

quarta-feira, 1 de maio de 2019

MENSAGEM PELO DIA DO TRABALHO


Hoje, dia do trabalho, infelizmente não temos o que comemorar. Vivemos dias difíceis em que os direitos trabalhistas vêm sendo cortados, o estímulo e incentivo ao trabalho não existe , pois aquele que mais cedo começou a trabalhar é o mais prejudicado na reforma da previdência. Este governo enganou aos trabalhadores de forma gritante.

Não temos o que comemorar, mas não deixaremos que tirem de nós a garra de seguir em frente, nem deixaremos que nós façam virar "pedras" e psicopatas como eles. Se eles privilegiam os que vivem de rendas e juros, se colocam o país agora inteiramente a seus serviços, continuemos alertas, firmes no nosso caminho, agora com olhos ainda mais abertos contra estes abutres que só sabem viver do suor alheio. Somos muito mais capazes que eles de dar a volta por cima e crescermos com isso, se a isso nos determinarmos. Não daremos a eles o prazer de nos olhar de cima e nos enxergar como coitados prejudicados. Nossa dignidade nos faz livres, e nosso ser é muito maior que esse ódio e divisão disseminados na sociedade. Nosso ser é infinito. Nunca desprezem a força dos que sempre prezaram o trabalho e fizeram dele ferramenta para sua liberdade.
 
Para aqueles empregados, públicos ou privados, atentos ao que está acontecendo e que prezam sua dignidade acima de tudo, não se deixando levar por falácias e conversas "pra boi dormir" destes governantes, o meu abraço e parabéns por essa postura!!

Luciana G. Rugani
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