Ao fazer este poema, quis registrar a importância do Canal do Itajuru em toda a história de vida de Cabo Frio, desde épocas antigas. Há uma história muito interessante que aconteceu no Canal e que foi retratada pelas lentes do fotógrafo Motta, pai de Wolney Teixeira, o fotógrafo responsável pelos registros fotográficos de Cabo Frio antiga, e sobre a qual faço uma breve referência nos versos do poema. Existe uma foto, tirada por Motta, de um tempo em que ainda não havia a Ponte Feliciano Sodré. Ele fotografa a balsa antiga, cheia de pessoas a pé e também montadas em cavalo, fato muito comum naquela época. Um homem jovem que está na foto é o cobrador da embarcação. Naquele momento, aquele cobrador, de nome Rodolfo Pacheco Sobrosa, e o fotógrafo Motta não se conheciam. O cobrador era casado e tinha uma filha. Essa filha é quem, no futuro, casou-se com Wolney Teixeira, filho do fotógrafo Motta. Do casamento de Wolney com essa filha do então jovem cobrador, que se chamava Maria da Conc...