Nessa quinta-feira (18), na Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, em Belo Horizonte, aconteceu a edição do mês de junho do Sarau Minas de Poesias, organizado pelo poeta Paulo Siuves. Essa edição contou com o painel literário "Faz escuro, mas eu canto", do professor e ator Charles Paiva, e com uma performance poético-teatral intitulada "A Decapitada", com a participação da atriz Peônia Pires, e do ator e criador da performance, Davi Garcia. Teve, ainda, como acontece em todas as edições do sarau, dois momentos de microfone aberto, oportunidade em que a plateia é convidada a declamar ou ler algum poema.
Em seu painel literário "Faz escuro, mas eu canto", Charles Paiva falou sobre vida, sua família, sua experiência na área de Educação e sobre a importância da arte nas escolas e no ato de educar. Na oportunidade, Charles aproveitou para lançar seu livro "Arte - Um Projeto Possível", que traz experiências e vivências que revelam a potência transformadora da arte na vida de estudantes e de educadores.
A performance poético-teatral "A Decapitada" traz a possibilidade da plateia extrair diversos significados a partir de uma visão metafórica da decapitação. As interpretações são várias, passando desde questões de cunho psicológico, como a não-aceitação do próprio corpo, até questões sociológicas, como rupturas entre o corpo social e os governantes de uma sociedade. Davi, que também é psicólogo, expôs o tema de maneira a estimular ideias e provocar análises das mais diversas por parte da plateia, a qual correspondeu bem à provocação, gerando um rico debate ao final da apresentação.
No momento de microfone aberto, pudemos declamar nossos poemas e ouvir a apresentação de outros poetas.
Foi mais uma noite brindada pela alta vibração da poesia, fazendo com que voltássemos para casa mais leves, mais plenos do oxigênio poético e artístico que tanto bem faz às nossas almas!
Luciana G. Rugani






Comentários
Postar um comentário