quinta-feira, 2 de outubro de 2014

ÁRABES E JUDEUS: NO OLHO DA TEMPESTADE, UMA SEMENTE DE PAZ E EXEMPLO PARA O MUNDO

Hoje fiquei sabendo de uma história que me fascinou. Uma história real, que deu origem a um filme lançado em 2012, intitulado "No Olho da Tempestade", mas que infelizmente até hoje não foi lançado no Brasil (e não sei se será). 

Um árabe e um judeu, antes inimigos e guerreiros que, depois de perderem seus filhos, conseguem enxergar o conflito através do olhar do outro, tornam-se grandes amigos e passam a trabalhar pela paz entre as duas nações. Um deles teve a filha morta pela explosão de um homem-bomba que estava ao seu lado. O outro perdeu o filho (ou filha, não me lembro bem agora) devido a uma bala de borracha que atingiu sua cabeça.

Ambos, infelizmente, precisaram da dor para conseguirem exercer a empatia de se colocarem no lugar do outro e entenderem suas razões recíprocas. A partir daí, abriu-se-lhes a visão e perceberam que não faz mais sentido dois povos ficarem tantos anos em guerra um com o outro, que nada justifica tamanho sofrimento que tantas famílias, de ambos os lados, passam a cada dia. E foi aí então que a grande amizade que se formou entre os dois deu origem a um trabalho conjunto pela paz. Hoje eles trabalham junto aos conterrâneos buscando conscientizá-los de que o melhor a fazer é buscarem no diálogo a saída para que haja entendimento e conciliação dos interesses e pararem de pensar que sempre o outro é o culpado de todas as mazelas, pois a guerra só tem trazido destruição e sofrimento para os dois povos.

Este filme me fez pensar: quem sabe começam a surgir agora pequenas sementes de paz vindas justamente do "olho da tempestade", são os próprios povos que começam a se cansar de tanta luta, tanta dor. Fui pesquisar e encontrei também esta página no facebook, criada por judeus e árabes que recusam-se a serem inimigos: https://www.facebook.com/JewsAndArabsRefuseToBeEnemies  

Gostaria muito que este filme fosse lançado aqui no Brasil, pois, além de mostrar a ânsia de paz que começa a surgir em ambos os povos, este filme nos leva a refletir em vários pontos que poderíamos aplicar na nossa vida diária, entre eles: 1) necessidade urgente de exercermos a empatia com o outro, seja no trânsito, no trabalho, na família. A compreensão se faz urgente. Aprendermos a nos colocar no lugar do outro e compreender suas ações e reações; 2) pararmos de culpar o outro, seja ele nosso amigo, colega, ou até mesmo um opositor, por tudo que nos acontece de negativo. Se explodiu um conflito, há participação da outra parte, mas há nossa participação também. Com certeza também contribuímos de alguma forma, seja por ação ou omissão, para que ocorresse o desentendimento. 

Enfim, a história nos ensina a abrimos mais nossa percepção dos fatos, pois toda história tem vários lados. Nunca há somente uma versão, e se temos nossas razões, a outra parte certamente tem as dela,  e essa conciliação e respeito é que precisamos aprender e exercitar. E isso vale tanto para nossa vida familiar como social, e vale tanto para indivíduos quanto para cidades ou países. Vale também, e muito, para a política, pois esta tem como essência justamente a conciliação dos mais diversos interesses em uma sociedade. Política é a arte de conciliar os interesses divergentes, mas conciliar com equidade, de forma harmônica. 

Acho que já é hora de refletirmos, e principalmente aprendermos com o outro. Melhor observarmos e aprendermos um pouco com esse exemplo que nos dão os árabes e judeus do que insistirmos em ter a dor por professora, a dor das perdas devido a atos impensados de ódio, a dor de uma ruptura familiar ou amistosa, a dor dos corações que se desencontram.

Luciana G. Rugani

Um comentário:

  1. Só o amor liberta!
    Amor e amor! é disso que precisamos.
    Deus fala sobre amar ao próximo como a si mesmo.
    Lindo!!

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