segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

POR ALAIR CORRÊA: SAIBAM POR QUE SOU PRÉ-CANDIDATO A PREFEITO DE CABO FRIO


por Alair Corrêa

SAIBAM POR QUE SOU PRÉ-CANDIDATO A PREFEITO DE CABO FRIO!

Já se passaram quatro anos da pior crise financeira do país, aquela que fez nosso povo sofrer tanto! Em 2015/2016, devido à crise nacional, tivemos a queda do petróleo. Caímos de R$30 milhões-mês para apenas R$5/6 milhões-mês. Vimos então o céu desabar sobre nosso povo e cidade. Foram os nossos piores dias! Mas, observando os anos seguintes dos governos MM e ADRIANO, premiados com a volta de parte do petróleo tirado da gente e, apesar disso, sem terem conseguido equilibrar as finanças das cidade, RESOLVI LANÇAR MEU NOME! Do meu governo para cá, os royalties que recebíamos no valor de R$5/6 milhões-mês, já estão hoje, ano de 2020, em quase R$20 milhões-mês! Analisando os nomes surgidos como pré-candidatos a prefeito para 2020, concluí serem bons, mas também inexperientes. É verdade que entre eles há o Bonifácio e Dirlei, com anos de politica, mas, assim como os demais, jamais administraram uma empresa em crise, quiçá uma cidade! Por isso concluí: PRECISO VOLTAR! A cidade está sem vida, sem alegria. Comércio vazio, ambulantes sem turistas para atender. O jovem, antes sonhador, agora vive na desesperança. A cidade progressista agoniza! Em 2016, arrecadamos menos R$250 milhões, não tive como administrar! Os críticos, ao invés de focarem naqueles que assaltaram a Petrobrás, preferiram me fazer culpado! Agora, muito mais experiente pela crise que enfrentei e com a arrecadação mais estabilizada, preciso voltar para administrar a cidade! SOU PRÉ-CANDIDATO A PREFEITO, A CIDADE PRECISA DE MINHA EXPERIÊNCIA!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

ANTIGO "PROGRAMA PANORAMA" - O SAL E SUA IMPORTÂNCIA NA HISTÓRIA DE CABO FRIO

Prosseguindo na postagem dos episódios do antigo Programa Panorama, da Lagos TV, hoje vamos conhecer um pouco mais a história do sal em nossa cidade.

A indústria salineira é parte relevante no desenvolvimento de Cabo Frio e já foi a principal atividade econômica da cidade. Os moinhos de vento, utilizados na atividade, são hoje como símbolos da região.

Estes episódios do antigo Programa Panorama nos trazem excelentes entrevistas, sempre muito ricas em informações. É difícil dizer qual deles é o melhor, aliás, não há melhor entre eles, pois todos são muito instrutivos, cada um dentro de seu próprio tema.

Aproveitando o tema do sal, gostaria de aproveitar para dizer, mais uma vez, que seria uma grande conquista para nossa cidade a organização de um "Museu do Sal". Um ambiente decorado com objetos da época, como os moinhos, por exemplo, retratando todas as etapas da atividade salineira, desde a sua extração até a saída para exportação, inclusive as atividades periféricas que eram empreendidas ao redor das etapas principais da atividade, como o trabalho dos garotos que participavam da contagem do sal, por exemplo. Seria muito interessante para a cidade e toda a Região dos Lagos esta conquista. Um museu vivo, com espaço para palestras, apresentações culturais, saraus de poesia, tendo como foco manter viva essa parte tão importante de nossa história.

Já registrei essa sugestão há um tempo aqui no blog, quando escrevi sobre a importância de preservarmos os galpões de sal da cidade, discussão que volta à tona atualmente.

Cliquem no vídeo abaixo para assistir. Vale a pena!!

sábado, 8 de fevereiro de 2020

EX-PREFEITO ALAIR CORRÊA DESMENTE AFIRMAÇÃO DO VICE-PREFEITO SOBRE ROYALTIES

O ex-prefeito Alair Corrêa comentou hoje em postagem minha confirmando que todos os prefeitos, depois de 1987, governaram com royalties, desmentindo o que vem dizendo em entrevistas o vice-prefeito:

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

ENTREVISTA DE ALAIR CORREA NO JORNAL ATITUDE NEWS

O entrevistado de hoje no programa de Helder Almeida, no Jornal Atitude News, foi o ex-prefeito e pré-candidato à prefeitura de Cabo Frio, Alair Corrêa.

Helder Almeida conduziu muito bem a entrevista! Considerando o cabedal de experiências do entrevistado, fez perguntas inteligentes analisando os fatos de forma a compreendê-los em toda sua extensão no tempo, ou seja, trazendo para os ouvintes os contextos passados que tanto nos auxiliam a enxergar melhor o presente.

Alair Corrêa falou sobre o porquê de sua pré-candidatura, sobre as razões e soluções para os mais variados problemas vivenciados hoje, não só por Cabo Frio, mas por toda a região. 

Falou sobre sua história política e sua vida de mandatos, iniciada há 50 anos como vereador, e sobre o trabalho que realizou enquanto prefeito em seus quatro mandatos, como também como deputado estadual por dois mandatos, período em que foi responsável pela conquista de muitos benefícios para toda a Região dos Lagos, como, por exemplo, água, luz e vias de acesso à região.

Como sempre costumam ser as entrevistas de Alair, devido à sua experiência como administrador e a seu alto grau de conhecimento da região, foi mais uma entrevista rica de informações, história e conhecimento.

Cliquem no vídeo abaixo para assistir:

CORONELISMO: PRÁTICAS SOCIAIS AINDA VIGENTES NA REPÚBLICA BRASILEIRA

Alguns trechos do estudo sobre "Coronelismo: práticas sociais ainda vigentes na república brasileira"


Por: Sheila de Sousa Teodosio¹, Andressa Gregorio de Oliveira², Raissa Araujo de Sousa Rodrigues

Resumo: O artigo consiste em uma breve análise sobre o surgimento do coronelismo e sua perpetuação nos dias de hoje, tem o intuito também de analisar a atual sociedade e mostrar que as práticas governistas se perpetuam durante séculos. E isso só foi possível perceber depois de uma longa pesquisa bibliográfica e ocular da atual realidade, analisando quantas críticas são feitas aos antigos sistemas, sendo que esses sistemas permanecem, porém com nomenclaturas diferentes. Hoje se vivencia uma forma de coronelismo mascarada, onde o povo não tem direito a opinar sobre nada. Os homens são os responsáveis pelas transformações de cada contexto histórico, porém não se verifica mudanças nas questões políticas, elas são enviesadas e direcionadas de outra maneira para que a ideologia dominante se perpetue e a subordinação do homem prevaleça. Essa ideologia não permite que o povo tenha uma visão de totalidade da realidade, e sim uma visão unilateral, de conformidade, na qual os direitos do povo não são de fato garantidos e sim “prestados” a eles como simples favores.


CORONELISMO: PRÁTICAS SOCIAIS AINDA VIGENTES NA REPÚBLICA BRASILEIRA

O coronelismo foi uma forma de poder que ficou conhecido pelo seu autoritarismo e sua opressão exercidos por chefes políticos diretamente ligados ao meio rural, modelo que se verificou em todo o país, mas em especial no Nordeste. No campo político brasileiro, notadamente durante a República Velha, compunham um modelo oligárquico de manutenção de poder onde nos Estados os coronéis garantiam a perpetuação do mesmo grupo político no controle do governo estadual e estes mantinham nos municípios sempre alguém ligado ao “coronel” mais poderoso.

Durante a República Velha a prática de fraudes eleitorais não se constituía uma exceção à regra, era a própria regra. Como na época não existia uma Justiça Eleitoral, o poder Decisório sobre os resultados oficiais das eleições concentrava-se na Comissão de Verificação de Poderes. Toda a estrutura eleitoral foi planejada no sentido de que os candidatos oficiais vencessem as eleições, e para que isso acontecesse eles tinham o apoio dos coronéis.

Como o passar das décadas mudavam-se os nomes dos sistemas políticos, mas mantem os mesmos interesses: a estrutura continua. Na atualidade a forma de coronelismo está aí, escondida nas sombras da palavra democracia. Sistema democrático que de fato não existe.

O SURGIMENTO DO CORONELISMO NO BRASIL

O coronelismo está presente na história do Brasil desde os primórdios de sua colonização, porém de forma inconsciente, um exemplo disso foram às capitanias hereditárias, onde a Coroa Portuguesa dividiu o país em grandes lotes de terras e as entregou as pessoas de melhores condições econômicas: os donatários. A eles eram dado total poder dentro da capitania. “Com a morte do donatário, a administração da capitania passava para seus descendentes” (COTRIM, 1999, p.60).
Só no Império é que o coronelismo veio tornar-se realidade, porém foi na República Velha  (1889 – 1930) que o coronelismo se consolidou, tornando-se um sistema político caracterizado pelo enorme poder concentrado nas mãos de um poderoso local (latifundiário, fazendeiro, senhor de engenho), pessoas com grande poder aquisitivo. É bom ressaltar que esse sistema tinha como figura central o coronel, é importante também explicar como surgiu essa figura.

Surgiu com a formação da Guarda Nacional, criada em 1831 (...). A “guarda burguesa” era uma milícia civil que representava o poder armado dos proprietários que passaram a patrulhar as ruas e estradas em substituição às forças tradicionais, derrubadas pelos revolucionários. Para ser integrante dela era preciso pois ser alguém de posses, que tivesse recursos para assumir os custos com o uniforme e as armas necessárias (200 mil réis de renda anual nas cidades e 100 mil réis no campo) (SHILLING, 2012, s/p).

Os postos militares foram colocados à venda, e só quem tinha poder aquisitivo para comprar os títulos militares eram os grandes proprietários de terras, por dispor de favoráveis condições econômicas, então com todo esse aparato de título, poder, dinheiro e influência era mais fácil tornar os trabalhadores seus dependentes.

O coronelismo era um sistema politico marcado pelo autoritarismo por parte dos coronéis, e pela subordinação dos trabalhadores e de todo povo que ali vivia, recebiam salários ínfimos e eram submetidos a péssimas condições de trabalhos. Vale ressaltar que os trabalhadores viviam dentro das propriedades dos coronéis, e “dependiam de ‘favores’ como: algum dinheiro extra, auxílio para educação dos filhos, socorro na hora da doença, etc.” (COTRIM,  1999, p.268).

Além dessa função política, o coronel apresentava uma paternalista e clientelista atuação social: ele era o padrinho, o compadre, a pessoa que mandava soltar e prender, arrumava casamentos, promovia festas, acomodando criminosos, dando terras aos agregados que viviam em suas fazendas, protegendo-os da polícia e auxiliando – os em qualquer necessidades, da cura de doenças à redação de uma simples carta. Arrogante, exigia dos submissos obediência absoluta, prestação de serviços, participação nos grupos de jagunços para disputar a liderança de uma localidade com outros coronéis (FARIAS, 1997, p.123).

Os coronéis concediam esses “favores”, mas queriam em troca que todos que estavam sob seu domínio votassem nos políticos que eles apoiavam. Quem negasse essa troca, era sujeito à violência, repreendido e perdiam os benefícios dos favores. O voto dado sobre pressão ficou conhecido como voto de cabresto, e nesse período o voto era aberto, por isso os coronéis tinham como saber quem tinha obedecido a suas ordens, e quem fazia essa fiscalização eram seus jagunços.

Na realidade, à época, “as eleições eram feitas a bico de pena, o que quer dizer, com votos a descobertos, sem cabine indevassável, de forma que o sistema de coação era absolutamente legal, afirmando-se com beleza excepcional a jurisprudência pacífica, a certeza de que o governo não perde eleição” (PONTES apud MACEDO, 1998, p.39).

Esse sistema de votação facilitou a perpetuação de uma só família no poder, dando origem à política das oligarquias, que segundo o dicionário eletrônico mini Aurélio é uma forma de governo na qual um pequeno grupo de pessoas detém o poder.

Um dos elementos essenciais para o funcionamento do sistema oligárquico da Primeira República foi à relação entre o poder local e o poder regional, isto é, entre os coronéis e as oligarquias. A fonte de poder dos coronéis se originava no latifúndio e na liderança de uma vasta clientela e parentes diretos ou indiretos, enlaçados por empregos e favores. Assim, os coronéis garantiam a chefia politica local e/ou regional e a capacidade de mobilização de correligionários, sobretudo para definir os resultados das eleições (MORAES, 2005, p.293).

Além da grande influência política/econômica os coronéis eram os patrões, os padrinhos, e chefes da segurança, e até na religião tinha suas influências e vice-versa, no Ceará até padre era coronel. Como nessa época o catolicismo era a religião predominante às pessoas davam muita credibilidade aos representantes do clero, para esse caso específico onde o padre era coronel, era mais fácil conseguir adeptos, como também era mais forte sua influência sobre as pessoas daquela região, pois para eles não era um coronel que ditava, mas sim um enviado de Deus que lhes guiavam.

O poder desses coronéis na sua região era tão forte que, eram eles próprios que faziam a segurança de sua região, por isso nessa época era muito alta a criminalidade, pois eram eles que organizavam a defesa e o ataque, como também defendiam com “unha e dentes” seus espaços.No Cariri, a autocracia, base da autoridade sócio-política dos coronéis, atingiu “todas as esferas do poder”. Agiam eles quais árbitros supremos sobre tudo e sobre todos. Indicavam nomes ao governo para o preenchimento dos cargos e exigiam demissão de juiz, promotor e delegado, sendo prontamente atendidos (MACEDO, 1998, p.38).

Foi uma época de muita manipulação, medo e exploração, esses homens que além de alto poder aquisitivo, também tinham liberdade de estabelecer qualquer regra, eram o padre, o patrão e o juiz, exploravam o quanto podia do povo e ainda lhes impunham medo. As oligarquias que eles ajudaram a forma era outra forma de ter o controle daquele povo, e uma forma das famílias que já detinha poder aquisitivo acumular mais e mais.

Esse foi mais um sistema que explorava, oprimia e controlava a vida daquela população, se aproveitando das condições concretas de existência daquele povo, que na maioria das vezes já era tão sofridos por causa das condições climáticas e pela falta de assistência, pois eram os coronéis quem faziam o papel do estado, porém de forma muito precária e ameaçadora, e em troca queria a fidelidade daqueles trabalhadores, de seus parentes e de todos os habitantes do município e região que ele controlava.

A FORÇA DO CORONELISMO NA ATUALIDADE

Imagina-se que o coronelismo é coisa do passado, porque hoje se vive em um sistema político com um novo nome, mas esse novo sistema é uma forma mascarada de coronelismo. Esse sistema é a democracia, que segundo o dicionário eletrônico mini Aurélio é uma doutrina ou regime político baseado nos princípios da soberania popular e da distribuição equitativa do poder. Mas até que ponto hoje essa democracia existe?

A democracia, ela está aí, como se fosse uma espécie de santa no altar, de quem já não se espera milagres, mas que está aí como referência. E não se repara que a democracia em que vivemos é uma democracia sequestrada, condicionada, amputada. O poder do cidadão, o poder de cada um de nós, limita-se, na esfera política, a tirar um governo de que não se gosta e a pôr outro de que talvez venha a se gostar. Nada mais. Mas as grandes decisões são tomadas em uma outra grande esfera e todos sabemos qual é. As grandes organizações financeiras internacionais, os FMIs, a Organização Mundial do Comércio, os bancos mundiais. Nenhum desses organismos é democrático. E, portanto, como falar em democracia se aqueles que efetivamente governam o mundo não são eleitos democraticamente pelo povo? Quem é que escolhe os representantes dos países nessas organizações? Onde está então a democracia? (SARAMAGO, 2007, s/p).

Diante disso pode-se perceber que o atual regime político é imposto de cima para baixo, onde o povo não tem autonomia sobre as decisões que regem a República brasileira. Dessa forma, percebe-se que esse sistema dito democrático não passa de antigas regras impostas pelo sistema coronelista, de forma mascarada.

O que é colocado hoje nesse novo sistema não diverge do que era imposto na República Velha, continuam as formas de autoritarismo, a repressão aos adversários políticos, o abuso do poder. A diferença que se encontra entre os dois sistemas é na forma de escolher seus representantes, no primeiro sistema o voto é aberto e restrito (só quem podia votar eram homens maiores de 21 anos, alfabetizados e de boas condições econômicas), no segundo sistema a forma do voto é secreto, livre e democrático. Essa forma restrita do voto acaba por privilegiar os representantes escolhidos pela classe dominante. “Como já diria Campos (2008, p.82): os governos ditatoriais são sempre centralizadores, formando um Estado unitário, no qual os governantes das províncias ou estado são nomeados, não tendo, portanto, de passar pelo crivo da vontade popular expressa através do voto livre”. 

Muda-se o sistema de votação, porém, as práticas continuam as mesmas. A prestação dos “favores” permanece principalmente nas cidades interioranas, onde essa forma de coronelismo é mais acentuada, pois os indivíduos não veem as políticas públicas como direito e sim como favores oferecidos pelos representantes aos quais elegeram.

Essas práticas de “favores” se dão pelas péssimas condições concretas da classe menos favorecida, onde não se encontram assistidos por políticas públicas que lhes deem o mínimo de condições para sobrevivência. Muitas vezes se submetem a vender seu voto em troca de consultas médicas, medicação, ajudas na burocratização de documentos, cestas básicas, facilitação no andamento de alguns projetos e a viabilização de carros pipas, entre muitas outras coisas. A questão é que todos esses direitos já deviam ser garantidos pelo Estado, mas como não são oferecidos e quando são é de péssima qualidade, os governantes se aproveitam das necessidades do povo e proporcionam esses direitos, porém como se fossem favores.

Os indivíduos que constituem a classe dominante possuem, entre outras coisas, uma consciência, e é em consequência disso que pensam; na medida em que dominam enquanto classe e determinam uma época histórica em toda sua extensão, é lógico que esses indivíduos dominem em todos os sentidos, que tenham, entre outras, uma posição dominante como seres pensantes, como produtores de ideias, que regulamentem a produção e a distribuição dos pensamentos de sua época: as ideias são, portanto, as ideias dominantes de sua época (OLIVEIRA; QUINTANEIRO apud MARX, 2009, p.41).

A consciência da classe dominante rege as regras da sociedade, que impedem a formação da consciência política das classes menos favorecidas, isso permite a perpetuação das ideologias dominantes e das desigualdades sociais de classe. Com o passar do tempo ás praticas da politica do coronelismo são reformuladas e surgem com uma nova forma, aparentando sempre um novo modelo político. Essa nova forma chama-se democracia moderna, porém na prática ela não existe, pois o povo não tem direito a essa soberania pregada pela democracia moderna, porque os detentores do poder da atualidade só mudaram de títulos de coronéis para empresários, mas as práticas políticas não se divergem, só são impostas de forma mais velada.

Uma das práticas políticas do coronelismo era a sucessão do poder de forma hereditária, na qual uma família se perpetuava durante décadas na política, hoje se observa que essa pratica é extremamente atuante. Políticos encontram formas para permanecerem no poder lançando seus filhos, parentes próximos, ou fazem acordos políticos com outro candidato para terem uma rotatividade no poder. Ora candidato A, ora candidato B e vice versa. Um apoiando o outro, de forma que continua as oligarquias do sistema coronelista.

À parte dos males da época atual, temos que suportar uma larga série de males hereditários provenientes da sobrevivência de modos de produção superados, com as consequências das relações politicas e sociais anacrônicas que engendra. Não só temos que sofrer com os vivos mas, além disso, com os mortos (Idem, p.40).

Com a implantação desse monopólio politico, os governantes se veem no direito de subordinar os funcionários públicos, principalmente os temporários ditando suas regras e implantando sua maneira de governar a região. Sem estarem preocupados como o bem estar do povo. Isso se dar pela falta de legitimidade do sistema de votação, e pela forma alienada que a maior parte da população vive, forma essa que vem sendo imposta desde os primórdios, e que em momento algum nem um sistema político quis mudar, porque é mais cômodo para a classe dominante que os dominados aceite o que é imposto sem interrogar e criticar.

Na administração política das cidades interioranas, verifica-se a opressão que os trabalhadores e o povo sofrem em ter que obedecer e fazer serviços a mandado dos governantes da gestão. Os funcionários públicos submetem-se a comprar votos, assistir palestras (para dar impressão de que existe muita gente no tal evento), fazer horas extras de trabalho sem remuneração e ainda há precariedade muitas vezes nos ambientes de trabalho.

As condições da classe trabalhadora ainda continuam precárias. Não existe interesse em melhorar saúde, educação e saneamento básico. O importante é o paisagismo onde a cidade muda de cor e forma, perdendo todas as suas bases históricas para dar lugar ao moderno e ao bonito. Os governantes se apropriam dessa lógica para dar a impressão (porém falsa) de que a cidade se encontra em melhores condições e a população tem mais lugares para o lazer, diversão, um exemplo claro de tudo isso é a política do pão e circo, onde os políticos promovem eventos para a população trazendo bandas renomadas, para passar a impressão de que está dando o melhor de si na sua gestão.

Essa ideologia dos governadores estar arraigada na classe trabalhadora onde se tem a leve impressão de que os eleitos estão fazendo algo para a melhoria da população. O mais importante é fazer belas construções, e enquanto isso a saúde está as margens do pauperismo, não tendo muitas vezes, médicos plantonistas, remédios e capacidade para atender toda a população. A classe dominante tem uma ideologia de manipulação do povo, na qual não querem que essas práticas mudem, mas sim que se perpetuem, para atender as suas necessidades politicas, econômicas e sociais.

As oligarquias na atualidade, trás tanto prejuízo para a classe trabalhadora como na República Velha, pois os detentores do poder além de serem os governantes, são também os donos das empresas, com isso quem se coloca contra um político vai ter dificuldade de conseguir emprego até na indústria, pois ainda hoje há repressão contra o trabalhador, ele tem que aceitar o que lhe é imposto sem hesitar, por que do contrário serão excluídos do mercado de trabalho naquela região e localidades vizinhas. Aí fica a pergunta “é admissível, hoje, de qualquer ponto de vista, que alguém viva do trabalho alheio? É justificável, hoje, a exploração do homem pelo homem?” (LESSA; TONET, 2008, p.11).

Na sociedade atual, quem busca seus direitos e se coloca contra as regras do poder vigente, são chamados de baderneiros, revolucionários, alcunha pejorativas na sociedade contemporânea, tudo isso porque essa sociedade é moldada para que todos obedeçam às regras, e quando alguém se diferencia indo contra o que é imposto pelo sistema atual é reprimido e excluído.

MUDARAM OS SISTEMAS POLÍTICOS, MAS NÃO AS PRÁTICAS

Desde a colonização até os tempos modernos a República do Brasil teve vários sistemas políticos com diversas nomenclaturas, porém as práticas de exploração e alienação ao trabalhador permaneceram nesses diversos sistemas, e a prática política que mais se perpetuou foi o coronelismo, onde é feito uso do poder para explorar cada vez mais.

Atualmente o sistema político vigente no Brasil é a democracia, que se diz ser a forma de política mais justa e igualitária, porém é só uma nova nomenclatura que encontraram para iludir a população e continuarem praticando o coronelismo, sem que o povo perceba.

Pois que democracia é essa que a população não é consultada para saber o que está lhe desagradando e onde deve haver mudança? Que democracia é essa que o trabalhador que se colocar contra o poder vigente perde o emprego? Que democracia é essa que os governantes ditam suas regras e não aceitam a opinião do trabalhador? Que democracia é essa que quando os trabalhadores se reúnem em um ato de protesto são duramente reprimidos?

Essa soberania popular não existe, o que se tem é a imposição dos atuais governantes, na qual eles não estão nem um pouco preocupados com o que pensam e necessitam a grande maioria, mas sim o que pensam e necessitam a classe burguesa, pois eles são membros dessa classe, então favorecendo ela estão se favorecendo. Essa é a falsa democracia, onde os trabalhadores são explorados, reprimidos, e tem seus direitos negados, onde a classe dominante se aproveita do poder para ditar suas ordens.

Então o que se tem hoje são as práticas coronelistas de forma moderna, onde as classes menos favorecidas são privadas do conhecimento de forma proposital, pois sem conhecimento não se pode lutar pelo que é seu de direito, e os poucos que tem conhecimento desses direitos e lutam por eles são altamente reprimidos, como antes era feito com o povo que não cumpriam as ordens dos coronéis.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CAMPOS, Nélson. História do Ceará. Fortaleza: Smile Editorial, 2008;
COTRIM, Gilberto. História do Brasil: um olhar crítico. São Paulo: Editora Saraiva, 1999;
FARIAS, Aírton. História do Ceará: dos índios a geração cambeba. Fortaleza: Tropical Editora,1997;
LESSA, Sérgio; TONET, Ivo. Introdução à Filosofia de Marx. São Paulo: Editora Expressão
Popular, 2008;
MACEDO, Joaryvar. Império do Bacamarte. Fortaleza: UFC – Casa de José de Alencar Programa
Editorial, 1998;
MORAES, José G. V. de. História Geral e Brasil. São Paulo: Atual Editora, 2005;
OLIVEIRA, Márcia G. M. de; QUINTANEIRO, Tânia. Karl Marx. In: QUINTANEIRO, Tânia;
BARBOSA, Maria L. de O.; OLIVEIRA, Márcia G. M. de. In Um Toque de Clássicos. Belo
Horizonte: Editora UFMG, 2009;
SARAMAGO, José. Por utopias mais próximas. Revista Espaço Acadêmico. Nº 69. Ano VI.
Fevereiro. Disponível em < www.espacoacademico.com.br>;
SCHILLING, Voltaire. Ascensão e Queda do Coronelismo. Disponível em <www.educaterra.terra.com.br>.
Software de computador Minidicionário eletrônico Aurélio. Disponível em <http://74.86.137.64-static.reverse.softlayer.com/>.

sábado, 1 de fevereiro de 2020

ENCONTRO COM NOSSO AMIGO ALAIR CORRÊA

Semana passada, no dia 24 de janeiro, reencontramos nosso querido amigo e pré-candidato à prefeitura de Cabo Frio, Alair Corrêa. Foi nosso primeiro encontro de 2020 e brindamos o ano com pensamentos de positividade, alegria e confiança.

Uma semana antes, Alair havia feito um encontro com amigos, ocasião em que anunciou sua pré-candidatura, mas não nos foi possível comparecer. Neste nosso encontro, pudemos reafirmar o que nunca deixou de ser: nosso total apoio ao amigo, torcendo para seu sucesso em todos os seus projetos e, em especial, o seu projeto de voltar à prefeitura.

Alair é um político que tem história e muito trabalho pela cidade. Praticamente tudo, cerca de 80% de todas as conquistas que Cabo Frio obteve em toda sua história, é fruto do trabalho de Alair enquanto prefeito e enquanto deputado estadual, quando conseguiu também muitas melhorias para a Região dos Lagos. Ele conhece a fundo a cidade e possui uma experiência prática fenomenal em relação à administração pública. Administrou-a tanto em períodos prósperos, como também nos momentos mais críticos e isso aprofundou ainda mais seu conhecimento, propiciando-lhe novas ideias práticas para recuperação da cidade, principalmente no que tange à saúde e educação, condizentes com as condições atuais e com o panorama futuro que se apresenta.

A arrecadação da cidade já melhorou muito, apesar de não ser a mesma dos períodos de maior prosperidade. Mas, por inexperiência, o governo atual não consegue enxergar um modo de retornar as coisas ao eixo. É aí que a experiência e vivência fazem muita diferença!

Os períodos difíceis enfrentados não são fáceis. Mas quando os enfrentamos com coragem, muitas vezes doendo profundamente em nossa alma, eles nos transformam, nos aprimoram, assim como acontece com o diamante bruto quando é lapidado. Adquirimos sabedoria, e essa sabedoria nos leva a enxergar soluções que antes, no meio do furacão, eram impossíveis de serem executadas.

Estamos com você, Alair Corrêa, pois acompanhamos de perto toda sua luta, cada instante dos períodos difíceis que enfrentou e sabemos o quanto estas batalhas te aprimoraram ainda mais!

Sucesso, amigo!

 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

REFLEXÃO: SOMOS TODOS INTERLIGADOS


Todas as lamentáveis tragédias que têm acontecido nós últimos tempos vêm ensinar o ser humano a ser mais humilde e menos egoísta. De nada adianta, por exemplo, dizer: "Ah mas isso está lá longe, não me atinge. Ah, mas isso está acontecendo com aquelas pessoas, que fiquem por lá e não venham pro meu lado". Não adianta proceder com tamanho egoísmo pois, de uma forma ou de outra, estamos todos interligados. O ódio, o desprezo, como também o amor e o carinho que semeio aqui ao meu redor, no meu pensamento e no meu coração, têm sua cota de participação na egrégora do planeta. Além disso, os sentimentos negativos, inclusive o desdém pela dor do outro, destroem também em nós a harmonia do nosso corpo físico e mental, abrindo espaço para perturbações emocionais e físicas.

Portanto, não adianta o preconceito e o desprezo ao outro doente ou sofredor. O antídoto contra todas estas dores é o acolhimento, a solidariedade, a união. Nossa espécie humana sofre de egoísmo ao extremo. Essa é a raiz mais profunda de todos os males que nos afligem atualmente.

Infelizmente, a catástrofe e perda de vidas pelas chuvas agora é em Minas, como amanhã poderá ser em outro lugar e como ontem também já atingiu outras regiões.

Só a união dos seres, só a empatia de sentir a dor do outro e oferecer oração e solidariedade é que poderá amenizar a dor das tragédias para nossos irmãos que agora estão sofrendo e também para nós, quando for a nossa vez.

Luciana G. Rugani

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

UM POUCO DE HISTÓRIA: RECEBIMENTO DA PRIMEIRA PARCELA DOS ROYALTIES EM CABO FRIO

ESTA É A CÓPIA DO DOCUMENTO DA PRIMEIRA PARCELA DOS ROYALTIES RECEBIDA PELA PREFEITURA DE CABO FRIO! FOI EM MAIO DE 1987, NO PRIMEIRO MANDATO DE ALAIR CORRÊA COMO PREFEITO.
Neste dia, todos os 5.500 servidores da prefeitura foram convidados para ir ao Correão presenciar o momento em que foi apresentado o documento e anunciado 100% de aumento salarial. Foi uma grande festa!
Sobre isso, comenta Alair Corrêa: "Esse fato foi importante porque, embora eu sempre tenha sido um aficcionado por obras, mas, ao receber os milhões de cruzados, a primeira atitude que tomei foi dobrar os salários de todos os servidores. Meu primeiro governo ainda teve 1 ano e meio de royalties. Vale dizer que, naquela época, o recebimento era somente mensal. Não havia o recebimento das parcelas trimestrais que só começaram em 2005. Depois que saí, todos os outros prefeitos Bonifácio, Ivo, Marquinho, eu novamente e agora Adriano administramos a cidade com recebimento do dinheiro do petróleo".

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

INFORMAÇÃO FALSA EM NOTÍCIA DA PREFEITURA SOBRE O "PARQUE MUNICIPAL DORMITÓRIO DAS GARÇAS"

Incrível como "ética" e "compromisso com verdade" parecem ser dois quesitos ultrapassados na divulgação que acontece em Cabo Frio. 
Semana passada foi fakenews de política divulgado por blogs da cidade. Na semana retrasada, notícia de ação da prefeitura em 2018 postada por blogs e membros do governo como se fosse atual, como forma de parecer que a prefeitura estaria agindo hoje para resolver uma questão que se arrasta e que foi divulgada pelo vídeo feito por um cidadão. Utilizaram a mentira para frear a divulgação do vídeo.
Hoje trago mais uma notícia eivada de mentiras, dessa vez postada no site da própria prefeitura e divulgada para a imprensa em 17/1/20 e que pode ser lida clicando aqui ou na foto que segue abaixo:


Notem que, nas partes marcadas em azul, há a informação de que o parque esteve fechado desde final de 2012, como se de lá pra cá a prefeitura houvesse se mantido inerte em relação ao parque. Mentem acintosamente! O parque passou por reformas, tendo sido inaugurado em 2014, após um incêndio que sofreu em 2013, novamente incendiado por duas vezes em 2015 e novamente recuperado em 2016. Cliquem aqui ou vejam na foto abaixo à esquerda, notícia sobre a previsão de inauguração da reforma e cliquem aqui ou vejam na foto abaixo à direita a matéria sobre o andamento da reforma para futura inauguração:



É inacreditável a falta de responsabilidade e de respeito para com os cidadãos e leitores do site. Pensam, de forma pretensiosa, que o povo não tem memória. Mas, em tempos de redes sociais, seria melhor que agissem com mais humilde reconhecendo, de forma justa, o que de bom foi feito pelos outros governantes, e, neste caso em especial, pelo governo do prefeito Alair Corrêa, cujo período de mandato foi de 2013 a 2016, período em que, além de ter ocorrido as duas reformas, ocorreu também a formalização do convênio para instalação, em suas dependências, de unidade de policiamento ambiental.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

ESCLARECIMENTOS DE ALAIR CORRÊA, PRÉ-CANDIDATO A PREFEITO DE CABO FRIO

por Luciana G. Rugani - Atualmente existem pessoas que acham que ter um blog, site ou um jornal lhes permite jogar ali informações falsas direcionadas a pressionar os acontecimentos para obter os fins que lhes agradam. Semana passada postei um alerta aqui sobre uma notícia falsa que foi propagada por um site da cidade. Agora vejo essa questão do pré-candidato Alair Corrêa. A mesma coisa aconteceu: lançaram "fakenews" como forma de manipular os acontecimentos e direcioná-los para obtenção dos fins que almejam. Eu lembro bem, neste caso, quando saiu em um blog da cidade a informação de que o vice já estava negociando sua entrada no PDT. Então, já era fato certo a sua saída, mas alguns ardilosos da comunicação mais uma vez deturparam os fatos para prejudicar o pré-candidato Alair. Eis abaixo os esclarecimentos de Alair Corrêa:

por Alair Corrêa - Logo após ter entrado no PCdoB, os adversários, por me conhecerem, sabem que uma pré-candidatura minha a prefeito será para vencê-los. Essas pessoas, antes acomodadas com as outras pré-candidaturas, agora deixaram suas tocas para as costumeiras mentiras, usando novamente de fakenews ao dizer que "a direção estadual vetará meu nome". Atenção, amigos! ISTO NÃO ACONTECEU! Essa publicação baseou-se na carta de saída do vice-prefeito Felipe, alegando que saiu porque entrei. Nas últimas horas, a rede social face, blogs e outras mídias se encarregaram de difundir a mentira! Na verdade, o vice não deixou o.partido porque entrei. Saiu porque não fez uma nominata que lhe permitisse se eleger vereador. Como a lei proíbe coligação, ele negocia há meses com o PDT a sua entrada no partido. Inclusive, alguns destes mesmos blogs da cidade noticiaram, no início deste mês, que o vice Felipe Monteiro estava para unir-se, nos próximos dias, ao PDT para poder concorrer a uma vaga na Câmara. Ou seja, ele já cuidava do próprio umbigo e não dos interesses do PCdoB. Aproveitou minha chegada para então dizer que saía, o que na verdade já estava decidido há tempos! Atenção!! O PCdoB está firme com minha pré-candidatura. E, ainda que fosse verdade essa bobagem, eu continuaria pré-candidato. O PCdoB foi minha primeira opção, mas tenho outros três partidos esperando por mim! Até o final de janeiro, mais de 1.000 amigos estarão se reunindo comigo para disparar minha pré-candidatura. Rumo à vitória! ONTEM PRIMEIRA REUNIÃO DE APOIO A MINHA PRE-CANDIDATURA, FOI UM SUCESSO !

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

VENHAM PARTICIPAR DO SARAU LUAU FLORES LITERÁRIAS!!


Convidamos você para no dia 25 de janeiro saudar o verão e apreciar e poetizar a inspiração no nosso Sarau luau Flores Literárias.
Nos reuniremos no final da Avenida Boulevard, a partir das 19 horas e para expandir a beleza e a poesia, a atração musical será com o talentoso Belga.
Pedimos a colaboração de frutas e/ou aperitivos, vestuário leve, alegre e colorido, além de cangas ou cadeiras de praia para nos sentarmos sobre a areia.
A bebida poderá ser consumida no bar Diboa Nakanoa, que estará bem próximo a nós.
Venha iniciar o ano florindo e literando com a gente nesta que promete ser uma linda e poética noite.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

ANTIGO "PROGRAMA PANORAMA" - TODA A HISTÓRIA SOBRE O AEROPORTO INTERNACIONAL DE CABO FRIO

Prosseguindo na postagem dos episódios do antigo Programa Panorama, da Lagos TV, hoje trago a entrevista com Francisco Pinto, presidente do conselho da empresa responsável pela administração do aeroporto quando ele foi inaugurado. 

Essa entrevista é riquíssima de história e informações sobre a construção dessa importante obra em Cabo Frio. Francisco Pinto nos relata todos os detalhes, desde o planejamento inicial. Há, inclusive, algumas fotos antigas do tempo da obra.

É muito importante que busquemos conhecer a história da cidade através do conhecimento da origem de suas obras e de seus espaços públicos. Conhecendo cada obra, sabendo como surgiu, os passos de seu planejamento e de sua concretização, as pessoas que participaram de sua idealização, enfim, buscando informar-se sobre a história da origem de cada grande obra e espaço público, conhece-se muito sobre todo o conjunto da cidade.

Conheçam toda a história sobre o Aeroporto Internacional de Cabo Frio, essa obra grandiosa que tanto benefício trouxe para nossa cidade. Cliquem no vídeo abaixo para assistir à entrevista:

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

CASA DA FLOR, PATRIMÔNIO CULTURAL FLUMINENSE

"Aquele que tem olhos de ver, veja" - Jesus
Lembrei dessa frase quando li a matéria sobre o sr. Gabriel Joaquim dos Santos, o autor da casa da flor, em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, estado do Rio de Janeiro.

Seu Gabriel, como era conhecido, ou "Tio Bié", como era chamado carinhosamente pelos familiares, certamente era uma alma nobre, sensível, poeta, conhecedor de valores preciosos cultivados na simplicidade do ser. Uma pessoa que enxergava além de aparências e questões práticas. Era um sonhador que, apesar de tantas dificuldades enfrentadas no dia a dia e de certamente ter vivido conflitos em uma sociedade individualista, preconceituosa e egoísta, como em geral é a sociedade humana, ele não perdeu a fé de que no futuro prevaleceria a sensibilidade, a valorização da arte, da criatividade, o senso de preservação e cuidado. Foi com essa certeza que ele passou a vida toda construindo sua obra de arte, materializando seu sonho. E aconteceu! 

Hoje por sua casa já passaram estudiosos, poetas, escritores, celebridades ou não, pessoas sensíveis e que, assim como Seu Gabriel, têm olhos de ver, sabem enxergar valores além do mero conteúdo da matéria física.

Minha amiga Ana dos Santos Barbosa é sua sobrinha. Ela conta que, quando criança, ia visitá-lo e sempre achava que ele parecia meio maluco. Até que um dia, em conversa com ele e sua avó, que era cunhada dele, ela perguntou: "Tio Bié, por que o senhor gosta deste monte de coisas do lixo?". E ele respondeu: "não é lixo, são coisas que aproveito para que, um dia, o mundo não fique tão sujo". Ela então começou a catar tudo quanto era caquinho que encontrava nas ruas e até quebrava xícaras da sua mãe para levar para ele. Ana conta que, em relação aos animais, Seu Gabriel dizia que "um dia ainda seriam mais amigos que as pessoas". Por isso, quando morreu seu cachorrinho, ele sepultou. Quando a galinha que tinha morreu de velhice, ele também a sepultou. Eram bichos de estimação dele. "Parece que há 49 anos atrás ele já sabia que hoje estaríamos vivenciando problemas na natureza por causa do lixo. Tenho muitas histórias para contar, um dia conto", finalizou Ana.

Abaixo seguem dois vídeos e informações sobre Seu Gabriel, obtidas na internet:

IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
Nome atribuído: Casa da Flor, sita à Estrada dos Passageiros, nº 232, Município de São Pedro da Aldeia, Estado do Rio de Janeiro
Descrição: “Uma casa feita de caco e transformada em flor”. Era assim que Gabriel Joaquim dos Santos se referia à residência que passou décadas esculpindo. Gabriel recolhia o que encontrava pela frente para adornar a casa – cacos de cerâmica, de louça, de vidro, de ladrilhos, lâmpada queimada, bibelôs, conchas, correntes, tampos de metal. O que já aparentava não ter mais função foi transformado pelas mãos do artista em esculturas, réplicas e mosaicos, e incorporado à casa, considerada uma espécie de “barroco intuitivo”.
Nascido em 1892, filho de um escravo com uma índia, Gabriel trabalhava na roça e alfabetizou-se com 36 anos. Levado por seus sonhos, fantasia e imaginação, começou a “bricolage” de sua casa em 1923. A obra durou até o artista falecer, em 1985. Um ano depois, a residência foi tombada como patrimônio cultural fluminense pelo Inepac, considerada expressão ímpar da arquitetura espontânea popular.
A Casa da Flor e sua arquitetura fantástica já foi tema de dezenas de debates, artigos e de documentários, entre eles O Fio da Memória, de Eduardo Coutinho. Também foi criada a Sociedade de Amigos da Casa da Flor, liderada pela professora e pesquisadora Amélia Zaluar, para preservação e divulgação do imóvel. Amélia é autora do livro A Casa da Flor, Tudo Caquinho Transformado em Beleza, lançado em dezembro de 2012.
Fonte: Secretaria de Estado da Cultura.

INEPAC – Instituto Estadual do Patrimônio Cultural
Nome Atribuído: Casa da Flor
Localização: Vinhateiro, próximo à divisa do município de Cabo Frio – São Pedro da Aldeia – RJ
Processo de Tombamento: E-03/31.266/83
Tombamento Provisório: 19/10/1983
Tombamento Definitivo: 18/11/1987
Descrição: A Casa da Flor é obra de arquitetura e escultura de seu Gabriel dos Santos, nascido em 1893, filho de ex-escravo e trabalhador nas salinas de São Pedro d’Aldeia. Montada durante décadas, pelo acúmulo de restos, no dizer do autor “coisinhas de nada” – búzios, conchas e outros depósitos da lagoa, detritos industriais, pedaços de azulejos e faróis de automóveis – a construção, ainda nas palavras de Gabriel, é uma “casa feita de caco transformado em flor”. 114 Aparentemente insólita e bizarra, essa fabricação onírica “eu sonho para fazer e faço” tem efeitos visuais tão lindos e inesperados quanto os muros do Park Güell, de Antonio Gaudi em Barcelona. Trata-se, sem dúvida, de um traço vital da vertente popular e traumatizada de nossa arte. Com seu sonho realizado, seu Gabriel viveu ali sob luz de lamparina, até 1985, quando faleceu aos 93 anos. Em 2001 a Casa da Flor foi restaurada.
Fonte: Inpeac.





 

Fonte: http://www.ipatrimonio.org/sao-pedro-da-aldeia-casa-da-flor/#!/map=38329&loc=-22.850493999999983,-42.055326,17

ALERTA SOBRE NOTÍCIA REFERENTE Á COBRANÇA DE ESTACIONAMENTO NO ACESSO À PRAIA DAS CONCHAS




Considerando que hoje em dia temos uma vasta gama de publicações em redes sociais e que, muitas vezes, as notícias viralizam até mesmo sem uma leitura mais atenta, gostaria de alertar meus leitores sobre o seguinte fato:

- dias atrás circulou nas redes esta notícia de que a prefeitura de Cabo Frio teria providenciado a notificação da empresa que explora estacionamento no acesso para a Praia das Conchas para que a cobrança fosse suspensa sob o argumento de que a empresa não estaria autorizada a efetivar a cobrança naquele local. A notícia, inclusive, foi divulgada por alguns principais blogs da cidade e compartilhada por pessoas do governo e por cidadãos em geral. No link abaixo temos a notícia publicada:


- acontece que esse fato realmente aconteceu, porém em novembro de 2018! A notícia refere-se a fato acontecido em 2018, conforme vemos na publicação ocorrida no site da própria prefeitura, naquela data:

- tendo sido, inclusive, bastante divulgada na época (nov/2018): 

https://www.fiquebeminformado.com.br/2018/11/cobranca-de-estacionamento-na-praia-das.html?m=1 

Fica aqui este meu alerta, pois a postagem, da forma como está sendo compartilhada, leva ao entendimento equivocado de que o fato aconteceu atualmente, o que não condiz com a realidade.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

POESIA "O VALOR QUE OS AMIGOS TÊM", DO POETA FRANCISCO QUINTANILHA

Escritor, poeta, pesquisador e palestrante - FRANCISCO QUINTANILHA
Membro da academia Araruamense de Letras
  O VALOR QUE OS AMIGOS TÊM  (Aos meus amigos das redes sociais)
  
Poeta Francisco Quintanilha

Muitíssimo grato,
Amigos e amigas das redes sociais,
Amigos de fato,
Embora alguns nunca vistos,porém reais!

Por algum tempo ausentar-me-ei,
Contudo nossa amizade sempre estará viva,
Amigo de vocês sempre serei,
Porque a nossa amizade permanecerá ativa!

Ter amigos,e conservar assim, é uma dádiva de Deus,
E fazer a manutenção da amizade é algo relevante,
Sentimentos recíprocos meus e seus,
Demonstram que manter a amizade é importante!

Liguem para mim quando sentirem saudade,
Não vou embora, vou ali e volto já,
Somos unidos porque em nós existe verdade,
Em nós o amor em toda sua plenitude está!

Não existe amizade verdadeira sem amor profundo,
É necessário reconhecer isso pra se saber o valor que um amigo tem,
Esse valor excede a qualquer fortuna, é algo fecundo,
Benéfico para mim,e para vocês também!

Muitíssimo grato por tudo,
E ATÉ BREVE!
Poeta Francisco Quintanilha,
Que ama muito vocês!

 * Os direitos autorais dessa poesia são reservados ao autor

ABERTURA DA EXPOSIÇÃO "O PEREGRINO DA ARTE", DO ARTISTA PLÁSTICO IVAN CRUZ


Começando o ano com arte!
Sexta-feira, dia 10 de Janeiro, às 19h, abertura da exposição "O peregrino da arte", do artista plástico Ivan Cruz, sob a curadoria de Armando Braga, no Charitas. Haverá a apresentação do músico Christiano Guerra e o "Varal das Artes" - toalhas lançamento coleção verão 2020, gravuras e chaveiros -  todo o material com as imagens dos quadros do Ivan Cruz.
A exposição fica até final de fevereiro.
A casa de cultura Charitas é aberta ao público no horário comercial - entrada franca.

Vamos colorir o Mundo com muitas brincadeiras!
Ivan Cruz

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

HÁ UM CORINGA DENTRO DE CADA UM


Há um Coringa dentro de cada um. Aceitar e controlar esse Coringa interno é o que nos torna seres plenos


por Luciano Cazz 

Todos nós temos um Coringa dentro da gente a ponto de explodir…

O filme “O Coringa” expõe uma ferida que todos têm na alma. Na verdade, joga na nossa cara todas as mazelas escondidas atrás dos sorrisos amarelos e das alegrias forjadas.

Nosso Coringa interno guarda todas as rejeições que sofremos durante a vida. De pais que nos abandonaram ou falharam no amor e proteção e de todos os familiares perversos. Rejeição das tantas paixões que nos desdenharam, dos grupos que nos excluíram e dos momentos em que não fomos escolhidos nem convidados.

O Coringa de cada um não sofre de amnésia. Todos nós temos um Coringa dentro da gente a ponto de explodir.

Nosso Coringa engole a seco todas as humilhações que suportamos dentro de casa ou na rua, todas as risadas da nossa cara, todo deboche cruel. Ele segura no tranco as dores do bullying, que nada mais é do que pisotear em fraquezas ou defeitos para fazer graça como um patético Joker.

O Coringa que vive dentro de cada um tem na memória cada detalhe de todos os abusos que já sofreu. Quando seu corpo foi violado pelo desejo do outro ou por tapas, tem registrado todos os atentados de uma violência psicológica que não se entende nem se mede, mas da qual o seu Coringa jamais se esquecerá. E, por mais que você acredite que tenha superado, lá no fundo, bem escondido no seu íntimo, ele sofre por todas as traições sofridas, todas as confianças quebradas e os afetos que tentou dar, mas foram jogados no lixo. Ele guarda dolorosamente a forte sensação de impotência diante das frustrações da vida e até das injustiças sociais e políticas.

Ou talvez nem guarde tão bem assim e deixe escapar na violência doméstica ou no ardiloso usufruto do poder, nos vícios e nas promiscuidades, na falsidade e nas mentiras, nos julgamentos equivocados e nos destemperos exagerados, nos egoísmos e nas corrupções do dia a dia, e na falta de empatia que impera em uma sociedade, cujo ego infla com a frustração do próximo.

E, assim, não implodimos. Nos pequenos delitos, deixamos escapar um pouco do nosso Coringa, como um balão de que a gente libera um pouco de ar para não estourar. Então, a gente pune o outro com maldades e sorridentes boicotes pela inveja que nos causa. Jogamos nele as nossas frustrações e o condenamos a um rótulo que é nosso. Competimos com todo mundo por troféu nenhum, atrás de uma autoafirmação do nosso Coringa, mesmo que em cima da infelicidade de quem estimamos.

Somos todos palhaços de um mundo de aparências que finge ser politicamente correto, com a bolota redonda e vermelha na ponta do nariz.

Porque, por trás da maquiagem colorida das nossas personalidades virtuais, somos todos sozinhos em nossos sentimentos verdadeiros e amargos no reconhecimento que não temos e negamos às pessoas quando sofremos pelo sucesso do outro, e desejamos, secretamente, mesmo que por um momento, o seu pior.

O sorriso do Coringa desmascara uma sociedade que simula felicidade, entretanto, vive insatisfeita, depressiva ou ansiosa. Que só quer falar sem saber escutar, receber sem saber dar. Saber mais, ter mais, ser mais mesmo que de mentira. Que sofre ao ajudar o próximo e finge não ver as qualidades alheias.

No momento da virada do filme, o Coringa não se liberta do desespero, mas aprisiona-se. Ele perde o controle sobre a dor para a loucura da verdade humana. A frieza é uma culpa gigantesca que tomou conta de tudo. Ela não tem contraponto e se perde no “não sentir.” Então, pisar nos outros é afrouxar a corda em volta do próprio pescoço, porque a dor que causamos é a mesma de que desesperadamente queremos nos livrar, da mesma forma que o narcisismo é o retorno de uma interpretação extremamente feia que temos de nós mesmos.

Segundo Freud, a psique se forma em cima do conflito. Mas se o Coringa dentro de nós é natural e inevitável, como fazer para não enlouquecer?

Os instintos não se desfazem, um dia, de uma forma ou de outra, virão à tona, então, para não implodir e aliviar o seu Coringa, procure subterfúgios sadios. Uma luta, um hobby, a arte ou uma religião, a natureza. Viaje, faça terapia. Procure razões para gargalhar de verdade, diga os “nãos” que calou, os sins que se acovardou. Ou quem sabe tudo isso junto, mas deixe os outros em paz. Pare de fazer, de quem não tem culpa nenhuma, o seu tapete para esconder debaixo dele todas as suas frustrações. Encare-se no seu espelho e foque em se esvair dos rancores escondidos na sua alma.

Perdoe aqueles que se deixaram levar por sua própria loucura e lhe fizeram mal. Mas, mais do que isso, perdoe-se! Por não ter se defendido, por sua ingenuidade, por não ter dito “não”, por ter baixado a cabeça, por todas as vezes que chorou em vez de reagir e que alimentou o seu Coringa, engolindo sapos. Neste mundo torto, foi a maneira que você encontrou de sobreviver, mesmo assim, afasta-se de quem lhe subestima, como o Coringa não fez, com sanidade.

E, caso se identifique com o monstro, principalmente, no momento em que ele vinga o bullying, não se preocupe nem sinta culpa, é só um pouco da pressão saindo, pois ele está em você, mas você está no controle. E, só assim, aceitando e controlando, o seu Coringa interno, é que você se tornará um ser pleno.

E, quem sabe em um futuro não muito distante, o sistema respeite mais a nossa humanidade e, então, em uma civilização mais evoluída e madura, seremos capazes de conciliar melhor os instintos biológicos com os deveres sociais, com menos recalques e mais respeito à expressão individual, e, por conseguinte, tirar a máscara do palhaço para, finalmente, sermos bons de verdade, como de fato somos. 

Fonte: site  "O Segredo"

SABER SAIR NA HORA CERTA

"Não esperar até ser sol poente. É máxima do cordo deixar as coisas antes que elas o deixem. Que se saiba converter em triunfo o próprio fenecer, pois às vezes mesmo o sol, ainda brilhante, costuma retirar-se numa nuvem para que não o vejamos cair, e nos deixa suspensos, não sabendo se ele se pôs ou não. Furte-se aos ocasos para não rebentar de desdouros; não espere que lhe voltem as costas, porque o sepultarão vivo para o sentimento e morto para a estima. O atilado dispensa a tempo o cavalo em que corre, e não espera que, caindo, faça erguer-se o riso no meio da corrida; que a beleza quebre o espelho com tempo e com astúcia, e não com impaciência depois, ao ver o seu desengano". - Baltasar Gracián y Morales, in 'A Arte da Prudência'

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

PUBLICADO O REGULAMENTO DA 3ª EDIÇÃO DA ANTOLOGIA "CONTOS A LA CARTE"






Regulamento – Antologia “Contos a la Carte” 2020 


01. A Foco Letras receberá até o dia 19 de Junho de 2020, textos inéditos e em português, de autores da Região dos Lagos, de estilo livre de contos. Nosso objetivo é oportunizar uma publicação impressa de 20 autores. 

02. O autor declara que a referida obra é criação sua, responsabilizando-se por qualquer questão relativa a direitos autorais e plágio. 

03. A coletânea terá entre 80 e 120 páginas, no formato padrão 14x21 e a participação custará R$50,00 por página diagramada. 

04. O participante da antologia cede os direitos autorais da obra participante aos organizadores para livre comercialização do livro. 

05. A Foco Letras fornecerá exemplares para cada autor selecionado de acordo com a quantidade de páginas usadas em seus contos. Caso o autor deseje adquirir algum exemplar a mais da Antologia, terá enquanto autor, um desconto de 25% sob o preço de capa no caso de pagamento à vista. 

06. Aqueles que receberem os livros pelos Correios deverão arcar com as despesas do frete. 

07. Os textos devem ser enviados completos e revisados, dentro das novas regras ortográficas, de acordo com o vocabulário da Academia Brasileira de Letras, em arquivo Word, fonte Times tamanho 12 e espaçamento 1,5 com o título “Contos A La Carte” seguido do nome do autor no campo assunto, para o e-mail do organizador que está disponibilizado ao final deste regulamento. Abaixo do conto o autor deverá enviar uma breve biografia de no máximo, cinco linhas, em terceira pessoa. 

08. Os contos deverão ser enviados até a data estipulada para o e-mail focoletras@gmail.com acompanhados da ficha de inscrição e biografia. 

Contato: (focoletras@gmail.com). 

Esperamos pelo seu conto.

Editora Foco Letras

domingo, 5 de janeiro de 2020

VIVEMOS UM TEMPO DE SECRETA ANGÚSTIA

O amor é mais falado do que vivido e por isso vivemos um tempo de secreta angústia


O sociólogo polonês Zygmunt Bauman declara que vivemos em um tempo que escorre pelas mãos, um tempo líquido em que nada é para persistir. Não há nada tão intenso que consiga permanecer e se tornar verdadeiramente necessário. Tudo é transitório. Não há a observação pausada daquilo que experimentamos, é preciso fotografar, filmar, comentar, curtir, mostrar, comprar e comparar.

O desejo habita a ansiedade e se perde no consumismo imediato. A sociedade está marcada pela ansiedade, reina uma inabilidade de experimentar profundamente o que nos chega, o que importa é poder descrever aos demais o que se está fazendo.

Em tempos de Facebook e Twitter não há desagrados, se não gosto de uma declaração ou um pensamento, deleto, desconecto, bloqueio. Perde-se a profundidade das relações; perde-se a conversa que possibilita a harmonia e também o destoar. Nas relações virtuais não existem discussões que terminem em abraços vivos, as discussões são mudas, distantes. As relações começam ou terminam sem contato algum. Analisamos o outro por suas fotos e frases de efeito. Não existe a troca vivida.

Ao mesmo tempo em que experimentamos um isolamento protetor, vivenciamos uma absoluta exposição. Não há o privado, tudo é desvendado: o que se come, o que se compra; o que nos atormenta e o que nos alegra.

O amor é mais falado do que vivido. Vivemos um tempo de secreta angústia. Filosoficamente a angústia é o sentimento do nada. O corpo se inquieta e a alma sufoca. Há uma vertigem permeando as relações, tudo se torna vacilante, tudo pode ser deletado: o amor e os amigos.

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