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CARTA AO CIDADÃO II


Falta pouco tempo para as eleições.

É hora de redobrar a atenção, pois atender a solicitações que antes não atendiam e realizar obras nesta época, depois de anos de estagnação, são condutas muito comuns de governantes que consideram a administração pública apenas um meio de obter sucesso em suas disputas eleitorais e esquecem-se de que estão ali para cumprir, desde o primeiro dia do mandato, com o dever constitucional de administrar com lisura e ética.

É preciso entender que o processo democrático de escolha direta dos representantes não é somente o momento das propagandas eleitorais e da votação propriamente dita. Vai muito mais além disso. É um processo que deve ser constante, pois contempla também um acompanhamento das atividades do governante desde o dia da posse. Acompanhar, analisar, o primeiro ano, o segundo, terceiro, até o último ano. Verificar a constância das realizações, se foram concedidos benefícios e realizadas melhorias de uma forma constante durante todo o mandato, e não somente nos últimos anos, ou seja, verificar se foi realmente um governo realizador ou simplesmente um governo eleitoreiro; se houve o cumprimento das promessas eleitorais; se a conduta pública dos representantes cumpriu com os requisitos éticos, morais e legais e se houve real empenho por meio de atitudes em busca de soluções para os problemas, ou se ficaram só nas palavras impressas ou em belos discursos. Vale a pena olhar para trás, recapitular, focar todos os anos deste governo e analisar criteriosamente. O que foi realizado? Que projetos ou programas sociais foram implantados? Algum programa de geração de emprego, que levasse em conta as vocações naturais do local? Conquistas antes adquiridas, foram mantidas? E quanto à aplicação dos recursos financeiros? Foram bem investidos gerando saúde e educação de qualidade? Não nos deixemos iludir por obras e benefícios eleitoreiros, de última hora, que deveriam ser obrigação desde o primeiro dia de governo, nem nos deixemos levar por palavras, discursos e atuações oportunistas de representantes que nunca tiveram uma movimentação realmente eficaz e focada na solução dos problemas da cidade.

Lembremos que os recursos financeiros estiveram disponíveis a cada dia, a cada mês, e não somente agora, no apagar das luzes da gestão atual, e que administrar com probidade e pautar seus serviços com eficiência é dever constitucional de qualquer administrador público, a ser cumprido durante todo o tempo de governo.  

Luciana G. Rugani

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