domingo, 22 de setembro de 2019

O INÍCIO DA ACESSIBILIDADE URBANA EM CABO FRIO

Tendo em vista as comemorações referentes ao "Dia Nacional de Luta pelos Direitos da Pessoa com Deficiência", em 21 deste mês, vamos relembrar um pouco sobre como se deu o início da acessibilidade urbana na cidade de Cabo Frio (RJ).

Por volta do final dos anos 90 e início dos anos 2000, Cabo Frio vivia uma total remodelação devido às muitas obras realizadas pelo então prefeito Alair Corrêa. Alair estava organizando a cidade, cuidando de toda a infraestrutura que possibilitaria sua inserção no roteiro turístico nacional. Extinção de valões, urbanização de bairros inteiros, vias de acesso à cidade, grandes avenidas, enfim, a cidade adquiria nova "cara", mais moderna, mais atrativa e com maior qualidade de vida.

Ao mesmo tempo, a questão da acessibilidade tomava força a cada dia no país e, principalmente, nas capitais. No interior do estado do Rio, também começava a dar seus primeiros passos. As pessoas com deficiência constituíam, na época, 10% (dez por cento) da população brasileira. Hoje essa porcentagem está em torno de 25% (vinte e cinco por cento).

Em Cabo Frio, no governo de Alair, percebíamos, ao observar os eventos públicos, que já havia uma preocupação com a inclusão das pessoas com deficiência. Vale citar, por exemplo, que, na realização do grande show de Roberto Carlos na Praia do Forte, foi determinada a separação de espaço adequado e confortável para comportar 300 pessoas com deficiência, além de cerca de 3000 cadeiras somente para pessoas acima de 60 anos.

Nessa época, começava a consolidar-se um movimento de pessoas com deficiência, liderado pela cadeirante Maria Helena Barbosa Ribeiro, que almejava uma cidade com maior acessibilidade nas ruas, avenidas e próprios públicos. Desculpem-me por não nomear todos os representantes deste movimento, pois não me recordo de todos e por isso prefiro não arriscar mencioná-los. Mas destaco, para representá-los, a cadeirante Elizabeth Marge, nossa querida Beth. Destaco também Joelma Fidalgo, que na época já coordenava uma casa de apoio que até hoje abriga projetos para a acessibilidade. 

Estas pessoas viram no governo transformador de Alair a oportunidade e momento certo para semear as ideias sobre a acessibilidade urbana, considerando as obras que estavam sendo realizadas na cidade. Faziam participações em entrevistas, tanto em programas locais, como o programa de Amaury Valério, como também em programas de alcance nacional (programa da Ana Maria Braga).

A esperança e expectativa eram grandes, pois Alair Corrêa era conhecido por ser um político atento aos clamores populares e aberto a novas ideias e projetos que visassem a melhoria da qualidade de vida na cidade. E não foi diferente desta vez: Alair colocou-se disponível para ouvir os representantes do segmento e, mais que isso, possibilitou a eles acesso direto aos responsáveis pelas muitas obras que eram realizadas na cidade. Sem ainda conhecer Elizabeth Marge pessoalmente, ele a recebeu em seu gabinete para conversar sobre o assunto. Beth foi recebida com toda gentileza e receptividade, e foi colocada em contato com o grupo de engenheiros e arquitetos responsáveis pelos projetos e pelas obras em andamento para que fosse por eles ouvida em relação aos quesitos para que todas as obras fossem acessíveis. Elizabeth opinava e comparecia in loco para verificar as obras sob o ponto de vista da pessoa com deficiência.  Várias obras foram realizadas em conformidade com as exigências legais da acessibilidade e aferidas pessoalmente por Beth.

E assim, após seguidas reuniões e entrevistas, o tema foi tomando corpo. Nascia assim a acessibilidade urbana em Cabo Frio!

O governo realizador de Alair Corrêa, que tanto transformou a cidade e contribuiu para seu desenvolvimento através de suas obras, abriu espaço também para que a cidade se transformasse em termos de visão inclusiva. Em 2003, ainda em sua gestão, foi realizado o primeiro carnaval inclusivo com o desfile de um bloco de pessoas com deficiência. (Clique aqui para saber mais sobre este evento que tornou Cabo Frio a cidade pioneira em carnaval inclusivo para pessoas com deficiência).

Sabemos que a cidade ainda tem muito o que avançar neste assunto. A luta do segmento prossegue, e ainda há muito o que fazer. Mas acho importante que todos nós conheçamos o início deste trabalho, empreendido com tanto esforço e garra por essas pessoas pioneiras que fizeram parte do movimento inicial e, em nome das quais eu cito Elizabeth Marge, para que todos nós, cidadãos, possamos nos inspirar nele para adquirirmos força na busca de uma cidade acessível para todos. Vale lembrar que acessibilidade é importante não somente para pessoas com deficiência, mas também para idosos e para qualquer pessoa, seja de que idade for, que tenha alguma dificuldade de locomoção, momentânea ou não.

Abaixo seguem fotos de jornais da época com matérias sobre o assunto:
Luciana G. Rugani

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

ASSISTA À ENTREVISTA DE ALAIR CORRÊA NO PROGRAMA "PANORAMA", COM EDUANDER SILVA

Hoje o pré-candidato à prefeitura de Cabo Frio (RJ), Alair Corrêa, foi entrevistado no programa "Panorama", do radialista Eduander Silva, na rádio Cabo Frio FM.
Em sua segunda entrevista como pré-candidato, Alair esclareceu dúvidas de ouvintes em relação à sua pré-candidatura e falou sobre as razões que o levaram a lançar seu nome, respondeu perguntas dos ouvintes e mencionou algumas ideias que há muito tem para Cabo Frio. Alair respondeu todas as questões com bastante objetividade e assertividade, características pessoais do pré-candidato.
Abaixo segue a entrevista em sua totalidade. Clique no vídeo para assistir:


Luciana G. Rugani

terça-feira, 17 de setembro de 2019

SARAU DAS FLORES LITERÁRIAS NO CHARITAS

por Flores Literárias - No próximo dia 21, saudaremos a chegada da primavera anunciando, através da arte literária, vida, flores, livros, fadas e canções.
Será o nosso Sarau das Flores Literárias, no Charitas, a partir das 18h.
Teremos a participação do jovem e talentoso poeta, Paulo Souza, apresentando o seu livro "Uma vida por trás dos versos".
A querida fada brilhante diamante, Bia Fernandes, estará também lançando a antologia Flor de Lis, que conta com a sua participação.
A música ficará por conta da suavidade e brilho do músico Belga.
Venha conosco saudar a primavera florindo e literando!

NESTA QUARTA, ENTREVISTA DE ALAIR CORRÊA NO PROGRAMA DO EDUANDER SILVA, NA RÁDIO CABO FRIO FM

Nesta quarta-feira, 18/9, a partir das 17 h, entrevista de ALAIR CORRÊA no programa do radialista EDUANDER SILVA, na Rádio Cabo Frio 89,3 FM, com transmissão também pelo Facebook, na página de Eduander Silva. 
Alair comentará sobre os projetos que deram certo em seus governos e abordará os projetos que tem como pré-candidato a prefeito de Cabo Frio em 2020. 
NÃO PERCAM!


PALESTRA "COMO EMPODERAR PESSOAS COM DEFICIÊNCIA", COM ALEX DUARTE

Dia 20/09, às 15:30, palestra "Como Empoderar Pessoas com Deficiência", com Alex Duarte, idealizador, produtor e diretor do filme Cromossomo 21, na Universidade Veiga de Almeida (UVA), em Cabo Frio.
Palestra aberta a todos os cidadãos.
Entrada: GRATUITA! Opcional 1 Kg de alimento não perecível.

Foto com fundo preto e o palestrante sentado ao centro, sorrindo e vestindo terno escuro. Em letras claras e destacadas, à esquerda no alto, escrito Cromossomo 21, o 21 faz um coração, mais abaixo, primeira vez na região dos Lagos. À direita, no alto, em linhas subsequentes escrito: a data da palestra, 20 de setembro, o horário: 15:30, o local: Universidade Veiga de Almeida, Estrada Perynas, Cabo Frio. Mais abaixo, numa caixa de destaque amarela, escrito: entrada gratuita e em letras brancas: opcional 1 kilo de alimento. No centro, está escrito na altura do corpo, do palestrante o nome dele: Alex Duarte, mais abaixo, o título da palestra: Como Empoderar Pessoas Com Deficiência. Mais abaixo, dentro de uma caixa, o endereço do site : www.cromossomo21.com.br
Na parte de baixo, numa faixa branca as logos do MPT-RJ, ao centro, SPP-PCD- Cabo Frio, em seguida, COMUD-PCD. Fim da descrição.


domingo, 15 de setembro de 2019

CONTO: O NASCIMENTO DE UM ESCRITOR


O NASCIMENTO DE UM ESCRITOR
Por Luciana Gonçalves Rugani

Era primavera do ano de 2016. 
Rômulo Alípio vivia seus dias entre os cuidados com a tia acamada, seus passeios ciclísticos junto à natureza e suas poesias. Era um apaixonado pela natureza! E para ela eram dedicados seus versos. Escrevia muito. Suas poesias eram postadas em uma rede social onde convivia com amigos, muitos deles ainda desconhecidos. Fazia poesias para as casuarinas, para a lagoa, para um simples pôr do sol, enfim, seu olhar captava os mais belos lances da natureza e sua mente os traduzia rapidamente em textos poéticos. Talvez por isso sua página na rede social era muito agradável, pois as poesias eram ilustradas com lindas fotos que ele mesmo tirava.
Certo dia, adicionou em sua rede uma amiga de seu irmão que se chamava Lucinda e que também escrevia poesias. Apresentou a ela seus posts poéticos feitos diariamente ou até várias vezes por dia. Lucinda, também apaixonada pela natureza da região, gostou muito, percebeu em Rômulo a sensibilidade para a poesia e o amor à natureza e resolveu incentivá-lo a participar de uma antologia literária.
Rômulo, a princípio, ficou um pouco receoso, pois sua formação na área de Ciências Exatas deixava-lhe inseguro para arriscar-se no campo das letras. Mas Lucinda insistiu dizendo a ele que simplesmente deixasse fluir em forma de palavras aquilo que ele sentia pela natureza. Bastava isso para que pudesse participar da antologia: poetizar!
Um belo dia, Rômulo estava no posto de gasolina abastecendo seu carro. Enquanto aguardava o frentista, observava a paisagem ao seu redor e eis que, de repente, vislumbrou no céu um belo arco-íris. Lembrou-se da sabedoria popular que diz que quando um arco-íris brilha no céu significa que todos os sonhos se realizarão. 
No mesmo instante, veio à sua mente o pedido de Lucinda para que participasse da antologia literária. Pensou: “Vou participar da antologia. Não sei se ainda aceitarão minha participação, pois o prazo já terminou, nem sei se gostarão de minha poesia, mas vou tentar!”. Rapidamente, pegou um bloco no porta-luvas do carro e, como o tema era “flores”, começou a escrever qualidades das flores e logo estava pronta sua poesia.
E foi assim que Rômulo se inscreveu e teve sua primeira participação literária publicada em um livro de antologia.
A partir daí, Rômulo entusiasmou-se. Foram embora todos os receios e ele dedicou-se de corpo e alma à poesia publicando vários livros em pouco tempo. Fez novas amizades com pessoas do meio literário, conheceu editores e escritores. Veio a conhecer Lucinda pessoalmente por ocasião do lançamento do livro da antologia.
E não é que, entre os escritores e novos amigos que conheceu, Rômulo encontrou o amor de sua vida? Sim! Rômulo conheceu Rosa, escritora e professora que também participou da mesma antologia.
Rômulo encontrou-se na poesia. Sua vida ficou mais plena, mais alegre. Hoje já é conhecido escritor em sua região, inclusive fazendo parte, juntamente com sua amada e também com Lucinda, da academia de letras da cidade.
Interessante em toda essa história é observar como as coisas fluem naturalmente quando estão predestinadas a acontecerem. Rômulo, antes solitário, tendo como companheira a natureza tão amada, acostumado a lidar com números e cálculos, de repente viu-se como que em um rio, sendo levado por suas águas até o mar das letras e da poesia. Como um rio virtual que chega até o mar da concretização dos sonhos e desejos!
A história de Rômulo, suas conquistas e vitórias, foram possibilitadas pelo maravilhoso mundo virtual da internet. É uma prova de que virtual é apenas o meio utilizado para que pessoas reais busquem aquilo que as preencham e de que o mundo virtual será aquilo que dele fizerem.  Quando utilizadas como instrumento para crescimento e evolução de um ser humano, as redes sociais fazem esplendorosos milagres! Possibilitam que atinjamos pontos antes nunca imaginados, cruzam destinos, abrem caminhos.
Rômulo mudou seu foco, ampliou seu mundo. Aos seus amigos costumava dizer que “As redes sociais são como o mar, e nós somos os navegadores deste mar. Este mar me tirou do quarto e me levou para o mundo. Ganhei asas, e hoje posso voar”.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

ASSISTA À ENTREVISTA DE ALAIR CORRÊA NO PROGRAMA "JOÃO NA TV"

Hoje Alair Corrêa foi entrevistado no programa "João na TV", da Jovem TV.

Dando sua primeira entrevista como pré-candidato a prefeito de Cabo Frio, Alair pôde explicar o que o levou a ser pré-candidato, falou sobre muitas de suas realizações, inclusive citando de memória nomes de várias escolas que construiu. Falou também, como profundo conhecedor da administração pública, sobre a questão dos royalties e a relevância do julgamento que ocorrerá no dia 20/11 no STF, quando será julgada a matéria sobre os critérios de distribuição dos royalties do petróleo e os efeitos práticos dessa questão para Cabo Frio.

Destacou, com muita procedência, a importância que terá este possível futuro mandato em sua vida pública e para a cidade, pois um político que tem a história de realizações que ele tem nunca deixaria, propositalmente ou negligentemente, acontecer o que aconteceu nos dois últimos anos de seu último mandato, quando houve o pico mais negativo de arrecadação de toda a história dos royalties. Disse que seu objetivo será fazer um governo de excelência, um governo de destaque que apague definitivamente de sua história as marcas da tempestade que viveu em seu último mandato.

Agradeço de coração as palavras de Alair ao se referir a mim durante a entrevista. Quero dizer que seu reconhecimento e carinho são pra mim infinitamente preciosos porque Alair é um amigo muito querido e do qual sempre estarei ao lado, seja na política ou fora dela. Pude conhecê-lo mais de perto e descobrir a pessoa incrível que ele é, um homem forte, determinado, mas também sensível, que, mesmo em meio às todas as lutas que enfrentou, não perdeu a capacidade de amar nossa cidade e de encantar-se com suas maravilhas.

Com certeza foi mais uma excelente entrevista de Alair que reproduzo aqui e todos podem conferir clicando no vídeo abaixo:

Luciana G. Rugani

terça-feira, 10 de setembro de 2019

POESIA "CABO FRIO, EM SENTIMENTOS" NA VOZ DE VINÍCIUS SANTA ROSA

Minha poesia "CABO FRIO, EM SENTIMENTOS" declamada esplendidamente por Vinícius Santa Rosa. 
Ficou maravilhosa!!
Já está disponível e pode ser encontrada em todas as plataformas virtuais, como, por exemplo: SPOTIFY, SOUND CLOUD, DEEZER, AMAZON, ETC.
Clique no link abaixo para ouvir no YOUTUBE:

Luciana G. Rugani

NESTA QUINTA, ENTREVISTA DE ALAIR CORRÊA NO PROGRAMA "JOÃO NA TV"

Nesta quinta-feira, 12/9, a partir das 16 h, entrevista de ALAIR CORRÊA no programa JOÃO NA TV, na Jovem TV, com transmissão também pelo Facebook. 
Alair comentará sobre os problemas da cidade, arrecadação, política e porque aceitou ser pré-candidato a prefeito de Cabo Frio! 
NÃO PERCAM!


Luciana G. Rugani

ALAIR CORRÊA DECLARA-SE PRÉ-CANDIDATO A PREFEITO DE CABO FRIO

Por Luciana G. Rugani - semana passada, no dia 4/9, Alair Corrêa, prefeito de Cabo Frio por quatro mandatos, postou em seu Facebook que é pré-candidato a prefeito. Alair é conhecido como "o prefeito que mudou Cabo Frio" devido às tantas obras que realizou e que fizeram com que a cidade viesse a ser reconhecida nacionalmente pelo turismo. Urbanizou bairros inteiros, fechou valões, abriu vias de acesso à cidade, inaugurou aeroporto, terminal de transatlânticos, vários hospitais e escolas, etc. Oitenta por cento de todas as obras realizadas na cidade foram em seus governos.
Eu vejo como muito positiva essa decisão de Alair, pois um político com sua experiência, história de realizações e trabalho pela cidade tem muto o que contribuir para que Cabo Frio possa novamente vir a ser uma cidade-destaque como foi em seu governo, quando ganhou o título de cidade mais limpa do Brasil e Alair foi eleito um dos melhores prefeitos do país.
Segue abaixo o texto de sua postagem:


por Alair Corrêa - MARAVILHOSO! Posso assim afirmar por tão grande manifestação de carinho e apoio a uma Pré-Candidatura a Prefeito da Cidade!

Foram centenas de compartilhamentos, milhares de curtidas e centenas de comentários em muitas páginas do Facebook. Só nesse perfil tivemos 324 depoimentos com mais de 95 % dos internautas DIZENDO SIM!
O pedido para que eu dispute a eleição se repete nas centenas de outras páginas de muitos internautas! Diante de tantos pedidos, não tenho mais como ficar ausente na eleição de 2020. Respondendo, então, aos pedidos, informo: SEREI SIM PRÉ-CANDIDATO A PREFEITO DE CABO FRIO, POIS SEI QUE AJUDEI A CONSTRUÍ-LA! DISPUTAREI A CONVENÇÃO PELO PARTIDO DO AMIGO E SENADOR ROMÁRIO, Partido PODEMOS, que tem minha filha Dra. Carolina Corrêa como atual Presidente! Conto com todos nessa minha nova caminhada!

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

BÚZIOS SEDIARÁ O PRÊMIO LITERARTE 2019

Foto: divulgação Literarte

Na próxima sexta-feira (13), em Búzios, haverá a entrega dos prêmios "Troféu Monteiro Lobato" e "Troféu Tarsila do Amaral" e ainda a premiação Melhores do Ano pela Associação Internacional de escritores e artistas - LITERARTE a artistas que se destacaram na literatura, mídia, música e artes em geral entre os anos de 2018 e 2019. O evento será no Hotel Pérola Convention e contará com a presença de personalidades artísticas, incluindo vários escritores da Região dos Lagos que serão homenageados, entre eles alguns membros da nossa Academia de Letras e Artes de Cabo Frio - ALACAF.

No dia 14 haverá a posse de Academia Luminescense - ALB Campos e NALAP.

Nos dias 14 e 15, acontecerá ainda uma Feira de Livros aberta ao público, no horário de 10 h às 22 h, na Praça Santos Dumont, centro de Búzios.

“É papel da Literarte o incentivo artístico e cultural e reconhecimento de trabalhos relevantes a nível nacional e Internacional. Somos hoje a Terceira Instituição Literária mais reconhecida internacionalmente e manter artistas brasileiros divulgados é nossa meta.
Com esta iniciativa, a Literarte reconhece e premia aqueles que se destacam na sociedade com excelência na gestão de suas carreiras, contribuindo efetivamente para o desenvolvimento cultural e, consequentemente, socioeconômico do país”, afirma Izabelle Valladares, presidente da instituição.

Luciana G. Rugani

ALACAF REPRESENTA A LITERATURA CABO-FRIENSE NA XIX BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO RIO

As acadêmicas Jaqueline Brum e Bia Fernandes marcaram presença na Bienal do Rio. Ambas participaram do sarau da Editora Litteris, no pavilhão laranja, onde declamaram poemas e falaram sobre a movimentação literária em Cabo Frio. A escritora Bia Fernandes lançou seu livro Flor de Lis e fez sua iniciação no grupo das Fadas Brilhantes Diamantes do Rio de Janeiro e tornou-se uma representante do grupo aqui na região dos Lagos.


A escritora Jaqueline Brum, presidente da Academia de Letras e Artes de Cabo Frio - ALACAF, encontrou-se com o escritor Maurício de Sousa. Os dois trocaram livros e Maurício elogiou o trabalho da escritora.

"Estamos felizes e honradas com a oportunidade de fazer a difusão literária levando o nome de Cabo Frio pra Bienal internacional do livro. A Literatura é a arte guardiã da história, memória, cultura e raízes de um povo." Jaqueline Brum.


Parabenizo minhas confreiras Jaqueline e Bia pela presença na Bienal! É gratificante ver nossa ALACAF presente nos eventos e divulgando o nome de nossa cidade e sua enorme riqueza cultural!


Jaqueline Brum
Bia Fernandes

O escritor Maurício de Sousa e Jaqueline Brum

 

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

CONTO: UM AMOR INFINITO

INTRODUÇÃO


Normalmente costumo escrever poesias ou postar poesias de amigos sem relatar a origem delas. Hoje será diferente!

Hoje me vi como o saudoso Renato Russo, que, para relatar a história de um casal de amigos, fez uma canção criativa e que explodiu de sucesso durante um bom tempo. Assim como Renato Russo compôs "Eduardo e Mônica" para contar a história de seus amigos, eu resolvi escrever um conto romântico.

A história de Butch e Ize é na verdade uma história de amor infinito, sacrificado há 34 anos devido às naturais escolhas que todos nós fazemos quando jovens mas que, quando adquirimos mais maturidade, percebemos nosso engano e não podemos mais voltar atrás. O tempo não retrocede. Butch culpa-se pela atitude que tomou há 34 anos e que foi responsável pela dor que até hoje carrega em seu coração. Mas eu disse a ele que ele não deve se culpar, pois ele escolheu e agiu de acordo com a experiência que tinha na época, e assim é a vida: a cada dia podemos aprender mais um pouco e perceber os erros que cometemos. Algumas vezes podemos consertá-los, outras vezes não, mas, ainda assim, é bom e saudável que percebamos e aprendamos com eles, pois, ainda que não possamos alterar os fatos, a experiência nos ajudará em outras questões do nosso amanhã ou até mesmo em nosso presente. Experiência e saber nunca são demais.

Abaixo segue o conto e, em seguida, duas poesias de Butch que, com sua autorização, publico para ilustrar o conto. Ambas as poesias têm origem nessa história sem fim, que permanece viva e sendo vivida a cada dia nos sonhos dos dois, principalmente de Butch, que tanto lutou para consertar os efeitos de sua impensada decisão.
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UM AMOR INFINITO

Ano de 1986. Cidade de Santo Antônio do Paraibuna. Butch Cassidy, um jovem de dezesseis anos, levava uma vida normal, como qualquer adolescente de sua idade, até que vivenciou uma história que marcaria sua vida para sempre.

Butch conheceu Ize, uma jovem com quem se encantou quase que à primeira vista. Ize também encantou-se por Butch. Ambos perceberam que havia entre eles muito em comum e, principalmente, um sentimento diferente e muito intenso. Mas, o tempo passou e, como costuma acontecer com os jovens nessa idade, quando a sede de conhecer e viver novas experiências é maior do que a real noção dos assuntos do coração, Butch acabou interessando-se por Lena, a irmã de Ize. Jovem intrépido, sem nenhum receio em tomar o atalho das ilusões, Butch termina seu relacionamento com Ize e começa o namoro com Lena. A princípio, Ize ficou muito triste, mas quando ficou sabendo que sua própria irmã havia sido o pivô do fim do seu relacionamento, sua tristeza transformou-se em uma só determinação: seguir adiante e negar-se veementemente a abaixar a cabeça e derramar mais uma lágrima sequer por Butch. Ize era uma garota muito determinada. Ao mesmo tempo que o fim de seu namoro havia sido dolorido, ela guardou aquela dor no fundo do seu peito e seguiu adiante. Foi viver sua vida aproveitando todas as oportunidades de conhecer novos locais, novas pessoas. Abriu seu coração para a vida! 

Ize vivia no distrito de Santo Antônio do Paraibuna, zona rural da pacata cidade. Um belo dia, conheceu Aldo. Aldo havia chegado há pouco tempo na cidade. Vinha do estado de Mato Grosso, onde trabalhava para uma empresa de construção civil, e teria sido escalado para fazer parte da equipe contratada para construir uma ponte de ligação entre o distrito e a área central da cidade. Foi entre idas e vindas do centro para a zona rural que eles se conheceram. Ize, já refeita, entrou firme no relacionamento com Aldo e marcaram o casamento.

Neste período, Butch e Lena namoravam, mas Butch começou a perceber que havia deixado levar-se pelas ilusões. Sentiu que ainda amava Ize, e, pela primeira vez, agora com os pés no chão, percebeu a diferença entre os sentimentos que havia cultivado até então. Descobriu que amava Ize de verdade, e que seu relacionamento com Lena havia sido somente fruto de seus arroubos juvenis. Resolveu falar com Ize, procurá-la, dizer que a distância entre ambos havia feito com que ele percebesse que realmente a amava. Mas, para sua surpresa, descobriu que Ize estava de casamento marcado para daí a um mês!

Ele se desesperou, fez de tudo que era possível. Conversou, escreveu, implorou. Acabou até mesmo descobrindo seu lado poeta. Foi quando escreveu "Minha alma", poesia por meio da qual traduziu com profundidade sua paixão e sentimento por Ize.

Mas infelizmente nada adiantou. Ize era determinada, e, apesar de ainda amar muito Butch, resolveu seguir adiante. Casou-se com Aldo e mudou-se de cidade.

Os anos se passaram. Butch também acabou casando-se alguns anos depois, mas nunca esqueceu Ize. Já fazem 34 anos que tudo isso aconteceu e até hoje Ize encontra-se presente em seu pensamento praticamente todos os dias. Hoje Ize é uma jovem vó de 51 anos. Mudou-se de Santo Antônio do Paraibuna, porém seus pais ali permaneceram. Ize e Aldo voltam todos os finais de ano para visitá-los, e em muitas destas vezes, Ize e Butch acabaram se encontrando. Ize nunca falou sobre seu sentimento, mas seu olhar denuncia o amor que sempre nutriu por Butch. Este, com o coração a mil, sente-se sufocado, precisa falar, expressar seu sentimento. Então ele fala com Ize, diz que ainda a ama, e desculpa-se, afinal ambos estão casados. Ize somente sorri em silêncio...

E assim tem sido a cada ano... Butch encontra com Ize em seus sonhos enquanto aguarda ansiosamente cada final de ano para poder ao menos mirar seus olhos e dizer o quanto a ama. Butch e Ize vivem juntos esse sonho em seus pensamentos, mantém viva a chama enquanto aguardam, talvez, alguma manobra do destino que possa uni-los novamente.
Entre Butch e Ize há algo transcendental, talvez até mesmo uma afinidade de almas. Certa vez, uma cigana da cidade disse para Butch que toda vez que ele pensava em Ize ela também pensava nele, no mesmo momento, algo mágico. Entre ambos há, com certeza, uma rara e perfeita conexão.

Dizem que quando algo deve realmente acontecer, todo e qualquer obstáculo será removido no tempo certo para que aquilo aconteça. Não sei se é o caso dos dois, mas fato é que a história deles segue viva, alimentada nos sonhos pela reciprocidade. Talvez permaneça assim, apenas um doce encanto imperturbável por rusgas e problemas que provavelmente poderiam surgir caso houvesse uma convivência próxima e diária... ou talvez, quem sabe um dia, ambos consigam encontrar a ponta da linha que ficou perdida em meio às tramas e aos fios do destino implacável. Não sei, ninguém sabe, nem mesmo eles têm noção do que pode lhes acontecer. A única certeza que há é que essa história não terminou, segue cada vez mais viva no coração dos dois, independente de circunstâncias e condições.

Luciana G. Rugani
Minha alma

Minha alma de fogo ardente
Em noites brancas e vazias
Não se sente contente
Caminhando em nuvens macias,
Minha alma aos poucos chora
Vendo meu sonho acabar
Meu coração ainda implora
Para que o mundo pudesse parar.
Minha alma, não sei se de vidro ou pedra
Vai perdendo as forças pra lutar
Como um cristal que se quebra
Nada pode restar.
Minha alma de luz e dor
Espera uma chance aparecer
Para que desse grande amor
Ela possa renascer.

Butch Cassidy, 24/11/86

Vida

Vida
Venho te pedir uma chance
pra viver o verdadeiro amor
antes que a morte me alcance
Vida
Traz o meu único e grande amor
que por erro e descuido deixei escapar
Afogando-me agora em um mar de dor
Será que ainda algo posso esperar?
daquela que sempre quis me amar?
Vida
Não sejais cruel comigo
me tenha como amigo
em sua estrada já me perdi
Sofri, aprendi, arrependi, que cesse o castigo
Vida
Não te peço uma vida inteira
Talvez uma parte, um minuto
desse grande e único amor
me resgate desse luto
Vida venho te pedir uma chance
antes que a morte me alcance

Butch Cassidy
05/09/19

domingo, 25 de agosto de 2019

POESIA: MINHA MORADA

MINHA MORADA

Cabo Frio!
Meu coração pousou nesta terra.
Escolhi o Braga para morar,
e assim ficar,
entre a lagoa e o mar.
À minha frente, as dunas
cujo branco, em noites de lua,
É como um claro farol
Que ilumina a escuridão da noite,
e a escuridão das almas.
Às minhas costas, o Forte São Matheus
antes,
defesa contra piratas do pau Brasil
hoje,
fortaleza de sonhos,
fonte de inspiração
dos poetas apaixonados.

Dupla autoria - poesia a quatro mãos
Por: ALAIR CORRÊA e LUCIANA G. RUGANI
(AFC/LGR) 

sábado, 24 de agosto de 2019

"APROVEITA O DIA", POESIA DE WALT WHITMAN

Maravilhosa composição do poeta norte-americano Walt Whitman (1819 – 1892):



Aproveita o dia 
(Walt Whitman)

Aproveita o dia,
Não deixes que termine sem teres crescido um pouco.
Sem teres sido feliz, sem teres alimentado teus sonhos.
Não te deixes vencer pelo desalento.
Não permitas que alguém te negue o direito de expressar-te, que é quase um dever.
Não abandones tua ânsia de fazer de tua vida algo extraordinário.
Não deixes de crer que as palavras e as poesias sim podem mudar o mundo.
Porque passe o que passar, nossa essência continuará intacta.
Somos seres humanos cheios de paixão.
A vida é deserto e oásis.
Nos derruba, nos lastima, nos ensina, nos converte em protagonistas de nossa própria história.
Ainda que o vento sopre contra, a poderosa obra continua, tu podes trocar uma estrofe.
Não deixes nunca de sonhar, porque só nos sonhos pode ser livre o homem.
Não caias no pior dos erros: o silêncio.
A maioria vive num silêncio espantoso. Não te resignes, e nem fujas.
Valorize a beleza das coisas simples, se pode fazer poesia bela, sobre as pequenas coisas.
Não atraiçoes tuas crenças.
Todos necessitamos de aceitação, mas não podemos remar contra nós mesmos.
Isso transforma a vida em um inferno.
Desfruta o pânico que provoca ter a vida toda a diante.
Procures vivê-la intensamente sem mediocridades.
Pensa que em ti está o futuro, e encara a tarefa com orgulho e sem medo.
Aprendes com quem pode ensinar-te as experiências daqueles que nos precederam.
Não permitas que a vida se passe sem teres vivido…

terça-feira, 20 de agosto de 2019

POESIA DE PETRÔNIO RUGANI: DIVAGANDO


DIVAGANDO (O poema do futuro)

Jazidas, depósitos naturais
de substâncias úteis, espessas, grossas.
Irrigar, regar, destemido, corajoso,
Desvalido, desprotegido.
Adegas, lugar onde se guarda vinho,
Malefícios, maldades, sortilégios,
Audácia, ousadia, atrevimento.
Entreolharam, olhar um para o outro.
Deliberações, resoluções.
Pálido, descorado, angustiado, aflito, agoniado.
Debandaram, fugiram.
Balançaremos brisa, aragem, vento brando,
Moribundo que vai se acabar.
Fascinantes, deslumbrantes herdeiros,
Aqueles que herdam, cogitações, reflexões, pensamentos.
Afagou, acariciou petisco, comida saborosa.
Submissão, humilde, brados, gritos alarmados, assustados.
Ensinou, disse: cágado, tartaruga, encalço, pegada,
Rastro decepando, cortando, restituiu, entregou.

- Petrônio Rugani, 01/04/1970 -

sábado, 17 de agosto de 2019

PRIMEIRA FESTA AGOSTINA DO PONTAL DO PERÓ!

Não percam! 
Dia 31/08, a primeira Festa Agostina do Pontal do Peró! 
Ingressos antecipados até o dia 20/08 por apenas R$30,00 com direito a comidas típicas e doces. Bebidas serão cobradas à parte.
Informações: (22) 99231-0101 WhatsApp

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

CAMINHADA DA LUA CHEIA NO MORRO DA GUIA

Nesta quinta-feira (15), aconteceu mais uma edição da Caminhada da Lua Cheia, no Morro da Guia, em Cabo Frio (RJ). Trata-se de um dos mais belos roteiros das caminhadas promovidas pelo personal trainer Daniel Ribeiro. As caminhadas de Daniel são sempre promovedoras da conscientização ambiental, da preservação da natureza e da divulgação da história de nossa cidade. 
A caminhada da lua cheia é um roteiro especial porque subimos o morro com o sol começando a se por e findamos o passeio com todo o esplendor da lua surgindo maravilhosa no horizonte. São dois espetáculos imperdíveis da natureza, vale a pena participar!



Daniel Ribeiro
 






 



Texto: Luciana G. Rugani
Fotos: Luciana / Daniel Ribeiro

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

APRESENTAÇÃO DE VALDIR DA SILVA, O FOTÓGRAFO CEGO

 

por Valdir da Silva


Meu nome é Valdir da Silva, tenho 42 anos, moro em Porto Alegre (RS). Sou natural de Taquaruçu do Sul. Nasci e cresci na roça, em uma família bem numerosa de nove irmãos. Éramos muito pobres, tivemos muitas dificuldades, mas nunca deixamos de acreditar na união da família, no amor e respeito. Crescemos todos dentro desta linha de educação, o tempo passou e cada um seguiu seu caminho. Uns foram morar na cidade, trabalhar nas fabricas. Eu resolvi então seguir este caminho e tentar a sorte.

Fui morar com minha irmã Elsa na cidade de Nova Hartz, no Vale dos Sinos (RS). Comecei a trabalhar em uma firma de calçados na linha de montagem. Trabalhei cinco anos, e foi quando entraram dois funcionários novos. Fui designado pela chefia para ensinar um destes funcionários a lixar a palmilha de uma sandália. Foi neste momento que tudo aconteceu.

Do primeiro par de calçado que encostei na lixadeira, saltou uma ponta de taxinha (pregos que seguram o couro do calçado) e atingiu meu olho direito. Senti muita dor, virei para o lado e bati em um galão de solvente que caiu no chão saltando aquele líquido no meu rosto. Fui socorrido, levado para uma clinica, e voltei a trabalhar com o olho direito tapado.
Passaram-se 15 dias e meu olho começou a sangrar. Voltei na clinica e então o médico falou que em 6 meses eu estaria totalmente cego. Meu mundo parou naquele momento, pensei que minha vida havia acabado.

Saí do hospital desolado, passei em um supermercado, comprei uma corda e pensei: "vou dar um fim na minha vida". Esperei minha irmã sair para o trabalho, coloquei a corda em uma madeira, posicionei um banco, mas, quando fui colocar a corda no meu pescoço, foi como se um filme passasse na minha cabeça. Vi minha mãe, meu pai, irmãos e amigos chorando. Foi então que percebi o quanto estava sendo egoísta ao pensar somente na minha dor e no meu sofrimento. Naquele momento acordei para a realidade e comecei a buscar ajuda para fazer uma reabilitação.

Mudei de cidade, fui morar com minha outra irmã, pois ela morava perto de uma associação que realizava reabilitação na cidade de Canoas (RS). O começo foi muito difícil, com muitos desafios. Eu teria que aceitar minha condição de cego e para quem perde a visão é bem complicado. Mas sempre fui uma pessoa muito persistente e sempre gostei de desafio. Resolvi, depois de muita insistência da parte de minha irmã, ir até o local de reabilitação. Ao chegar lá, prestei atenção e percebi que não era só eu quem estava cego, havia outras pessoas com o mesmo problema. Pensei: "bom, se eles conseguem, porque não vou conseguir"? Conversamos com a equipe de profissional e ali mesmo assumi um compromisso e uma meta. Em 2 meses estaria andando sozinho e em 8 meses estaria lendo o braille. Assim comecei minha nova história.

Fiz minha reabilitação. É claro, os desafios continuaram. Mas a associação viu minha garra e determinação e começou a me incluir em seus projetos. Voltei a estudar, participar de seminários e grandes eventos. Me formei em massoterapia, pinturas em tela com técnicas de pincel, escultura em pedra sabão e xilogravuras.

Fui vice-presidente da associação por 4 anos. Participei do Conselho Municipal das Pessoas com Deficiência de Canoas por 4 anos, Conselho de Educação do mesmo município e Conselheiro Estadual do Rio Grande do Sul por 2 anos.

Certo dia uma professora me perguntou: "Valdir, porque você não fotografa"? Fiquei surpreso e perguntei: "como um cego vai fotografar se não pode ver"? Ela respondeu: "pode sim, você tem teus outros sentidos". Aquilo me surpreendeu e começou a despertar em mim uma nova paixão. Comprei uma máquina simples, cheguei e falei para a professora: "agora, como farei para fotografar"? Ela falou: "você só não pode ver, mas tem teus outros sentidos". Ela se afastou e falou: "segue minha voz e meu perfume". Tirei minha primeira foto! Foi uma emoção muito grande e assim começou minha história como fotógrafo cego.

Comecei tirar fotos de paisagens, pessoas, por do sol. Surgiu então um pedido para expor estas fotos, fazer um varal fotográfico junto a palestras motivacionais. Encarei este desafio, não como uma forma de ganhar financeiramente, mas de levar uma mensagem positiva às pessoas de que tudo é possível, basta acreditar nos seus sonhos e naquilo que você quer. Hoje realizo exposições e palestras por todo o Brasil, com convites para expor fora do Brasil com foco na inclusão social das pessoas com deficiência na sociedade.

 seis anos atras perdi minha filha mais velha em um acidente de moto. Ela deixou um neto de um mês de idade, que mora com o pai e atualmente tem seis anos. Foi mais um baque na minha vida. Balancei, mas não caí, pois ao mesmo tempo ganhava outra pequena: minha filha Vitória, que hoje tem seis anos e é minha parceira nas fotografias. Ela ajuda a descrever os lugares e as pessoas para que eu possa fotografar.

Amo fotografar por do sol e as ondas do mar. Para fotografar um por do sol, Vitória, ou a minha esposa Neca, me posicionam e, através do calor do sol se pondo, vou clicando. Se são as ondas do mar, fico parado sentindo o barulho das ondas se formando e o barulho das ondas se quebrando, então clico. É uma fração de segundos. A natureza: pelo som dos pássaros, o vento batendo na folha das árvores, a elevação do terreno. Uma pessoa: o som da voz, o perfume e, principalmente, sua energia.

Quando fotografo não tiro fotos da estética. Fotografo a essência das pessoas e da natureza. 

Aprendi com minha deficiência a ver tudo com os olhos do coração. Que as pessoas à minha frente não têm máscaras, e sim essência. A vida não me tirou nada e sim me deu a oportunidade de evoluir como pessoa. A lente da minha máquina são os meus olhos e cada clique é a batida do meu coração.

Bom, este é um resumo pequeno da minha história. Sempre falo nas minhas palestras que minha historia é nua e crua, tem tragédia, comédia e muito romance.

As fotos abaixo foram tiradas por mim. Tenho tantas outras no meu arquivo. Tenho meu grupo público no Facebook chamado "Valdir da Silva fotógrafo cego". Entra lá e você vai poder saber mais sobre minha história.

Vale lembrar que minhas exposições e palestras motivacionais são realizadas nas escolas, empresas e universidades, sendo que todas as exposições e palestras são gratuitas, voltadas à inclusão social das pessoas com deficiência na sociedade através da arte e da fotografia. Cobro somente passagem, alimentação e hotel. Meu whatsapp é 051-997833179.





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