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O VELHO HÁBITO DOS BOATOS

Em ano eleitoral é incrível como velhos hábitos e velhas posturas insistem em permanecer! A fofoca desprezível, o arcaico hábito de inventar e propagar, sem o mínimo respeito com os cidadãos, notícias infundadas, sem dados concretos e originadas do anonimato.

A famosa "central de boatos" entra em funcionamento vinte e quatro horas, com o objetivo de tumultuar o processo, difamar adversários e perturbar os cidadãos. E não se dão conta de que estes mesmos cidadãos já estão perturbados o suficiente com todo esse fala-fala. Estão cansados dessa postura imatura de muitos. Sim, ainda que devagar, mas o eleitorado já mudou bastante, e continua mudando, está amadurecendo. Quantas pessoas ouvimos falar que já não aguentam mais esses velhos costumes, essa boataria..quantos cidadãos dizem estar cansados de falácias, e o que querem ouvir são as discussões e debates frutíferos de propostas e temas sociais.

Este momento de indefinições é natural, pois é o momento, por parte dos pré-candidatos, de busca de apoio. As negociações estão em alta, daí surgem alguns adeptos do "vale-tudo" prontos a lançar inverdades para fragilizar uns e outros nessas negociações. E o fazem baseado na ideia de que muitos costumam ser vulneráveis a pressões. Geralmente são movidos pela ânsia do poder pelo poder, de provar a si mesmos que dominam e controlam aqueles que se deixam dominar.

Acontece que hoje há inúmeras maneiras de rapidamente um boato ser derrubado, a verdade não fica mais muito tempo encoberta. Em pouco tempo fica claro para todos que a intenção dessas pessoas é derrubar ou alavancar um ou outro lado, e logo logo suas colocações caem no descrédito.

O momento pode ser muito melhor aproveitado. Boatos, inverdades, diz-que-diz...são armas utilizadas por aqueles que têm como meta principal direcionar o processo em favor de seus interesses particulares. À crescente parcela de cidadãos, que a tudo isso observa e já está cansada dessas atitudes, cabe aproveitar o momento para colocar em debate suas ideias, suas demandas, e promover um trabalho de conscientização junto aos mais desprovidos de informação. As inverdades, os boatos, até poderão continuar, mas cairão por sí próprios se tiverem como resposta o silêncio da indiferença e o trabalho em prol do que realmente interessa e vale a pena.

Luciana G. Rugani

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