quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

TEXTO EXCELENTE SOBRE RESILIÊNCIA

Como se forma um gênio como o escultor Auguste Rodin?

  por Regis Mesquita
 Blog www.psicologiaracional.com.br

Em 1840 nasceu um gênio chamado Auguste Rodin? Não, ele se tornou um gênio, nasceu com potencialidades, vocações e plano de vida.

A sua genialidade foi o fruto final de um longo processo de estudos, tentativas, erros, treinamentos, aprimoramentos, fracassos.

Para cada obra bem feita, ele deve ter tido pelo menos uns 400 fracassos.

Olhando pelo lado da proporção, o genial Rodin foi um fracassado.

O pior vem agora: para cada obra Genial, para cada "obra prima", ele deve ter tido pelo menos uns mil fracassos (obviamente, estes números são projeções minhas).

Rodin era pobre, foi rejeitado três vezes ao tentar entrar em escolas de artes. Mas, ele tinha uma arma infalível: ele brincava com a arte.

Em nossa sociedade nós dizemos: "isto não é brincadeira, vamos fazer as coisas com seriedade.

Se seguisse este preceito, Rodin teria sido um bom pedreiro. O correto é dizer: vamos brincar, mas vamos brincar com objetividade e foco no aprendizado.

Foco no aprendizado e objetividade.

Ele também tinha algo muito especial: resiliência. Segundo a Wikipedia: "Resiliência ou resilência é um conceito oriundo da física, que se refere à propriedade de que são dotados alguns materiais, de acumular energia quando exigidos ou submetidos a estresse sem ocorrer ruptura. Após a tensão cessar poderá ou não haver uma deformação residual causada pela histerese do material - como um elástico ou uma vara de salto em altura, que verga-se até um certo limite sem se quebrar e depois retorna à forma original dissipando a energia acumulada e lançando o atleta para o alto".

Em outras palavras: tolerância à frustração, capacidade de "dar a volta por cima", capacidade de manter o foco, capacidade de repetir centenas de vezes.

Rodin construiu uma habilidade maravilhosa.

Mas sua genialidade nasceu da capacidade de fracassar milhares de vezes. Fracassar com foco, com método, com objetividade, com tesão em aprender e produzir o belo.

Nenhum de nós será um novo Rodin, Einstein, Simon Bolivar, Nelson Mandela, Jung, Kropotkin ou Picasso.

Seremos, todavia, fantásticos se soubermos INTENSIFICAR nossas vidas, se brincarmos em criar um novo presente, se aprendermos com foco e método, se tivermos boa vontade, recomeçarmos todos os dias e se formos livres para expressar nossa vocação interna e aproveitarmos tudo que criamos ao longo de nossas encarnações.

Tudo isto fica mais fácil se temperarmos a vida com gratidão e boa vontade

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