Pular para o conteúdo principal

CASO SOBREVIVA À PANDEMIA

por Luciana G. Rugani - Minha amiga Mirtzi Lima Ribeiro escreveu este texto no qual ME SENTI TOTALMENTE AMPARADA, ME VI INTEIRA NESSAS PALAVRAS. Assim, tomo emprestadas as palavras de Mirtzi para dizer que eu, LUCIANA G. RUGANI, CASO SOBREVIVA À PANDEMIA, FAREI EXATAMENTE O QUE DIZ MIRTZI NO TEXTO ABAIXO:
Por Mirtzi Lima Ribeiro

Ao sobreviver a essa Pandemia (eu espero e torço para sobreviver), vou RESSIGNIFICAR toda a minha vida e os conceitos aos quais, aderi anteriormente como verdades inalienáveis.
Atualmente uma avassaladora maioria de pessoas, ALÉM de NÃO RECONHECEREM nossos VALORES, ENERGIA, bondade, nossa maneira aberta e cortada de manter a franqueza, sinceridade, lealdade, verdade e o fluxo saudável de comunicação e das corretas relações pessoais, NÃO TÊM RESPEITO pela pessoa que somos, que construímos com muita disciplina e critérios.
Aqui, a palavra “Respeito”, está no sentido de nos demonstrar gentileza genuína, sem afetações, sem omissões, de modo generoso e sem entraves, nos ouvir quando tivermos dúvidas, nos amparar com palavras elucidativas quando apresentarmos alguma fraqueza, nos apoiar quando estivermos afligidos por temores (fundados ou infundados).
Respeito é, ainda, em qualquer circunstância, ter um olhar amoroso conosco, entendendo nossas dores e aflições, nos oferecendo sempre uma mão amiga que nos faz sentir segurança e amor.
Respeito é nos trazer firmeza e clareza quando todas as circunstâncias nos endereçam incertezas. Respeito é dizer com verdade e sentimento: “eu estou aqui”, “conte comigo”, “serei sempre verdadeiro com você”.
Essas questões, tidas como irrelevantes para muitos na atualidade, representam o zelo e o cuidado que qualificam o que é SER HUMANO, SER da CLAREZA, SER da LUZ, SER da COOPERAÇÃO, SER da UNIÃO, SER da COESÃO.
Então, ao sobreviver a essa Pandemia (AMÉM), serei mais reservada do que antes, me fechando em uma bolha muito mais restrita, para não me expor às ações egoístas alheias, para que não se aproveitem de minha alma generosa, solícita e sempre proativa para a ação construtiva. Irei me desvincular de muitos grupos e de pessoas que sempre extraíram o melhor de mim e na balança de dar e receber, o meu lado ficou mais leve por não me endereçarem nenhum ou pouquíssimo de seus agrados.
Refazer planos, olhar para aquilo que me apraz e me presentear a mim mesma. Equilibrar minha balança sendo eu própria a doadora de preciosidades e mimos. Irei me acalentar muito mais porque eu me mereço, eu me amo e devo me resguardar.
Quando todo esse pesadelo passar (e eu espero que passe), de tantas mortes, tanta insensibilidade, tanta ignomínia, onde presenciamos tanta desconsideração pelos outros, eu quero respirar fundo, quero dizer a mim mesma que venci os maiores monstros. Que eu mesma matei o dragão e me libertei da Torre. Serei ao mesmo tempo meu próprio príncipe encantado a resgatar a princesa, que também sou eu.
Ao finalizar toda essa situação vexatória, de exceção, de inquietação, de horrores e torpores diários, - e eu quero estar do outro lado do tempo bem viva e inteira -, amando muito mais a mim mesma, como nunca antes, usando todas as coisas que aprendi em meu próprio benefício, ser um pouquinho egoísta, menos certinha, se importando praticamente nada com aqueles que não se importaram comigo. Será a hora de viver uma nova vida, livre da pecha de ser tão correta, íntegra, solícita, gentil e tolerante com os outros.
Eu darei a mim mesma o meu próprio valor, que excede a qualquer riqueza material, a qualquer capricho ou clichê ultrapassado. Como escrevi certa vez, "Não amamos um CORPO, mas, a ESSÊNCIA ou a ALMA que se EXPRESSA através de um CORPO" (Mirtzi). Se alguém não for capaz de me LER enquanto essência e pela LUZ que eu emano, ela não será digna para interagir dentro desse contexto.
Iremos dar preferência a LUZES semelhantes às nossas, generosidade que tenha conexão com a nossa, bondade e decência como as nossas, fluidez e honradez de alma como a nossa.
Essa, no meu entender, será o início de uma Era de Luz, que reunirá em propósitos, aqueles que têm generosidade no coração, brilho dos olhos que vem da ALMA e chama divina que habita em nosso ser.
Aos sobreviventes dessa atual hecatombe, haverá a dignidade e a bondade como guias, semelhantes que jamais se olvidariam de nos olhar com o AMOR DIVINO numa Terra resgatada do egoísmo e do individualismo crasso.

Mirtzi Lima Ribeiro

Comentários

  1. Exatamente,pela consciência apropriada do que a autora nos diz.
    Essa pandemia nos proporciona perceber,,o quão somos falhos e em nossa auto-reflexão descobrimos que precisamos mudar nosso ponto de vista e valorizar o que tem valor, o amor.
    O mundo precisa de grandes transformações.
    Abraços a autora e você Luciana.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

A CIDADANIA NOS DIAS ATUAIS

Cidadania é um termo cujo significado encontra-se em constante evolução, sendo modificado e ampliado através da história. Já esteve ligado somente ao exercício de direitos e deveres políticos, mas hoje, devido à evolução das relações sociais, possui um alcance muito maior que envolve também a questão da participação dos membros da sociedade em prol do bem comum. Há alguns anos atrás, os meios de participação social eram restritos, e daí também o conceito de que cidadão era aquele sujeito detentor do direito de voto. A nossa atual constituição federal trouxe enorme contribuição para a ampliação da noção de cidadania, através da instituição de diversos instrumentos de participação popular. Foi um grande passo, e por isso é chamada de “constituição cidadã”. A partir daí, algumas questões onde o abuso era mais evidente ganharam destaque e contribuíram ainda mais para a evolução da cidadania, como é o caso das questões de proteção aos direitos do consumidor e do agigantamento dos

TEXTO EXCELENTE SOBRE RESILIÊNCIA

Como se forma um gênio como o escultor Auguste Rodin?   por Regis Mesquita   Blog www.psicologiaracional.com.br Em 1840 nasceu um gênio chamado Auguste Rodin? Não, ele se tornou um gênio , nasceu com potencialidades, vocações e plano de vida. A sua genialidade foi o fruto final de um longo processo de estudos, tentativas, erros, treinamentos, aprimoramentos, fracassos. Para cada obra bem feita, ele deve ter tido pelo menos uns 400 fracassos. Olhando pelo lado da proporção, o genial Rodin foi um fracassado. O pior vem agora: para cada obra Genial, para cada "obra prima", ele deve ter tido pelo menos uns mil fracassos (obviamente, estes números são projeções minhas). Rodin era pobre, foi rejeitado três vezes ao tentar entrar em escolas de artes. Mas, ele tinha uma arma infalível: ele brincava com a arte. Em nossa sociedade nós dizemos: "isto não é brincadeira, vamos fazer as coisas com seriedade. Se seguisse este preceito, Rodin teria si

PARA HENRY BOREL

Não mais o riso fácil de criança! Os bonecos a lutar, Impulsionados por frágeis mãozinhas, Agora estão inertes Como inerte está  O seu corpinho sofrido. Não mais a alegria E o gosto da liberdade Dos dias fora do calabouço, O seu cárcere de dor. Quantos gritos mudos Em abraços silenciosos. Quantas dores caladas Gritadas em olhar de pavor. Quantos pedidos no choro fácil, No rostinho escondido no ombro No colo de sua algoz. Uma criança somente, E somente só. Única! Seu riso só seu, Seu olhar, sua identidade. Sua voz, seu abraço Únicos! Sua voz agora é silêncio, A mesma voz  Que animava brinquedos A mesma voz  Que implorava socorro na fala curta. Pai, me deixa ficar contigo! A luz aqui Pra sempre se apaga. Ficarão a saudade, E consciências sem paz. Mas a luz vive além Resplandece linda entre anjos. O anjo venceu o leão da arena E em outras esferas foi sorrir, Foi brincar, Foi viver. Liberto está, Para sempre, Das mãos frias de duros golpes, Dos abraços fortes de ódio E da tortura, Que dói