sexta-feira, 13 de maio de 2016

CONSIDERAÇÕES SOBRE O EMPRÉSTIMO DE DUZENTOS MILHÕES PARA CABO FRIO

Muito se fala sobre essa questão do empréstimo e muitos comentários sem fundamento são divulgados maldosamente. O fato é que nossa cidade vive um dos seus mais graves momentos em função de toda essa crise que se abateu no país e principalmente em função da queda abrupta dos royalties.


Cabo Frio era uma cidade rica devido ao recebimento dos royalties do petróleo. Cresceu, tornou-se cidade de médio porte, desenvolveu-se bastante, principalmente entre os anos 1997/2004, em governos anteriores do prefeito Alair Corrêa, passando a ser conhecida como a "capital' da Região dos Lagos e, exatamente como ocorre nas capitais, tornou-se referência  na prestação de serviços essenciais até mesmo para as cidades ao seu redor. Na saúde, isso aumentou em muito o número de atendimentos. Lembro-me bem de quando muitas mulheres das cidades ao redor escolhiam o Hospital da Mulher para terem seus filhos devido ao renome do hospital. Além disso, passou a oferecer serviços que não são da competência do município, como na área da educação, com a criação de três escolas de nível médio, cuja competência é do estado.

A cidade vinha sendo trabalhada para viver independente dos royalties de petróleo, mas a queda abrupta da arrecadação fez com que o trabalho fosse interrompido, e os ajustes na administração fossem feitos. Hoje a cidade vive um momento grave em que a arrecadação está menor que a folha de pagamento. O prefeito conseguiu reduzir 5 milhões da folha de pessoal, mas agora não consegue reduzir mais, pois senão terá que fechar hospitais, devolver o ensino médio para o estado, enfim, o fato é que a cidade hoje não possui mais recursos para continuar oferecendo os serviços que oferece. Hoje mesmo o prefeito postou no seu blog que a trimestral do petróleo recebida ontem caiu para 0,001% do valor que era anteriormente. No passado, essa parcela era de 38 milhões de reais, e hoje ela caiu para 38 mil! Então não há cidade que consiga manter seus serviços e pagamentos em dia com tamanha queda de arrecadação. O ICMS (repasse do estado) era de 1 a 1,5 milhões por semana. Também caiu drasticamente, tanto que na semana passada foi de 48 mil. 

Em resumo, é impossível uma cidade manter seus serviços e pagar seus servidores sem recursos! Não há dinheiro, a verdade é essa. O empréstimo fará com que a cidade respire, pois seus recursos permitirão que o dinheiro que hoje é gasto com outras despesas possam ser utilizados para colocar em dia os salários dos servidores e assim a cidade poderá continuar prestando seus serviços a contento. Além disso, permitirá que outras dívidas sejam pagas, melhorando a capacidade financeira da cidade. 

Por isso que ficar contra o empréstimo nesse momento é um total contrassenso e os que estão se movimentando contra é porque têm interesse político na falência da cidade ainda neste governo, pois são adversários políticos do prefeito Alair. Mostram claramente com essa atitude que não se importam verdadeiramente com Cabo Frio e que preferem vê-la falida a vê-la reerguer-se novamente nas mãos de Alair. 


Eu quero ver a cidade em pé novamente, sendo capaz de seguir oferecendo os serviços que sempre ofereceu. E para isso é preciso sair do lugar, caminhar para frente e abraçar as boas oportunidades que surgem. Outras cidades não têm a oportunidade que Cabo Frio está tendo, portanto agora é o momento de olhar objetivamente os fatos, acordar para a realidade e abraçar essa oportunidade, sob pena talvez de nunca mais conseguirmos recuperar as conquistas perdidas.

Luciana G. Rugani
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