sexta-feira, 29 de agosto de 2014

ELEIÇÕES: DESCONSTRUÇÃO DO ADVERSÁRIO = MENOSPREZO DA INTELIGÊNCIA DO ELEITOR

Ao ler a matéria "PT e PSDB focam campanha em 'desconstruir' Marina" (http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Visao/noticia/2014/08/pt-e-psdb-focam-campanha-em-desconstruir-marina.html), chamou minha atenção o modo como é encarada, pelas partes, a disputa eleitoral.
O que fazemos quando queremos valorizar um produto para venda, por exemplo? Sabemos que todo bom vendedor busca exaltar as qualidades do seu produto, e mais que isso, busca enfatizar o que de bom ou de útil a aquisição daquele produto poderá trazer ao comprador. Esta é uma regra básica de argumentação de vendas. Ora, isso é valorizar o que se oferece ao outro. Não se vende um produto destacando os defeitos de outro, pois o cliente quer saber informações é sobre o seu produto. Você pode até compará-lo com o outro, mas sempre focando as características do seu produto, mostrando o seu diferencial.  

Trazendo esse raciocínio para o assunto da propaganda eleitoral, temos que o eleitor é como se fosse o comprador: deseja conhecer os candidatos e suas propostas para, a partir daí, escolher aquele que mais lhe pareça adequado. E os candidatos são como se fossem os vendedores, e os produtos a serem vendidos são suas propostas e ideias. Estas que devem ser valorizadas, focadas, destacadas.  

Essa pequena comparação serve para alertar o eleitor de que, em uma política séria, é essa a atitude que deve prevalecer: candidatos destacando seus trabalhos, suas ideias e o quanto elas farão a diferença na vida do eleitor. E eleitor se informando, conhecendo as ideias de cada um, comparando-as e, finalmente, optando. 

Agora, quando lemos uma matéria como a mencionada acima, percebemos o nível atrasado em que ainda se encontra a política brasileira. Essa estratégia do PT e PSDB é uma amostra de como se faz política no Brasil. A preocupação maior não é fazer um trabalho diferenciado, ou elaborar uma proposta coerente e atrativa. Preocupa-se muito mais em desfazer o adversário, foca-se mais nas propostas do outro do que no desenvolvimento do próprio projeto. É um nível bem atrasado ainda, e se pensarmos bem, é um reflexo da própria sociedade também ainda atrasada em que vivemos, onde muitas vezes, em uma equipe, os membros, invés de pensarem em desenvolver suas potencialidades e contribuírem com o melhor possível de cada um, preocupam-se mais em olhar o outro que se destaca e boicotar seu trabalho por simples espírito de competição, o que acaba por anular as forças que deveriam somar, e, por consequência, leva a um resultado final pífio. Se cada parte tivesse mais objetividade e preocupação em desenvolver um bom trabalho, com certeza viveríamos em uma sociedade muito mais evoluída e próspera.

Realizar uma campanha focando a desconstrução do adversário é revelar que o que vale é assumir o poder a todo custo, pois destruindo o adversário o poder lhes chegará naturalmente às mãos. Somem os debates construtivos, olvida-se a argumentação inteligente e o eleitor, ao ser privado de ricos debates em torno das ideias e projetos, tem sua capacidade de livre escolha menosprezada, diminuída.

Não sejamos fantoches, não nos deixemos manipular pelo que dizem uns de outros. Valorizemos mais nossa inteligência e capacidade de escolha apoiando candidatos que souberem manter uma campanha em melhor nível e que busquem divulgar seu próprio trabalho e debater ideias e propostas. Agindo assim, estaremos respeitando a nós mesmos, valorizando nosso próprio poder e capacidade de análise e decisão. 

Luciana G. Rugani

terça-feira, 26 de agosto de 2014

CENTRO MUNICIPAL DE TRATAMENTO DE DEPENDENTES QUÍMICOS COMPLETA UM ANO DE FUNCIONAMENTO

Considero este projeto em Cabo Frio (RJ) como uma grande ideia que merece ampla divulgação e que deveria ser levada para todos os cantos deste nosso país. Desejo muito ver prefeitos de outras cidades e estados indo até Cabo Frio interessados em conhecer o único centro desta espécie mantido com verba exclusivamente municipal, para que possam colher dados que lhes possibilitem implantar projetos semelhantes em suas cidades. 

Deixo aqui nossos parabéns ao prefeito Alair Corrêa pela iniciativa de algo tão relevante para o momento atual de nossa sociedade, e mais uma vez parabéns pelo pioneirismo, traço sempre marcante de sua forma de governar.

Luciana G. Rugani

_______________________________________________________________________________________
Centro Municipal de Tratamento de Dependentes Químicos completa um ano de funcionamento
Data foi comemorada com evento que contou com a participação do prefeito Alair Corrêa

O Centro Municipal de Tratamento de Dependentes Químicos comemorou neste domingo (24/8), seu primeiro aniversário de funcionamento. Mais de 200 pessoas, entre funcionários da Secretaria Municipal de Prevenção ao Uso de Drogas (SEPRED), familiares dos acolhidos, ex-internos e voluntários, participaram de um chá, no próprio centro de reabilitação, servido para os convidados.

- Fizemos esse chá para receber os amigos e comemorar o sucesso de um ano do Centro de Reabilitação, disse a secretária de Prevenção ao Uso de Drogas de Cabo Frio, Cris Mansur.

O evento contou com a presença do prefeito Alair Corrêa que abriu as comemorações e falou sobre a importância do trabalho que é desenvolvido na unidade pela Prefeitura, por meio da equipe da SEPRED.      
   
- Estou muito feliz com o resultado conquistado neste ano. Aqui, não tratamos apenas os dependentes químicos. Estamos abraçando também as famílias, que precisam de ajuda para a recuperação dos seus parentes – destacou o prefeito Alair Corrêa em seu discurso.

Os convidados conheceram o artesanato produzido no Centro de Tratamento pelos acolhidos e acompanharam a apresentação do Coral Ressurgência, também formado pelos internos. As atividades fazem parte do processo de recuperação durante a internação. Durante este ano de funcionamento, mais de 40 pessoas voltaram a ter uma vida normal, longe do vício do álcool e das drogas. Hoje, 45 pessoas estão em tratamento na unidade, a única no país mantida com recursos próprios do município.

O Centro de Tratamento tem capacidade para abrigar 75 internos. Lá, os internos contam com clínico geral, neurologista, atendimento odontológico, psicólogo, psiquiatra, enfermeiros, monitores, biblioteca, espaço para terapias em grupo, academia de ginástica, lavanderia, campo de futebol, quadra de vôlei, hidroginástica, salão de jogos e cursos profissionalizantes nas áreas de hotelaria, culinária, artesanato, informática, eletricista, entre outros. Cabo Frio é o primeiro município do estado do Rio de Janeiro a oferecer este tipo de tratamento aos seus moradores.

Segundo a secretária Cris Mansur, a taxa de recuperação no município tem sido de 50%, muito superior à média no país, que gira entre 20 e 30% dos dependentes.

- Esse sucesso só é possível graças ao trabalho humanizado realizado com os internos, que consiste em manter uma rotina de trabalho, convivência comunitária e o exercício da espiritualidade – conclui.

Texto: Alexandra de Oliveira | Assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal de Prevenção ao Uso de Drogas
Fotos: Divulgação SEPRED

Artesanato feito pelos próprios internos


quarta-feira, 20 de agosto de 2014

A FALTA DE CARÁTER COMO ESTRATÉGIA POLÍTICA


A disputa eleitoral pelo cargo de presidente no Brasil teve uma reviravolta neste ano de 2014, em plena época de campanha, devido à morte repentina do candidato Eduardo Campos (PSB) em um acidente aéreo no dia 13 de agosto. Muita comoção e muita dúvida acerca de como se remodelaria a disputa a partir daí, até sair a decisão final de que Marina Silva assumirá o lugar de Eduardo.

Mas hoje quero abordar aqui um fato que merece de nós uma reflexão mais profunda e bem propícia para este momento de campanhas por todo o Brasil: a falta de caráter utilizada como estratégia política para prejudicar um candidato.

Domingo passado, 17/08, portanto quatro dias após o fatídico evento, começou a circular na internet uma foto de Marina Silva sorrindo junto do caixão de Eduardo, com os dizeres: "Marina deu risada em cima do caixão de Eduardo Campos!!!".  Na foto estão Marina, o vereador Saulo Souza (Poá, SP), a viúva Renata Campos e alguns de seus filhos. Eles conversavam sobre o sorriso de Eduardo e sobre o quanto ele gostava de contar seus "causos" engraçados, ou seja, estavam a recordar alguns momentos de alegria junto ao falecido, então naturalmente sorriam, conforme relatou Saulo Souza em seu perfil do facebook:

 "Num certo momento da madrugada, eu perguntei para Dona Renata, na presença de Marina, no que consistia a força admirável dos meninos e dela, principalmente, demonstrada diante de tamanho sofrimento e de tamanha dor.

Ela calmamente tocou o porta-retrato do Eduardo que estava sobre o caixão e contou do quanto achava lindo o sorriso dele, do quanto ele inspirava a família a sorrir em todos os momentos da vida mesmo quando a dor fosse uma tortura.

Então, disse que estava orgulhosa dele porque conseguiu deixar uma mensagem para o Brasil e realizada porque ele deixou um legado inspirador. Por fim, ela relembrou, como bom nordestino, do quanto ele gostava de contar "causos" e alegrar a vida de todos por onde passava.

Então, sorrimos. Nós, cinco".

Saulo Souza

*Foto: Estadão


Sem falar na total insensibilidade de quem certamente possa ter sido pago para começar essa corrente difamatória, é importante alertar que, infelizmente, no meio político, há "profissionais" pagos justamente para exercerem a função de registrar imagens ou frases totalmente fora do seu contexto real e divulgá-las com fim exclusivo de desconstruir adversários, gerando uma interpretação dos fatos totalmente equivocada, por parte do público. Com o crescimento das redes sociais, a situação agravou-se ainda mais. Hoje há blogueiros, fotógrafos, perfis falsos (fakes), todos pagos (e muito bem pagos) para exercerem a difamação (vide texto http://www.cantinhodasideias.com.br/2013/11/falta-de-carater-vira-negocio.html ). Neste fim de semana, em pleno velório, Marina foi mais uma vítima desse "negócio" porco que se tornou a falta de caráter.  

Que fiquemos atentos e alertas em relação às matérias divulgadas sobre os candidatos, tenhamos mais cuidado ao compartilhar notícias e fotos, busquemos antes pesquisar ao máximo a verdade, e, na dúvida, não compartilhemos, pois infelizmente o mal caratismo está fortemente instalado na política de nossos dias. Não há respeito na disputa, não há ética, vale tudo na busca por atingir o alvo. Gasta-se muito mais energia em raciocínios complexos para elaboração de planos ardilosos e sujos do que na formulação de projetos e na busca de soluções para os problemas da sociedade. 

Desconfie do candidato que insiste na estratégia da difamação, desconfie do candidato que mantém o foco na desconstrução do outro ao invés de focar naquilo que tem obrigação de fazer, que é apresentar e debater suas ideias e propostas, pois esse candidato revela comprometimento apenas com um sujo e imoral jogo político, e nas mãos deste ficará, caso venha a governar.

Luciana G. Rugani

terça-feira, 12 de agosto de 2014

HOMENAGEM AO ATOR ROBIN WILLIAMS - ALGUMAS PALAVRAS SOBRE A ORIGEM DESTE BLOG

Este blog não poderia deixar de prestar uma homenagem ao ator Robin Williams, falecido ontem nos EUA, afinal de contas foi através de um de seus principais filmes ("Sociedade dos Poetas Mortos") que conheci a expressão "Carpe Diem", escolhida como o primeiro domínio de nosso blog.

A mensagem do filme inspirou a proposta deste espaço. Identifiquei-me prontamente com ela quando assisti. Por isso resolvi adotar a expressão para denominar o blog. 
"Carpe Diem" é um termo em latim que significa "aproveite o dia". No filme, um professor, diferente do padrão comum de outros professores, estimulava em seus alunos o pensar, o debater, o questionar. Sua proposta era fazer cair por terra os bloqueios emocionais impostos por uma sociedade autoritária e cheia de regras de comportamento para que, assim, a criatividade ficasse livre para brotar e dar frutos representados por realizações pessoais, sonhos, liberdade.

E minha proposta ao criar o "Carpe Diem Luciana" foi justamente criar um espaço para me expressar, deixar meu sentimento fluir, através das poesias e desabafos, e também lançar minhas ideias, promover a reflexão, estimular o livre pensar. Foi assim que comecei. No meio do caminho acrescentei outros trabalhos, como por exemplo a divulgação da cidade de Cabo Frio e trabalhos de cidadania, mas nunca deixei de criar meus textos e poesias para justamente semear ideias, pontos de vista e sentimentos. 

Que Robin Williams seja amparado pela Espiritualidade Maior, principalmente em função das tantas mensagens positivas que passou através de muitos de seus filmes. Com certeza ele também lançou ideias, lançou sementes, das quais este blog, por exemplo, podemos dizer que, de certa forma, é um pequeno fruto. 

Abaixo segue um artigo do site "Revista de História" sobre o filme. Ao final do artigo, tomei a liberdade de negritar algumas frases principais, que traduzem a principal reflexão do filme.  Aos que ainda não assistiram, recomendo. E aos que já assistiram, vale a pena rever.

Luciana G. Rugani


“Ó, eu! Ó, vida! Entre as questões que reaparecem. Os trens de desesperançosos, cidades cheias de tolos. O que há de bom entre eles? Ó, eu! Ó, vida! Resposta: Estar aqui. A vida existe e a identidade. Essa brincadeira de poder continua e você pode contribuir com um verso.”

De Walt Whitman

 

“Oh, Capitan! My Capitan!” é o vocativo obrigatório de John Keating (Robin Williams) na Welton Academy, uma escola preparatória estadunidense para lá de conservadora dos anos 50. Ex-aluno da instituição, o agora professor de Literatura e Língua Inglesa contraria a rígida metodologia da instituição, que prega os pilares da tradição, honra, disciplina e excelência, na tentativa de não só formar homens bem sucedidos, mas, acima de tudo, formar mentes.


Logo nas primeiras aulas, uma quebra de paradigma: “Abram seus livros na página 21. E podem rasgar todo o prefácio”. Para Keating, o livro-texto de poesia, indicado pela ortodoxa diretoria, pretendia transformar a beleza dos versos de Thoreau, Whitman e Byron, com toda sua subjetividade, alegorias e jogos semânticos, em simples fórmulas matemáticas.  


Motivado pelo lema “Carpe Diem” (do latim, aproveite o dia), o idealista inspira seus alunos a buscarem paixões individuais, atentando para seus talentos e habilidades, a fim de transformar cada momento de suas vidas em instantes extraordinários. Assim, aos poucos, o professor conquista uma legião de jovens, que se desprende das amarras morais e religiosas pregadas não só pelo ensino, mas também por suas famílias de organização patriarcal e hierarquias bem definidas.


Todd Anderson, Neil Perry, Steven Meeks, Charlie Dalton, Knox Overstreet, Richard Cameron e Gerard Pitts. São eles quem vão reinventar a “Sociedade dos Poetas Mortos”, um clube de leitura nada convencional, fundado por Keating ainda nos tempos discentes. A questão aqui é pensar além da obviedade. Todos passam a se reunir semanalmente em uma caverna, na área externa do campus, com lamparinas e instrumentos musicais, para deixar a imaginação fluir... E a realidade transformar.

Os limites do horizonte

Longe de optar pelo recorrente “felizes para sempre”, essa é uma produção hollywoodiana que obriga o espectador a bater a cabeça contra a parede.O filme retrata o cenário do pós-Segunda Guerra Mundial, cujo cenário educacional era de baixíssima autonomia e quaisquer suspeitas contra um revolucionário fariam dele um perseguido político.

Em tempos de manifestações por reformas estruturais no país, nada como cedermos um suspiro à utopia típica da juventude. 

Construir ideais, assumir posicionamentos. São atitudes que, na maioria das vezes, exigem sacrifício e dedicação. Nesse sentido, “Sociedade dos Poetas Mortos” não poderia ser mais atual. 

A discussão proposta pelo diretor Peter Weir supera partidarismos, crenças religiosas e nacionalidades. É uma briga pelo Eu, pela essência. O que realmente vale a pena? O que realmente queremos deixar de nossas vidas para o mundo? Carpe Diem. “Palavras e ideias podem mudar o mundo”, já dizia Mr. Keating.


 
Fonte: http://www.revistadehistoria.com.br/secao/cine-historia/carpe-diem-para-alem-do-obvio

domingo, 10 de agosto de 2014

LIXEIRAS SUBTERRÂNEAS PARA RECOLHIMENTO DO LIXO

Nova orla da Praia do Forte, em Cabo Frio (RJ)
Praia do Forte, Cabo Frio (RJ)





















A Revista Exame publicou uma matéria no dia 07/08/14 falando sobre o sistema de recolhimento de lixo com lixeiras subterrâneas. Trata-se de um processo moderno, muito comum na Europa, e que há pouco tempo chegou em nosso país mas que, devido à sua inovação e praticidade, é uma ideia que se espalha rapidamente por nossas cidades.

O artigo cita as cidades de Paulínia (SP), Salvador (BA), Fortaleza (CE) e São Paulo (SP) como as cidades brasileiras que já utilizam o sistema, mas é preciso lembrar que Cabo Frio (RJ) também deve ser incluída no rol destas cidades que abraçaram a ideia. Cabo Frio ganhou duas destas lixeiras subterrâneas com a inauguração da sua nova orla da Praia do Forte, no final do ano passado, obra essa que se destaca por sua modernidade em diversos aspectos. O prefeito Alair Corrêa, que anos atrás já tornou a cidade conhecida como a mais limpa do Brasil, tem muita atenção com a limpeza urbana e não mede esforços para manter limpas suas ruas e praias. Talvez por isso tenha se encantado pelo sistema pioneiro, e logo que assumiu o governo fez questão de inseri-lo no projeto da nova orla.

Segue abaixo a matéria citada:

"Lixeira subterrânea: Salvador ganhou lixeiras de coleta seletiva com contêineres subterrâneos que podem guardar até 3 toneladas de lixo.

Não fosse o corpo em aço inoxidável, as novas lixeiras de Salvador, pareceriam comuns. Mas elas trazem uma surpresa que vai além do visual moderno: um fundo falso. O lixo descartado segue direto para um contêiner subterrâneo capaz de armazenar até 3 toneladas de resíduos. Cada lixeira é destinada ao depósito de lixo úmido (não reciclável) e outra, ao lixo seco (reciclável), que seguem para compartimentos diferentes dentro do container.

Outra vantagem é que o lixo fica isolado, o que evita mau-cheiro e a presença de animais. Um dispositivo informará a empresa de limpeza sobre a necessidade de retirada do resíduo quando o container alcançar 80% da sua capacidade.

Para a retirada do lixo, uma pequena grua automática é colocada no teto da caixa subterrânea, que é suspensa até a superfície e presa ao caminhão de coleta, onde o resíduo é despejado. O sistema pretende reduzir os custos de coleta, o deslocamento de veículos e gastos com energia.

A primeira lixeira com container de Salvador está instalada na Barra, próximo ao Forte Santa Maria, e passará a funcionar com a inauguração das obras de requalificação do bairro, prevista para o próximo dia 22. Até 2015, serão 20 contêineres espalhados em diversos pontos, no Mercado Modelo, Subúrbio, Lagoa do Abaeté e Cajazeiras.

Segundo a prefeitura, não haverá custo para o município. “Os contratos com as empresas que realizam a coleta preveem a aquisição dos novos equipamentos”, diz em nota oficial. A instalação está sob responsabilidade da Limpurb, que dará a destinação correta ao material coletado – os secos irão para as cooperativas de reciclagem.

Em razão da sua simplicidade e alta eficiência, este sistema de coleta é bastante comum na Europa, principalmente na Alemanha e na Espanha. No Brasil, a cidade de Paulínia, no interior paulista, foi a pioneira no uso de contêineres, em 2011. A ideia foi replicada em Fortaleza e São Paulo". – Revista EXAME, 07/08/2014 (http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/lixeira-subterranea-e-arma-contra-sujeira-em-salvador/)


Luciana G. Rugani

terça-feira, 5 de agosto de 2014

COMENTÁRIO RELEVANTE SOBRE "A POLÍTICA NOS DIAS DE HOJE"


Neste ano eleitoral, mais uma vez compartilharemos alguns textos visando colaborar com a conscientização dos brasileiros em relação à relevância deste momento. 

Hoje recebemos um comentário do Dr. Osmar Ventris , deixado em nosso texto intitulado "A POLÍTICA NOS DIAS DE HOJE", que retrata justamente um dos maiores problemas da política brasileira: a compra de votos. 

Obrigada, Dr. Osmar, e parabéns pelo excelente comentário tão verdadeiro. A troca do voto por favores e benefícios é a maior chaga da nossa cultura política, pois é o que permite a manutenção no poder daqueles que não têm o menor respeito pela coisa pública.

por Osmar Ventris:
"Parabéns pelo Blog e sua proposta!
O problema é cultural. O mesmo eleitor que critica e pede moralidade e ética, é o mesmo que pede para "quebrar seu galho" ignorando a moralidade e a ética!
O mesmo eleitor que critica e abomina a corrupção, elege corruptos, vende seu voto, busca favorecimentos imorais para si e sua família.
O problema não é do eleitor ou do político eleito.
O problema é cultural!
Daí, não adianta trocar os políticos nem os partidos políticos, porque os substitutos repetirão os mesmos vícios dos anteriores, lembrando que os políticos são cidadãos eleitos livremente em voto secreto por outros cidadãos, dentre os quais, muitos sonham com o poder político, não para o bem comum, mas para melhorar de vida!
Cultura não muda do dia para a noite.
Portanto vamos conviver com esse cancro por bom tempo, até porque não temos educação de qualidade e nossa população não é adepta á leitura de qualidade". 

Luciana G. Rugani

domingo, 3 de agosto de 2014

ELEIÇÕES: SOBRE O FINANCIAMENTO DAS CAMPANHAS ELEITORAIS

Hoje, ao ler a matéria publicada no UOL sobre o custo das campanhas eleitorais (http://eleicoes.uol.com.br/2014/noticias/2014/08/02/r-74-bilhoes-campanhas-eleitorais-vao-custar-ate-tres-copas-do-mundo.htm), novamente lembrei da reforma política tão urgente, mas tão protelada em nosso país.

Segundo a matéria, a soma do limite de gastos das campanhas de todos os candidatos já registrados na Justiça Eleitoral será de R$ 73,9 bilhões (valor suficiente para organizar três copas do mundo). Há quatro anos, este valor foi de R$ 48,4 bilhões. A matéria destaca ainda o fato de que "a diferença é que a Copa do Mundo foi custeada, sobretudo, com dinheiro público, enquanto as campanhas são bancadas majoritariamente por meio de doações feitas por empresas".  

Sem entrar na discussão dos valores, que a cada eleição aumentam vertiginosamente por diversas razões, é importante sabermos que em muitos casos o fato de estas campanhas serem bancadas por meio das doações de empresas (ou particulares) pode causar um estrago ainda maior do que se fossem custeadas por um valor público, fixo, e mais de acordo com nossa realidade.

Concordo quando a matéria diz o que todos sabemos, que "não existe preferência em termos de ideologia". Neste meio há sempre interesses, basta lidar um certo tempo no meio político para ter isso como uma verdade absoluta. Contribui-se para, lá na frente, receber a recompensa. Mas quanto danosa pode ser esta recompensa para os brasileiros em geral? Quando ouvimos notícias sobre votações que acabam por levar à destruição de nossa natureza; quando reformas sérias nas questões do combate à criminalidade não vão pra frente, por exemplo, quais as raízes de tais decisões? Logicamente, quem fala mais alto nestes casos são os interesses dos grupos financiadores que estão sendo defendidos, não há como sair fora dessa realidade, pois trata-se de um negócio, um trato firmado e remunerado para isso. Quantas empresas seguem, por exemplo, destruindo o meio ambiente, desmatando, descumprindo normas, e apesar de tudo permanecem ativas por governos e governos? 

A doação de particulares, sejam empresas ou pessoas físicas, é também uma porta aberta para entrada de dinheiro sujo e, por conseguinte, manipulação do poder, tanto no Legislativo como no Executivo. Todos sabemos que não são poucos os que aproveitam deste recurso para "lavar" o dinheiro oriundo de atividades ilegais, ou mesmo derivado de abuso de poder de alguma autoridade, aquele dinheiro que não pode ser declarado. Pessoas físicas, utilizadas como "laranjas" para esconder a verdadeira origem do dinheiro, figuram como doadores de campanha no lugar dos verdadeiros colaboradores. Há inúmeros esquemas bem elaborados para trazer verba para campanha e ao mesmo tempo atrelar, amarrar o candidato aos interesses dos financiadores. Isso sem falar nos gastos não declarados, dos quais de vez em quando ouvimos notícias de apuração por parte do Ministério Público.

Nos dias atuais, tempo em que a criminalidade e as irregularidades possuem ligação cada vez mais estreitas com o poder, a reforma política se faz urgente, principalmente no que toca ao financiamento de campanhas. Muitas máfias disso ou daquilo mantêm-se no poder devido a estes esquemas milionários de financiamento. É parte da triste realidade brasileira....

Luciana G. Rugani

domingo, 27 de julho de 2014

O FIM DO MUNDO?

"O reino dos Céus é semelhante a uma rede que foi lançada ao mar e apanhou peixes de toda espécie: e depois de cheia, os pescadores puxaram-na para a praia; e sentados, puseram os bons em cestos, mas deitaram fora os ruins. Assim será no fim do mundo: sairão os anjos e separarão os maus dentre os justos, e lançá-los-ão na fornalha do sofrimento; ali haverá choros e ranger de dentes."  Mateus 14:47-50


"Neste arrastão que já ocorre no Planeta, nesta separação dos peixes-homens, quem serão os que ficarão? Jesus nas Bem aventuranças nos esclarece, quando diz: Bem aventurados os mansos, porque herdarão a Terra. É necessário adquirir esta virtude, da mansidão. A mansuetude entendendo como aquele estado de alma pacificada, que não paga mal com mal, mansidão como aquele que já se liberou da agressividade, que implantou em si os referenciais de tranquilidade íntima de consciência".

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Cataclismos, mudanças climáticas, alteração do eixo magnético da Terra, desastres coletivos, informações sobre um novo planeta conhecido como Nibiru e profecias de diversos povos sobre eventos dramáticos serão realidade? Será que está próximo o fim do mundo? 

Vamos refletir sobre o tema, com base na parábola da rede, trazida por Jesus e contida no capítulo 14 do Evangelho de Mateus, onde o Mestre nos fala sobre o Reino dos Céus e o fim do mundo. Neste capítulo encontramos uma sequência de parábolas dentre as quais as que Jesus fala da separação do joio do trigo e dos bodes das ovelhas, que têm correlação com a parábola da rede que é o fechamento destas parábolas.

Podemos refletir sobre o Reino dos Céus e o Fim do Mundo sobre dois aspectos: Um do ponto de vista individual, outro do ponto de vista coletivo.

Do ponto de vista individual, O Reino dos Céus é um estado interior, de pacificação dos sentimentos, de bem aventurança emocional, de sintonia com as leis divinas e com o Cristo interior. Jesus nos disse que o Reino dos Céus não vem com aparência exterior e que está dentro de nós.

Do ponto de vista coletivo, quando os habitantes de nosso globo estiverem vivenciando o Reino dos Céus em si, este reino também estará implantado na Terra e nosso planeta também será um Reino dos Céus.

Mas Jesus se utiliza da imagem de uma pescaria, um arrastão, para falar sobre o tema. Na época de Jesus, utilizava-se do arrastão como uma forma de pesca. Depois de lançada a rede os pescadores puxavam-na para a praia e separavam o que interessava. Do ponto de vista individual, a parábola fala dos pescadores, simbolicamente, podemos pensar sobre as pessoas que já estão buscando seu progresso espiritual de forma consciente, lançando suas redes para buscar tudo aquilo que lhe parece de valor. Buscamos "peixes-valores" em palestras, livros, programas de TV, em conversas com pessoas que pensamos que podem agregar algo de positivo em nosso crescimento, etc. Mas nem tudo que reluz é ouro. Por isso a necessidade de em um momento de reflexão, exercitar o discernimento para separar dentre aquelas informações-peixes que nos chegaram, aquelas que realmente nos são importantes e descartar aquelas que tem só aparência de utilidade, mas são ruins.

O fim do mundo no aspecto individual pode ser visto como o fim de um ciclo, de um período, remetendo-nos ao término da reencarnação, onde a separação dos bons ou não é feita por sintonia vibratória, realizada pelos anjos da nossa própria consciência. Se liberados por ela encontramos a felicidade, se não, ser lançado na fornalha do sofrimento nos remete à necessidade de nova encarnação, onde o calor das duras experiências nos amolece o coração e nos impulsiona rumo à Deus e à elevação espiritual.

Do ponto de vista coletivo, encontramos no último capitulo de A Gênese, de Allan Kardec, que os mundos evoluem de duas formas básicas: uma fisicamente, decorrente das mudanças geológicas, que possibilitam o aprimoramento das formas de vida existentes no orbe, outra moralmente, decorrente da evolução moral-espiritual dos habitantes deste orbe.

O benfeitor espiritual Emmanuel, em sua memorável obra A caminho da Luz, nos fala que há alguns milhares de anos, em um dos planetas de uma estrela chamada Cabra ou Capela, na constelação do Cocheiro, estava ocorrendo um arrastão, como nos conta a parábola da rede. Este mundo estava alcançando as culminâncias de um de seus extraordinários ciclos evolutivos, deixando de ser um planeta de provas e expiações para tornar-se um planeta de regeneração. Acontece que alguns milhões de habitantes deste orbe estavam impedindo a consolidação do plano de regeneração em Capela, por estarem em desacordo com os novos parâmetros de evolução deste mundo e foram exilados em mundo primitivo por determinação dos numes diretores para, após duras provas de reabilitação, alcançarem o aval da própria consciência para voltarem a sua doce Capela. Vieram estes espíritos habitar a Terra dentre as raças primitivas para evoluírem moralmente e auxiliar na evolução da humanidade terrestre. Os capelinos trouxeram grandes avanços para a Terra, já que tinham grande desenvolvimento mental em relação aos terrenos.

Mas se em Capela ocorreu este arrastão, na Terra também poderá ocorrer? Sim, é o que nos dizem diversos benfeitores espirituais em suas mensagens, bem como encontramos na própria obra da codificação.

A benfeitora espiritual Joanna de Ângelis, nos diz que "opera-se, na Terra, neste largo período, a grande transição anunciada pelas Escrituras e confirmada pelo Espiritismo.", que o período da transição encontra-se em pleno andamento.

Quando a Doutrina Espírita chegou à humanidade, instaurou-se na Terra uma nova era. O planeta entra na idade da maturidade, deixa a adolescência espiritual, para adentrar em um período de maior compreensão espiritual e consequentemente maior responsabilidade de atitudes.

Em A Gênese, nos capítulos 17 e 18, que tratam do Juízo Final, dos Sinais dos Tempos e da Geração Nova, Kardec discorre sobre o tema e transcreve a comunicação clara da espiritualidade sobre como se dá esta mudança. São períodos estes de clímax da transição, onde geralmente ocorrem transformações físicas e morais concomitantes. Para aqueles que vivem nestes períodos e observam as transformações apenas no momento, parece que as leis da natureza foram derrogadas ou estão fora de controle, mas na verdade em tudo há um encadear de acontecimentos cíclicos que para olhos espirituais e perspicazes estes são momentos que podem ser previstos com antecedência. Tudo é perfeito e está dentro das leis físicas e divinas.

Neste arrastão que já ocorre no Planeta, nesta separação dos peixes-homens, quem serão os que ficarão? Jesus nas Bem aventuranças nos esclarece, quando diz: Bem aventurados os mansos, porque herdarão a Terra. É necessário adquirir esta virtude, da mansidão. A mansuetude entendendo como aquele estado de alma pacificada, que não paga mal com mal, mansidão como aquele que já se liberou da agressividade, que implantou em si os referenciais de tranqüilidade intima de consciência.

A Benfeitora Joanna de Ângelis em sua mensagem nos solicita o esforço de regeneração individual, dizendo que na mente está a chave para esta grande mudança. Mudança para sentimentos elevados, atitudes dignas e palavras corretas.

A espiritualidade superior nos convoca a tomarmos parte ativa neste período de transição, atuando de forma consciente na vivencia e implantação do Reino de Deus em nós e naqueles corações os quais convivemos lembrando das palavras de João no Apocalipse: "Nada temas das coisas que hás de padecer."(2:10). 

Rodrigo Ferretti

(A versão na íntegra e as referências bibliográficas deste texto podem ser acessadas em http://www.feig.org.br/index.php/ddivulgacao/estudos-e-artigos/245-o-fim-do-mundo )

segunda-feira, 21 de julho de 2014

NAS ASAS DE UM SONHO: A HISTÓRIA DE ROBERTO VASCON


As histórias de vida de pessoas determinadas, realizadoras e batalhadoras muito me encantam. 

Estas pessoas brilham como cometas, e seus rastros de luz são um convite para que aprendamos também a seguir o caminho da vitória. 

São histórias incentivadoras, que impulsionam aquilo que temos de melhor dentro de nós, alavancando nosso íntimo e despertando dons que nem mesmo nós sabíamos existir. 

Sonhos, fé, luta, alegria, superação, realizações, vitória: estes são os ingredientes da história de vida do designer mineiro Roberto Vascon.
Eli Roberto Vasconcelos Matos, nascido na cidade de Raposos, região metropolitana de Belo Horizonte (MG), começou sua caminhada como o garoto Eli, que, desde bem pequeno, e muito talentoso para vendas, recolhia ferro velho, garrafas e sucatas para vender. Carismático, dono de um sorriso iluminado, enfrentou com alegria duras provas da vida até tornar-se o famoso estilista internacional, designer de bolsas, Roberto Vascon. 

Não teve medo. Enfrentou o desconhecido de peito aberto, pois sempre soube que nunca estava sozinho. Sua fé não deixou que o medo bloqueasse seus sonhos. Conversava com Deus naturalmente, como quem conversa com seu melhor amigo, e assim seguiu suportando o frio e a solidão das noites dormidas em um banco de praça do Central Park, em Nova York, quando chegou aos EUA.

Para Roberto, a vida é uma festa de Deus. E foi com esse espírito festivo e alegre que ele venceu e provou pra si mesmo que era possível realizar seus sonhos. Claro que viveu momentos tristes, muito penosos, e os viveu a fundo, na mesma plenitude com que viveu seus momentos mais felizes, mas a alegria de sentir-se um convidado de Deus para esta festa maravilhosa sempre falou mais alto e nunca deixou seu coração se fechar. E é com esse mesmo espírito festivo e alegre que permanece até hoje produzindo as mais lindas bolsas, cada uma com sua característica única, como se cada uma também contivesse uma parte dessa alegria contagiante de Vascon. 

"Nas asas de um sonho" é o livro que contém sua biografia. Recomendo a todos os amigos leitores que leiam e conheçam a trajetória da vida de Roberto Vascon. É um daqueles livros envolventes e que nos leva a viver as mais variadas emoções junto com seu protagonista. É o exemplo vivo de que a fé  profunda pode transformar radicalmente uma vida, e que seu poder de superação será tão mais forte quanto maior for sua ligação com seu Eu verdadeiro, onde estão seus sonhos e sua determinação. 

Um livro que nos fazer querer participar cada vez mais intensamente dessa festa maravilhosa que Deus nos proporciona a cada dia.

Luciana G. Rugani

sábado, 19 de julho de 2014

RECADO DE PACIENTES COM CÂNCER PARA OS POLÍTICOS

Os governantes, no momento em que tomam posse de seus cargos, assumem também pesados encargos. São milhões de vidas que dependem de suas ações. A responsabilidade é grande, tanto a nível físico quanto a nível espiritual. Pode haver responsabilização civil e penal, de acordo com as leis dos homens, e há também a responsabilização espiritual, pois ser colocado à frente do gerenciamento de recursos públicos é uma das mais difíceis provas a que é submetido um ser humano. Várias mensagens espirituais nos explicam o grau de complexidade dessa responsabilidade e as consequências dolorosas da negligência nessa questão.

As ações dos homens públicos se dão por meio da execução de diversas políticas públicas existentes.  De todas elas, entendo que a saúde, tanto preventiva quanto curativa, deva ser a prioridade das administrações públicas.

É por isso que hoje venho ajudar a divulgar uma mensagem que está circulando na internet. Trata-se da gravação do recado de algumas pacientes de câncer para todos os políticos.
Assistam, clicando no vídeo abaixo:


Luciana G. Rugani

segunda-feira, 14 de julho de 2014

QUANDO A CORRUPÇÃO NÃO ENXERGA LIMITES

A física e a matemática são ciências exatas. Não há o que questionar em suas fórmulas, não há "mas" nem "talvez". Alicerçadas em suas fórmulas e teoremas, obras incríveis são edificadas, e isso tem sido assim desde tempos antigos, como, por exemplo, na utilização de cálculos precisos para construção das pirâmides no Egito.

A engenharia tem por base principal estas duas ciências. Qualquer obra construída em conformidade com os cálculos e normas de engenharia e em local com boa estabilidade geológica, podemos dizer que certamente tem tudo para ser uma obra firme, segura e durável. Mas esta certeza começa a se abalar quando, à exatidão dos cálculos, une-se o componente humano. Vejamos sobre o caso do viaduto em construção que caiu recentemente em Belo Horizonte matando duas pessoas e ferindo outras vinte e três:

O caso ainda está sendo apurado, mas algumas considerações já começam a surgir.

Não sou engenheira, mas, de forma geral, penso que se há um projeto de construção, principalmente em se tratando de uma obra pública, como é o caso, este projeto deve ser aprovado pelos órgãos competentes, onde se verifica sua exatidão entre outros quesitos. Além disso, deve ser realizada uma sondagem no terreno para se certificar de que o solo suporta aquela obra e que o projeto seja adequado para ficar em consonância com as condições do solo. Posteriormente, vem a fase de execução da obra, sempre sob os olhos atentos da fiscalização do poder público, que, logicamente, deve contar com um corpo técnico capacitado para isso.

Se considerarmos a hipótese de algum erro em algumas destas fases, lembremos que, pelo menos em tese, houve fiscalização pública em todas as etapas. Pode acontecer de passar algum erro, mas, se pensarmos bem, é muito difícil um erro passar despercebido quando há uma fiscalização bem feita e completa. Se passou, é sinal de que há também alguma falha nesta fiscalização.

Agora vamos considerar a hipótese do uso de materiais e prazo inadequados. Aqui é que o componente humano a que me referi acima tem chance de fazer mais estragos. Foi publicado na imprensa que o projeto deste viaduto já estava sob investigação do Ministério Público Estadual, o qual identificou superfaturamento de materiais, falhas diversas na execução da obra, e também problemas com prazo de entrega. Ora, o que é isso senão o dedo de politicagem suja a interferir e anular a perfeita exatidão da engenharia? Sabemos que superfaturamento de custos envolve favorecimentos acordados com empreiteiros e "oficializados" através de licitações forjadas, onde geralmente paga-se um alto valor pelo material e em contrapartida recebe-se material inadequado, de baixa qualidade. Nenhum brasileiro desconhece que exista essa cultura muito comum de colocar o bem público a serviço de benefícios particulares, benefícios estes que derivam do financionamento milionário das campanhas políticas por empresários e "laranjas".

Que engenharia de qualidade resiste ao componente político mal intencionado? Bastou essa constatação do MPE para que a credibilidade de todo o processo também caísse por terra. Se constata-se o superfaturamento, pode-se confiar também na fiscalização exercida ou ela não estaria sob suspeita?

O que normalmente acontece em casos como este é apontarem um culpado, geralmente um engenheiro, ou outro funcionário qualquer, um bode expiatório, sem irem além na apuração das circuntâncias e pressões que levaram este funcionário à execução do projeto daquela forma. As pressões, o material de baixa qualidade, a ordem de cima para que a obra siga em ritmo acelerado e com corte de custos, normalmente nada disso é apurado. Aponta-se como culpado um indivíduo que lida diretamente na obra e olvida-se as pressões e desmandos dos hierarquicamente superiores.

A queda deste viaduto em BH vai ficar na história da engenharia. Um triste fato que veio mostrar que existem limites a serem respeitados. Não adianta tentar burlar as normas e cálculos para aumentar o "ganho". A exatidão da engenharia não se submete aos delírios de ganância da corrupção. 

A população deve acompanhar esta apuração, este fato não pode cair no esquecimento, precisamos parar de achar normal esse jogo corrompido que impera há muito nas administrações públicas. Pode ser comum, mas não é normal, não é o correto. A corrupção mata todos os dias, e este acontecimento pode ter sido uma triste amostra desta realidade. 

fonte das informações: 

http://noticias.r7.com/minas-gerais/construtora-de-viaduto-que-desabou-em-bh-e-investigada-por-superfaturamentos-de-r-271-milhoes-14072014
http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2014/07/04/interna_gerais,545281/obra-do-viaduto-que-desabou-em-belo-horizonte-estava-atrasada-e-superfaturada.shtml
http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/Mobilidade-na-corda-bamba/

Luciana G. Rugani

sexta-feira, 11 de julho de 2014

RECOMENDAÇÃO DE FILME: "PLANETA ÁGUA"


Filme do diretor e ambientalista francês Yann Arthus-Bertrand, "Planeta Água" é um documentário sobre os oceanos, desde a sua origem até os dias de hoje. 

O mundo dos oceanos, este reino de vida que guarda preciosos mistérios da Criação, é retratado através de imagens envolventes e uma riqueza de informações que acabam por aguçar ainda mais nossa curiosidade sobre o tema. 

O filme nos mostra exemplos da atuação direta da lei do equilíbrio, desde o ambiente microscópico da natureza marinha até a interação homem-oceano. Na natureza, tudo tende a se equilibrar. Excessos não existem em um ambiente equilibrado. E esta é uma lei natural de nosso planeta, da qual não podemos fugir. Se causamos algum desequilíbrio, a natureza alguma resposta nos dará, pois a busca do equilíbrio é constante. 

A pesca de arrasto, a inundação de elementos plásticos em nossos mares, aves marinhas mortas com seus estômagos repletos de plásticos e outros objetos, a ambição sem limite dos seres humanos ao lidar com a natureza, tudo isso é mencionado no filme de forma didática, esclarecedora, que nos chama à responsabilidade urgente de agirmos, de participarmos de forma ativa na defesa deste rico patrimônio que corre sério risco de estar destruído daqui a poucos anos. Toda essa interação irresponsável do ser humano junto à natureza provoca desequilíbrios, faz proliferar mais algumas espécies que outras, e isso volta para o ser humano de forma danosa. Temos o exemplo da invasão de águas-vivas (meduzas) que já acontece em diversas praias, e que vem prejudicando o ambiente marinho e também o turismo. Alguns peixes como o atum e tartarugas marinhas são os predadores naturais das meduzas. A pesca desenfreada, e principalmente a pesca de arrasto que recolhe indiscriminadamente tudo que se agarra nas redes, tem causado o desaparecimento destes peixes e levado muitas tartarugas à morte. Em consequência, as meduzas se proliferam demasiadamente, provocando o desequilíbrio no ambiente que, por sua vez, atingirá outras espécies, além de prejudicar também a presença de banhistas nas praias.

O filme, lançado em 2012, foi exibido aos participantes da conferência Rio + 20, no mesmo ano.

Não deixem de assistir. Somos todos, enquanto seres humanos habitantes deste planeta, responsáveis pela preservação da vida que aqui ainda existe. Sem a presença humana, o ambiente se organizava harmoniosamente de forma natural. Será possível que o homem, ser dotado de inteligência e incrível capacidade criadora, topo da cadeia alimentar, vai se deixar levar pela ilusão do ganho desmedido e permitir a destruição da vida na Terra? Não seria isso até mesmo uma ofensa à sua própria inteligência e racionalidade? Ainda é tempo de acordarmos, de colaborarmos para que esse alerta seja constantemente debatido nas redes sociais e levado aos nossos governantes. Façamos cada um a nossa parte dentro daquilo que lhe é possível. Busquem o filme, assistam, informem-se. Aqueles que trabalham com educação ambiental, levem-no para assistirem junto aos seus alunos. Associações, governos, providenciem sua exibição em salas de cinema. Vale a pena esclarecer, vale a pena se informar, vale a pena cuidar. É a VIDA quem nos pede isso.

Luciana G. Rugani

terça-feira, 8 de julho de 2014

ALGUMAS PALAVRAS DE ANDREI MOREIRA SOBRE A VITÓRIA

por Andrei Moreira

Compreensível que no mundo das disputas competitivas, como o do futebol, a derrota seja considerada fracasso e os jogadores e técnicos sejam culpabilizados, freqüentemente com rigor excessivo e até mesmo crueldade, sem consideração com seus esforços humanos.

O preocupante é sermos uma sociedade mundial comandada pelo consumo, pelo imediatismo e pela disputa, onde sucesso signifique a vitoria sobre os outros, o destaque, o poder e o primeiro lugar.

Sucesso, numa perspectiva espiritualista mais ampla, é a conquista e a vitória sobre si mesmo, vivendo e fazendo o seu melhor a cada instante, celebrando os resultados felizes e aprendendo com os desafios ou equívocos da caminhada, recomeçando e seguindo em frente, sempre. 

Tristeza e insucessos fazem parte da existência. Nesta perspectiva, tudo é aprendizado no jogo da vida. 

Felicidade não é destino, é postura, determinada pela maneira como enxergamos e analisamos os fatos.

domingo, 6 de julho de 2014

A COPA DO MUNDO E SUAS LIÇÕES PARA A VIDA


Eu costumo comparar algumas ocorrências da copa do mundo com fatos de nossa vida cotidiana. Fiz isso na copa passada, no jogo Brasil X Holanda, e também há uns dias atrás no jogo do Brasil X Chile, em artigo postado aqui no dia 28 de junho.

Hoje refletirei em torno do ocorrido com o jogador Neymar. 

Neymar é um jogador novo, podemos até dizer que é um garoto ainda, mas que rapidamente se destacou como um dos melhores do mundo. Seu trabalho como atacante faz a diferença na seleção e seus adversários sabem disso. Por isso, desde o início da copa ele tem sido bastante marcado e perseguido violentamente por alguns jogadores.

O esporte reflete a vida. Na vida, qualquer trabalho que a pessoa realizar, entrando de cabeça e coração, com vontade, e principalmente se este trabalho se destacar de alguma forma, despertará a atenção de outras pessoas nem sempre de boa vontade e que nem sempre agirão com o devido respeito e, pior ainda, algumas irão querer até mesmo paralisar e derrubar a obra feita. Para isso usam violência, fofoca, maledicência, enfim, colocam em uso os mais pobres recursos, típicos de mentes imersas em ignorância. É como a fábula do vagalume e da serpente, em que a serpente diz que comeria o vagalume simplesmente por não suportar vê-lo brilhar. 

Com Neymar aconteceu o que aconteceu justamente porque ele é um destaque no esporte. Seu trabalho chamou a atenção e por isso foi perseguido durante todo o campeonato. Brilhou, se destacou, sofreu perseguição.

Ficam aqui as minhas palavras para o Neymar: é fato que houve a agressão, que existe a dor, o sofrimento. Mas também é fato que não perdeu o brilho só por esta queda. Apenas dará um tempo, uma pausa para recuperar, mas voltará à luta, pois essa luta é sua vida. Voltará a brilhar ainda mais, pois a queda nos impulsiona a subir até mais alto. Pode até ser que a batalha desta copa ele não lute mais, mas isso não o fará desistir de ser um lutador, tendo ainda pela frente muitas outras batalhas. Não se apaga a chama de um guerreiro, não se apaga o brilho pessoal. O talento, a vontade, o amor pelo que se faz, isso ninguém apaga, seguirá eternamente com quem o possui abrindo as portas de outras experiências à frente, afinal de contas, é lei da vida: aquilo que se constrói com Amor e Vontade não se perde JAMAIS!

Luciana G. Rugani

quinta-feira, 3 de julho de 2014

TURISMO: AEROPORTO INTERNACIONAL DE CABO FRIO

Texto de Telma Flora
Assessora de Imprensa – Secretaria de Turismo de Cabo Frio (RJ)

Sobre o Aeroporto Internacional de Cabo Frio
Inaugurado em dezembro de 1998, pelo então prefeito Alair Corrêa (foto), desde 2001, o Aeroporto Internacional de Cabo Frio é administrado pela iniciativa privada, após concessão pela Prefeitura. Hoje opera três voos semanais, para Belo Horizonte e Campinas. Sua localização fez com que se transformasse em um hub para o segmento offshore, atendendo as plataformas de petróleo na Bacia de Campos e de Macaé, operação que envolve voos diários de helicópteros.
Por estar localizado em uma cidade de grande apelo turístico, seu movimento na alta temporada de verão sofre aumento no tráfego aéreo. Em janeiro, foram 60 voos comerciais, que geraram um fluxo de 60 a 100 passageiros por dia. Em 2013, o balanço mostra que foram 230 mil passageiros transportados.
O aeroporto recebe também um voo cargueiro regular (semanal) da Europa,  que sai de Amsterdã. Com isso, Viracopos, em Campinas, deixou de ser a única opção do importador fluminense para recebimento de cargas da Europa. É ganho de eficiência logística e de arrecadação para o estado do Rio. Recebe ainda outros dois voos cargueiros semanais, vindos de Miami.








Fotos: perfil facebook Secretaria de Turismo de Cabo Frio (ttps://www.facebook.com/media/set/?set=a.683539138383551.1073741998.445690982168369&type=3)

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...