quinta-feira, 14 de setembro de 2017

AS PEDRAS LANÇADAS AJUDARAM NA SOLUÇÃO DA QUESTÃO?

por Luciana G. Rugani - O então prefeito Alair Corrêa começou a governar em 2013 com a obrigação de pagar um plano de cargos totalmente em desacordo com a capacidade financeira do município. O governo anterior (cujo prefeito é o mesmo de hoje) aprovou, em final de mandato (2012), o plano de cargos que, na época, muitos entendidos do assunto disseram ser um plano que Cabo Frio não suportaria pagar. O prefeito Alair assumiu essa obrigação, e vinha lutando para pagar as contas até que veio a queda brusca dos royalties, que praticamente zeraram, além da queda dos demais repasses devido a crise nacional. Vieram atrasos de salários, greves, e em 2016 ele foi impedido de obter o empréstimo que foi questionado na justiça pelo governo que hoje aí está. 
Agora vemos novamente as greves, os atrasos de salários, além de fechamento de escolas e hospitais, mas agora o governo afirma necessitar do empréstimo para conseguir pagar as despesas. O mesmo governo que ontem impediu, por interesses políticos, a obtenção do empréstimo por Alair. 
Eu não poderia de deixar de registrar aqui esse importante depoimento de Alair Corrêa porque hoje percebemos claramente como que por interesse político se julga e se esquece de uma cidade inteira. A solução que poderia ter vindo lá atrás e evitado tanto sofrimento e que foi impedida, agora é desejada. E ainda, quantos cidadãos que jogaram pedras, não só no governo na época, mas também em nós, que defendíamos uma ideia. Quantos "amigos", no final do mandato, deixaram de ser nossos "amigos" apenas porque exercíamos com respeito o nosso legítimo direito de opção política, quantas ofensas inócuas, diretas e indiretas.
Fica a pergunta: as pedras lançadas ajudaram na solução da questão? 
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A MALDADE QUE QUASE MACULOU UMA HISTÓRIA!

"Sofri a maior perseguição da história política local. Fui chamado de incompetente, mau gestor e até de "ladrão". Mesmo dizendo, repetidamente, que a arrecadação não dava mais para pagar a folha, preferiram acreditar no desonesto do Marquinho. HOJE VEJO O ATUAL PREFEITO ATRASAR SALÁRIOS E NA CARA DE PAU DIZER QUE NÃO TEM DINHEIRO. Logo ele que dizia que eu mentia quando atrasava! Agora com seu CHORORÔ ele mostra a população que sempre falei a verdade.
Administrei Cabo Frio de 1997 a 2004 com aproximadamente R$ 300 Milhões dos Royalties. Com esses recursos saneamos e pavimentados 2/3 da cidade. Já Marquinho "administrou" de 2005 a 2012 e teve a astronômica verba de R$ 2,8 BILHÕES (DOIS BILHÕES E OITOCENTOS MILHÕES DE REAIS) Só dos Royalties. Ou seja, teve 10 vezes mais do que tivemos e não fez nada. Em tempo: Os Royalties cresceram a partir de 2005 quando Cabo Frio foi integrado ao grupo dos grandes produtores e passou a receber também as famosas trimestrais. Com sua inclusão passou a receber em 2005, R$ 16 milhões/mês e R$ 38 milhões por trimestre. No ano, a prefeitura com MM passou a receber R$ 350 Milhões. Enquanto, com a CRISE nos últimos anos do meu Governo a parcela caiu dos R$ 350 Milhões para apenas R$ 70 Milhões por ano, quando a despesa com o pessoal era de R$ 400 Milhões de Reais. O triste é que com o recebimento mensal de R$350 Milhões, Marquinho não fez uma grande obra, não fez nenhum projeto para por fim na eterna dependência da cidade com o petróleo, nem pagou um mês de salário ao servidor, já com o PLANO DE CARGOS incluído.
Ciente de ter jogado R$ 3 BILHÕES pelo ralo e para não ser desmascarado, ele precisava criar despesas para o sucessor. Foi então que fez o PCCR. Na ocasião até achei que fora por vingança ou para me destruir politicamente. Mas hoje sinto que deixou foi um super gasto de R$ 150 milhões com a folha para se proteger. É simples de entender; se com R$300 milhões em oito anos mudamos a cidade, qualquer um que se elegesse, com TRÊS BILHÕES faria uma revolução social, cultural e turística em Cabo Frio.
Nos dois primeiros anos do meu governo reduzi os projetos de obras para ajustar o orçamento aos novos gastos com o PCCR. Conseguimos nesse período pagar o PLANO integralmente e na data do vencimento. Mas, em 2015 e 2016 a CRISE chegou no Brasil, a explosão da Lava Jato e a queda dos Royalties de R$ 350 Milhões para sofríveis R$ 60 Milhões em 2016, quando entramos nas turbulências políticas que todos presenciaram por não conseguir pagar a Folha em dia.
LEMBRETE: Diferente dele, que foi responsável por eu não ter conseguido o empréstimo que teria salvado a mim e a cidade, acho que ninguém deve se opor agora. Ele não conseguirá pagar salários em dia e o 13º sem a entrada de dinheiro nos cofres."

Alair Corrêa
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