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Mostrando postagens de Agosto 3, 2020

POEMA: INÚTIL

Inútil Inútil buscar pontes,Quando preferem muros.Inútil buscar afinidade, Quando preferem estranhamento.Inútil buscar alegria, Quando preferem a dor. Inútil buscar, Quando preferem afastar.O bom semeador não semeia a dor.Aquele que afasta o amor, Cultiva desamor. Luciana G. Rugani

POEMA: SERES ESTRANHOS

Seres Estranhos

Há seres estranhos,
Há pessoas estranhas.
Um dia acolhem com sorriso,
Outro dia indiferença.
São pessoas doentes
Doentes de alma
Vidas que resumem-se à fria matéria
São sugadas, e nem percebem.
Seres estranhos, pessoas estranhas
Seres estranhos não vivem,
Pessoas estranhas nos esvaziam
Sou mais o que preenche,
Sou mais a essência, o real
Sou mais o Viver!

Luciana Gonçalves Rugani, 2/8/19

POEMA: A GUERRA

A guerra
Povos em guerra, corações em guerra. Cada semelhante,  inimigo em potencial. A guerra não está só lá fora, a guerra não está só além.

O mundo bélico? coração bélico. Amor? figura de retórica. Sentimentos são ardis. relações? mapas estratégicos.

Todo o bem que se fez em um átimo se olvida. E o ser,  imerso em destruições, inimigo de si mesmo, afasta o bem, afasta o amor, afasta Deus.

E a cada queda,
seu ego vibra.
Vinga,  vitória! Guerreia-se com mísseis, fuzis ou palavras. Soma-se perdas. dores semeadas? vitórias alcançadas.

Seu ego o cega, a cada dia torna-se nada, a destruição que semeia esvazia sua essência. Insatisfação, falsas alegrias, um certo cansaço de tudo. Porém nada o faz despertar
e enxergar sua triste doença crônica
de não saber amar.
Luciana G. Rugani, 8/1/2019

POEMA: INSPIRAÇÃO

Inspiração
Em tempos sombrios o eu criativo perece precisa de luz.
Luciana G. Rugani, 9/8/19

POEMA: ARRAIAL DO CABO

Arraial do Cabo
Cidade onde o mar sorri Como gentil anfitrião Ao nos receber na entrada. Quando entramos, a primeira vista é dele, Majestoso, Verde, azul,  Sua cor igual não há igual. Aconchego, paz Minha alma nele se refaz Ao mergulhar,  foram-se todos os poréns. Sinto-me leve,  Sua força me fortalece. Prainha, linda!
LGR, 30/10/19 - Prainha, Arraial do Cabo

POEMA: A LUA NO BAIRRO DA PASSAGEM

A lua no Bairro da Passagem 
A lua,  No céu da Passagem  Guarda misterioso segredo  Por entre os galhos da árvore.  E brilha,  Brilha linda e radiante,  No intercâmbio de luz  Do amor sol e lua.
Luciana G. Rugani, 06/11/2017

POEMA: DÓI

Dói
De repente parece desabar A natureza  O sonho O amor. Dói ver o mar, nossa vida, No óleo padecer Dói ver a floresta  Em chamas arder Dói demais A dor do sonho destruído Dói ver o amor, Desesperado, Tentando em vão sobreviver Batendo forte nas portas fechadas Dos corações de pedra.
LGR, 3/11/19

POEMA: A AGONIA DO AMOR

A agonia do amor
O amor agoniza Depois de tanto silêncio, Tanto desprezo,  Após incautos e inábeis que com ele brincaram, Aos poucos ele perde a alegria, A vida, outrora pujante. O amor agoniza, E leva consigo a poesia, outrora a mais bela O canto que despertava as manhãs As palavras que faziam sonhar. O amor agoniza Abandonado em um canto qualquer do coração ferido, Lento,  Sombrio. Leva consigo o ignorado convite da vida, A alegria incontida A oportunidade perdida.
LUCIANA G. RUGANI, 2/7/19

POEMA: E A SERRA VIROU LAMA

E a serra virou lama
Antes era apenas uma serra... Ao raiar do sol, Montanhas brilhavam felizes. Tranquilas, poderosas, Acolhiam animais e plantas Em doce e perene abraço. Chegou o homem E, aos pés da serra, Construções, Casas, Cidades. E assim corriam os anos... Mas o homem pacato, Que ao pé da serra vivia, Viu chegar o homem dos cifrões, Este, Na cidadezinha hospedou-se com desdém "Que vida é essa, que povo" . Olhou pela janela, E viu a serra. Poderosa, Protetora, Sorrindo bela para a natureza que acolhia. Brilharam os olhos cobiçosos, Em pouco tempo, a serra chorava... Não mais o brilho alegre, Mas o choro sofrido, De quem tem de si extraído seu eu mais profundo. O homem dos cifrões Com tanto lucro, Extasiava, Extraía, Feria, Até à exaustão. Antes era apenas uma serra... Hoje,
deserto de lama. A cidadezinha, Os rios, Morte. Não mais montanhas felizes, Protetoras, Reluzindo ao sol. Não mais animais e plantas Em doce abraço acolhidos. A antes poderosa serra, Altiva, Forte,

POEMA: O BEIJO

O beijo
Alegria brota Um instante apenas O sol, um beijo
Luciana G. Rugani

POEMA: O VENTO

O vento
Um norte, rumo o pensamento leva, o vento guia.
Luciana G. Rugani

POEMA: O AMANHECER

O amanhecer
Pássaro canta O sol nasce outra vez O dia encanta
Luciana G. Rugani

POEMA: O AMOR

O amor
O sol ilumina A natureza vive Amor presente
Luciana G. Rugani, 30/7/19