O ideal é manter o foco amplo. Observar, mas observar muito mesmo, e ainda será pouco o tanto que observar. Não se fechar de forma alguma para a convivência com o outro, com o pensar diferente (com exceção de alguns que infelizmente foram contaminados com o vírus do bolsonarismo, que destrói alguns neurônios tornando impossível qualquer convivência com diálogo e entendimento). Abrir a visão, ouvir o outro, conversar com amigos de opiniões diversas, isso tudo só nos enriquecerá. Veremos cenas que nunca veríamos, ouviremos músicas que nunca ouviríamos e teremos uma base bem mais ampla de conhecimento para formarmos as nossas próprias impressões. Veremos que muitas crenças ruirão como castelos de areia, e muitas trincas, antes nunca vistas, aparecerão em prédios aparentemente sólidos. E veremos também que muita feiúra pintada não é tão feia assim, muito pelo contrário. Algumas até muito bonitas!
É muito comum termos impressões sobre pessoas e fatos baseando-nos apenas no pequeno foco que temos, e esse foco costuma ser limitado ao meio em que convivemos mais frequentemente, seja este meio o meio religioso, profissional, político, ou qualquer outro. Em todos os meios sociais, isso é muito frequente. Quantas vezes convivemos em certo meio e formamos nossas ideias com base nos pontos de vista e fatos narrados dentro desse meio, e acabamos pré-concebendo ideias e impressões, positivas ou negativas, muitas vezes equivocadas.
Observação de detalhes e entrelinhas nunca é demais. Um foco amplo como o céu é tudo que pode nos tornar mais fortes. Claro que, como tudo nessa vida, tem um preço a pagar. A incompreensão do meio costuma ser parte desse preço, principalmente em uma sociedade acostumada ao cabresto em vários sentidos. Mas aí será questão de opção, de colocar na balança o preço de viver para agradar as "loucuras" de uma sociedade doente ou de viver para evoluir e crescer enquanto ser humano, adquirindo cada vez mais informação e formando um senso crítico autônomo, que propiciará cada vez mais liberdade na escolha dos caminhos a seguir.
Luciana G. Rugani

Excelente reflexão, percebo que estamos cada vez mais distantes uns dos outros, olhamos o outro superficialmente, não queremos nos aprofundar. O sentimento do outro não nos afeta, isso a meu ver é a mais genuína forma de solidão.
ResponderExcluirA vida é uma escola, não sabemos de tudo,existe um aprendizado constantemente, em sociedade,seja ela desde um monólogo a grandes palestras e encontros.
ResponderExcluirFeliz de quem está sempre pronto para adquirir conhecimentos.
Abraços.